TESTEMUNHAS DE BRUNO DE CARVALHO OUVIDAS
Testemunhas do antigo Presidente do Sporting CP foram ontem ouvidas
Rodrigo Soares Fernandes
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19 de Fevereiro 2020, 14:51
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Ontem foi dia de mais uma sessão do Julgamento de Alcochete, onde foram ouvidas testemunhas de Bruno de Carvalho. Se Pinto da Costa disse nada saber, outras revelaram alguns detalhes.

José Ribeiro, que assina a ‘Bancada Nova’ no Leonino, foi o primeiro a ser ouvido. Assessor de imprensa do Sporting CP na altura do ataque, o antigo jornalista diz que foi ele a avisar Bruno de Carvalho do ataque.
“Estava a ver na TV quando um grupo de pessoas começou a correr para dentro da Academia”, começou por explicar, dizendo depois que interrompeu uma “reunião entre Bruno de Carvalho e André Geraldes para dar a informação do que estava a acontecer”. “Sabe o que está a acontecer? Estão a invadir a Academia!”. O então Presidente não terá reagido bem à notícia e “ficou um pouco hesitante, sem saber muito bem o que fazer”, até que “decidiu ir para a Academia”, contrariando o que Jorge Jesus lhe teria aconselhado. “Diz ao Jorge que nós estamos a caminho”, disse Bruno de Carvalho a José Ribeiro. A decisão demorou 10 a 15 minutos a ser tomada. O antigo assessor explicou ainda que nos primeiros momentos foi impossível falar com alguém na Academia e que só depois de contactar com Paulo Cintrão, responsável pela comunicação da equipa de futebol, é que André Geraldes ficou a perceber o que se passava.

Depois falou Eduardo Barroso, antigo PMAG do Clube entre 2011 e 2013. O médico não revelou nada sobre o ataque, apenas referindo que acredita que Bruno de Carvalho está inocente e que não foi mandante de nada.

Jorge Fonseca, atleta do Judo, também falou ontem. O campeão do mundo falou durante menos de cinco minutos: “Bruno de Carvalho teve sempre boas relações com os atletas e preocupou-se sempre em apoiar os desportistas do Sporting. Sempre nos tratou bem, com boas intenções”.

Por fim, falou Carlos Vieira, antigo vice-presidente do Sporting CP e cronista do Leonino. Vieira disse que aquando do ataque estava no Estádio José Alvalade a dar uma entrevista, não dando mais pormenores sobre o ataque. O cronista do Leonino falou das reuniões do dia anterior ao ataque, onde confirmou que Jorge Jesus ia ser despedido, ficando a faltar apenas decidir se ainda seria o treinador na final da Taça de Portugal. Sobre os jogadores, disse que Bruno de Carvalho quis saber porque Acuña respondeu aos adeptos na Madeira.

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