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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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18 Jun 2022 | 16:36 |
Paulo Almeida, funcionário do Sporting, não tem dúvidas de que o Clube de Alvalade tem razão na questão dos Campeonatos de Portugal conquistados na década de 20 e 30 do século XX. Num documento a que o Leonino teve acesso, Paulo Almeida demonstra a verdade dos factos, ou seja, os leões conquistaram quatro das 17 edições do Campeonatos de Portugal. O funcionário do Sporting mostra-se indignado para com aquela que deve ser a decisão da FPF, contrária aos interesses verdes e brancos e, sobretudo, que não corresponde à verdade histórica.
"Com a informação organizada e consolidada recolhi 4.470 assinaturas para conseguir ter uma audiência na Assembleia da República, que ocorreu a 20 de Maio de 2018. Lutei (e lutarei) sempre pelas 17 edições do Campeonato de Portugal onde o meu clube só ganhou quatro títulos. Esta semana houve novidades sobre este assunto, sendo que um dos pareceres da FPF dá razão ao Sporting Clube de Portugal em 13 das 17 épocas em que foi disputado o Campeonato de Portugal", pode ler-se no documento assinado por Paulo Almeida.
Confira, na íntegra, o documento em causa:
"CAMPEONATOS DE FUTEBOL EM PORTUGAL: A VERDADE DOS FACTOS
No site da Federação Portuguesa de Futebol está escrito: ‘Em 1922, foi criado o primeiro campeonato de futebol sendo que os vencedores desta competição eram considerados os campeões da modalidade em Portugal’, no entanto, a FPF não quer reconhecer as 17 edições do Campeonato de Portugal disputadas entre 1922 e 1938.
PONTO PRÉVIO
O meu nome é Paulo Silva Almeida e enquanto funcionário do Sporting Clube de Portugal li todas as Actas da FPF de 1922 a 1938. Adicionalmente, consultei os jornais nacionais das décadas de 1920 e 1930. Com a informação organizada e consolidada recolhi 4.470 assinaturas para conseguir ter uma audiência na Assembleia da República, que ocorreu a 20 de Maio de 2018. Lutei (e lutarei) sempre pelas 17 edições do Campeonato de Portugal onde o meu clube só ganhou quatro títulos. Esta semana houve novidades sobre este assunto, sendo que um dos pareceres da FPF dá razão ao Sporting Clube de Portugal em 13 das 17 épocas em que foi disputado o Campeonato de Portugal. De seguida, explico em resumo esta história que se arrasta há décadas em Portugal.
EM BUSCA DA VERDADE
A 13 de Dezembro de 2017 ficou escrito na Acta nº 21 da FPF ‘constituir de imediato uma comissão de especialistas que possa elaborar um parecer técnico cujo conteúdo será objecto de deliberação por parte da Assembleia Geral’ . Hoje, 18 de Junho de 2022, assinala o centenário dos campeonatos nacionais de futebol com o FC Porto a vencer a primeira edição do Campeonato de Portugal e com a revista ‘Football’ a escrever na época: ‘O FC Porto é, desde domingo passado, o Campeão de Portugal. Coube a esse clube, a honra de gravar na sua história desportiva, a primeira inscrição de vencedor da prova mais importante do nosso país’. Entre as duas datas, distam uns longos e silenciosos 1.648 dias (para os mais distraídos são 4 anos, 6 meses e 5 dias) em que o organismo máximo que rege o futebol nacional não reconhece os seus primeiros heróis, que ganharam em campo, com as regras da altura e com o aplauso dos adversários.
A mesma FPF que não reconhece os campeões acima descritos, deu recentemente os parabéns ao AC Milan de Rafael Leão pela conquista do 19º título italiano. Mas sabem uma coisa? A primeira conquista do AC Milan, em 1901, ainda com o nome Clube de Críquete e Futebol de Milão, foi realizada em sistema de eliminatórias, tal e qual como se disputava o Campeonato de Portugal: vitória nos quartos-de-final (2-0) frente ao SEF Mediolanum; vitória nas meias-finais (3-2) diante da FC Juventus; e vitória na final (3-0) ao campeão em título CFC Genova. Em Itália a história não se apaga.
No entanto, o problema em Portugal é ainda mais grave! Para além da FPF não oficializar os 17 campeões legítimos entre 1922 e 1938, reconhece erradamente os quatro vencedores das Ligas Experimentais que se realizaram entre 1935 e 1938 (três vitórias para o SL Benfica e uma para o FC Porto). Esta nova competição foi disputada num sistema fechado de 8 clubes de apenas 4 associações de futebol (sempre as mesmas e que eram AF Lisboa, AF Porto, AF Coimbra e AF Setúbal). Sabiam que, por exemplo, o Algarve e a Madeira, que já tinham tido equipas campeãs nacionais, por força do regulamento ficaram sempre de fora desta prova? Este é principal argumento, pelo qual a UEFA não reconhece a Taça Latina pois a mesma era apenas disputada em quatro países (Portugal, Espanha, França e Itália).
SPORTING CAMPEÃO EM 1923 COM 11 JOGOS REALIZADOS
A propaganda benfiquista diz (erradamente) que os leões venceram a 2ª edição do Campeonato de Portugal com apenas dois jogos disputados. A Acta nº4 da FPF, de 21 de Abril de 1923, na página 9 referia que ‘(…) o Campeonato 1922/1923 será por eliminatórias sendo obrigatória a inscrição e disputa do Campeonato de Portugal de Football a todos os grupos campeões das associações distritais filiadas na UPF’. Ou seja, para chegar à fase final para disputa do título máximo os leões tiveram de conquistar primeiro o Campeonato de Lisboa com 7 vitórias e 2 empates e depois vencer o FC Porto (na meia-final) e a Académica (na final). O jornal ‘Os Sports’ de 28 de Junho de 1923 escreveu: ‘Foi este o primeiro ano em que as províncias tomaram parte no grande campeonato, prestando-lhe um brilho invulgar. De esperar é, portanto, que para o ano a concorrência de clubes provincianos seja ainda maior, mercê da criação de novas associações regionais, para que ao Campeonato Nacional concorra Portugal inteiro. O Sporting Clube de Portugal, após uma época brilhante traz para Lisboa o título máximo de Campeão de Portugal de Football'.
CAMPEONATO DA LIGA OU LIGA EXPERIMENTAL?
Porque uma mentira repetida mil vezes nunca passará a verdade, é importante derrubar mais um dos argumentos utilizados pela propaganda benfiquista ao dizer que nenhuma Acta da FPF considera esta nova competição como ‘experimental’. Podia apresentar uma dezena de situações, mas por falta de espaço destaco apenas dois exemplos da Acta nº 37 de 8 de Setembro de 1934: ‘Ribeiro dos Reis diz que se trata de uma experiência que se vai fazer, e por isso, são precisas todas as cautelas. É possível que a distribuição não esteja correcta, mas trata-se de uma experiência como já foi dito’ (página 99) e ‘Cândido de Oliveira é um descrente do Campeonato das Ligas, mas o Congresso não deve guiar-se por essa descrença. Vai fazerse uma experiência e se não der os resultados esperados, a todo o momento é tempo de arrepiar caminho’ (página 101).
Embora a FPF tenha criado a comissão de especialistas a 13 de Dezembro de 2017, não se coibiu de escrever no dia seguinte uma carta ao Sporting Clube de Portugal onde referia ser ‘(…) nossa firme convicção que a leitura dos factos apresentados por vós, não coincidirá com o que a história das competições revela’. Ou seja, agiram com preconceitos antes de iniciar o trabalho de investigação, por isso, acredito que tenham ficado surpreendidos com as conclusões do parecer 1 que dá razão ao Sporting Clube de Portugal em 13 das 17 épocas em que foi disputado o Campeonato de Portugal. Face à importância do tema, a FPF deverá tornar públicos os dois pareceres, tal como o Sporting Clube de Portugal fez em Dezembro de 2020 com o parecer dos historiadores Diogo Ramada Curto e Bernardo Pinto Cruz. A isto chama-se total transparência.
Adicionalmente, todos sabemos a importância da leitura dos jornais de época como fonte primária numa pesquisa histórica. Por isso, vejamos o que escreveu aquando da última edição do Campeonato de Portugal entre Sporting CP e SL Benfica: ‘Encerrando a época de 1937/1938 vai disputar-se depois de amanhã a partida final do Campeonato Nacional’ (jornal ‘Os Sports’, de 24 de Junho) e ‘Nos preliminares do 17º Campeonato Nacional – a prova máxima do futebol português – os esquadrões saúdam a multidão antes de dar início à contenda aguerrida e voluntariosa em que iriam disputar palmo a palmo a consagração duma vitória e o apogeu de um título’ (revista ‘Stadium’, de 29 de Junho’).
A GRANDE QUESTÃO DE 1939
Na época 1938/1939, houve uma profunda reformulação das competições nacionais e, para apresentar o novo projecto a FPF nomeou uma comissão constituída por Maia Loureiro, Ribeiro dos Reis e Cândido de Oliveira que justificaram a regulamentação das novas provas (os Campeonatos Nacionais e a Taça de Portugal) afirmando: ‘Para pôr em prática toda esta realização há que acabar com os Campeonatos Experimentais e substituir o Campeonato de Portugal das jornadas em sucessivas eliminações, por um campeonato de maior rigor e regularidade pelo sistema de todos contra todos a duas voltas’. O sistema adoptado foi de facto, o mesmo das anteriores Ligas Experimentais mas esta prova ainda no dizer dos legisladores: ‘Restrita a 8 clubes de apenas 4 associações, não tinha dimensão nacional’.
O jornalista Ricardo Ornellas no jornal ‘Os Sports’ de 6 de Janeiro de 1939 levantou a questão: ‘Da prova que depois de amanhã começa sai o 18º Campeão de Portugal cujo nome se inscreverá a seguir ao do Sporting Clube de Portugal na lista dos vencedores que começou em 1922 ou apenas o 1º vencedor do Campeonato Nacional – prova nova?’ Esta interrogaçãonunca colocou em equação as Ligas Experimentais que foram muito importantes, tiveram a sua história, mas nunca foram consideradas oficialmente nacionais (porque senão o jornalista teria considerado um terceiro cenário ao perguntar se seria o 5º vencedor). A resposta da FPF foi clara e consta na página 118 do seu livro oficial que mostro na página seguinte: ‘São Campeões de Portugal todos os clubes que ganharam esta prova de 1922 a 1938 e serão Campeões Nacionais os clubes que vierem a ganhar a competição, organizada em novos moldes, a partir de 1939’ . Ou seja, já estamos no campo da semântica, o ramo da linguística que estuda o significa das palavras, por isso alguém da FPF terá de explicar aos portugueses qual é a diferença entre ser Campeão de Portugal e Campeão Nacional.
A VERGONHA DE 2005
Durante décadas dividiram-se os títulos por cada competição, até que a 22 de Maio de 2005 o SL Benfica foi campeão nacional e os jornais desportivos
apresentaram três capas completamente distintas, sem que a FPF (liderada por Gilberto Madaíl) se pronunciasse sobre esta autêntica vergonha nacional: o jornal Record referia 28 títulos pois fazia a contagem a partir de 1939; o jornal O Jogo atribuía 31 títulos pois contava com os Campeonatos de Portugal (1930, 1931 e 1935); por sua vez, o jornal A Bola escrevia 31 títulos mas contava com as Ligas Experimentais (1936, 1937 e 1938). Dois dias depois, o jornalista Rui Cartaxana escreveu: ‘A contabilidade dos campeões nacionais de futebol não é, em Portugal, uma simples questão aritmética. Muito à portuguesa é o reino da confusão. Cada jornal faz as contas à sua maneira e ninguém se entende (…) A tentação de somar os vencedores das ligas experimentais ao Campeonato Nacional que se lhe seguiu é enganadora e não corresponde à verdade. De facto, havia na altura e desde 1922 uma outra prova – o Campeonato de Portugal – disputado em sistema de eliminatórias, mas cujo vencedor a FPF de então reconhecia como campeão nacional’.
OS TÍTULOS SÃO ACTIVOS INEGOCIÁVEIS DOS CLUBES
É importante que a FPF tenha noção que o seguinte onze que vestiu com orgulho a camisola das quinas totalizou 190 internacionalizações. Estes foram os primeiros grandes heróis do futebol nacional e que deviam merecer todo o nosso respeito, pois os campeonatos que ganharam dentro de campo ninguém lhes poderá retirar: João Azevedo (Sporting CP), Carlos Alves (Carcavelinhos FC), Augusto Silva (CF Os Belenenses), Jorge Vieira (Sporting CP), Raúl Figueiredo ‘Tamanqueiro’ (SC Olhanense e SL Benfica), Valdemar Mota (FC Porto), Vítor Silva (SL Benfica), José Manuel Soares ‘Pepe’ (CF Os Belenenses), Jorge Tavares (SL Benfica), Artur de Sousa ‘Pinga’ (CS Marítimo e FC Porto) e Fernando Peyroteo (Sporting CP). Se algum destes Homens fosse vivo quem da FPF teria coragem, para olhos nos olhos, lhe contar esta mentira?
RECOMENDAÇÃO DE LEITURA
Para comemorar o 75º aniversário da Federação Portuguesa de Futebol e o 1º centenário do futebol em território nacional, foi lançado um livro oficial da FPF que para se perceber a sua importância basta enumerar os três textos de abertura: Presidente da FIFA (João Havelange), Presidente da UEFA (Jacques Georges) e o Presidente da FPF (Silva Resende). A conclusão é clara e consta na página 112: ‘Tardou (o Campeonato de Portugal) mas chegou e viria a ser, até 1937/1938, a prova máxima do futebol português, passando mais tarde o testemunho aos campeonatos nacionais com novas estruturas, pouco a pouco melhoradas até à perfeição que, hoje, se reconhece", pode ler-se no documento.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."