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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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07 Fev 2020 | 11:28 |
Na primeira parte da entrevista ao jornal ´Record´, o Presidente do Sporting CP falou sobre o passado, presente e futuro do Clube de Alvalade. A saída de Bruno Fernandes, o futuro de Silas, a formação leonina e a situação financeira dos leões foram alguns dos temas em destaque.
“Os últimos quatro dias desse mercado foram os piores da minha presidência”“O momento de Bruno Fernandes ser vendido era no mercado de verão. E preparámos a época dando como adquirida a venda de Bruno Fernandes. Esse é um dos erros que eu, como líder, assumo (…) os últimos quatro dias desse mercado foram os piores da minha presidência, foi quando eu percebi que não vendíamos o Bruno Fernandes” é este o balanco que Frederico Varandas faz da preparação da época 19/20, bem como da atuação do Sporting CP no mercado de transferências do verão passado. Em entrevista ao jornal ´Record´, o Presidente do Clube de Alvalade revelou que os leões tiveram uma proposta por Bruno Fernandes no valor de 45 milhões de euros fixos mais 20 por objetivos, mas entenderam recusar: “achámos que não poderíamos vender. Olhando para trás, de forma fria, hipotecou e condicionou muito a época de futebol deste ano. Havia necessidades de tesouraria de 215 milhões de euros. Tínhamos de fazer (e fizemos) 115 milhões líquidos em vendas nestes dois anos”. Relativamente a saídas, nomeadamente a de Bas Dost, Frederico Varandas disse que a venda do avançado holandês já estava prevista, mas que o jogador recusou ir para clubes de onde chegaram propostas bem mais vantajosas para o Sporting CP: “o Bas Dost tinha custos incomportáveis para o Sporting. Foi vendido por 7 milhões e precisávamos desses 7 milhões para sobreviver. Hoje posso dizer que tivemos propostas do dobro, de cerca de 15 milhões, de 12 milhões. O jogador não quis aceitar nenhuma dessas propostas”.
“Não posso virar-me para o scouting, tendo 600 mil euros para investir num jogador e esperar que saia dali um Cristiano Ronaldo ou um Nani”Sobre os jogadores contratados no verão passado, o Presidente leonino alega que a situação financeira do Clube impossibilitou a chegada de nomes como Malinovskiy, Robertone ou Dabbur: “sei os problemas e erros que cometemos, mas sei que foram muito condicionados pela nossa situação financeira. Os Sportinguistas que entendam isto: eu precisei de fazer 115 milhões em vendas só para sobreviver”. No que concerne à atuação de Hugo Viana e do setor de prospeção verde e branco em todo este processo, Frederico Varandas afirma que “o scouting é, a par do Hugo Viana, dos sectores mais injustiçados nestes dois anos (…) temos 14 milhões para ir buscar o Malinovskiy? Dabbur, do Sevilha. Gostávamos. Podemos? Não. O scouting é mau? Não (…) não posso virar-me para o scouting, tendo 600 mil euros para investir num jogador, e esperar que saia dali um Cristiano Ronaldo, um Nani”.
“A época do futebol falhou, mas há coisas por ganhar”Quanto à presente época e ao desempenho de Jorge Silas, Frederico Varandas considera que “independentemente das condicionantes, de forma objetiva e fria, é uma primeira volta má. Temos 45 pontos pela frente e temos de conquistá-los”. Acerca do futuro do Silas, Varandas não esclarece se o treinador português vai ou não continuar na próxima temporada: “quando assinámos contrato, fomos claros. Nada se alterou. Fizemos um contrato que seria o justo para ambas as partes, até final do ano, com mais um de opção”. A respeito do que ainda falta jogar e o que considera ser uma boa prestação do Sporting CP, o Presidente do Clube de Alvalade é claro: “Fazer uma boa prestação na Europa, porque é importante para o futuro do Sporting. E na liga, andar com os olhos no 2.º lugar, garantindo no mínimo o 3.º (…) a época do futebol falhou, mas há coisas por ganhar”. Adrien, Olsen, Palhinha e Geraldes Olhando para o futuro, o Presidente do Sporting CP confirma o regresso de palhinha na próxima temporada e deixa em aberto a possibilidade do regresso de Adrien Silva: “o Sporting estará sempre aberto às boas oportunidades. Sempre. É um jogador que eu conheço, como a minha mão. Mas não posso estar aqui a comprometer-me… vai depender muito do que for o mercado”. A respeito de outros jogadores da formação verde e branca, como por exemplo Francisco Geraldes, Frederico Varandas confessa que “adorava que o “chico” vingasse. Depende dele”. No que respeita a Martin Olsen, nome que tem sido apontado aos leões, Frederico Varandas diz apenas que “é um jogador que conhecemos, um bom jogador. É o que posso dizer”.
“Pagámos para segurar aqueles miúdos”A formação foi outro dos temas em destaque na entrevista ao ´Record”. Nesse aspeto, o Presidente do Sporting CP foi perentório em afirmar que “é uma nova Academia”, garantindo que “investimos muito na Academia, nos recursos humanos. Em recrutamento, rede de transportes, polo universitário… temos um grupo de elite identificado que é trabalhado por este departamento. O Sporting não podia perder mais miúdos. Para eles poderem crescer, já mudámos dois campos relvados e um sintético (…) vamos mudar mais um relvado natural e outro sintético, que estavam podres”. Frederico Varandas assegurou também que “o futuro está garantido” visto que “ao longo deste ano, o Sporting segurou, com contrato de trabalho, os 45 melhores jogadores entre os 14 e os 16 anos. Os 44 melhores entre os 16 e os 18 anos de idade. Hoje temos um Tiago Tomás, um Joelson, um Bruno Tavares, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes (…) temos um grupo de elite, de seis ou sete jogadores muito bons”. Sobre estes jogadores, o responsável máximo da estrutura leonina disse ainda que o Sporting CP foi obrigado a pagar para segurar as jóias da coroa: “não estamos aqui só para pagar contas. É verdade que estamos a fazer um trabalho sujo que ninguém quis fazer. Pagámos para segurar aqueles miúdos (…) segurámos, mas não foi pelos meus olhos nem pelos campos de Alcochete”.
“Reduzimos a nossa dívida”Quanto à situação financeira do Clube, Frederico Varandas revelou que “à data de hoje, o Sporting deve cerca de 118 milhões de euros aos nossos parceiros bancários, mais o valor dos VMOC (40,5 M€). Reduzimos a nossa dívida, em várias vertentes: fornecedores, clubes, jogadores e bancos”. No que se refere à reestruturação financeira, o Presidente do Sporting CP garantiu que a “a primeira fase da reestruturação está feita”, mas exigiu aos bancos que tomem uma posição clara: “nesta segunda os nossos parceiros bancários vão ter de dizer rapidamente o que querem do Sporting. E não vejo três caminhos, só vejo dois. Ou dão abertura para mais negócio/mais financiamento ou então a possibilidade de recomprarmos a dívida e cada um ir à sua vida”. Frederico Varandas afirmou que a segunda parte da reestruturação financeira “vai permitir ao Sporting ser sustentável e preparar-se para o futuro”.
Fotografia de Sporting CP
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31
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09 Out 2026 | 13:04