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Clube
07 Fev 2020 | 11:28 |
Na primeira parte da entrevista ao jornal ´Record´, o Presidente do Sporting CP falou sobre o passado, presente e futuro do Clube de Alvalade. A saída de Bruno Fernandes, o futuro de Silas, a formação leonina e a situação financeira dos leões foram alguns dos temas em destaque.
“Os últimos quatro dias desse mercado foram os piores da minha presidência”“O momento de Bruno Fernandes ser vendido era no mercado de verão. E preparámos a época dando como adquirida a venda de Bruno Fernandes. Esse é um dos erros que eu, como líder, assumo (…) os últimos quatro dias desse mercado foram os piores da minha presidência, foi quando eu percebi que não vendíamos o Bruno Fernandes” é este o balanco que Frederico Varandas faz da preparação da época 19/20, bem como da atuação do Sporting CP no mercado de transferências do verão passado. Em entrevista ao jornal ´Record´, o Presidente do Clube de Alvalade revelou que os leões tiveram uma proposta por Bruno Fernandes no valor de 45 milhões de euros fixos mais 20 por objetivos, mas entenderam recusar: “achámos que não poderíamos vender. Olhando para trás, de forma fria, hipotecou e condicionou muito a época de futebol deste ano. Havia necessidades de tesouraria de 215 milhões de euros. Tínhamos de fazer (e fizemos) 115 milhões líquidos em vendas nestes dois anos”. Relativamente a saídas, nomeadamente a de Bas Dost, Frederico Varandas disse que a venda do avançado holandês já estava prevista, mas que o jogador recusou ir para clubes de onde chegaram propostas bem mais vantajosas para o Sporting CP: “o Bas Dost tinha custos incomportáveis para o Sporting. Foi vendido por 7 milhões e precisávamos desses 7 milhões para sobreviver. Hoje posso dizer que tivemos propostas do dobro, de cerca de 15 milhões, de 12 milhões. O jogador não quis aceitar nenhuma dessas propostas”.
“Não posso virar-me para o scouting, tendo 600 mil euros para investir num jogador e esperar que saia dali um Cristiano Ronaldo ou um Nani”Sobre os jogadores contratados no verão passado, o Presidente leonino alega que a situação financeira do Clube impossibilitou a chegada de nomes como Malinovskiy, Robertone ou Dabbur: “sei os problemas e erros que cometemos, mas sei que foram muito condicionados pela nossa situação financeira. Os Sportinguistas que entendam isto: eu precisei de fazer 115 milhões em vendas só para sobreviver”. No que concerne à atuação de Hugo Viana e do setor de prospeção verde e branco em todo este processo, Frederico Varandas afirma que “o scouting é, a par do Hugo Viana, dos sectores mais injustiçados nestes dois anos (…) temos 14 milhões para ir buscar o Malinovskiy? Dabbur, do Sevilha. Gostávamos. Podemos? Não. O scouting é mau? Não (…) não posso virar-me para o scouting, tendo 600 mil euros para investir num jogador, e esperar que saia dali um Cristiano Ronaldo, um Nani”.
“A época do futebol falhou, mas há coisas por ganhar”Quanto à presente época e ao desempenho de Jorge Silas, Frederico Varandas considera que “independentemente das condicionantes, de forma objetiva e fria, é uma primeira volta má. Temos 45 pontos pela frente e temos de conquistá-los”. Acerca do futuro do Silas, Varandas não esclarece se o treinador português vai ou não continuar na próxima temporada: “quando assinámos contrato, fomos claros. Nada se alterou. Fizemos um contrato que seria o justo para ambas as partes, até final do ano, com mais um de opção”. A respeito do que ainda falta jogar e o que considera ser uma boa prestação do Sporting CP, o Presidente do Clube de Alvalade é claro: “Fazer uma boa prestação na Europa, porque é importante para o futuro do Sporting. E na liga, andar com os olhos no 2.º lugar, garantindo no mínimo o 3.º (…) a época do futebol falhou, mas há coisas por ganhar”. Adrien, Olsen, Palhinha e Geraldes Olhando para o futuro, o Presidente do Sporting CP confirma o regresso de palhinha na próxima temporada e deixa em aberto a possibilidade do regresso de Adrien Silva: “o Sporting estará sempre aberto às boas oportunidades. Sempre. É um jogador que eu conheço, como a minha mão. Mas não posso estar aqui a comprometer-me… vai depender muito do que for o mercado”. A respeito de outros jogadores da formação verde e branca, como por exemplo Francisco Geraldes, Frederico Varandas confessa que “adorava que o “chico” vingasse. Depende dele”. No que respeita a Martin Olsen, nome que tem sido apontado aos leões, Frederico Varandas diz apenas que “é um jogador que conhecemos, um bom jogador. É o que posso dizer”.
“Pagámos para segurar aqueles miúdos”A formação foi outro dos temas em destaque na entrevista ao ´Record”. Nesse aspeto, o Presidente do Sporting CP foi perentório em afirmar que “é uma nova Academia”, garantindo que “investimos muito na Academia, nos recursos humanos. Em recrutamento, rede de transportes, polo universitário… temos um grupo de elite identificado que é trabalhado por este departamento. O Sporting não podia perder mais miúdos. Para eles poderem crescer, já mudámos dois campos relvados e um sintético (…) vamos mudar mais um relvado natural e outro sintético, que estavam podres”. Frederico Varandas assegurou também que “o futuro está garantido” visto que “ao longo deste ano, o Sporting segurou, com contrato de trabalho, os 45 melhores jogadores entre os 14 e os 16 anos. Os 44 melhores entre os 16 e os 18 anos de idade. Hoje temos um Tiago Tomás, um Joelson, um Bruno Tavares, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes (…) temos um grupo de elite, de seis ou sete jogadores muito bons”. Sobre estes jogadores, o responsável máximo da estrutura leonina disse ainda que o Sporting CP foi obrigado a pagar para segurar as jóias da coroa: “não estamos aqui só para pagar contas. É verdade que estamos a fazer um trabalho sujo que ninguém quis fazer. Pagámos para segurar aqueles miúdos (…) segurámos, mas não foi pelos meus olhos nem pelos campos de Alcochete”.
“Reduzimos a nossa dívida”Quanto à situação financeira do Clube, Frederico Varandas revelou que “à data de hoje, o Sporting deve cerca de 118 milhões de euros aos nossos parceiros bancários, mais o valor dos VMOC (40,5 M€). Reduzimos a nossa dívida, em várias vertentes: fornecedores, clubes, jogadores e bancos”. No que se refere à reestruturação financeira, o Presidente do Sporting CP garantiu que a “a primeira fase da reestruturação está feita”, mas exigiu aos bancos que tomem uma posição clara: “nesta segunda os nossos parceiros bancários vão ter de dizer rapidamente o que querem do Sporting. E não vejo três caminhos, só vejo dois. Ou dão abertura para mais negócio/mais financiamento ou então a possibilidade de recomprarmos a dívida e cada um ir à sua vida”. Frederico Varandas afirmou que a segunda parte da reestruturação financeira “vai permitir ao Sporting ser sustentável e preparar-se para o futuro”.
Fotografia de Sporting CP
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52