ANTIGO CRAQUE DO SPORTING DEIXA RASGADOS ELOGIOS A FRANCO ISRAEL: "TEM MUITO À VONTADE E CORAGEM..."
Guardião leonino tem assumido as rédeas da baliza do Clube de Alvalade, já que Adán permanece lesionado
Redação Leonino
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9 de Março 2024, 11:17
Franco Israel, Sporting, Benfica

À conversa com o jornal ‘A BOLA’, Ricardo Pereira, ex-guarda-redes do Sporting e atual treinador de guarda-redes do Valladolid, discutiu a fase de construção que tem início com o guarda-redes, usando como exemplo o último golo marcado pelo Sporting frente à Atalanta.

“Vejo no Sporting um modelo muito bem trabalhado, que estava a ser feito pelo Adán. É muito claro o que o Sporting faz e o que pretende do seu guarda-redes: que encontre um homem livre de forma direta ou indireta, com um terceiro homem, um médio, que vai buscar a bola para a transição.”, começa por dizer.

“O Sporting aposta bem na bola batida no ponta de lança, que não seja a cair na sua frente, de modo que a possa rececionar e depois rematar. São movimentos muito bem identificados, tal como os movimentos do guarda-redes quando salta na presença com um ou dois jogadores, algo que vejo o Franco Israel a fazer bem. Parar a bola de sola e esperar para eliminar a primeira linha de pressão.”, prossegue:

“Há uma capacidade de decisão muito acima da média face ao tempo de reação. É fruto do trabalho com os guarda-redes incluídos no processo de treino. As características de cada um pode potenciar a que a equipa saia melhor, o Adán tem mais experiência, mas o Franco Israel tem talento, à vontade e coragem. Acredito que de jogo para jogo o vá fazendo melhor, já teve três testes interessantes pela frente, com o da Atalanta a ser de fogo, e foi encontrando respostas.”, afirmou Ricardo.

Quanto à estratégia da equipa em poder jogar com o guarda-redes quase como um central, Pereira diz: “O que vemos no Sporting, e noutras grandes equipas do Mundo, é atacar com onze. Permite a construção a três, ao contrário do passado em que tinha de baixar um médio. Com o guarda-redes a construir no meio de dois centrais fica mais difícil para o adversário numa pressão com dois, porque quem ataca fica em superioridade 3×2.”

“É assim o modelo do Sporting e há até quem faça outra coisa, como aconteceu na minha passagem pelo Equador, no Independiente del Valle, em que usávamos o guarda-redes como central. Tem sempre que ver com o modelo de jogo, mas o guarda-redes é uma mais-valia quando assume esta construção, está envolvido, sabe posicionar-se e tem visão de jogo, permite quebrar uma ou outra linha de pressão, com o adversário a ficar logo com quatro ou cinco jogadores para trás.”, conclui.

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