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Clube
26 Set 2020 | 11:38 |
Francisco Salgado Zenha concedeu, esta sexta-feira, 25 de setembro, uma entrevista à Sporting TV, em que esclareceu algumas questões relacionadas com o relatório e contas do Clube da época 2019/20 e abordou o orçamento para a próxima temporada. “Orçamento espelha impacto que a COVID-19 irá ter nas contas do Clube” O vice-presidente para a área financeira afirmou que o orçamento para 2020/21 “já espelha o impacto que este conselho diretivo estima que a COVID-19 irá ter nas contas do clube no próximo exercício”. Salgado Zenha defendeu que, devido ao contexto de pandemia em que todo o mundo se encontra: “É uma dificuldade acrescida fazer um orçamento num ano tão ‘sui generis’ e extraordinário como estamos a ter. Procurámos fazer uma estimativa adequada daquilo que vão ser as receitas e os gastos e também o investimento”. Apesar disso, o dirigente leonino deixou a garantia de que o “orçamento é realista, mas também prudente, o que é confirmado com uma redução de 10 por cento, face àquilo que seria um ano normal sem pandemia”, afirmando que o atual conselho diretivo está confortável com o documento apresentado aos Sócios “porque é um orçamento fidedigno. Não é fácil prever, mas estamos confiantes com aquilo que preparámos”. “Há um investimento exagerado nas modalidades” Quanto ao “desequilíbrio operacional de caixa que existe no clube”, Salgado Zenha explicou que o mesmo acontece “porque se está a gastar mais do que se recebe” e apontou soluções para corrigir este problema: “O que esta direção tem tentado fazer é reduzir esses excessos, pois há um investimento exagerado nas modalidades. Quando este conselho diretivo entrou, chegou com contratos fechados, muito onerosos e com termo muito à frente. Acreditamos que existe capacidade para sermos competitivos e, ao mesmo tempo, reequilibrar as contas. É um processo difícil, quando há muitos acordos que vêm de trás”. Neste sentido, o vice-presidente para a área financeira revelou que, atualmente, o Clube já está mais equilibrado: “Estruturalmente, os gastos já estão muito mais dentro daquilo que são as nossas capacidades. Se as receitas voltarem à normalidade, estamos mais próximos daquilo que queremos. Acreditamos que é possível ser competitivos e acreditamos que temos de ser sustentáveis em termos de tesouraria para evitar criar os tais desequilíbrios e as tais dívidas. Temos de reduzir e inverter esta situação. Estamos a trabalhar para o fazer e este orçamento já o prova”. “Nunca tinha havido uma política de remunerações como deve de ser” Relativamente ao aumento de 31% em gastos com pessoal, Salgado Zenha defendeu que existem várias razões que explicam o crescimento dessa rubrica: “Foram tudo entradas justificadas e que tiveram algum impacto, mas o grosso tem a ver com um dos problemas que nós identificámos quando chegámos. Nunca tinha havido uma política de remunerações como deve de ser e havia falta de equidade interna e externa. Achámos necessário fazer um reajustamento salarial, pois entendemos que o profissionalismo da estrutura de um clube é fundamental para o sucesso dentro de campo”. Prejuízos da fundação relacionados com COVID-19 No que diz respeito aos prejuízos da Fundação Sporting, o vice-presidente com o pelouro das finanças justificou as perdas com iniciativas relacionadas com a COVID-19: “A Fundação apresentou os maiores prejuízos, que têm a ver com a pandemia, uma vez que aumentou significativamente a sua atividade e procurou ajudar, doando o que podia a diversas instituições ligadas ao SNS, apoiou a União de Misericórdias, o Hospital de São José, ajudou várias famílias carenciadas”. VMOCs – “Temos até setembro de 2026 para executar essa compra” Sobre a recompra das VMOCs, Salgado Zenha explicou que, em 2019, os leões ficaram com a “possibilidade de comprar as VMOC por 30% do valor facial. 30 cêntimos por ação” e que o Clube tem até setembro de 2026 para executar essa compra”. O responsável verde e branco disse ainda que o Sporting CP está a “trabalhar nesse sentido” e a “criar alternativas para corrigir situações que têm de ser melhoradas. Estamos continuamente à mesa com os nossos parceiros para encontrar alternativas”. “Existe uma dívida muito mais reduzida do Clube à SAD” Por fim, quanto ao aumento da dívida do Clube à SAD, Salgado Zenha reconheceu que “de facto, houve um aumento do passivo ou da dívida nesse valor”, mas lembrou, por exemplo, que “existe uma dívida da SAD à Sporting Comunicação e Plataformas de cerca de 20 milhões de euros”. Assim sendo, o vice-presidente dos leões reforçou que “em termos consolidados, existe uma dívida muito mais reduzida do clube à SAD, na ordem dos 2 M€. Falamos de um número muito mais reduzido do que aparece aí”.
Fotografia de Sporting CP
Tema será discutido pelos acionistas na Assembleia Geral marcada para 26 de outubro, às 18h00, no Business Hub do Estádio José Alvalade
03 Out 2026 | 10:00 |
Frederico Varandas poderá auferir 890 mil euros brutos durante a temporada 2026/27, caso a proposta apresentada pela Comissão de Remunerações da Sporting SAD seja aprovada. O tema será discutido pelos acionistas na Assembleia Geral marcada para 26 de outubro, às 18h00, no Business Hub do Estádio José Alvalade.
A proposta integra a ordem de trabalhos da reunião e prevê uma subida significativa face ao valor recebido pelo presidente da SAD leonina no exercício anterior. De acordo com os documentos enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a remuneração prevista representa um aumento de 18,7% relativamente a 2025/26.
Na época passada, o dirigente recebeu 776 mil euros brutos. Desse montante, 300 mil euros correspondiam à componente fixa, enquanto os restantes 476,5 mil euros estavam relacionados com prémios variáveis, definidos em função do desempenho desportivo e dos resultados financeiros alcançados pela sociedade.
Caso a nova proposta avance, o vencimento fixo anual de Varandas passará dos atuais 300 mil para 356 mil euros. A componente variável completa o montante global previsto de 890 mil euros para o próximo exercício, ficando a concretização do valor dependente das condições estabelecidas para a remuneração.
Também Francisco Salgado Zenha e André Bernardo terão alterações na componente fixa da remuneração. Os dois administradores executivos receberam 586,125 mil euros brutos em 2025/26, sendo 225 mil euros relativos ao salário fixo e o restante correspondente ao prémio de desempenho. Para 2026/27, a proposta prevê que o vencimento fixo de cada um passe para 267 mil euros.
Decisão tomada pelo Clube de Alvalade representa uma novidade na forma como o emblema verde e branco se associa à campanha
02 Out 2026 | 18:16 |
O Sporting vai voltar a associar-se ao Outubro Rosa durante o mês de outubro, mas desta vez com uma novidade fora das quatro linhas. Além das camisolas especiais que serão utilizadas pelas várias equipas leoninas, o Clube preparou também um autocarro personalizado com diferentes tonalidades de rosa para assinalar a campanha.
A iniciativa está ligada à sensibilização e prevenção do cancro da mama, uma causa que os leões têm apoiado nas últimas temporadas. Desta vez, a mensagem será transportada literalmente para as estradas portuguesas, uma vez que os plantéis leoninos vão deslocar-se num autocarro especialmente decorado para a ocasião.
Também a venda das camisolas alusivas à campanha terá uma componente solidária. Segundo o Clube, 25% das receitas obtidas com estes equipamentos serão entregues à Fundação Sporting, que irá canalizar o apoio para projetos desenvolvidos pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, pela CleoCare e pela Fundação GIMM.
“O papel do Sporting passa por inspirar cada um de nós a ser a sua melhor versão através do Desporto. Mas vai muito para além das quatro linhas. Este ano, voltamos a associar-nos ao outubro rosa e vamos pintar as ruas do país com as cores desta nobre causa. Onde as nossas equipas forem jogar, a causa viajará com elas. Porque prevenir é, sempre, a melhor jogada”, destacou o Clube nas redes sociais.
A utilização do autocarro cor-de-rosa representa uma novidade na forma como o Sporting se associa à campanha. Nas últimas épocas, os leões já tinham apostado em equipamentos alusivos ao Outubro Rosa, mas esta é a primeira vez que a mensagem solidária passa também para o transporte das equipas.
Apesar das contas do Clube de Alvalade estarem estabilizadas, a SAD dos verdes e brancos irá apresentar pontos de discussão importantes para o futuro
02 Out 2026 | 17:06 |
A Sporting SAD, através da mão do presidente da Mesa da Assembleia Geral, Bernardo Ayala, convocou os seus acionistas para uma Assembleia Geral a realizar-se no próximo dia 26 de outubro, a partir das 18h00, no Business Hub do Estádio José Alvalade.
Segundo o documento a que o Record teve acesso e que, ao que tudo indica, será disponibilizado nas próximas horas na CMVM com maior detalhe. Em cima da mesa, estarão 12 pontos para discutir e aprovar, sendo o 12.º aquele que parece ter mais destaque.
A administração irá pedir autorização para contrair um ou mais empréstimos obrigacionistas, num montante total de dívida no mercado de retalho de 150 milhões de euros. Além desta possível fonte de financiamento, a estrutura leonina encabeçada por Frederico Varandas - que continua focado na reabilitação desportiva do Clube - também avaliará as contas do exercício 2025/26, tendo de retificar também os órgãos sociais para o quadriénio de 2026-2030. Destaca-se a Comissão de Acionistas, que propõe, anualmente, as remunerações da SAD (fixas e variáveis).
Desta forma e já divulgados, estes são os 12 pontos que serão apresentados e discutidos na Assembleia Geral da SAD do Sporting no próximo dia 26 de outubro:
1 - Deliberar sobre o relatório de gestão e as contas relativos ao exercício findo em 30 de Junho de 2026.
2 - Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados relativos ao exercício findo em 30 de Junho de 2026.
3 - Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade.
4 - Apreciar, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 26º-G, n.º 4, do Código dos Valores Mobiliários, o relatório sobre remunerações elaborado pelo Conselho de Administração, respeitante ao exercício 2025/2026.
5 - Apreciar e aprovar a proposta de remuneração variável a atribuir aos membros executivos do Conselho de Administração da Sociedade elaborada pela Comissão de Acionistas relativa ao exercício de 2025/2026.
6 - Apreciar e aprovar a proposta da Comissão de Acionistas referente à remuneração devida dos titulares dos órgãos sociais da Sociedade até que a nova Comissão de Acionistas, que vier a ser eleita ao abrigo do ponto 10 da presente Ordem de Trabalhos, delibere e proponha à Assembleia Geral da Sociedade uma nova política de remuneração dos titulares dos órgãos sociais da mesma.
7 - Deliberar sobre a eleição dos membros da Mesa da Assembleia Geral para o quadriénio 2026/2030.
8 - Deliberar sobre a eleição dos membros do Conselho de Administração para o quadriénio 2026/2030.
9 - Deliberar sobre a eleição dos membros do Conselho Fiscal para o quadriénio 2026/2030.
10 - Deliberar sobre a eleição da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas para o quadriénio 2026/2030.
11 - Deliberar sobre a eleição da Comissão de Acionistas, prevista no artigo 18.º dos Estatutos da Sociedade, para o quadriénio 2026/2030.
12 - Deliberar sobre a autorização a conceder ao Conselho de Administração, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 8º dos Estatutos, para proceder à emissão de um ou mais empréstimos obrigacionistas, até ao montante nominal máximo global de € 150.000.000 (cento e cinquenta milhões de euros), com uma maturidade não superior a 10 (dez) anos, através de (i) ofertas públicas de subscrição e/ou (ii) ofertas públicas de troca tendo por objeto as obrigações representativas dos empréstimos obrigacionistas “Sporting SAD 2024-2027” e “Sporting SAD 2024-2028” ou de outros empréstimos obrigacionistas que venham a ser emitidos ao abrigo da presente autorização, podendo o Conselho de Administração definir os demais termos e condições de cada emissão, incluindo, designadamente, taxa de juro, preço de subscrição ou troca, período de oferta, datas de emissão e reembolso, admissão à negociação e demais condições aplicáveis. A presente autorização será válida pelo prazo de 5 (cinco) anos a contar da data da presente deliberação, devendo as referidas emissões ocorrer até 26 de Outubro de 2031.