"FICAM SUSPEITAS DE A UNILABS TER GERIDO A SITUAÇÃO BENEFICIANDO UM CLUBE"
Em declarações ao Leonino, Hélder Amaral e Martim Bustorff apontam o dedo à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, considerando que o organismo liderado por Pedro Proença devia ter atuado
Duarte Pereira da Silva
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20 de Janeiro 2021, 15:15
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Hélder Amaral e Martim Bustorff, em exclusivo ao Leonino, consideram a polémica em torno de Nuno Mendes e Andraž Šporar lamentável. Para lá das responsabilidades da UNILABS, os Sportinguistas apontam o dedo à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), considerando que o organismo liderado por Pedro Proença devia ter atuado.

“Não sei se terá sido incompetência ou dolo propositado”

“A UNILABS adquire um papel central na responsabilidade deste assunto, seja pelos falsos positivos, seja pela ausência de resposta à própria DGS. Não sei se terá sido incompetência ou dolo propositado, com a clara intenção de enfraquecer o Sporting CP para o jogo com o FC Porto”, começa por defender Marim Bustorff, referindo, de seguida, não ter dúvidas de que, até sábado, “a UNILABS vai responder à DGS. O FC Porto já foi eliminado”.

No ponto de vista de Hélder Amaral, “a UNILABS não pode permitir, por um segundo apenas, que haja suspeitas sobre a qualidade e fiabilidade dos testes. Se o fizer, tem de haver consequências”, acrescentando que “o laboratório não pode servir de arma de arremesso contra o Sporting CP”. O ex-deputado CDS/PP chama a atenção para os perigos de se colocar em causa a credibilidade da UNILABS: “A UNILABS não presta apenas serviços ao futebol. Pelo contrário, realiza testes a milhares de portugueses. Quero ser responsável e não quero colocar em causa a qualidade dos testes realizados pela UNILABS a milhares de portugueses”.

“Ficam as suspeitas de a UNILABS ter gerido a situação beneficiando um clube”

Quando questionado sobre se a UNILABS deve continuar a colaborar com a LPFP, Martim Bustorff é claro: “Considero que a LPFP deve terminar a ligação com a UNILABS. Não foi a primeira vez em que esta empresa falhou nos testes. Recordo-me de vários atletas do Vitória de Guimarães terem acusado positivo e, afinal, eram falsos positivos. Neste caso, para além de não assumir taxativamente o erro, nem em tempo útil, ficam as suspeitas de ter gerido a situação beneficiando um Clube. Havendo suspeição, a minha opinião é que todos os intervenientes do “jogo” sejam afastados”.

Sobre esta vertente, Hélder Amaral defende que, “quando a LPFP escolhe um parceiro, tem de escolher um parceiro acima de qualquer suspeita. O Futebol não pode ser uma economia de primeira linha que depois é gerida por pessoas de segunda linha com empresas de terceira linha”.

“Liga tem de fazer as coisas com maior rigor”

A finalizar, e quanto à atuação da LPFP, Martim Bustorff deixa uma sugestão a Pedro Proença: “A LPFP é a entidade que tem de garantir a transparência total de todas as suas competições. Tem de gerir com o foco nos consumidores dos seus produtos. Seria, por isso, de aplaudir que aceitassem a proposta do Sporting CP, que visa trazer mais segurança em termos de protocolos COVID-19, assim como garantir a transparência e a igualdade de circunstâncias a todos os Clubes”

“Se a LPFP quer manter o futebol em atividade, e só vejo vantagens em que assim seja, até porque, sem futebol, tudo ficaria pior (clubes, trabalhadores, SAD’s), tem de fazer as coisas com o maior rigor”, rematou Hélder Amaral.

Fotografia de UNILABS

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