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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
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07 Jun 2020 | 11:45 |
Tenho pensado cada vez mais no futuro do nosso querido Clube. Talvez por estarmos a viver uma fase em que a vida nos parece suspensa. Talvez porque a instabilidade no Clube e os resultados desportivos não nos permitem acreditar num futuro melhor. Talvez porque o outrora magnífico ambiente em Alvalade entre adeptos seja para já apenas uma boa memória. Talvez por todas estas razões, ou talvez, por razão nenhuma. Eu não consigo à semelhança de vários Sportinguistas desistir de acreditar. Não é dessa fibra de que somos feitos. Somos Leões! Esta reflexão levou-me a compreender que não é tarde demais, que o futuro não se adia, nem espera. É possível identificar pequenas alterações que feitas hoje, beneficiam e protegem o Sporting do amanhã. Das várias alterações necessárias que identifiquei, gostaria apenas de me debruçar sobre aquela que considero ser a mais urgente e na minha opinião a mais pacífica e consensual entre os sócios, que é a introdução de um sistema eleitoral a duas voltas para a eleição do Presidente e demais órgãos sociais. Em termos genéricos, este sistema faz com que só possa ser considerada vencedora a lista que obtenha a maioria absoluta dos votos (50%+1). Não existindo nenhuma lista que obtenha tal resultado, passar-se-ia então à realização de uma segunda volta entre as duas listas mais votadas inicialmente. Na minha opinião, esta “pequena” alteração vai no sentido de reforçar as lideranças sufragadas pelos sócios, permitindo uma legitimidade mais alargada e completa: (i) por um lado, não existindo uma lista que desde logo obtenha o apoio da maioria absoluta dos votos dos sócios, a realização da segunda volta permitiria aos sócios escolher com mais profundidade os programas das listas em questão e unir-se em torno de um projeto só e, (ii) por outro lado, a lista eleita teria sempre obtido a maioria absoluta dos votos dos sócios que tenham participado nas eleições em causa. Digo isto porque, em 2018 mais de 22.500 sócios votaram e nenhum candidato teve a tal maioria absoluta dos votos em questão (50%+1), tendo como resultado, a eleição de um presidente em quem uma grande parte dos sócios não se revê desde o início. Nesta medida, acredito que a introdução deste modelo defende o Clube mais do que imaginamos, senão vejamos: I - O modelo atual permite que praticamente qualquer sócio se possa candidatar (desde que cumpridos determinados requisitos, mas que não são só por si nenhum limite exigente à apresentação de candidaturas); II - O passado (mais recente, mas também o mais longínquo) demonstra que os sportinguistas não têm tido a capacidade de se unir em torno de candidaturas, sendo que no último ato eleitoral tivemos oito listas a apresentarem-se a eleições; III - Atos eleitorais com oito ou mais listas candidatas significam que, na sua maioria, as listas apresentadas são integradas/preenchidas por pessoas com o único intuito de ganhar eleições e não com o propósito de dotar o Clube de competências para aplicar com sucesso um Programa ambicioso de modernização transversal do Sporting Clube de Portugal (no último ato eleitoral existiam muito poucas pessoas que, no conjunto de todas as listas, tivessem qualquer experiência no mundo do futebol, ou do desporto em geral). IV - A proliferação de listas, com programas extensos e maçudos, não permite ao sócio votante escrutinar devidamente os elementos integrantes das listas e, acima de tudo, as suas capacidades operacionais e executivas (na verdade, é aí que falhamos há muitos anos). V - Não tendo havido esse escrutínio e, acima de tudo, não tendo sido eleito o candidato com a maioria absoluta dos votos dos sócios (os tais 50%+1), o mais pequeno cenário de dificuldade, como o que estamos a viver (e que a indústria do desporto vai viver no imediato, como um todo), abre brechas entre sócios e torna difícil gerir a vida do nosso clube. Não devíamos voltar a correr o risco de realizar atos eleitorais, onde elegemos lideranças pouco legitimadas e com isso alimentarmos a divisão dos sócios num cenário de autodestruição do Clube. E mais: não podemos correr o risco de os candidatos poderem, de certa forma, ignorar as pessoas integrantes das suas listas, ou a relevância das mesmas, na medida em que não existe uma forma temporalmente útil que permita aos sócios um verdadeiro sufrágio das listas que se apresentam a eleições. O que acontece, de certa forma, no modelo atual, como já expliquei acima. Do exposto anteriormente, conclui-se que é importante, senão obrigatório, reforçar o peso do sócio, e também dar-lhe (para não dizer impor-lhe) essa responsabilidade, numa altura em que se fala de forma mais insistente da perda de maioria de capital da SAD. Os sócios podem e devem assumir um papel ainda mais relevante e reforçar definitivamente que somos um Clube de associados, onde podemos fazer a diferença, votando mais em projetos e menos em pessoas. Sempre nas mesmas pessoas. Para tal é preciso que o sistema que esteja implementado o permita. É fundamental que a lista eleita tenha sido a que tenha obtido a maioria dos votos dos sócios (50%+1), para que quem assuma a responsabilidade de liderar esta grande instituição, tenha respaldo para poder trabalhar com a máxima tranquilidade possível, em benefício da Instituição. Em conclusão, é urgente promover uma revisão dos estatutos do Sporting Clube de Portugal e colocar à deliberação dos associados em Assembleia Geral, a introdução de um sistema eleitoral a duas voltas para a eleição do Presidente e demais Órgãos Sociais, na linha do que proponho neste texto, assim como o fim das listas únicas, de modo a que esta alteração possa já vigorar numas próximas eleições, previsivelmente em 2022. Sporting Sempre!
Artigo de opinião assinado por Martim Bustorff, Sócio nº 29.036
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 |
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
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10 Out 2026 | 09:47
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31