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Clube
07 Jun 2020 | 11:45 |
Tenho pensado cada vez mais no futuro do nosso querido Clube. Talvez por estarmos a viver uma fase em que a vida nos parece suspensa. Talvez porque a instabilidade no Clube e os resultados desportivos não nos permitem acreditar num futuro melhor. Talvez porque o outrora magnífico ambiente em Alvalade entre adeptos seja para já apenas uma boa memória. Talvez por todas estas razões, ou talvez, por razão nenhuma. Eu não consigo à semelhança de vários Sportinguistas desistir de acreditar. Não é dessa fibra de que somos feitos. Somos Leões! Esta reflexão levou-me a compreender que não é tarde demais, que o futuro não se adia, nem espera. É possível identificar pequenas alterações que feitas hoje, beneficiam e protegem o Sporting do amanhã. Das várias alterações necessárias que identifiquei, gostaria apenas de me debruçar sobre aquela que considero ser a mais urgente e na minha opinião a mais pacífica e consensual entre os sócios, que é a introdução de um sistema eleitoral a duas voltas para a eleição do Presidente e demais órgãos sociais. Em termos genéricos, este sistema faz com que só possa ser considerada vencedora a lista que obtenha a maioria absoluta dos votos (50%+1). Não existindo nenhuma lista que obtenha tal resultado, passar-se-ia então à realização de uma segunda volta entre as duas listas mais votadas inicialmente. Na minha opinião, esta “pequena” alteração vai no sentido de reforçar as lideranças sufragadas pelos sócios, permitindo uma legitimidade mais alargada e completa: (i) por um lado, não existindo uma lista que desde logo obtenha o apoio da maioria absoluta dos votos dos sócios, a realização da segunda volta permitiria aos sócios escolher com mais profundidade os programas das listas em questão e unir-se em torno de um projeto só e, (ii) por outro lado, a lista eleita teria sempre obtido a maioria absoluta dos votos dos sócios que tenham participado nas eleições em causa. Digo isto porque, em 2018 mais de 22.500 sócios votaram e nenhum candidato teve a tal maioria absoluta dos votos em questão (50%+1), tendo como resultado, a eleição de um presidente em quem uma grande parte dos sócios não se revê desde o início. Nesta medida, acredito que a introdução deste modelo defende o Clube mais do que imaginamos, senão vejamos: I - O modelo atual permite que praticamente qualquer sócio se possa candidatar (desde que cumpridos determinados requisitos, mas que não são só por si nenhum limite exigente à apresentação de candidaturas); II - O passado (mais recente, mas também o mais longínquo) demonstra que os sportinguistas não têm tido a capacidade de se unir em torno de candidaturas, sendo que no último ato eleitoral tivemos oito listas a apresentarem-se a eleições; III - Atos eleitorais com oito ou mais listas candidatas significam que, na sua maioria, as listas apresentadas são integradas/preenchidas por pessoas com o único intuito de ganhar eleições e não com o propósito de dotar o Clube de competências para aplicar com sucesso um Programa ambicioso de modernização transversal do Sporting Clube de Portugal (no último ato eleitoral existiam muito poucas pessoas que, no conjunto de todas as listas, tivessem qualquer experiência no mundo do futebol, ou do desporto em geral). IV - A proliferação de listas, com programas extensos e maçudos, não permite ao sócio votante escrutinar devidamente os elementos integrantes das listas e, acima de tudo, as suas capacidades operacionais e executivas (na verdade, é aí que falhamos há muitos anos). V - Não tendo havido esse escrutínio e, acima de tudo, não tendo sido eleito o candidato com a maioria absoluta dos votos dos sócios (os tais 50%+1), o mais pequeno cenário de dificuldade, como o que estamos a viver (e que a indústria do desporto vai viver no imediato, como um todo), abre brechas entre sócios e torna difícil gerir a vida do nosso clube. Não devíamos voltar a correr o risco de realizar atos eleitorais, onde elegemos lideranças pouco legitimadas e com isso alimentarmos a divisão dos sócios num cenário de autodestruição do Clube. E mais: não podemos correr o risco de os candidatos poderem, de certa forma, ignorar as pessoas integrantes das suas listas, ou a relevância das mesmas, na medida em que não existe uma forma temporalmente útil que permita aos sócios um verdadeiro sufrágio das listas que se apresentam a eleições. O que acontece, de certa forma, no modelo atual, como já expliquei acima. Do exposto anteriormente, conclui-se que é importante, senão obrigatório, reforçar o peso do sócio, e também dar-lhe (para não dizer impor-lhe) essa responsabilidade, numa altura em que se fala de forma mais insistente da perda de maioria de capital da SAD. Os sócios podem e devem assumir um papel ainda mais relevante e reforçar definitivamente que somos um Clube de associados, onde podemos fazer a diferença, votando mais em projetos e menos em pessoas. Sempre nas mesmas pessoas. Para tal é preciso que o sistema que esteja implementado o permita. É fundamental que a lista eleita tenha sido a que tenha obtido a maioria dos votos dos sócios (50%+1), para que quem assuma a responsabilidade de liderar esta grande instituição, tenha respaldo para poder trabalhar com a máxima tranquilidade possível, em benefício da Instituição. Em conclusão, é urgente promover uma revisão dos estatutos do Sporting Clube de Portugal e colocar à deliberação dos associados em Assembleia Geral, a introdução de um sistema eleitoral a duas voltas para a eleição do Presidente e demais Órgãos Sociais, na linha do que proponho neste texto, assim como o fim das listas únicas, de modo a que esta alteração possa já vigorar numas próximas eleições, previsivelmente em 2022. Sporting Sempre!
Artigo de opinião assinado por Martim Bustorff, Sócio nº 29.036
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52