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Clube
04 Mar 2022 | 20:32 |
Ricardo Oliveira já reagiu à recompra das VMOC’s por parte do Sporting. Em conferência de imprensa, o candidato da lista B deixa duras críticas a Frederico Varandas: “Quanto custa? Não sabemos! De onde veio o dinheiro? Não fazemos ideia! A que preço? Pelos vistos não interessa, desde que sirva de trunfo eleitoral”.
Ricardo Oliveira refere ainda que “não podemos é fingir que o Sporting se pode dar ao luxo de perder mais de 90 milhões de euros, apenas e só para satisfazer o ego do Dr. Frederico Varandas”.
Confira, na íntegra, as declarações de Ricardo Oliveira:
Entendi apresentar a minha candidatura à presidência do Sporting Clube de Portugal por entender que era indispensável a discussão dos problemas que colocam em causa o futuro do clube, mesmo sabendo que a probabilidade de vitória era reduzida.Por isso mesmo, entendi que a minha campanha deveria privilegiar a estabilidade do clube, institucional e desportiva, independentemente da estratégia eleitoral mais eficaz.
Por isso mesmo, nada disse quando o Dr. Frederico Varandas se escondeu atrás do treinador e abdicou de intervir enquanto candidato, fiquei calado quando se serviu de meios do clube para fazer propaganda, enquanto negava acesso ao mesmo às outras candidaturas, desvalorizando o processo eleitoral e os sócios do Sporting Clube de Portugal.
O mesmo Dr. Frederico Varandas que, há menos de quatro anos, exigia debates e frente a frentes quanto lhe interessava aceder ao poder, negou agora aos outros associados os direitos que reclamava para si próprio, fazendo exactamente o mesmo que repetidamente censurava ao seu antecessor.
Fiquei calado quando tudo fizeram para pôr em causa a minha credibilidade e a da nossa candidatura, sem medir as consequências para as nossas vidas, pessoais e profissionais.
Mas, meus amigos, agora, BASTA. Disse, neste mesmo edifício, que iria lutar até ao limite das minhas forças pelos interesses do Sporting Clube de Portugal, e não posso admitir que alguém, seja ele quem for, hipoteque o futuro do clube para benefício próprio, com base num patético interesse eleitoral.
Não posso calar-me quando, com o único objectivo de manutenção no poder, e à custa do futuro do clube, a Direcção em exercício ignora os sócios e compromete uma oportunidade única de gerar receita e garantir, não apenas a manutenção da maioria do capital da SAD, como o cumprir dos seus outros compromissos e canalizar investimento para a actividade desportiva e comercial.
Vi, hoje, com espanto e muita indignação, como a Direcção do Sporting, enquanto anunciava uma antecipação de receitas e reclamava um acordo histórico para a compra dos VMOCs, recusava responder a qualquer pergunta sobre a forma como esse suposto acordo terá sido alcançado.
Quanto custa? Não sabemos! De onde veio o dinheiro? Não fazemos ideia! A que preço? Pelos vistos não interessa, desde que sirva de trunfo eleitoral.
Podemos fazer de conta que não sabemos que já existia um acordo para a recompra, com um valor definido para os VMOCs.
Podemos fazer de conta que os estatutos do Sporting Clube de Portugal não obrigam a que a realização de operações de crédito que excedam 20% do orçamento de gastos e investimentos sejam submetidas à aprovação dos sócios em Assembleia Geral, até porque também podemos fingir que não estamos em regime de duodécimos, por não haver orçamento aprovado.
Podemos, até, fingir que o Dr. Frederico Varandas e a sua Direcção não se recusaram a informar os sócios em véspera de eleições, de uma operação decisiva para o futuro do clube, dos seus custos e consequências.
Podemos, até, fazer de conta que as intenções do timing deste anúncio não são hipócritas, eleitoralistas e planeadas, não podemos é fingir que o Sporting se pode dar ao luxo de perder mais de 90 milhões de euros, apenas e só para satisfazer o ego do Dr. Frederico Varandas.
Hoje é, de facto, um dia histórico para o Sporting, porque uma Direcção em exercício escolheu desprezar o processo democrático e os direitos dos sócios, tentando que uma chico-espertice, em véspera de eleições, a reconduzisse no poder sem que os Sportinguistas pudessem ter tempo ou informação suficiente para decidir em consciência.
Não sei o que irá acontecer amanhã, mas, mais tarde ou mais cedo, o Dr. Frederico Varandas e os seus colegas vão perceber que não podem tratar o Sporting como uma associação de estudantes de liceu, sob pena de sofrerem o mesmo destino daqueles que tanto criticaram.
Espero que os Sportinguistas se informem a tempo de não recompensar a imaturidade, a irresponsabilidade e a soberba de quem se considera mais importante do que o Sporting Clube de Portugal.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52