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Clube
03 Mar 2022 | 18:00 |
Ricardo Oliveira, candidato da Lista B, abordou o tema 'transferências', comentando a "aposta muito má" que foi o negócio realizado por Rúben Vinagre. Em entrevista à Leonino TV, gravada na passada terça-feira de manhã, o concorrente à presidência do Sporting admite preferir os negócios feitos com Antero Henrique e Raúl Costa, mas que o seu relacionamento com Jorge Mendes "será exatamente igual a qualquer outro agente de futebol".
L: Se lhe fosse proposto um negócio ao estilo de Rúben Vinagre, qual seria o seu esquema de raciocínio?
RO: Rúben Vinagre é avaliado, no Transfermarkt, em 5 milhões de euros. O Sporting é obrigado a comprar 50% do passe do jogador por 10 milhões de euros, quer dizer que o avaliam em 20 milhões de euros. Ora, um jogador que é avaliado por 5 milhões e é comprado com uma avaliação de 20 milhões, do ponto de vista só do negócio, é uma aposta muito má.
L: E no que toca à política dos passes partilhados?
RO: Entendo que os passes possam não ser adquiridos na totalidade, porque isso pode ter a ver com triangulações de negócios que até permitam captar dinheiro de um investidor qualquer que naquele momento possa querer financiar a aquisição daquele jogador. (…) É óbvio que o jogador, quando está ali, está a utilizar a montra Sporting para sofrer mais-valias, que depois terá de ser dividia com outros se a intenção for vendê-lo. Se não for, até podemos adquirir uma percentagem menor. Mas este tipo de operação, como de Rúben Vinagre, com montantes mais avultados, já me chama mais à atenção. Será que estamos de volta aos tempos das contratações de há dois anos atrás? Porque são montantes diferentes às que eram feitas por Antero Henrique e Raúl Costa, são outro tipo de jogadores. É óbvio que há aqui outra pessoa envolvida e outro tipo de negócios, negócios esses que não são muito benéficos para o Sporting. Ou que podem ser benéficos para o Sporting, mas muito benéficos para outros.
L: Se for eleito, qual será o seu relacionamento com Jorge Mendes?
RO: Será exatamente igual a qualquer outro agente de futebol. Todos os agentes que queiram trabalhar com o Sporting são bem-vindos, desde que os negócios sejam benéficos para o Sporting e que não tenhamos de andar a fazer negócios que no fim tenham de ser utilizados outros negócios ou outras compras para compensar anteriores que possam ter corrido mal. Não para o Sporting, mas até para o próprio agente. No entanto, gosto mais dos negócios que o Sporting tem feito com os jogadores que têm vindo de Antero Henrique e Raúl Costa.
Confira, na íntegra, a entrevista de Ricardo Oliveira:
https://youtu.be/4GMIDZHfSk4
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".
Acusação protagonizada pelo emblema azul e branco tem em causa as declarações feitas pelo líder leonino, depois de partida em dezembro de 2025
13 Fev 2026 | 12:08 |
O Conselho de Disciplina da FPF absolveu Frederico Varandas da prática de uma infração disciplinar, por lesão da honra, na sequência de uma participação feita pelo Porto contra o presidente do Sporting. Em causa, estão as declarações feitas pelo líder leonino depois do jogo com o Vitória SC, a 23 de dezembro de 2025.
Frederico Varandas: "Durante décadas, a arbitragem tinha dono. Porto e Benfica."
“Durante décadas, a arbitragem não era independente, tinha um dono. Porto e Benfica. Décadas. Com nomes. Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira. Eu tenho 46 anos, vocês são da minha geração e crescemos assim (...)", disse Frederico Varandas - que já já formalizou recandidatura -, na sequência da vitória dos leões sobre os vimaranenses (4-1), em dezembro do ano passado.
"Insustentável foram 40 anos de fruta, 40 anos de reuniões de presidentes Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa a discutir quem eram o presidente da Liga e da Federação, a discutirem qual o árbitro para este jogo", sublinhou.
Frederico Varandas: "40 anos de agentes de futebol a comprarem jogadores para perderem jogos"
"40 anos de missas, de padres, de agentes de futebol a comprarem jogadores para perderem jogos. Isso é que era insustentável”, atirou, além de ter referido que os rivais "eram donos da arbitragem" mas que a mesma é, agora, "livre e sem dono".
A consequente participação do Porto levou o Conselho de Disciplina a dirimir o "apuramento da relevância disciplinar" das declarações do Presidente leonino e, em última instância, o órgão disciplinar da FPF decidiu, em comunicado datado desta quinta-feira, "julgar totalmente improcedente a acusação e, em consequência, absolver o Arguido Frederico Nuno Faro Varandas, da prática de 1 (uma) infração disciplinar p. e p. pelo artigo 136.º, n.ºs 1, 3 e 4".