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Clube
31 Jul 2020 | 18:07 |
“Foi uma temporada muito má, mas o que gostava de perguntar ao Presidente do Sporting CP é como foi possível, segundo palavras do próprio, passar-se da melhor época dos últimos 17 anos para uma das piores da história do Clube”. A pergunta é feita por Nuno Sousa e dirigida ao Presidente do Sporting CP. Em declarações exclusivas ao Leonino, o candidato assumido à Presidência do Sporting CP aponta o dedo a Frederico Varandas pelos maus resultados e também pelas dificuldades financeiras que o Clube atravessa, mas, para já, coloca de parte forçar um cenário de eleições antecipadas através de uma Assembleia Geral de destituição dos atuais Órgãos Sociais.
“Parece que se esqueceu daquilo que disse o ano passado”
Relativamente ao desempenho da equipa principal de futebol, Nuno Sousa lembra que, em 2019/20, “Frederico Varandas foi muito rápido a puxar dos galões, mas a verdade é que a temporada tinha sido preparada, numa primeira fase, por Bruno de Carvalho e, posteriormente, por Sousa Cintra”. O membro do movimento Sou Sporting acusa o Presidente do Clube de amnésia e defende que a responsabilidade pelos maus resultados deve ser assacada inteiramente a Frederico Varandas: “Parece que se esqueceu daquilo que disse no ano passado e já está a colocar as culpas em tudo e mais alguma coisa, sendo que esta temporada é da inteira responsabilidade de Frederico Varandas”.
Nuno Sousa recua até agosto de 2019 e acredita que, por essa altura, já era claro que a temporada não ia correr da melhor maneira: “A preparação da temporada foi má e isso ficou evidente logo no primeiro jogo da temporada, em que fomos goleados pelo SL Benfica. Ficámos todos preocupados, exceto o Presidente do Sporting CP. No entanto, no final de agosto, acabou por despedir Marcel Keizer”.
O candidato à Presidência dos Leões deixa uma palavra aos jogadores do Sporting CP, defendendo que “se não fosse o brio profissional de alguns jogadores, poderíamos ter terminado bem abaixo do quarto lugar”.
“Grande parte das dificuldades financeiras do Sporting CP são responsabilidade de Frederico Varandas”
Quanto à situação financeira menos positiva que o Clube atravessa, Nuno Sousa considera que “grande parte das dificuldades financeiras do Sporting CP são responsabilidade de Frederico Varandas” e, perante tal realidade, questiona-se “como é possível que tenha sido feito um investimento que, com Rúben Amorim, toca nos 70 milhões de euros?”.
O candidato à Presidência do Clube não tem dúvidas de que “o discurso de Frederico Varandas e as decisões que toma são completamente diferentes” e afirma que se o Clube “já estava em dificuldades financeiras, Frederico Varandas ainda piorou a situação. Se não temos dinheiro, não podemos investir quase 70 milhões de euros”.
“Esse é uma decisão dos Sócios”
Quanto a um cenário de eleições antecipadas, Nuno Sousa coloca, para já, essa hipótese de parte: “Da minha parte e do Sou Sporting, não vamos incentivar esse tipo de coisas. Achamos que os mandatos são para cumprir”. Porém, neste aspeto, o candidato lembra que “se houver Sócios que tomem essa iniciativa, a vontade dos mesmos deve ser respeitada”.
“Esta é uma candidatura para ir até ao fim”
Questionado sobre se a sua candidatura é para ir até ao fim, o candidato foi bastante claro ao afirmar que “esta é uma candidatura para ir até ao fim”, porém, mostrou-se “aberto a todas as pessoas que queiram construir um projeto que seja pelo Sporting CP”.
Sobre o facto de, em futuras eleições, se repetir um cenário com múltiplas candidaturas, Nuno Sousa acredita que esse “é um sinal de vitalidade do Clube. Longe vão os tempos em que se dava quase uma sucessão dinástica no Sporting CP. É bom que os Sócios possam escolher”.
“Nos próximos dias, iremos apresentar a nossa proposta sobre o I-voting”
Acerca da posição da sua candidatura sobre o I-voting, Nuno Sousa deixou a garantia de que, nos próximos dias, apresentará a sua posição relativamente a este tema, mas lembrou que “em agosto de 2019, no Sou Sporting, fomos os primeiros a lançar essa ideia e o Conselho Diretivo teve acesso às nossas propostas”.
Por fim, Nuno Sousa deixou um apelo aos adeptos Leoninos: “O que interessa é que os Sportinguistas percebam quem está pelo Sporting CP e não por outros interesses. É fundamental que os Sócios não votem apenas por ser uma pessoa conhecida. Esse é o caminho ideal para o desastre. Leiam os programas eleitorais e façam as questões que sintam ser importantes”.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52