Futebol
Cotação de craque do Sporting dispara quase 600% no Transfermarkt, mas há um titular em queda livre
29 Set 2026 | 15:12
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30 Nov 2022 | 16:20 |
O primeiro golo da Seleção Nacional diante do Uruguai, na passada segunda-feira, dia 27 de novembro, ainda faz correr muita tinta. Chris Sutton, antigo internacional inglês, compara Cristiano Ronaldo a Diego Maradona, e ao seu infame golo, apelidado de ‘mão de Deus. No entanto, o ex-atleta britânico deixa pesadas críticas ao craque da formação do Sporting.
Num artigo publicado no jornal inglês ‘Daily Mail’, o ex-avançado não poupou CR7: "Esqueçam a 'mão de Deus' de Diego Maradona, o 'cabelo de Deus' de Cristiano Ronaldo é o que está na moda agora. A estrela portuguesa correu como se tivesse cabeceado após o cruzamento de Bruno Fernandes. Não teve vergonha. Infelizmente para Ronaldo, havia um sensor dentro da bola Al Rihla. Os gráficos confirmaram que não tocou quando a bola passou por ele”, começou por dizer o antigo avançado.
"Tenho a certeza que o facto de Messi ser patrocinado pela Adidas e Cristiano Ronaldo pela Nike vai levar a teorias da conspiração. Mas vendo as repetições, penso que ele não tocou na bola. É importante dizer que se Cristiano Ronaldo não se tivesse feito à bola, provavelmente o guarda-redes do Uruguai teria apanhado o cruzamento de [Bruno] Fernandes. O movimento de Ronaldo foi fundamental, mas não se deve tentar reivindicar um golo que não é nosso", continuou.
"Tu sabes quando tocas na bola, mesmo ao de leve. Não me lembro de ter tentado roubar um golo a um companheiro de equipa. Mas Ronaldo não vai ter este por parte da FIFA, não importa quantas mensagens envie ao Piers Morgan! Naquele momento, quando Ronaldo estava a festejar, não se tratava da equipa. Tratava-se dele. Ronaldo só pensa em Ronaldo", terminou.
O lance, apesar de toda a polémica, já foi esclarecido, com a FIFA a confirmar que o golo foi de Bruno Fernandes e que o ‘camisola 7’ não tocou no esférico.
Continuidade do técnico dos verdes e brancos foi novamente tema de conversa, assim como a possibilidade do seu sucessor ser Sérgio Conceição
29 Set 2026 | 17:33 |
Vítor Almeida Gonçalves, diretor executivo do Record, entende que Varandas nunca iria contratar Sérgio Conceição devido ao passado entre ambos. Na Liga NOW, José Nunes segue a mesma visão e, mesmo com a má sequência de resultados de Rui Borges - que tem tido problemas no setor defensivo -, não acredita que o ex-treinador dos dragões seja uma opção.
Vítor Almeida Gonçalves: "Vejo com muita dificuldade que Sérgio Conceição possa um dia ser elegível"
“Não me parece. Percebendo-se como é Frederico Varandas, vejo com muita dificuldade que Sérgio Conceição possa um dia ser elegível para treinador do Sporting. Acho mesmo que Sérgio Conceição já deve ter pensado várias vezes em posições que tomou e que não deveria ter tomado e que de alguma forma está a sofrer as consequências dessas posições que tomo”, começou por dizer.
“Não tem nada a ver com a sua qualidade como treinador, mas ele tem as portas fechadas com Frederico Varandas. Não está relacionado com a qualidade técnica, mas sim com algum posicionamento de Sérgio Conceição. Na verdade, eu acho que com Frederico Varandas, não vejo mesmo como é que Sérgio Conceição poderia entrar no Sporting”, concluiu José Nunes.
Mário Figueiredo esclarece que Sérgio Conceição é um nome que surge através dos adeptos: “O nome de Conceição só entra nesta equação por uma razão muito simples: os adeptos pediram. Os adeptos do Sporting é que estão a pedir Sérgio Conceição. Sérgio Conceição encaixa no Sporting apenas pelo desejo dos adeptos de terem um treinador mais interventivo".
Mário Figueiredo: "Qual é o limite para despedir o treinador?"
Relativamente a Rui Borges, Mário Figueiredo acredita que Varandas deveria de esclarecer o futuro do técnico dos leões: “Eu gostava que varandas respondesse a esta pergunta: Qual é o limite para despedir o treinador? Só quando tiver a nove, a doze, a quinze, a vinte? Qual é o limite que ele tem para achar que tem de trocar de treinador? Não tem limite, o treinador fica independentemente do resultado. Também é uma coisa que ele pode dizer".
Equipa orientada por Rui Borges tem passado por alguns problemas disciplinares neste arranque de temporada e números não enganam
29 Set 2026 | 16:54 |
O Sporting tem revelado alguns problemas disciplinares neste arranque de temporada. Ao fim de sete jornadas da Liga, os leões contabilizam 19 cartões e são a segunda equipa mais castigada da competição, com particular destaque para as sanções decorrentes de protestos e desentendimentos.
No total, a formação orientada por Rui Borges recebeu 18 amarelos e um vermelho. Apenas o Académico de Viseu apresenta um registo superior, com 20 cartões, enquanto Moreirense e Arouca estão empatados com o Sporting, também com 19.
O dado que mais chama a atenção está, porém, nos chamados cartões ‘escusados’. Seis das admoestações dos verdes e brancos resultaram de protestos ou desentendimentos, o número mais elevado entre todos os clubes da Liga. Académico de Viseu, Vitória de Guimarães e Alverca aparecem de seguida, com quatro.
Gonçalo Inácio é o jogador do Sporting que mais vezes foi castigado por protestar, tendo recebido dois amarelos nestas circunstâncias. Maxi Araújo e Iván Fresneda também foram admoestados por protestos, enquanto Jesse Derry e Luis Suárez viram cartão na sequência de desentendimentos.
O número global representa também um crescimento em comparação com o início das últimas temporadas. Os leões tinham 13 cartões ao fim de sete jornadas em 2025/26 e apenas cinco em 2024/25. Em 2023/24 eram 21 e, em 2022/23, chegaram aos 23 no mesmo período.
Apesar dos números, a posição pública do Sporting em relação à arbitragem mantém-se inalterada. “Elogio muito o meu treinador, peço-lhe para não falar de arbitragem e ele não fala. Entendemos que este é o caminho para onde o futebol português deve ir. É fácil? Não. É justo? Não”, afirmou recentemente Frederico Varandas.
A disciplina terá já consequências na deslocação a Braga, marcada para 9 de outubro. Zeno Debast vai cumprir um jogo de suspensão depois da expulsão frente ao Arouca, enquanto Luis Suárez chega à Pedreira com quatro amarelos e fica a apenas um cartão de cumprir castigo.
O Sporting comete, em média, 11,9 faltas por encontro e recebe 2,4 cartões. Rui Borges terá, assim, mais um dado para trabalhar num momento em que os leões procuram regressar às vitórias depois do empate a duas bolas diante do Arouca.
Antigo jogador dos verdes e brancos optou por comentar aquela que considera ser uma das lacunas do plantel leonino nesta temporada
29 Set 2026 | 15:46 |
André Cruz, antigo defesa-central do Sporting e um dos grandes especialistas de livres diretos que passaram por Alvalade, analisou uma lacuna que Rui Borges procura corrigir esta temporada. O brasileiro acredita que a escassez de golos neste tipo de lance tem uma explicação muito simples: falta de treino específico.
André Cruz: "É porque não treinam diariamente"
Em declarações ao jornal A Bola, o antigo internacional brasileiro não teve dúvidas quando questionado sobre a diminuição dos golos de livre. “É porque não treinam diariamente. Esse é um trabalho que precisa de ser feito desde que se é garoto”, afirmou.
Rui Borges tem procurado precisamente alterar esse cenário no Sporting e definiu uma nova hierarquia de potenciais executantes, na qual surgem Rodrigo Zalazar, Nestory Irankunda, Geny Catamo, Flávio Gonçalves e Zeno Debast. O uruguaio é, até ao momento, o único a ter marcado de livre pelos leões esta temporada, diante do Galatasaray, na Liga dos Campeões.
André Cruz sabe bem o impacto que um especialista pode ter. O antigo central chegou ao Sporting durante a época 1999/2000 e teve papel decisivo na conquista do campeonato que terminou um jejum de 18 anos. Um dos momentos mais recordados aconteceu diante do Porto, quando bateu Vítor Baía de livre numa vitória por 2-0 que colocou os verdes e brancos isolados na liderança. “Foi espetacular, modéstia à parte [risos]”, recordou.
O brasileiro voltou a ser decisivo na derradeira jornada dessa temporada, na goleada por 4-0 frente ao Salgueiros, ao marcar o primeiro e o último golos do Sporting, ambos de livre direto. “Ter no plantel um especialista na cobrança de livres faz a diferença. Ter jogadores com essa qualidade ajuda muito, desde 2000 que faz a diferença [risos]. É preciso fazer um trabalho diário tanto na cobrança de livres como de pontapé de canto”, reforçou.
Além das bolas paradas, André Cruz mostrou acompanhar também outro dos problemas que têm afetado a equipa de Rui Borges: os golos sofridos em fases tardias dos encontros. O antigo defesa considera que a explicação deve ser procurada sobretudo no comportamento coletivo.
“Normalmente, isso é um problema da equipa quando se defende, a não ser que haja algum erro individual”, analisou André Cruz, que confessou ainda sentir saudades de Portugal e continuar atento, sempre que possível, aos jogos do Sporting.
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