JUVENTUDE LEONINA NÃO QUER PROTOCOLO COM VARANDAS
Claque do Sporting CP anunciou mega protesto e negou que adeptos envolvidos nas alegadas agressões sejam seus membros
Redação Leonino
Texto
16 de Fevereiro 2020, 08:00

A Juventude Leonina não quer qualquer tipo de protocolo com a atual direção do Sporting CP. Em conferência de imprensa realizada na ´casinha´, a claque, representada por Daniel Samico, vice-presidente, e António Cebola, elemento da direção, afirmou que “vamos apoiar o Sporting sem protocolo, como sempre fizemos”. Referindo-se à entrevista de Frederico Varandas à TVI (LER AQUI), António Cebola recordou que foi o próprio Presidente do Sporting CP a dizer que não estava disponível para qualquer tipo de acordo com a atual direção da Juveleo, e sendo assim a Juve Leo também não pretende nenhum protocolo.

A claque fundada em 1976 revelou que se encontra a organizar uma nova manifestação contra a direção liderada por Frederico Varandas. O protesto ainda não tem data marcada, mas realizar-se-á em breve: “O próximo mega protesto está agendado. Não podemos ainda indicar as datas porque estamos a acertar uma série de situações para que corra tudo de uma forma ainda melhor”, frisou António Cebola.

A Juventude Leonina informou também que terminará com os boicotes nas primeiras partes da equipa de futebol principal do Sporting CP: “Vamos acabar com o boicote às primeiras partes. Não queremos ser mais o bode expiatório. Vamos focarmo-nos no apoio e mobilizarmo-nos em massa. Não vamos contribuir mais para divisão. Os nossos estatutos dizem que temos de apoiar o Sporting e é isso que vamos fazer”, esclareceu Daniel Samico.

Presidente devia ir ao Pavilhão

Em resposta ao Leonino sobre o clima de menor tensão que se vive no Pavilhão João comparativamente com o Estádio José de Alvalade, António Cebola defende que “o apoio nas modalidades tem sido incrível e a ausência de Frederico Varandas ajuda a que isso aconteça porque neste momento o foco de desunião no Sporting é ele próprio”. O elemento da direção da claque disse ainda que “sentimos que o Presidente do Sporting não tem ido às modalidades e só ele saberá porquê. No entanto, a sua presença faz falta. Se não vai às modalidades, devia ir. O Sporting não é só o cadeirão da tribuna”.

Recorde-se que foi na sequência de um jogo de futsal entre o Clube de Alvalade e os Leões de Porto Salvo que os órgãos sociais leoninos decidiram suspender os protocolos celebrados com a Juventude Leonina e também com o Directivo Ultras XXI.

“Aquelas pessoas não fazem parte da Juventude Leonina”

Acerca da manifestação do passado sábado, 8 de fevereiro, a direção da Juve Leo considerou que “foi um grande protesto de milhares de Sócios do Sporting em que as claques eram uma minoria”. O Grupo Organizado de Adeptos revelou até que “a própria PSP veio dar-nos os parabéns porque tudo tinha corrido dentro da normalidade”.

Sobre as declarações de Frederico Varandas onde afirmou que os autores das agressões eram membros da claque, António Cebola explicou que as pessoas que apareceram nas imagens “não fazem parte da Juventude Leonina”.

Por fim, a Juve Leo fez questão de realçar que “após Alcochete, temos tolerância zero contra a violência. Não permitimos que nenhum membro da Juventude Leonina que cometa esses atos fique impune. É imediatamente expulso. Não vamos mais ser coniventes com atos de violência gratuita”.

  Comentários