Futebol
Jogador que esteve ligado ao Sporting foi a Alvalade ver empate com Arouca e reagiu
21 Set 2026 | 12:34
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Futebol
10 Fev 2026 | 13:01 |
O Sporting reforçou o plantel no último mercado de inverno com as contratações de Luís Guilherme e Souleymane Faye, apostas feitas para integrar o grupo às ordens de Rui Borges. No processo de negociação do extremo brasileiro, os leões contaram com um aliado de peso: Mateus Fernandes. O médio português, então companheiro de equipa no West Ham, desempenhou um papel ativo no aconselhamento e na adaptação do jogador a Portugal.
"Ele, na altura, falou-me do interesse do Sporting. Óbvio que ficou super entusiasmado. Tentei logo orientá-lo em termos de casa, de como é que era o dia a dia em Portugal. Mesmo sobre a pressão dos adeptos e como era a Liga", começou por revelar Mateus Fernandes, em declarações à DAZN Portugal.
"Como lhe disse, acho que a Liga portuguesa é o melhor campeonato na Europa para um jovem que precisa de confiança ou precisa de minutos. A jogar num Sporting, ou num grande, vais estar sempre com bola, vais ter muitos momentos de finalização e muitos momentos de ataque. É algo que podes vir a ganhar. Ele também nunca tinha feito um golo. Vai ajudar muito em termos de confiança", acrescentou, apontando as vantagens da mudança de Inglaterra para Portugal.
"Depois também é a língua. É uma língua que ele conhece, a cultura é praticamente a mesma. O balneário é fantástico. O Clube, neste momento, tem todas as condições para os jogadores. Portanto, disse-lhe que se tivesse essa oportunidade em cima da mesa, que nem pensasse duas vezes. Ele não pensou e agora está lá", concluiu Mateus Fernandes, sorridente.
Com contrato válido até 2030 e uma cláusula de rescisão fixada nos 80 milhões de euros, Luís Guilherme surge apontado internamente como o sucessor de Geovany Quenda. O jovem português já foi adquirido pelo Chelsea por 50 milhões de euros, mas permanece emprestado ao Sporting até ao final da temporada, encontrando-se atualmente lesionado, com regresso previsto apenas para março.
Confira as declarações na íntegra:
Rui Borges tem sido contestado no Clube de Alvalade fruto dos resultados recentes e nome do antigo treinador do Porto acabou por surgir na imprensa
22 Set 2026 | 03:00 |
A possibilidade de Sérgio Conceição assumir o comando técnico do Sporting é de 0%, sabe o Leonino. Apesar de o nome do treinador português ter voltado a surgir associado aos leões na sequência da pressão em torno de Rui Borges, o antigo técnico do Porto não é uma opção para Frederico Varandas.
A informação ganha relevância depois de Nicolò Schira ter colocado Sérgio Conceição entre os possíveis candidatos a suceder ao atual treinador leonino. Contudo, ao que o nosso Jornal apurou, esse cenário não tem qualquer correspondência junto da estrutura do Sporting e não mudaria sequer perante uma eventual saída de Rui Borges.
Para já, de resto, Frederico Varandas decidiu manter a confiança em Rui Borges depois do empate frente ao Arouca (2-2). A SAD analisou o momento da equipa após novo deslize no campeonato, mas entende que a profunda remodelação do plantel obriga a conceder tempo ao técnico para consolidar novas rotinas e inverter os resultados recentes.
Rui Borges continua, por isso, no comando e está preparado para liderar a equipa no regresso da competição, diante do Braga. O treinador sente igualmente que mantém o grupo do seu lado e não equaciona qualquer saída por iniciativa própria, apesar da crescente contestação entre alguns adeptos do Sporting.
Mesmo que o cenário se altere no futuro e a SAD acabe por optar por uma mudança no banco, Sérgio Conceição, livre depois de deixar o Al Ittihad, continuará fora da equação. As divergências acumuladas ao longo dos anos entre o treinador e Frederico Varandas são conhecidas, mas, acima disso, a informação recolhida pelo Leonino é clara: não existe intenção da administração em avançar pelo técnico.
Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino
21 Set 2026 | 17:32 |
Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.
Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"
“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".
Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"
"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".
“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".
Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.
Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico
21 Set 2026 | 17:00 |
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.
Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"
Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.
“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.
Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"
Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".
A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.
Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.