Clube
Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
08 Fev 2020 | 15:01 |
O jornal ‘Record’ publicou hoje a segunda parte da entrevista a Frederico Varandas. O Presidente do Sporting CP abordou a possível AGE, a arbitragem e as claques, entre outros temas.
“O Sporting se entra neste ciclo ingovernável dificilmente se endireita”
O primeiro assunto abordado nesta segunda parte da entrevista é o pedido de uma Assembleia Geral Extraordinária para a destituição dos órgão sociais.
“Em quase 114 anos de vida, houve uma assembleia para destituir um presidente no Sporting. (…) O Conselho Diretivo não opina sobre este pedido de 383 sócios. Se me perguntarem a minha opinião, saindo da posição de presidente: imaginem que o Sporting não vem do pior momento da sua história; imaginem uma época desportiva má. Se houver uma destituição de uma direção por isso, o Sporting CP não tem futuro. É a minha opinião enquanto Sócio. Assim, vamos ter mandatos de quê, um ano? Isto destrói o Clube. Este Conselho Diretivo pretende incentivar uma séria revisão dos estatutos durante este mandato e promover o voto eletrónico. O Sporting CP é um Clube enorme, mas muita da sua grandeza está no extraordinário número de sócios. O universo que decide não pode ser pequeno. O ‘i-voting’ quebra os quilómetros de distância. Faz sentido que 0,5% dos Sócios possam promover a destituição dos órgão sociais? O Sporting CP se entra neste ciclo ingovernável dificilmente se endireita. O presidente que vier a seguir, nem interessa quem é, durará ainda menos. O Sporting CP não terá futuro com esta espiral de eleições todos os anos, consoante a bola entra ou não”.
“Esta direção não quer acabar com as claques”
Sobre as claques, Frederico Varandas separou a Juventude Leonina do Directivo Ultras XXI, apesar de deixar críticas às duas.
“Até hoje o Sporting CP nunca foi unido. Eu não o conseguiria fazer em 17 meses, após uma autêntica guerra civil. Uma coisa é unir, outra é aceitar grupos que querem que as suas equipas percam para poderem voltar a ter os privilégios que tinham. 'Está a acusar as direções da Juve Leo e do Directivo de viverem às custas do Sporting CP?' Estou. O Diretivo desiludiu-me. Disse-lhes que tinham uma oportunidade única de se demarcarem. Sabe o que me responderam elementos do Directivo que eu conheço? 'Se eu fizesse isso, seria uma batalha campal ali dentro.' Ai têm medo de enfrentar? Eu vou enfrentar! E estou a pagar os custos disso. As claques têm de se regenerar. Não posso ter claques politizadas. Não vou permitir que se viva daquele negócio, porque isso cria um monstro. Não posso permitir que as claques, e aqui muito a Juventude Leonina, continuem a ser o que foram nos últimos 10/12 anos, que presidente e treinadores fossem deitados abaixo quando eles entendessem. Não pode ser”, começou por dizer.
“Eu distingo as claques das suas direções. Reuni-me pelo menos cinco vezes com eles e distingui a Juventude Leonina dos outros três. A visão das pessoas sobre as claques tem a ver com o ataque a Alcochete. E aí foi a Juventude Leonina que realizou esse dia negro, um dia que causou 80 milhões de prejuízo ao Sporting CP e danos reputacionais inacreditáveis. Esta direção não quer acabar com as claques. Em setembro de 2018 era o mais fácil de fazer. Não o fizemos. Mas explicámos que havia regras que tinham de mudar para sempre. Não posso mais incentivar um negócio que mata a essência das claques. Expliquei que as ofertas iam acabar mas que podiam comprar 500 Gameboxes com preço de desconto na bilheteira do Sporting. Os grupos não quiseram. Queriam que fossem vendidas a eles e depois eles é que faziam a gestão. Isso levaria a que essas Gameboxes fossem vendidas a um preço mais alto do que os 120 euros”, terminou sobre este assunto.
“Jorge Sousa não consegue mudar o chip”
Sobre as arbitragens, o Presidente do Clube pede respeito pelo Sporting CP e dá algumas soluções para melhorar a arbitragem no país, queixando-se novamente de Jorge Sousa.
“Defendo uma revisão a sério da arbitragem. A carreira tem de ser apetecível. Os árbitros devem ganhar mais, mas depois têm de ser altamente escrutinados. Não consigo compreender por que é que no VAR, à imagem do rugby, não se ouvem as comunicações. Isto só protege a incompetência. Só alimenta o rumor e a teoria da cabala. Um árbitro bom não pode ter medo de que se ouçam as comunicações. A arbitragem tem de caminhar para um máximo de transparência. Já falei em reunião com o Conselho de Arbitragem, com o José Fontelas Gomes sobre isso”, começou por dizer.
“Os árbitros, no seu inconsciente, não respeitam o Sporting como respeitam os rivais. É triste, mas não respeitam. ‘E Jorge Sousa? Tem ou não condições para apitar jogos do Sporting CP?’ Reparem: 19 amarelos em três jogos? O jogo com o Boavista é difícil de explicar. O de Braga é extremamente difícil. A desigualdade de critérios choca os Sportinguistas. Fizemos isto com o Jorge Sousa porque acho que ele não consegue mudar o chip”, terminou.
Frederico Varandas negou ainda ter qualquer relação com os vídeos do interior do balneário do Sporting CP após o ataque de Alcochete; pediu mais ações contra a violência no desporto e disse “não compreender como é que a Benfica SAD fica de fora e Paulo Gonçalves é arguido” no processo e-toupeira.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."