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Clube
08 Fev 2020 | 15:01 |
O jornal ‘Record’ publicou hoje a segunda parte da entrevista a Frederico Varandas. O Presidente do Sporting CP abordou a possível AGE, a arbitragem e as claques, entre outros temas.
“O Sporting se entra neste ciclo ingovernável dificilmente se endireita”
O primeiro assunto abordado nesta segunda parte da entrevista é o pedido de uma Assembleia Geral Extraordinária para a destituição dos órgão sociais.
“Em quase 114 anos de vida, houve uma assembleia para destituir um presidente no Sporting. (…) O Conselho Diretivo não opina sobre este pedido de 383 sócios. Se me perguntarem a minha opinião, saindo da posição de presidente: imaginem que o Sporting não vem do pior momento da sua história; imaginem uma época desportiva má. Se houver uma destituição de uma direção por isso, o Sporting CP não tem futuro. É a minha opinião enquanto Sócio. Assim, vamos ter mandatos de quê, um ano? Isto destrói o Clube. Este Conselho Diretivo pretende incentivar uma séria revisão dos estatutos durante este mandato e promover o voto eletrónico. O Sporting CP é um Clube enorme, mas muita da sua grandeza está no extraordinário número de sócios. O universo que decide não pode ser pequeno. O ‘i-voting’ quebra os quilómetros de distância. Faz sentido que 0,5% dos Sócios possam promover a destituição dos órgão sociais? O Sporting CP se entra neste ciclo ingovernável dificilmente se endireita. O presidente que vier a seguir, nem interessa quem é, durará ainda menos. O Sporting CP não terá futuro com esta espiral de eleições todos os anos, consoante a bola entra ou não”.
“Esta direção não quer acabar com as claques”
Sobre as claques, Frederico Varandas separou a Juventude Leonina do Directivo Ultras XXI, apesar de deixar críticas às duas.
“Até hoje o Sporting CP nunca foi unido. Eu não o conseguiria fazer em 17 meses, após uma autêntica guerra civil. Uma coisa é unir, outra é aceitar grupos que querem que as suas equipas percam para poderem voltar a ter os privilégios que tinham. 'Está a acusar as direções da Juve Leo e do Directivo de viverem às custas do Sporting CP?' Estou. O Diretivo desiludiu-me. Disse-lhes que tinham uma oportunidade única de se demarcarem. Sabe o que me responderam elementos do Directivo que eu conheço? 'Se eu fizesse isso, seria uma batalha campal ali dentro.' Ai têm medo de enfrentar? Eu vou enfrentar! E estou a pagar os custos disso. As claques têm de se regenerar. Não posso ter claques politizadas. Não vou permitir que se viva daquele negócio, porque isso cria um monstro. Não posso permitir que as claques, e aqui muito a Juventude Leonina, continuem a ser o que foram nos últimos 10/12 anos, que presidente e treinadores fossem deitados abaixo quando eles entendessem. Não pode ser”, começou por dizer.
“Eu distingo as claques das suas direções. Reuni-me pelo menos cinco vezes com eles e distingui a Juventude Leonina dos outros três. A visão das pessoas sobre as claques tem a ver com o ataque a Alcochete. E aí foi a Juventude Leonina que realizou esse dia negro, um dia que causou 80 milhões de prejuízo ao Sporting CP e danos reputacionais inacreditáveis. Esta direção não quer acabar com as claques. Em setembro de 2018 era o mais fácil de fazer. Não o fizemos. Mas explicámos que havia regras que tinham de mudar para sempre. Não posso mais incentivar um negócio que mata a essência das claques. Expliquei que as ofertas iam acabar mas que podiam comprar 500 Gameboxes com preço de desconto na bilheteira do Sporting. Os grupos não quiseram. Queriam que fossem vendidas a eles e depois eles é que faziam a gestão. Isso levaria a que essas Gameboxes fossem vendidas a um preço mais alto do que os 120 euros”, terminou sobre este assunto.
“Jorge Sousa não consegue mudar o chip”
Sobre as arbitragens, o Presidente do Clube pede respeito pelo Sporting CP e dá algumas soluções para melhorar a arbitragem no país, queixando-se novamente de Jorge Sousa.
“Defendo uma revisão a sério da arbitragem. A carreira tem de ser apetecível. Os árbitros devem ganhar mais, mas depois têm de ser altamente escrutinados. Não consigo compreender por que é que no VAR, à imagem do rugby, não se ouvem as comunicações. Isto só protege a incompetência. Só alimenta o rumor e a teoria da cabala. Um árbitro bom não pode ter medo de que se ouçam as comunicações. A arbitragem tem de caminhar para um máximo de transparência. Já falei em reunião com o Conselho de Arbitragem, com o José Fontelas Gomes sobre isso”, começou por dizer.
“Os árbitros, no seu inconsciente, não respeitam o Sporting como respeitam os rivais. É triste, mas não respeitam. ‘E Jorge Sousa? Tem ou não condições para apitar jogos do Sporting CP?’ Reparem: 19 amarelos em três jogos? O jogo com o Boavista é difícil de explicar. O de Braga é extremamente difícil. A desigualdade de critérios choca os Sportinguistas. Fizemos isto com o Jorge Sousa porque acho que ele não consegue mudar o chip”, terminou.
Frederico Varandas negou ainda ter qualquer relação com os vídeos do interior do balneário do Sporting CP após o ataque de Alcochete; pediu mais ações contra a violência no desporto e disse “não compreender como é que a Benfica SAD fica de fora e Paulo Gonçalves é arguido” no processo e-toupeira.
Tensão voltou a subir no futebol português com uma mensagem pública que recupera episódios polémicos e deixa uma provocação
29 Ago 2026 | 17:52 |
Bruno Sá publicou uma carta aberta dirigida a André Villas-Boas, na qual critica duramente a postura do presidente do Porto e defende aquilo que considera ser a necessidade de proteger o Sporting e a verdade desportiva. O antigo candidato à presidência dos leões começa por questionar diretamente o discurso do dirigente portista e não poupa nas palavras ao abordar a forma como o rival tem atuado.
Bruno Sá: "André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo"
"André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo. Não há uma semana em que não sujes o nome da nossa competição com suspeição e ódio. Li o teu editorial do princípio ao fim à procura de um número. De um lance. De um jogo. Não encontrei nada. Eu trago factos", começou por escrever.
Entre os episódios mencionados, Bruno Sá recorda o que aconteceu a 2 de novembro, no Estádio do Dragão, quando a televisão existente no balneário da equipa de arbitragem terá passado em loop um golo anulado. O Sócio nº10.626 recupera também o clássico de 9 de fevereiro, alegando que os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais. "A 2 de novembro, no Estádio do Dragão, a televisão do balneário da equipa de arbitragem passou em loop um golo anulado. O Tribunal Arbitral do Desporto confirmou a punição ao Porto ao abrigo de um artigo cujo nome devia ser decorado: lesão dos princípios da ética desportiva e da verdade desportiva. A 9 de fevereiro, no clássico, os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais, quando nós corríamos atrás do resultado. Nova multa, outra vez por lesão do princípio da ética desportiva".
Bruno Sá: "Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela"
O empresário menciona ainda encontro da Taça de Portugal de 22 de abril, afirmando que jogadores do Sporting terão sido impedidos de passar por uma porta previamente autorizada pela Federação, sendo necessária a intervenção da PSP para abrir caminho. Além do mais, recorda igualmente o episódio de 28 de março, na Dragão Arena, relacionado com um odor intenso no balneário da equipa de andebol dos leões: "Três meses depois de um tribunal te condenar por lesar a verdade desportiva, escreves um editorial sobre verdade desportiva. Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela", afirmou.
Bruno Sá termina com um aviso ao líder dos dragões: "André, sabemos que gostas de rallys. Mas olha que com este caminho vais acabar por te despistar. Que se jogue dentro do campo. Que não se condicione ninguém. Que se multe quem vive de instigar ao ódio e à divisão entre Norte e Sul. E que se olhe com atenção para o lobo que se veste de cordeiro", concluiu.
Leões asseguram que continuarão a utilizar canais oficiais do emblema verde e branco para manter toda a informação atualizada e disponível
28 Ago 2026 | 16:00 |
O Sporting emitiu um esclarecimento sobre os constrangimentos que têm afetado as comunicações com os Sócios, nomeadamente através de SMS e email. O Clube garante que a situação resulta de problemas relacionados com serviços externos e não de falhas diretamente imputáveis à estrutura leonina.
Em comunicado divulgado nos canais oficiais, os leões explicam que alguns dos seus sites não têm conseguido enviar a informação de forma atempada e adequada. Entre as plataformas afetadas estão os serviços Tickets, Sporting Num Minuto, Gamebox e Seating.
O Sporting revela ainda que está a acompanhar a situação de perto e mantém contactos permanentes com as entidades responsáveis pelos serviços em causa. O objetivo passa por normalizar os canais de comunicação afetados o mais rapidamente possível.
Perante estes constrangimentos, os leões asseguram aos Sócios que continuarão a utilizar os seus canais oficiais para manter toda a informação atualizada e disponível. A intenção é garantir que os associados continuam a ter acesso às comunicações relevantes enquanto o problema não fica resolvido.
No final da nota informativa, o Sporting agradece a compreensão dos Sócios e reforça a ligação com a sua massa associativa. "O Sporting agradece a compreensão e a devoção de todos os Sócios", pode ler-se no comunicado divulgado. Além do mais, os leões estão prestes a anunciar um novo reforço.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Negócio fechado! 'Reforço' mais esperado a chegar ao Sporting; Varandas faz acordo bombástico
25 Jul 2026 | 13:58