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PORQUE SOU CONTRA O E-VOTING NO SPORTING

Bruno Mascarenhas quer voto presencial nos Núcleos, com delegados das listas a acompanhar o ato e a serem escrutinadores, ajudando na contagem dos votos num processo aberto e transparente

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

12 Mai 2020 | 11:29 |

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Quando no final de Março de 2013 fiquei com o pelouro dos Núcleos, Delegações e Filiais do Sporting Clube de Portugal, a minha prioridade foram os Núcleos. Desde logo porque estes eram compostos por sócios e adeptos ao invés das Delegações que, à data, eram entidades externas ao Clube e as Filiais em relação às quais não temos qualquer possibilidade de intervenção, porque são completamente autónomas.


O meu antecessor, da direcção de Godinho Lopes, o mano Varandas, deixou cerca de 30 núcleos activos, dos cerca de 200 registados, mas totalmente desmotivados e muitos no limiar da extinção. Vários deles tinham dívidas incobráveis na Loja Verde e a facturação anual gerada com a bilhética era tão ridícula que, por Sportinguismo, não a divulgo. Pior ainda do que o anteriormente referido, foi constatar que mais de 90% dos sócios dos núcleos não eram sócios do Sporting CP e incompreensivelmente permitia-se que adeptos dos nossos rivais fossem seus dirigentes.


Tendo feito o nosso trabalho de casa e conhecedores da realidade, a nossa direcção pôs mãos à obra e, com a nova dinâmica que implementámos no Clube, alicerçada na participação de todos aqueles que quiseram fazer parte deste amplo projecto, tomámos várias medidas de fundo:


- Uniformização dos Logótipos e dos Estatutos, tendo para tal criado de raiz um Novo Regulamento de Constituição e Funcionamento dos Núcleos do Sporting CP;

- Implantação territorial para que a nossa presença se estendesse fisicamente aos 18 Distritos do Continente e às duas Regiões Autónomas;


- Criação de uma nova categoria de sócio (sócio C) a quatro euros mensais para tornar mais acessível aos que estão longe da nossa sede em Lisboa poderem ser sócios;

- Obrigatoriedade de cada um dos elementos dos Órgãos Sociais de todos os núcleos serem sócios do Sporting CP, dos quais o Presidente e no mínimo três serem efectivos A.

Fiz este introito para se perceber a estratégia que estava subjacente:

- Defesa e reforço da Marca Sporting CP, através de um logótipo claro e identificativo com o Clube;

- Atracção de novos sócios, com o consequente aumento das receitas de quotização que revertiam a 100% para as Modalidades;

- Cada vez mais sócios votantes e dispersos territorialmente para que o Sporting CP fosse, de facto, cada vez mais do País e do Mundo.

Com a cobertura nacional dos Núcleos podíamos passar para a fase seguinte que foi sempre o meu objectivo e do Conselho Directivo do qual fiz parte – permitir o voto descentralizado em urna nos núcleos. Afirmei-o publicamente na Sporting TV, julgo que em finais de 2016.

Digo hoje sem rodeios que esta é a única fórmula eleitoral justa, leal, transparente e democrática que conheço para o nosso clube.

Para que esta estratégia fosse possível lutámos desde 2014 a 2018 para recuperar cerca de 150 Núcleos, num processo moroso, difícil, negociado, que teve inúmeras resistências e baixas pelo caminho, mas que permitiu a regeneração e a chegada de uma nova fornada de sócios, cheios de garra e vontade e que rejuvenesceram a esmagadora maioria dos núcleos e dos seus dirigentes. Justo será dizer que muitos dos “veteranos”, a quem muito agradeço, acreditaram nas nossas ideias, também se adaptaram e nos ajudaram.

Após todo este processo de construção e consolidação, que nunca seria possível fazer de um dia para o outro e que durou para além do nosso primeiro mandato, estava agendado para Fevereiro de 2019 um Congresso dos Núcleos em Vendas Novas. Nesse Congresso, os Núcleos iriam debater entre si e com o Departamento de Núcleos do Sporting CP, tendo em conta a realidade existente, quais as condições mínimas logísticas que seriam capazes de oferecer para que, nos seus Distritos, os sócios do Sporting CP pudessem ter perto das suas casas uma mesa eleitoral que lhes garantisse comodidade e legalidade.

Posteriormente, com base nas conclusões e decisões tomadas no Congresso dos Núcleos, o Conselho Directivo iria informar a Mesa da Assembleia Geral das condições técnicas e logísticas para que o Regulamento Eleitoral pudesse ser revisto e acomodar esta nova realidade: permitir que os sócios do Sporting possam em todos os Distritos do País, nas Regiões Autónomas e até se possível, em algumas cidades pelo Mundo, votar em urna.

O voto em urna obedece a um caderno eleitoral, validado pela Mesa da Assembleia Geral, mas verificado pelas listas concorrentes. Os delegados das listas podem e devem acompanhar o acto e serem escrutinadores, ajudando na contagem dos votos num processo aberto e transparente.

Umas eleições descentralizadas seriam um momento de enorme Sportinguismo. Os sócios do Minho ao Algarve e das Regiões Autónomas sentiriam como nunca a força do seu voto e a recompensa pela sua militância.

Os núcleos por sua vez querem participar, existem para isso, servir o Sporting CP e os seus associados e estariam de braços abertos para abrir as suas portas para tão importante e digno momento da nossa vida clubística.

Consigo imaginar uma manifestação de enorme fervor clubístico, com dezenas e dezenas de milhares de sócios em romaria pelos seus Distritos para votar nas eleições do nosso Clube com uma repercussão tremenda na nossa Marca e um orgulho imenso na nossa força, na nossa mobilização e na nossa verdadeira implantação territorial.

Infelizmente, o nosso segundo mandato acabou de forma abrupta em Maio de 2018 e desde então como em tantos outros aspectos da sua desastrada gestão, Varandas não quis ou provavelmente não tem capacidade para organizar este Congresso.

Ao invés do voto em urna nos Núcleos o e-voting merece-me toda a desconfiança. Afasta na mesma os infoexcluídos, torna o acto de votar num momento triste, solitário e logo, não comunitário, mas sobretudo e muito preocupantemente não garante nem transparência nem isenção.

Obviamente não confio em Rogério Alves. Terei ocasião de na próxima Assembleia Geral intervir e informar os sócios do porquê. É a minha opinião. Este é um assunto muito sério e quero ter a certeza de que os meus nove votos vão para as opções que escolhi e não tenho tido, enquanto sócio, nenhuma garantia que assim será. Sem querer pôr em causa o profissionalismo nem a seriedade dos técnicos, mas no e-voting, só os informáticos, colaboradores do actual Conselho Directivo, estarão lá para verificar as votações. Rumor de ‘afinações’ já tivemos em 2011 e não podemos permitir que voltem a acontecer.

Rogério e Varandas apesar do descontentamento esmagador dos sócios querem manter-se à força, sem qualquer mecanismo de contraditório. Em vez de proporem um acto de democracia interna que se quer uma festa de dimensão nacional, vêm estes dois senhores advogar que os sócios estejam em casa, fechados, a escolher uma lista e um Presidente. É na minha opinião cobarde, mesquinho e apouca o nosso grandioso Clube.  É uma fórmula que não só não acredito como não aceito. Sem fiscalização poderemos assistir a uma gigantesca fraude.

Por que razão, Rogério e Varandas (que já provaram não ter um pensamento, uma ideia, uma estratégia para o Clube) querem à pressa impor o e-voting quando há um processo praticamente pronto para ser implementado e que teria uma ampla participação da família leonina?

Faça-se o Congresso dos Núcleos, altere-se o Regulamento Eleitoral para que os sócios do Sporting possam votar nos seus Distritos com respeito pela transparência, pela isenção e pelo rigor.


Clube

Bruno Sá deixa aviso brutal após analisar contas do Sporting: "Em 2029 chega a fatura"

Ex candidato à presidência também chama a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium

Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta
Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta

23 Set 2026 | 16:51 |

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O Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta sobre o modelo financeiro apresentado pelo Clube de Alvalade. Apesar dos resultados positivos alcançados no último exercício, o ex candidato à presidência considera que existem encargos futuros que merecem atenção.


Entre os pontos destacados está um empréstimo cujo pagamento só terá início em 2029, coincidindo com o último ano do atual mandato. O empresário aponta este calendário como um dos aspetos que mais o preocupa nas contas apresentadas pela administração, liderada por Frederico Varandas, que viu o seu vencimento ser aumentado.


Bruno Sá chama também a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium, referindo que existem mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta destinada ao segmento premium continua a aumentar.


Outro dos alertas deixados prende-se com a dependência das receitas provenientes das transferências de jogadores. Na sua leitura das contas, o modelo atual obriga o Sporting a realizar mais de 100 milhões de euros em vendas de futebolistas todos os anos para garantir a sustentabilidade financeira.

B. Sá: “Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura"


“Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura. Li o Relatório e Contas da SAD 2025/26 e as contas revelam um modelo que me preocupa. Temos um empréstimo que só começa a ser pago por volta de 2029, no último ano deste mandato. Temos mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta premium não para de crescer. E temos um modelo que obriga a vender mais de 100M€ em jogadores todos os anos. Nos slides deixo três propostas para um Sporting que ganha sem hipotecar o futuro”, escreveu Bruno Sá.


Clube

Gastos com pessoal no Sporting batem todos os recordes e ultrapassam centenas de milhões

Outro dado que merece destaque no Relatório & Contas apresentado prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva

Gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada
Gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada

23 Set 2026 | 12:53 |

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Os gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada. De acordo com o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025/26, a rubrica atingiu os 101,9 milhões de euros, mais 14,2 milhões do que na época anterior, o que representa um crescimento de 16%.


A maior fatia deste aumento está relacionada com as remunerações, que chegaram aos 77,806 milhões de euros, mais 13,509 milhões face aos 64,297 milhões registados em 2024/25. No documento, a SAD explica que esta subida resulta de várias renovações contratuais de jogadores e equipas técnicas, mas também do investimento no reforço e na capacitação da estrutura interna, de forma a responder aos desafios presentes e futuros.


Outro dado que merece destaque prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva. Apesar de o Sporting não ter conquistado qualquer título em 2025/26, a SAD gastou mais de 1 milhão de euros nesta componente do que na temporada anterior, que terminou com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal. A diferença está relacionada, em grande medida, com a histórica prestação dos leões na Liga dos Campeões, competição que proporcionou receitas recorde de 80,307 milhões de euros, cerca de 31 milhões acima do valor alcançado em 2024/25.


A evolução dos gastos com o pessoal mostra uma tendência de crescimento nos últimos exercícios. Em 2024/25, o valor tinha ficado nos 87,7 milhões de euros, depois dos 90,3 milhões registados em 2023/24. Antes disso, a SAD tinha gasto 76,457 milhões em 2022/23 e 67,087 milhões em 2021/22. A subida agora registada coloca, pela primeira vez, esta rubrica acima dos 100 milhões de euros.

O aumento dos custos surge, ainda assim, num exercício em que a Sporting SAD apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. As contas de 2025/26 revelam também um novo máximo nos rendimentos operacionais sem transações de jogadores, que chegaram aos 187,7 milhões de euros, refletindo o crescimento das receitas provenientes da atividade do clube, com particular peso da participação na Liga dos Campeões. Também o salário de Frederico Varandas foi aumentado.



Clube

Salário de Varandas no Sporting aumentou; Conheça os valores

Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo

Relatório e Contas da SAD do Sporting revelou-se bastante positivo para a estrutura e destacou o aumento do salário de Varandas
Relatório e Contas da SAD do Sporting revelou-se bastante positivo para a estrutura e destacou o aumento do salário de Varandas

23 Set 2026 | 09:51 |

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Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.


Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.


A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”


“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.

Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.



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