Clube
Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
10 Fev 2020 | 22:28 |
“É injusto meter toda a gente no mesmo saco. O problema desta Direção não é com as claques, é com as direções destas claques. Fiz parte de uma claque, conheço pessoas que fazem parte de claques e não têm este tipo de comportamentos”, começou por dizer Frederico Varandas na entrevista que concedeu esta noite ao Jornal das 8, da TVI. O Presidente do Sporting CP continuou afirmando que “não decidi ter esta guerra, mas temos de defender, como órgãos sociais, o Clube. A Direção não consegue fazer isto sozinha. Enquanto a maioria do Sporting for silenciosa vai ser muito mais difícil. Faço este apelo aos Sócios do Sporting, eles sim os donos do clube. A minha missão é que o Sporting continue dos Sócios e não seja sequestrado por claques. No momento mais importante, como se viu, a maioria silenciosa dos 70% aparece”.
“Incidente premeditado”Sobre as alegadas agressões de que dois membros do Conselho Diretivo terão sido alvo, Frederico Varandas confessou que já viu as imagens: “Não foi um incidente menor, foi um incidente premeditado. Dois elementos que se conseguem identificar muito bem que são da Juventude Leonina, cujas caras se conseguem identificar, que agrediram ao pontapé um segurança, um elemento do Conselho Diretivo, três vezes, agrediram também Filipe Osório de Castro, neste caso com menos gravidade”. O Presidente do Clube deixou ainda uma garantia: “Vão ser expulsos? Se forem Sócios serão. Não vamos pactuar com isto, o Sporting não pode pactuar com isto. As imagens vão ser dadas às autoridades e se esses elementos que se podem identificar forem sócios serão expulsos”.
“Acabámos com o negócio das claques”Acerca da relação com as claques, Frederico Varandas frisou que “dissemos sempre que dávamos apoio para apoiarem. Propusemos uma Gamebox a um preço de 120 euros a cada elemento da claque, mas que fosse vendida nas bilheteiras, para ser o mais transparente possível, para termos certeza que seriam comprados por aquele valor. O que queriam era bilhetes de época sem nome para revendê-los mais tarde”. O responsável máximo do Sporting CP lembrou também que “à terceira jornada fui insultado e ameaçado quando o Sporting estava em primeiro, em Portimão. O que mudou foi os cerca de 300 a 400 mil euros que eram dados. Acabámos com o negócio deles”, salientou. Relativamente à desunião em que o Clube atualmente se encontra, o Presidente do retorquiu dizendo que “existe união com pessoas que fizeram o que fizeram ontem? Existe união de quem grita ‘Alcochete Sempre’? Existe união com quem atira tochas a atletas? Não. União existe para quem tem opiniões divergentes. Agora união com isto? Não, isso não”.
“Não vou abandonar o Sporting e deixá-lo a esta gente”Questionado sobre a possibilidade de uma Assembleia Geral de destituição, Frederico Varandas considerou não existirem razões para tal: “Falando como Sócio do Sporting, houve apenas uma Direção que foi destituída em toda a história do Sporting, em 114 anos. Uma Direção que teve agressões a jogadores, staff, criou órgãos sociais, congelou contas… Vou esquecer como esta Direção pegou no clube, vou esquecer como teve de pagar 40 milhões ou não estaria nesta altura nas provas europeias. Se uma Direção, seja qual for, cai por resultados desportivos passados 16 meses… o próximo presidente não dura sequer um ano”. A respeito de uma possível demissão, o líder do Clube afastou essa possibilidade dizendo que “os dirigentes foram ameaçados de que se não se demitissem seriam espancados. Se eu já fui ameaçado? ‘N’ vezes, desde 24 de maio de 2018. Mas ao contrário de outras Direções, que não tiveram mais paciência e se demitiram, não vou abandonar o Sporting e deixá-lo a esta gente”. O Leonino acompanhou os acontecimentos de ontem: Manifestação –https://leonino.pt/manifestacao-pede-saida-de-varandas/ Alegadas agressões –https://leonino.pt/vice-presidente-e-vogal-agredidos/ Declarações Frederico Varandas - https://leonino.pt/o-que-esta-em-causa-e-a-soberania-do-sporting/
Fotografia de Sporting CP
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.