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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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10 Fev 2020 | 22:28 |
“É injusto meter toda a gente no mesmo saco. O problema desta Direção não é com as claques, é com as direções destas claques. Fiz parte de uma claque, conheço pessoas que fazem parte de claques e não têm este tipo de comportamentos”, começou por dizer Frederico Varandas na entrevista que concedeu esta noite ao Jornal das 8, da TVI. O Presidente do Sporting CP continuou afirmando que “não decidi ter esta guerra, mas temos de defender, como órgãos sociais, o Clube. A Direção não consegue fazer isto sozinha. Enquanto a maioria do Sporting for silenciosa vai ser muito mais difícil. Faço este apelo aos Sócios do Sporting, eles sim os donos do clube. A minha missão é que o Sporting continue dos Sócios e não seja sequestrado por claques. No momento mais importante, como se viu, a maioria silenciosa dos 70% aparece”.
“Incidente premeditado”Sobre as alegadas agressões de que dois membros do Conselho Diretivo terão sido alvo, Frederico Varandas confessou que já viu as imagens: “Não foi um incidente menor, foi um incidente premeditado. Dois elementos que se conseguem identificar muito bem que são da Juventude Leonina, cujas caras se conseguem identificar, que agrediram ao pontapé um segurança, um elemento do Conselho Diretivo, três vezes, agrediram também Filipe Osório de Castro, neste caso com menos gravidade”. O Presidente do Clube deixou ainda uma garantia: “Vão ser expulsos? Se forem Sócios serão. Não vamos pactuar com isto, o Sporting não pode pactuar com isto. As imagens vão ser dadas às autoridades e se esses elementos que se podem identificar forem sócios serão expulsos”.
“Acabámos com o negócio das claques”Acerca da relação com as claques, Frederico Varandas frisou que “dissemos sempre que dávamos apoio para apoiarem. Propusemos uma Gamebox a um preço de 120 euros a cada elemento da claque, mas que fosse vendida nas bilheteiras, para ser o mais transparente possível, para termos certeza que seriam comprados por aquele valor. O que queriam era bilhetes de época sem nome para revendê-los mais tarde”. O responsável máximo do Sporting CP lembrou também que “à terceira jornada fui insultado e ameaçado quando o Sporting estava em primeiro, em Portimão. O que mudou foi os cerca de 300 a 400 mil euros que eram dados. Acabámos com o negócio deles”, salientou. Relativamente à desunião em que o Clube atualmente se encontra, o Presidente do retorquiu dizendo que “existe união com pessoas que fizeram o que fizeram ontem? Existe união de quem grita ‘Alcochete Sempre’? Existe união com quem atira tochas a atletas? Não. União existe para quem tem opiniões divergentes. Agora união com isto? Não, isso não”.
“Não vou abandonar o Sporting e deixá-lo a esta gente”Questionado sobre a possibilidade de uma Assembleia Geral de destituição, Frederico Varandas considerou não existirem razões para tal: “Falando como Sócio do Sporting, houve apenas uma Direção que foi destituída em toda a história do Sporting, em 114 anos. Uma Direção que teve agressões a jogadores, staff, criou órgãos sociais, congelou contas… Vou esquecer como esta Direção pegou no clube, vou esquecer como teve de pagar 40 milhões ou não estaria nesta altura nas provas europeias. Se uma Direção, seja qual for, cai por resultados desportivos passados 16 meses… o próximo presidente não dura sequer um ano”. A respeito de uma possível demissão, o líder do Clube afastou essa possibilidade dizendo que “os dirigentes foram ameaçados de que se não se demitissem seriam espancados. Se eu já fui ameaçado? ‘N’ vezes, desde 24 de maio de 2018. Mas ao contrário de outras Direções, que não tiveram mais paciência e se demitiram, não vou abandonar o Sporting e deixá-lo a esta gente”. O Leonino acompanhou os acontecimentos de ontem: Manifestação –https://leonino.pt/manifestacao-pede-saida-de-varandas/ Alegadas agressões –https://leonino.pt/vice-presidente-e-vogal-agredidos/ Declarações Frederico Varandas - https://leonino.pt/o-que-esta-em-causa-e-a-soberania-do-sporting/
Fotografia de Sporting CP
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 13:31
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09 Out 2026 | 13:04