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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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21 Out 2020 | 18:22 |
Eis o lema da campanha do Dr. Frederico Varandas quando se candidatou à Presidência do Sporting CP. Entende, portanto, o Presidente que unir o Clube passa por expulsar e/ou retirar direitos a Sócios (Bruno Carvalho, Carlos Vieira, entre outros) e expulsar as claques, anulando um protocolo que as ligava ao Clube e movendo todos os esforços para as colocar na rua das instalações que há muito usam. Ora, não posso deixar passar esta incongruência. Este tipo de decisões seriam as últimas que um presidente com ‘P’ grande tomaria sob o pretexto de unir o Clube. Ser Sócio do Sporting CP é um direito que todos temos por amor ao Clube e ninguém nos deve tirar esse privilégio. Neste sentido, a minha primeira medida seria mesmo propor a readmissão de Bruno de Carvalho e Godinho Lopes. Ainda que em percentagens diferentes, ambos representam certamente unidades de pensamento de um conjunto de Sócios, cabendo ao Conselho Fiscal e Disciplinar definir se os mesmos poderão ter ou não todos os privilégios de um Sócio (concorrer a eleições, por exemplo), devendo a referida medida ser ou não ratificada em Assembleia Geral de Sócios como é apanágio de um Clube democrata. Poderão dizer os mais críticos: “Bruno de Carvalho não merece ser Sócio do Sporting CP!”. Ainda que tenham sido conturbados os seus últimos tempos em Alvalade, há que reconhecer o bom trabalho que realizou no seu primeiro mandato. O Pavilhão João Rocha, os títulos que conseguiu nas modalidades, a recuperação financeira do Clube, o fazer frente, pela primeira vez, ao poder instalado no sistema bem conhecido do futebol português, onde foi, juntamente com Pinto da Costa, um dos principais obreiros da ida de Pedro Proença para Presidente da Liga contra Luís Duque (a preferência de Luís Filipe Vieira). Podemos esquecer o trabalho de trazer de volta os milhares de Sócios ao Clube e devolver a esperança ao futebol leonino? Eu não! Se concordo com o que se passou no final do seu mandato? Claro que não! Parece-me que não estava nas melhores condições para conseguir decidir corretamente em relação a muita coisa que se passou, mas também não escondo que, para mim, foi vítima de uma cabala, para a qual se meteu a jeito. Mas como se veio a provar, e o que conta é isso, não teve nenhuma envolvência no caso ´Alcochete´, ganhou vários processos aos órgãos de comunicação social que o acusaram, e isso para mim basta. Basta para que, pelo menos, se possa olhar para o seu percurso no Clube e dizer que, apesar da última fase que todos criticamos, 90% do trabalho que fez o deixará certamente para a história como um dos melhores Presidentes do nosso Clube pós-25 de Abril. Louco? De génio e de louco todos temos um pouco. Em relação às claques, eu trá-las-ia de volta à discussão do protocolo, de modo a garantir que, com regras bastante claras, continuem a ser fundamentais no apoio incondicional ao Sporting CP numa curva sul unida. Algumas claques têm quase 50 anos de existência, ou seja, nasceram ainda o Dr. Frederico Varandas não era nascido. Terá ele direito à hostilização a que elas têm sido expostas? Não será uma demonstração clara de que, também neste assunto, como em muitos outros, o atual Presidente não ter punho para o cargo que ocupa? Como gosto do contraditório, sei que existe muita gente que, ao ler as minhas palavras, vai dizer “este homem apoia as claques!”. Sim, apoio as claques, com regras e moderação. E, mais uma vez, tenho que reforçar que no Sporting CP fomos todos enganados pela “cabala” que nos fez acreditar que a Juventude Leonina era uma organização terrorista. Falou-se disso meses a fio nas televisões e nos jornais portugueses. Quanto a isso devo dizer: falou-se de outras pseudo-claques organizadas, mas não reconhecidas, quando Marco Ficini foi barbaramente atropelado pelos referidos adeptos de outro clube ou quando Rui Mendes foi “assassinado” na final da Taça de Portugal no Jamor em 1996? Achamos nós, Sportinguistas, que existiu o mesmo peso e a mesma medida entre uma situação e a outra, apesar de tudo com gravidades bem diferenciadas? Obviamente que não. Não existiu porque do outro lado da rua está o clube do poder, que defendeu os seus, enquanto nós permitimos que julgassem os nossos, que erraram e foram castigados, mas, notem bem que, uma “dúzia” de indivíduos não representam a Juventude Leonina, nem 1% da claque eram. Porque permitimos nós que pagasse o justo pelo pecador? Ou seja, que fossem todos metidos no mesmo saco? E o que dizer do Directivo Ultras XXI, que não viu nenhum dos seus membros envolvido? Para mim, chama-se medo! Neste momento, o Sporting CP é gerido pelo medo. O medo da concorrência, o medo da contestação, o medo da ambição. Ao invés de parecer que somos liderados por um médico, mais parecemos liderados por um hipocondríaco. Por isso lhe digo, Dr. Varandas, se não tem medo e confia nos Sócios, deixe concorrer quem quer e deixe as claques sossegadas, porque quem não deve não teme. E não tenha medo de se sujeitar ao sufrágio de todos nós.
Artigo de opinião assinado por Paulo Lopo, Sócio 27.023-0
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."