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Clube
21 Out 2020 | 19:22 |
Eis o lema da campanha do Dr. Frederico Varandas quando se candidatou à Presidência do Sporting CP. Entende, portanto, o Presidente que unir o Clube passa por expulsar e/ou retirar direitos a Sócios (Bruno Carvalho, Carlos Vieira, entre outros) e expulsar as claques, anulando um protocolo que as ligava ao Clube e movendo todos os esforços para as colocar na rua das instalações que há muito usam. Ora, não posso deixar passar esta incongruência. Este tipo de decisões seriam as últimas que um presidente com ‘P’ grande tomaria sob o pretexto de unir o Clube. Ser Sócio do Sporting CP é um direito que todos temos por amor ao Clube e ninguém nos deve tirar esse privilégio. Neste sentido, a minha primeira medida seria mesmo propor a readmissão de Bruno de Carvalho e Godinho Lopes. Ainda que em percentagens diferentes, ambos representam certamente unidades de pensamento de um conjunto de Sócios, cabendo ao Conselho Fiscal e Disciplinar definir se os mesmos poderão ter ou não todos os privilégios de um Sócio (concorrer a eleições, por exemplo), devendo a referida medida ser ou não ratificada em Assembleia Geral de Sócios como é apanágio de um Clube democrata. Poderão dizer os mais críticos: “Bruno de Carvalho não merece ser Sócio do Sporting CP!”. Ainda que tenham sido conturbados os seus últimos tempos em Alvalade, há que reconhecer o bom trabalho que realizou no seu primeiro mandato. O Pavilhão João Rocha, os títulos que conseguiu nas modalidades, a recuperação financeira do Clube, o fazer frente, pela primeira vez, ao poder instalado no sistema bem conhecido do futebol português, onde foi, juntamente com Pinto da Costa, um dos principais obreiros da ida de Pedro Proença para Presidente da Liga contra Luís Duque (a preferência de Luís Filipe Vieira). Podemos esquecer o trabalho de trazer de volta os milhares de Sócios ao Clube e devolver a esperança ao futebol leonino? Eu não! Se concordo com o que se passou no final do seu mandato? Claro que não! Parece-me que não estava nas melhores condições para conseguir decidir corretamente em relação a muita coisa que se passou, mas também não escondo que, para mim, foi vítima de uma cabala, para a qual se meteu a jeito. Mas como se veio a provar, e o que conta é isso, não teve nenhuma envolvência no caso ´Alcochete´, ganhou vários processos aos órgãos de comunicação social que o acusaram, e isso para mim basta. Basta para que, pelo menos, se possa olhar para o seu percurso no Clube e dizer que, apesar da última fase que todos criticamos, 90% do trabalho que fez o deixará certamente para a história como um dos melhores Presidentes do nosso Clube pós-25 de Abril. Louco? De génio e de louco todos temos um pouco. Em relação às claques, eu trá-las-ia de volta à discussão do protocolo, de modo a garantir que, com regras bastante claras, continuem a ser fundamentais no apoio incondicional ao Sporting CP numa curva sul unida. Algumas claques têm quase 50 anos de existência, ou seja, nasceram ainda o Dr. Frederico Varandas não era nascido. Terá ele direito à hostilização a que elas têm sido expostas? Não será uma demonstração clara de que, também neste assunto, como em muitos outros, o atual Presidente não ter punho para o cargo que ocupa? Como gosto do contraditório, sei que existe muita gente que, ao ler as minhas palavras, vai dizer “este homem apoia as claques!”. Sim, apoio as claques, com regras e moderação. E, mais uma vez, tenho que reforçar que no Sporting CP fomos todos enganados pela “cabala” que nos fez acreditar que a Juventude Leonina era uma organização terrorista. Falou-se disso meses a fio nas televisões e nos jornais portugueses. Quanto a isso devo dizer: falou-se de outras pseudo-claques organizadas, mas não reconhecidas, quando Marco Ficini foi barbaramente atropelado pelos referidos adeptos de outro clube ou quando Rui Mendes foi “assassinado” na final da Taça de Portugal no Jamor em 1996? Achamos nós, Sportinguistas, que existiu o mesmo peso e a mesma medida entre uma situação e a outra, apesar de tudo com gravidades bem diferenciadas? Obviamente que não. Não existiu porque do outro lado da rua está o clube do poder, que defendeu os seus, enquanto nós permitimos que julgassem os nossos, que erraram e foram castigados, mas, notem bem que, uma “dúzia” de indivíduos não representam a Juventude Leonina, nem 1% da claque eram. Porque permitimos nós que pagasse o justo pelo pecador? Ou seja, que fossem todos metidos no mesmo saco? E o que dizer do Directivo Ultras XXI, que não viu nenhum dos seus membros envolvido? Para mim, chama-se medo! Neste momento, o Sporting CP é gerido pelo medo. O medo da concorrência, o medo da contestação, o medo da ambição. Ao invés de parecer que somos liderados por um médico, mais parecemos liderados por um hipocondríaco. Por isso lhe digo, Dr. Varandas, se não tem medo e confia nos Sócios, deixe concorrer quem quer e deixe as claques sossegadas, porque quem não deve não teme. E não tenha medo de se sujeitar ao sufrágio de todos nós.
Artigo de opinião assinado por Paulo Lopo, Sócio 27.023-0
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52