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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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03 Fev 2020 | 15:57 |
A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com vista à revogação de mandato, pedida pelo movimento ‘Dar Futuro ao Sporting’, a acontecer, tem de se realizar até dia 13 de fevereiro. De acordo com os Estatutos do Sporting Clube de Portugal, a AG Extraordinária será convocada para data não posterior a 30 dias corridos após o seu pedido. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral (PMAG) tem “até 30 dias a contar da data em que haja sido requerida a AGE” para a realizar, segundo o número 3 do Artigo 40.º dos Estatutos. Uma vez que a entrega do pedido feito pelo ‘Dar Futuro ao Sporting’ foi feita a 7 de janeiro, a data apontaria ao 6 de fevereiro para data limite.
Acontece que o pedido de esclarecimentos que a MAG fez ao movimento, dando-lhe cinco dias úteis para responder, pode ser interpretado como uma dilação de uma semana completa ao prazo inicial, embora os Estatutos sejam omissos em relação a estes pedidos. Neste sentido e com esta interpretação, a data da realização da AGE avança de 6 para 13 de fevereiro, o que pressupõe que, a ser marcada, o anúncio oficial terá de ser comunicado aos Sócios esta semana.
O pedido de esclarecimentos de Rogério Alves prende-se com os formalismos necessários para dar seguimento a uma solicitação desta natureza. Mas se à MAG cabe a responsabilidade de aferir a validade formal do pedido, o mesmo não acontece em relação à decisão sobre a existência de justa causa.
Rogério Alves não decide justa causa
Quer Miguel Poiares Maduro, que Nuno Freire dos Santos, dois juristas do universo verde e branco, esclareceram, em exclusivo para o Leonino, que Rogério Alves não tem poder para decidir sobre a existência de justa causa.
“Do meu ponto de vista, não compete ao PMAG apreciar o mérito da justa causa. Apenas lhe compete verificar se o conceito é invocado e se são descritos os factos pelos quais os requerentes da AGE julgam existir justa causa para revogação do mandato dos órgãos sociais. Se competisse ao PMAG apreciar previamente a existência de justa causa, isso já implicaria haver uma decisão sobre a questão, sujeita a ratificação pelos Sócios. Não me parece que tal se enquadre nas funções definidas do PMAG, nos termos dos Estatutos, nem no espírito do exercício da função”, afirma Nuno Freire dos Santos.
Para Miguel Poiares Maduro, antigo Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, “a apreciação da justa causa compete, naturalmente, à Assembleia Geral. Ao PMAG compete apreciar se estão cumpridos os requisitos para a realização da AG, mas não a apreciação da justa causa, que é o objeto da deliberação da Assembleia Geral. Não faria qualquer sentido, aliás, que a existência ou não de uma justa causa dependesse do juízo de uma pessoa, o PMAG, sendo depois novamente apreciada pela AG”.
Miguel Poiares Maduro acrescenta ainda que “é importante notar que a deliberação da AG pode ser depois contestada em Tribunal. E um Tribunal pode vir a entender que não existia justa causa, e impor, se for esse o caso, o pagamento de uma indemnização pelo clube aos órgãos sociais ilegalmente destituídos. É por isso importante que os Sócios, se chamados a votar em tal AG, tenham consciência de que não se trata de uma nova eleição, mas de uma decisão sobre destituição por justa causa”.
As assinaturas entregues pelo ’Dar Futuro ao Sporting’ já foram validades por Rogério Alves junto da área de Sócios, como noticiou o Leonino (AQUI) em primeira mão. Na comunicação em que confirmou as assinaturas, o PMAG pediu ao movimento vários esclarecimentos sobre os “fundamentos para a peticionada destituição com justa causa, no que diz respeito ao Conselho Fiscal e Disciplinar” e sobre os textos mostrados aos Sócios aquando da recolha de assinaturas. Se alguma questão relacionada com este assunto não estiver em conformidade com os Estatutos do Sporting CP, o pedido de AG será recusado.
’Dar Futuro ao Sporting’ já respondeu
O ‘Dar Futuro ao Sporting’ respondeu hoje à solicitação da MAG, embora entenda que não o tenha de fazer, escrevendo que “após o dia 21 de outubro de 2019 foram acrescentadas ao texto original referências a comportamentos e atitudes entretanto tomadas pelos órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal e, em particular pelo Sr. Presidente do Conselho Diretivo, que apenas reforçam, o teor e essência, daqueles que sempre constaram do documento”. E que “os fundamentos invocados pelos Sócios proponentes, e a desenvolver em sede e momento oportunos, isto é, no âmbito da discussão da proposta na Assembleia Geral a realizar, são suficientes para que se promova a destituição de todos os órgãos sociais com justa causa, sendo certo que, nos termos do disposto no artigo 37º, n.º 2 dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal a revogação do mandato (com justa causa) do Presidente do Conselho Diretivo em funções, determina a cessação automática e antecipada do mandato de todos os órgãos sociais”.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."