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Modalidades
31 Dez 2020 | 10:00 |
O ano de 2020 está a terminar e, apesar de a temporada 2019/20 ter sido interrompida, houve a possibilidade de concluir algumas das provas da temporada passada, duas das quais terminaram com vitória verde e branca (Taça de Portugal Basquetebol e Taça de Portugal Futsal).
O Leonino recolheu as opiniões de Adrien S. (autor do resumo semanal sobre voleibol no blog 'Tasca do Cherba'), José Andrade (autor do podcast 'Modalidades com Voz') e Tiago Botelho (autor do resumo das modalidades no podcast Sporting 160), que fizeram um balanço daquilo que foi feito na época passada, bem como do desempenho das equipas leoninas na presente época.
Avaliação Tiago Botelho (Tigas)
Andebol
"A rotatividade do plantel não tem sido a melhor"
A construção do plantel não foi tão boa quanto muitos pensavam. Rui Silva já mostrou conhecimentos técnicos e boa leitura do jogo, mas falta mostrar que tem pulso no plantel. Acho que a rotatividade do plantel não tem sido a melhor. Para 2021, o objetivo passa por nos Classificarmos para os 1/16 avos de final da EHF European League, terminando a fase de grupos na melhor classificação possível. Ganhar a Taça de Portugal e terminar o campeonato em 2.º (visto que será praticamente impossível ser campeão).
Nota para prestação da equipa: 3
Basquetebol
"Apenas Fields veio realmente acrescentar algo"
Dos estrangeiros que vieram apenas Fields veio realmente acrescentar algo. Com melhor banco e estrangeiros, tínhamos conseguido a qualificação para a Champions e poderíamos lutar pelas provas nacionais com outro poderio. De resto, a única coisa que posso apontar e que gostaria de ver melhorada, é a falta de tempo e desenvolvimento dos jovens do plantel.
Os desejos para para o futuro passam por vencer o campeonato, Taça de Portugal e Taça Hugo dos Santos e classificarmo-nos para os 1/16 avos de final da Fiba Europe Cup, terminando assim a fase de grupos nos 2 primeiros lugares.
Nota para prestação da equipa: 4
Futsal
"Bom trabalho no desenvolvimento dos jovens"
Falta um fixo/ala e um pivô para podermos atacar a fase final do campeonato e a Champions League. Bom trabalho no desenvolvimento dos jovens. Gostaria que melhorássemos a eficácia da equipa, sobretudo nos grande jogos. De agora em diante, os objetivos devem passar por vencer todas as prova nacionais (Campeonato e Taça) e chegar à final-four da Champions League.
Nota para prestação da equipa: 4
Hóquei em Patins
"Ora dominamos equipas fortes, ora somos dominados por equipas mais fracas"
Resultados e exibições irregulares, sobretudo nesta parte final do ano. Plantel bem construído, mas a precisar de alguma reforma em alguns lugares. Urgente e fundamental melhorar as bolas paradas e a irregularidade, pois ora dominamos equipas fortes, ora somos dominados por equipas mais fracas. Por vezes o bom discurso do treinador parece não chegar ao plantel. Agora, temos de vencer a Taça de Portugal de 2019 e vencer as restantes provas nacionais (Campeonato e Taça). Chegar à final-four da Champions League, caso esta se realize.
Nota para prestação da equipa: 3
Voleibol
"Falta de pulso no balneário"
Não conseguimos o acesso à final da Supertaça, fomos eliminados nos oitavos-de-final da CEV Challenge, perdemos o campeonato com Benfica (2x), Esmoriz e Fonte Bastardo (num total de sete derrotas esta época). Má escolha de alguns atletas que compõem o plantel. Falta de pulso no balneário por parte do treinador.
As derrotas são mais fruto de alguma falta de qualidade dos jogadores e da divisão existente no seio do grupo, do que de Gersinho. Em 2021 temos de conseguir chegar à final do campeonato e à final da Taça de Portugal e tentar lutar por essas provas.
Nota para prestação da equipa: 2
Avaliação José Andrade
Com 2020 a acabar, surge esta possibilidade de fazer o balanço das cinco grandes modalidades do nosso Sporting. Nem tudo está perfeito, mas podemos dizer que o balanço, no geral, é muito positivo.
Andebol
“Sem Anti(doto) para tantos erros”
Começámos 2020 com Thierry Anti. A pandemia obrigou-nos a parar cedo, mas o início de ano foi bom, com 5 vitórias seguidas que continuaram o bom final de ano.
Existiam algumas lacunas, claro, e as coisas complicaram-se nos últimos jogos antes da paragem, quando fomos derrotados e eliminados pelo Dínamo de Bucareste na Liga dos Campeões, deixando a ideia que podíamos ter passado. Seguiu-se uma derrota com o FC Porto e terminámos a época passada com uma vitória tranquila sobre o Boavista.
Depois tudo o que bem sabemos, com a época terminar abruptamente devido à pandemia, houve muitos jogadores de saída com Anti a sair também e andámos umas semanas sem saber de nada e com muitas incertezas.
O até então treinador adjunto, Rui Silva, assumiu o lugar de Anti e vieram vários reforços que, em teoria, viriam colmatar vários problemas do plantel, mas nem todas as lacunas foram solucionadas e nem todos os reforços se revelaram verdadeiros reforços.
Chegamos ao final do ano com 21 jogos já nesta nova época, com muitas más exibições e muitos jogos que, mesmo que vitoriosos, foram com erros a mais para uma equipa como a nossa.
Os comandados de Rui Silva levam 21 jogos, com 17 ganhos, 1 empatado e 3 perdidos, mas o que fica é a inconstância exibicional, os muitos erros, em que mesmo vencendo esta equipa já sofreu demais em jogos que tínhamos de vencer obrigatoriamente e sem sustos.
Ainda não defrontámos o Benfica, mas já enfrentámos o Porto e, como esperado, não conseguimos criar os problemas que teríamos de criar para disputar o jogo. Foi uma derrota
infelizmente esperada, ainda mais com tantos ausentes e o que já era uma missão dificílima, passou a ser ainda mais e daí a derrota não ter surpreendido.
Raramente tivemos os jogadores todos disponíveis, registaram-se muitas lesões, muitos problemas físicos na equipa, principalmente nos reforços que acabaram por chegar longe da condição física ideal. Sem grande margem para tantas lesões, a equipa acaba por se ressentir muito.
Depois temos os problemas coletivos, como ficou evidente em vários jogos. As exibições menos boas acabam por ser o mais recorrente e mesmo nas derrotas, como com o Nimes, ficou evidente que, mesmo abaixo do que devíamos fazer, a equipa tinha mais do que hipóteses de ter outros resultados.
Muita intranquilidade e muitos erros dentro de campo, mas também fora que começaram na liderança das modalidades e têm no andebol uma das secções onde esses erros são mais visíveis.
No campeonato, estamos dependentes de alguma “escorregadela” dos dragões e na Liga Europa, com todos recuperados e sem tantas oscilações exibicionais podíamos sonhar com algo, mas é na Taça de Portugal que temos as maiores hipóteses de vencer um título neste novo ano e, assim, recuperar a Taça que nos foge desde 2014.
Neste ano tivemos no Frankis Carol e no Pedro Valdés os maiores destaques, não deixando de salientar ainda Luís Frade, Francisco Tavares e a nossa “muralha”, Matevz Skok.
Neste ano, a nossa revelação é Salvador Salvador. Não é que não se soubesse a qualidade do nosso lateral esquerdo ribatejano, mas com tantos problemas Salvador assumiu um grande protagonismo na equipa, mais até do que alguns podiam imaginar no princípio desta época.
Rui Silva assumiu um papel complicado, em que suceder a um treinador como Thierry Anti já não era fácil, assumir depois de uma pandemia e onde as expetativas já tinham baixado era ainda mais complicado e, sendo a primeira vez que o mister Rui Silva treina uma equipa deste nível, tornava tudo mais complicado ainda.
Não foram muitas derrotas, mas os maus jogos têm sido a constante e com dois objetivos muito complicados nesta altura, a avaliação de Rui Silva é de um bom menos.
Nota para prestação da equipa : 3,5
Basquetebol
“Superioridade com Qualidade”
No basquetebol falamos de uma das secções onde somos mais fortes. Em 39 jogos oficiais perdemos apenas 3, 2 deles já este ano. Uma dessas derrotas valeu a eliminação na Champions League, que não era um objetivo, e que aconteceu logo nos nossos primeiros jogos desta nova temporada, complicando ainda mais tudo.
Neste ano de 2020 foram 25 jogos oficiais em 4 competições, perdendo só por duas vezes e isso diz bem do poderio do nosso basquetebol. Uma equipa muito bem orientada pelo professor Luís Magalhães, um espírito de grupo como há em poucas equipas e muita qualidade.
Voltámos aos títulos com a conquista da Taça de Portugal 40 anos depois, regressámos às competições Europeias 42 anos depois e, mesmo caindo da Champions League para a EuroCup, temos hipóteses de fazer algo e mesmo sem pressões, podemos surpreender.
Por fim, lideramos na Liga, tal como o ano passado e somos a equipa mais forte e mais coesa, com tudo para esta equipa nos dar muitos alegrias, pois tirando a EuroCup, temos tudo para vencer todas as restantes competições.
O grande destaque nos leões é Travante Williams. Quem tem Travante tem tudo e arrisca-se sempre a vencer. Logo atrás e muito perto do Travante, temos sempre que destacar Ellisor, um jogador com 3 pulmões e um rendimento sempre muito alto.
Francisco Amiel é a grande revelação e principalmente a grande confirmação. Soube agarrar cada oportunidade para se assumir como uma peça importante na equipa, mais do que Shakir Smith que, sendo um reforço, nunca se assumiu como tal.
Luís Magalhães é um dos melhores treinadores do Sporting CP neste momento, por isso uma avaliação ao professor tem de ser sempre muito boa. Uma das escolhas mais acertadas desta Direção.
Nota para prestação da equipa: 5
Futsal
“Fortíssimos e um Super Nuno”
Passamos ao Futsal que, tal como o Basquetebol, é a modalidade onde estamos muito bem e onde temos tudo para vencer. Nem a falta de reforços acaba com a superioridade desta equipa. Não chegou ninguém e isso abriu as portas a diversos jovens que nas mãos do nosso Super Nuno Dias podem crescer muito, tal como se tem visto.
Este ano foram 27 jogos, apenas um empate e apenas uma derrota que nos custou a Taça da Liga, mas a verdade é que não mancha em nada esta equipa e o ano que esta equipa teve.
Neste momento, os homens de Nuno Dias lideram e jogam muito bem. Se no início o nosso jogo com o pivot teve alguns problemas, foi a jogar em 4x0 que a equipa mais rendeu. Cardinal foi reaparecendo, Zicky foi assumindo cada vez mais protagonismo e mesmo o Rocha tem melhorado. Por isso, o nosso 3x1 tem vindo a crescer nesta temporada, além de que, claro, as bolas paradas são uma arma onde o Super Nuno Dias consegue sempre “sacar” algo e com isso expandir o nosso arsenal nesse momento de jogo, onde somos uma das equipas mais fortes do mundo.
Somos o melhor ataque, estamos a 6 golos de ser a melhor defesa e nem sempre as exibições foram as melhores, o que acaba por ser normal com menos opções. Isso pode mesmo repetir-se mais vezes, mas, como já se viu este ano, maus jogos são sempre um acontecimento raro e quando entramos mal no jogo, a equipa dá a volta e rapidamente consegue acabar com as dúvidas e com o jogo menos bom, seja com uma jogada individual ou com um lance de bola parada.
Liderando a Liga Placard, temos tudo para vencer, Não podemos voltar a cair nos jogos contra o nosso rival nos próximos confrontos e podemos vencer tudo. Não restam dúvidas da qualidade da nossa equipa e da vantagem que é ter um treinador como Nuno Dias, só isso dá-nos uma vantagem gigante, mesmo contra adversários diretos com grandes investimentos.
Mais um ano onde podemos vencer tudo, mesmo que com menos hipóteses na UEFA Champions League, podemos vencer e surpreender, aproveitando o facto de nos colocarem abaixo dos demais na lista de favoritas.
O melhor jogador desta equipa é o nosso mágico Merlim. É, sem dúvida, um jogador de nível mundial, mais que amado por todos nós e que não sabe jogar mal. Logo atrás, temos Diego Cavinato, Guitta e Taynan, três jogadores que são fundamentais cada um da sua maneira, mas são craques que sempre se notabilizam e que, tal como o Merlim, são poucos os jogos em que não se destacam ou que jogam menos bem.
A nossa revelação no futsal é Zicky. O jovem pivot de 19 anos ganhou espaço esta temporada, teve um ano para conquistar o seu espaço na equipa e mereceu muito ficar no plantel e ser uma opção tão regular. Esta temporada já leva 4 golos. Com uma evolução enorme este ano, o trabalho de Nuno Dias está cada vez mais visível. É um jovem com potencial e qualidade e com o espaço que tem no plantel, vai ser moldado por Nuno Dias para ser mais jogador do que muitos achavam que ele iria ser.
Nuno Dias não pode ter outra avaliação que não seja muito bom, pois é um dos melhores treinadores do mundo. A equipa, mesmo com menos investimento, não baixa de nível nunca e, além disso, vai conquistar cada vez mais um lugar na história não só do futsal e nas modalidades, como no Clube. Nuno Dias é cada vez mais uma das maiores referências do Clube, o nosso Alex Ferguson do Futsal.
Nota para prestação da equipa: 5
Hóquei em Patins
“Liderança sem brilho”
A turma de Paulo Freitas começou 2020 da pior maneira com uma derrota perante o nosso maior rival na 12ª jornada da temporada passada, com a época s ser interrompida um mês depois. Foram 8 vitórias e 4 derrotas, com algumas indicações menos boas, mas a pandemia fez parar tudo.
Vieram as mudanças e, por esta altura, lideramos a liga com 30 pontos. As exibições não estão a ser as melhores, mesmo em comparação com os anos anteriores.
Ainda não perdemos esta temporada, com a única derrota a surgir já nas grandes penalidades, quando perdemos na final da Taça 1947 para o nosso grande rival.
Foram 16 jogos entre 1ª Liga, Taça de Portugal e Taça 1947, com 12 vitórias e 4 empates. Estamos abaixo a nível defensivo, algo estranho para uma equipa de Paulo Freitas, e ofensivamente a ideia não mudou e está dentro do que é hábito, com menos golos marcados do que os rivais, mas também menos golos sofridos.
Num ano com tudo mais em aberto, com os rivais mais irregulares, nós, mesmo com um nível exibicional mais baixo, somos a equipa mais regular e a prova disso é a liderança e a nossa invencibilidade.
A Taça perdida fruto dos nossos erros, e quando já tínhamos a “mão na Taça”, acaba por ser o mais negativo até agora. Com o pouco que se jogou no ano passado e com os jogos que tivemos até agora, podemos dizer que temos jogado abaixo do que esta equipa pode, mas cumprindo os mínimos.
Quando começar a Liga Europeia e quando os jogos complicarem e acumularem-se, vai ser necessário recuperar vários jogadores, principalmente os mais tecnicistas que este ano tendem a desparecer muito facilmente. Gonçalo Nunes pouco tem jogado e pode ser uma das peças chaves para o resto da temporada.
Depois da perda do primeiro trofeu do ano, temos campeonato e Taça de Portugal como grandes objetivos e na Liga Europeia vamos tentar chegar o mais longe possível, aproveitando a irregularidade de alguns dos favoritos.
O grande destaque do nosso hóquei em Patins é o “Nolito”, Gonzalo Romero, o melhor marcador com 17 golos. O combativo argentino tem sido um dos maiores destaques, com Alessandro Verona e Girão logo atrás.
Alessandro Verona, não sendo um “jovem” em estreia, depois de uma primeira época menos boas, está sem dúvida a ser a maior revelação este ano.
Paulo Freitas ganha muito os jogadores pelo discurso. Não sendo um treinador muito tático, é no discurso que ganha os jogadores e os adeptos e este ano parece que o discurso começa a funcionar cada vez menos. Além disso, estamos mais irregulares e nem as paragens fizeram isso mudar. Continuamos bem, a avaliação de Paulo Freitas é boa, mas com sinais de alerta para o futuro, principalmente como já referi, com a acumulação de jogos, que pode evidenciar ainda mais as lacunas e os problemas que temos vindo a revelar a cada jogo.
Nota para prestação da equipa: 3,9
Voleibol
“Um Gersinho isolado e uma equipa frágil”
No Voleibol chegamos àquela que é a nossa modalidade mais frágil e com menos resultados de todas as que abordamos aqui.
Vínhamos já de uma época abaixo e esta nova temporada trouxe ainda mais problemas, mais derrotas, mais desunião e um catálogo que não funcionou para reforçar a equipa.
Neste ano foram 37 jogos, com 10 derrotas, sendo que 8 foram já nesta época. Tudo muito abaixo do que é exigido e até abaixo do que aquilo que o Gersinho consegue.
A secção de Voleibol teve um novo dirigente (que já saiu) que errou nos contratos longos. Errámos em muitas contratações e fica novamente visível, ainda mais este ano, que o catálogo não é o adequado para reforçar a equipa. Será um bom catálogo para alguns, mas não para o Sporting.
Os problemas, tal como no andebol, ficam evidenciados pelas fragilidades desta secção, mas que começam bem mais acima.
Esta época já caímos na Taça Challenge, iniciámos a segunda fase do campeonato com 2 derrotas, que podíamos de alguma forma esperar, frente ao nosso rival que está realmente noutro nível, mas a outra não podia ter acontecido. Uma derrota contra o Fonte Bastardo não podia acontecer. São derrotas a mais, mas o que fica evidente é que este grupo é muito frágil, basta uma pequena contrariedade e a equipa afunda, além disso o Gersinho está sempre muito sozinho. Ele assumiu o peso de tudo e, nesta altura, parece um homem isolado sem o grupo a segui-lo e nem mesmo as ideias dele são visíveis em campo.
A situação no voleibol não é a melhor. Deixei para último, porque, neste momento, é realmente a nossa pior secção das 5 que aqui abordamos.
Um ano mau da nossa equipa, uma fase final da época passada e esta. Já se foram as competições europeias, a Liga é cada vez mais uma miragem, porque além da força do nosso rival, que não parece que vá “escorregar” tão cedo, nós nem naqueles jogos que tínhamos obrigação de vencer o conseguimos fazer e assim fica muito mais complicado. A Supertaça foi onde conseguimos surpreender mais o nosso rival, pois deu a ideia que podíamos mesmo fazer frente ao rival, mas a verdade é que essa moral rapidamente desapareceu.
Neste momento, o objetivo é o de não perder mais nenhum jogo e tentar o máximo possível melhorar a imagem deixada na maioria dos jogos desta temporada.
Olhando para tudo neste ano, o jogador mais é, sem dúvida, Renan Purificação. Não é o melhor jogador tecnicamente, não é aquela estrela que pudesse jogar em equipas de maior nomeada, mas é esforçado e um dos poucos que consegue resistir animicamente quando as coisas não correm bem, para além de ser o melhor pontuador nesta altura.
Como revelação, temos de falar de André Saliba, o oposto de 21 anos que chegou do Sporting das Caldas. No meio de todos estes problemas é a nossa revelação do ano.
Quando chegamos à avaliação do Gersinho, entramos num terreno complicado, isto porque a equipa não está a jogar o que devia e é fácil dizer que a culpa é toda do Gersinho e em parte é. A verdade é que temos de ver que alguns destes jogadores neste momento não dão mais do que isso e o Gersinho tem feito o mais que consegue com estes ovos.
A avaliação do Gersinho não pode ser tão boa como outros treinadores, mas ele é considerado por muitos o culpado de tudo, mesmo que de coisas que ele não teve interferência nenhuma e nem tem culpa. Posto isto a avaliação de Gersinho é de suficiente menos.
Nota para prestação da equipa: 2,9
Avaliação Adrien S.
Voleibol
"A nota negativa espelha a má época, muito abaixo do exigido no nosso clube"
O ano não está a correr bem e não tem perspetivas de melhorar. A pandemia trouxe uma adversidade inicial que foi a falta de uma pré-época competitiva. A verdade é que tudo se precipitou com o torneio da Supertaça Honda 2020, onde a exigência já era alta. Percebeu-se que quem permaneceu da época anterior estava com níveis físicos muito bons, no entanto os reforços necessitavam de mais trabalho físico e técnico.
As expetativas, sem serem demasiado otimistas, estavam mais altas que a época de 2019/2020. A equipa parecia mais homogénea e completa.
Decorridos 3 meses de competição o balanço dificilmente podia ser pior. Estamos com 20 jogos e 8 derrotas. Apesar do plantel ter sido construído com um orçamento mais baixo, sendo uma tendência destas últimas épocas na vertente masculina desta secção, há razões para se exigir mais deste grupo. A última derrota nos Açores, com a AJ Fonte do Bastardo, é um exemplo do estado motivacional preocupante desta equipa.
A nota negativa espelha a má época, muito abaixo do exigido no nosso clube. A redução do orçamento não justifica tudo porque a união do grupo nota-se partida há muito tempo. Tal como os laços com os adeptos também tiveram melhores dias. Não faz sequer sentido falar do rival quando ainda temos muito que melhorar internamente.
Há dois objetivos até ao final do campeonato. Primeiramente chegar à final da competição, reeditando as finais dos últimos anos. O caminho não está evidente de acontecer por isso é necessário foco e empenho para o atingir. O segundo, bem mais difícil, é ser campeão. Parece-me que teríamos de melhorar muito individualmente e coletivamente para conseguirmos esta superação. Para que a tarefa fosse facilitada podíamos espreitar o mercado e a vinda de 2 atletas podiam ajudar: um atacante (zona 4 – entrada) e um distribuidor, ambos para entrarem diretos no 6 titular. Podem mesmo ser os 2 do Lvi Prague que ainda agora jogaram contra nós. O nosso conhecido Luke Smith e o distribuidor Jakub Janouch.
A verdade é que o Renan não me conquistou desde início. Não sei explicar as razões, a verdade é que precisei de tempo para gostar dele como atleta. Num ano completamente atípico foi sendo um destaque pela alegria, profissionalismo, determinação e motivação. Sempre que foi chamado a flash interview vinha sempre preparado com sorrisos e apelos aos adeptos do Sporting. “Venham, venham, venham, venham ao PJR” eram palavras sempre verbalizadas por este jogador. Não acho que seja um insulto reconhecer que é um jogador com algumas fraquezas técnicas, muitas vezes compensadas pela atitude. Está a ser o melhor jogador esta época de 2020/2021 e, como titular, o sucesso desta equipa passará muito por ele.
Apesar dos números estarem longe de espelhar a sua qualidade, já tivemos um bocadinho do Paulo Victor (PV) no início da época. É um jogador com uma trajetória muito interessante durante a sua carreira, tendo chegado a ser internacional brasileiro. Nota-se muito desmotivado e o passe não o tem favorecido. Se o Sporting pode tentar alguma alegria esta época, o PV é a arma desse sucesso. O cheirinho de craque que nos deu em Outubro torna-o, para mim, a revelação da equipa.
A nota positiva é exclusivamente pelo que conheço dele, dadas as horas que já o ouvi falar sobre voleibol. O ano está a trazer-lhe dois problemas sérios: o primeiro é a incapacidade da equipa em perceber os seus processos táticos; o segundo está relacionado com o mais grave problema do ano, a desunião da equipa. Não acho que os problemas sejam todos da sua responsabilidade visto que em todas as equipas há um trinómio que tem compromissos críticos: Diretor da modalidade; Treinador da equipa e Capitães. Espero, sinceramente, que consiga dar a volta a esta situação pelo seu potencial como treinador, pela equipa, pela modalidade no clube e pelo Sporting Clube de Portugal.
Antigo jogador do emblema encarnado assinou uma grande exibição e foi fundamental para triunfo caseiro do Clube de Alvalade
16 Mai 2026 | 16:57 |
A equipa de hóquei em patins do Sporting derrotou o Valongo por 6-4, este sábado, dia 16 de maio, no primeiro jogo dos quartos de final do Campeonato Nacional. Depois da eliminação na Liga dos Campeões, os leões voltaram aos triunfos.
A jogar no Pavilhão João Rocha, a formação verde e branca chegou à vantagem por Facundo Navarro, logo aos 7 minutos. Nove minutos depois, o argentino (16') ampliou para 2-0, antes de Danilo Rampulla, antigo jogador do Benfica, fazer o 3-0, aos 17'. Antes do intervalo, a equipa forasteira reduziu por João Maló (22' e 24').
Na etapa complementar, o Clube de Alvalade fez o 4-2 por Nolito Romero (36') de grande penalidade. Danilo Rampulla marcou mais dois golos (37' e 38') e completou o hat-trick. Até ao final, o Valongo ainda marcou por mais duas ocasiões por João Pedro (42') e Kiko (48').
Com esta vitória - a 35.ª em 53 jogos na presente temporada - os comandados de Edo Bosch colocam-se em vantagem no embate rumo às meias-finais da Liga portuguesa. Nesta fase, a eliminatória decide-se à melhor de três encontros.
O Clube de Alvalade volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, dia 20 de maio, frente ao Valongo. O novo duelo diante da turma liderada por Raúl Meca, a contar para a segundo jogo dos quartos-de-final, jogar-se-á às 21h30, no reduto do adversário.
Estrutura do Clube de Alvalade está ciente do futuro do jogador e já começou à procura do seu substituto para ocupar a vaga no plantel
16 Mai 2026 | 03:00 |
Pauleta vai deixar o Sporting para rumar a Itália, sabe o Leonino. A saída do internacional português da equipa de futsal dos leões na presente temporada desportiva é praticamente garantida, mas o destino pode ter alterado recentemente.
O ala que termina contrato com o Clube de Alvalade esta época chegou a ter em mãos uma proposta considerada bastante aliciante do Ukhta, da Rússia, e terá estado muito perto de aceitar a mesma. No entanto, um emblema italiano entrou em equação e acaba por facilitar a escolha do jogador.
Aos 32 anos, Pauleta prepara-se para encerrar uma ligação muito marcante com o Sporting, onde chegou em 2019 e construiu um palmarés impressionante. Ao serviço dos leões conquistou quatro campeonatos nacionais, quatro Taças da Liga, três Taças de Portugal, três Supertaças e, claro, a UEFA Futsal Champions League 2021 e agora em 2026, dois dos pontos altos da história recente do Clube.
Enquanto isso, vale lembrar que o Sporting já procura um substituto e tem referenciado o nome de Wedson Felipe Lopes dos Santos, conhecido no futsal como Chape. O brasileiro, de 26 anos, surge como uma das principais hipóteses para reforçar o plantel orientado por Nuno Dias.
No que a Pauleta continua a dizer respeito, este está agora focado na fase final que tem por disputar pelo Sporting e tentar a conquista do Campeonato Nacional. Depois da conquista da Champions, os leões voltam a entrar em campo no próximo sábado, 16 de maio, diante do Torreense, para o jogo 1 dos quartos de final do play-off.
No sentido em que os leões continuam em 'mudanças' no plantel, atleta verde e branco decide deixar Alvalade antes do início da próxima temporada
15 Mai 2026 | 16:08 |
O Sporting continua a preparar a próxima temporada no futsal verde e branco e já terá definida mais uma saída no plantel orientado por Nuno Dias. Taynan não aceitou a proposta de renovação apresentada pelos verdes e brancos e prepara-se para deixar o Clube no final da época, numa altura em que recupera de uma grave lesão sofrida em março.
Segundo o jornal Record, os responsáveis leoninos colocaram em cima da mesa um novo contrato válido por mais duas temporadas, mas o internacional cazaque recusou prolongar a ligação ao Sporting. O ala, de 33 anos, termina assim uma segunda passagem verde e branca, depois de ter regressado a Alvalade em 2023.
Apesar dos problemas físicos desta temporada, Taynan vinha a ser um dos jogadores mais influentes da equipa. O futsalista foi o melhor marcador do Sporting na época passada e mantinha um papel importante nas opções de Nuno Dias até sofrer uma rotura de ligamentos no joelho esquerdo, lesão que o afastou das quadras numa fase decisiva da temporada.
Em sentido contrário, Alex Merlim vai continuar de leão ao peito. O italo-brasileiro revelou recentemente, após a conquista da Liga dos Campeões frente ao Palma, que permanecerá no Sporting, sendo que deverá assinar contrato válido por uma temporada, com outra de opção. Os leões continuam, ainda assim, atentos ao mercado para reforçar o plantel.
Além da saída de Taynan e a permanência de Merlim, também Pauleta está de malas feitas, enquanto João Matos deverá colocar um ponto final na carreira no término da presente época, fechando o livro verde e branco após 24 anos.
Confira este golo de Taynan: