“DEI OS PARABÉNS A FREDERICO VARANDAS”
Em entrevista ao Leonino, Emiliano Insúa abordou também a experiência nos LA Galaxy e explicou o carinho que tem pelos adeptos do Sporting CP
Redação Leonino
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2 de Junho 2020, 09:00

L: Desde que saíste do Sporting CP, tens falado sempre com muito carinho do Clube. O que achas que torna o Sporting CP diferente dos outros clubes?

EI: É um Clube espetacular em todos os sentidos. Enquanto representei o Sporting CP, os adeptos sempre estiveram ao nosso lado e a puxar por nós. Tem instalações incríveis e um estádio muito bonito. Os funcionários do Clube também são pessoas incríveis e querem o melhor para o Sporting. Lembro-me, por exemplo, de Frederico Varandas. Dávamo-nos muito bem e, quando soube que tinha sido eleito Presidente, mandei-lhe uma mensagem a dar-lhe os parabéns.

L: Como tens vivido a atual situação de pandemia provocada pelo novo coronavírus?

EI: Está a ser difícil porque há muitos infetados, mas consegui passar bem o período de quarentena. Estava tudo fechado, mas não estávamos proibidos de sair à rua para fazermos algumas coisas como andar de bicicleta ou treinar, por exemplo. Atualmente, já começámos a treinar e as coisas estão a ficar normalizadas, dentro do possível. É uma situação rara e cada país teve a sua realidade.

L: Concordas com a decisão de diversos clubes em cortar os salários dos jogadores?

EI: Nos países em que as competições foram canceladas, como aconteceu em França, acho que faz sentido chegarem a acordo com os jogadores para pagarem o salário mais tarde. No entanto, nos países em que as competições vão ser retomadas, acho que não há razão para esse tipo de soluções porque os clubes vão acabar por receber as receitas televisivas e de publicidade que estavam acordadas.

L: Atualmente, representas os LA Galaxy. Como tem sido a experiência nos Estados Unidos?

EI: Cheguei apenas há três meses, mas tem sido positivo. Quando íamos começar a competir, surgiu o coronavírus e fomos obrigados a parar. A cidade é muito boa e temos excelente qualidade de vida. O Clube é muito grande e os treinadores são argentinos, o que ajuda muito. É uma nova liga e estou empenhado em dar o meu máximo.

L: Quando terminares a tua carreira, o que pensas fazer? Gostarias de ser treinador?

EI: É uma hipótese. Nos últimos anos, tenho-me interessado bastante por essa área e comecei a tentar perceber o aspeto mais tático do jogo. Não sei quando o vou fazer, mas quero tirar a licença de treinador.

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