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Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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03 Mar 2022 | 13:35 |
Nuno Sousa alertou, na passada quarta-feira, 2 de março, para o estado, que considera preocupante, das finanças do Sporting. Em comunicado, o candidato da lista C afirma que, nos próximos meses, o “Sporting precisa de muito dinheiro para pagar o que deve”.
“É fundamental que os Sportinguistas percebam o que nos espera ao longo de 2022, ano em que teremos que pagar: 35M a agentes, 24M a clubes e 50M relativos a dois financiamentos que vencem em Junho e em Dezembro”, pode ler-se no comunicado da Lista C, acrescentando que “se a estes números juntarmos o exercer de opção por Pedro Porro e Rúben Vinagre, que, em conjunto, rondará os 18M, e ainda os já comunicados 7.5M referentes a Edwards, constatamos que o Sporting Clube de Portugal precisa de muito dinheiro para pagar o que deve”.
Nuno Sousa chama a atenção ainda para um alegado incumprimento dos leões para com os bancos: “Grave é, também, a constatação que o incumprimento para com os bancos que nos apoiam é de 16M e que o prazo para regularizar esse mesmo incumprimento terminou em 31 de Dezembro de 2021”.
“A sustentabilidade e o futuro do Clube estão ligados à reestruturação do passivo e à (re)compra dos VMOC. Este tema é central para a vida do Sporting e é o principal problema que o nosso Clube enfrenta, sendo de lamentar a forma quase despreocupada com que foi abordada pelo atual presidente do Sporting, no debate de dia 23 de Fevereiro”, lê-se ainda no comunicado.
Confira, na íntegra, o comunicado da lista C:
O OUTRO LADO DO LUCRO | As contas da SAD que Frederico Varandas não sabe explicar.Conscientes de que o próximo Conselho Diretivo, a ser eleito em Março de 2022, irá conduzir o Clube até 2026, ano decisivo para o futuro do Sporting Clube de Portugal, apontámos, desde a primeira hora, a Gestão Financeira como um dos pilares do nosso projecto.
A sustentabilidade e o futuro do Clube estão ligados à reestruturação do passivo e à (re)compra dos VMOC. Este tema é central para a vida do Sporting e é o principal problema que o nosso Clube enfrenta, sendo de lamentar a forma quase despreocupada com que foi abordada pelo atual presidente do Sporting, no debate de dia 23 de Fevereiro.
Nesse mesmo debate, quando confrontado com o duplicar das dívidas a fornecedores, Frederico Varandas escusou-se a responder, refugiando-se num silêncio que tem sido imagem de marca sempre que se lhe pede transparência para com os Sócios.
Ora, o Relatório e Contas agora tornado público, referente ao primeiro semestre do exercício 2021/2022, veio dar a resposta que o atual presidente do Sporting não deu: a dívida a fornecedores que, em 2018, se cifrava nos 40M, caminha, hoje, para os 90M, sem que exista um sinal de estratégia para estancar esta escalada.
Grave é, também, a constatação que o incumprimento para com os bancos que nos apoiam é de 16M e que o prazo para regularizar esse mesmo incumprimento terminou em 31 de Dezembro de 2021.
Partindo do princípio que, tal como ficou no ar ao longo do debate, este incumprimento não preocupa a atual direção, é fundamental que os Sportinguistas percebam o que nos espera ao longo de 2022, ano em que teremos que pagar: 35M a agentes, 24M a clubes e 50M relativos a dois financiamentos que vencem em Junho e em Dezembro. Se a estes números juntarmos o exercer de opção por Pedro Porro e Ruben Vinagre, que, em conjunto, rondará os 18M, e ainda os já comunicados 7’5M referentes a Edwards, constatamos que o Sporting Clube de Portugal precisa de muito dinheiro para pagar o que deve.
Tentando não nos alongarmos em demasia e em jeito de resumo, este R&C mostra que, no Balanço, temos um Ativo Total que subiu de 269’2M para 285’8M (+5,8%), um Passivo Total que subiu de 310’6M para 317’8M (+2,3%), ao contrário do afirmado por Frederico Varandas durante o debate, e prontamente desmentido por Nuno Sousa, e o Capital Próprio que melhorou de -41’4M para -32M, mas que continua a deixar a Sporting SAD em Falência Técnica.
Alguns considerandos importantes relativos ao balanço no geral:
- O Ativo Total melhorou, muito por força do aumento de caixa e seus equivalentes derivado maioritariamente dos prémios da UEFA (+43M), do novo empréstimo obrigacionista (+40M) e da antecipação de receitas de TV (+23M), descontando,naturalmente, os pagamentos com financiamentos anteriores de -51’7M (empréstimo obrigacionista anterior e outros), pagamentos a pessoal (-22’8M), fornecedores (-18M) e Estado (-15M);
- De notar que, à exceção dos valores recebidos da UEFA, os valores em caixa foram obtidos através de financiamentos externos onde essencialmente se pagaram as dívidas de curto prazo gerando dívidas de médio/longo prazo – como aliás se viu na redução do Passivo Corrente e aumento do Passivo não corrente;
- O Capital Próprio melhorou fruto do Resultado Positivo do exercício, mas continua negativo, o que nos mantém no cenário de Falência Técnica pois, na teoria, os bens e direitos da Sporting SAD não são suficientes para fazer cumprir todas as suas obrigações, ou seja, os passivos são superiores aos ativos;
- A autonomia financeira atual é negativa, fruto dos Capitais Próprios negativos;
- O Fundo de Maneio (Working Capital) atual é de -129’5M (!) calculado através do Ativo Corrente (de curto prazo) subtraindo o Passivo Corrente (de curto prazo). No fundo é o mesmo que dizer que mesmo que a Sporting SAD convertesse o seu Ativo Corrente em cash (dinheiro) ainda ficaria a dever perto de 130M€ a liquidar até 31.12.2022;
- O Fundo de Maneio deste exercício melhorou face ao anterior (a 30.06.2021 era de -155M€), muito pelo explicado acima, ou seja, aumento do Ativo feito através dos financiamentos recebidos e da conversão de dívida de curto prazo em dívida de médio/longo prazo – um encapuzar, portanto, da melhoria tão propalada. Obviamente que consideramos positivo o facto da Sporting SAD ter obtido um lucro de 9,52M de euros, no primeiro semestre do exercício 2021/2022, embora saibamos que muitos dos proveitos não se repetirão no 2º semestre, mas jamais poderemos ficar descansados quando o outro lado desse lucro nos coloca perante um cenário tão cinzento chumbo;
Menos descansados ficamos, ainda, quando quem dirige os destinos do Sporting Clube de Portugal se escusa a esclarecer as dúvidas dos Sócios e resume as explicações sobre qual o plano para inverter estes números a um “está a ser tratado”.
Resta saber de que forma, pois “o caminho faz-se caminhando” inscrito no seu programa não é estratégia aceitável a quem se candidata a um cargo tão importante.
Ex candidato à presidência também chama a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium
23 Set 2026 | 16:51 |
O Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta sobre o modelo financeiro apresentado pelo Clube de Alvalade. Apesar dos resultados positivos alcançados no último exercício, o ex candidato à presidência considera que existem encargos futuros que merecem atenção.
Entre os pontos destacados está um empréstimo cujo pagamento só terá início em 2029, coincidindo com o último ano do atual mandato. O empresário aponta este calendário como um dos aspetos que mais o preocupa nas contas apresentadas pela administração, liderada por Frederico Varandas, que viu o seu vencimento ser aumentado.
Bruno Sá chama também a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium, referindo que existem mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta destinada ao segmento premium continua a aumentar.
Outro dos alertas deixados prende-se com a dependência das receitas provenientes das transferências de jogadores. Na sua leitura das contas, o modelo atual obriga o Sporting a realizar mais de 100 milhões de euros em vendas de futebolistas todos os anos para garantir a sustentabilidade financeira.
B. Sá: “Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura"
“Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura. Li o Relatório e Contas da SAD 2025/26 e as contas revelam um modelo que me preocupa. Temos um empréstimo que só começa a ser pago por volta de 2029, no último ano deste mandato. Temos mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta premium não para de crescer. E temos um modelo que obriga a vender mais de 100M€ em jogadores todos os anos. Nos slides deixo três propostas para um Sporting que ganha sem hipotecar o futuro”, escreveu Bruno Sá.
Outro dado que merece destaque no Relatório & Contas apresentado prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva
23 Set 2026 | 12:53 |
Os gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada. De acordo com o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025/26, a rubrica atingiu os 101,9 milhões de euros, mais 14,2 milhões do que na época anterior, o que representa um crescimento de 16%.
A maior fatia deste aumento está relacionada com as remunerações, que chegaram aos 77,806 milhões de euros, mais 13,509 milhões face aos 64,297 milhões registados em 2024/25. No documento, a SAD explica que esta subida resulta de várias renovações contratuais de jogadores e equipas técnicas, mas também do investimento no reforço e na capacitação da estrutura interna, de forma a responder aos desafios presentes e futuros.
Outro dado que merece destaque prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva. Apesar de o Sporting não ter conquistado qualquer título em 2025/26, a SAD gastou mais de 1 milhão de euros nesta componente do que na temporada anterior, que terminou com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal. A diferença está relacionada, em grande medida, com a histórica prestação dos leões na Liga dos Campeões, competição que proporcionou receitas recorde de 80,307 milhões de euros, cerca de 31 milhões acima do valor alcançado em 2024/25.
A evolução dos gastos com o pessoal mostra uma tendência de crescimento nos últimos exercícios. Em 2024/25, o valor tinha ficado nos 87,7 milhões de euros, depois dos 90,3 milhões registados em 2023/24. Antes disso, a SAD tinha gasto 76,457 milhões em 2022/23 e 67,087 milhões em 2021/22. A subida agora registada coloca, pela primeira vez, esta rubrica acima dos 100 milhões de euros.
O aumento dos custos surge, ainda assim, num exercício em que a Sporting SAD apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. As contas de 2025/26 revelam também um novo máximo nos rendimentos operacionais sem transações de jogadores, que chegaram aos 187,7 milhões de euros, refletindo o crescimento das receitas provenientes da atividade do clube, com particular peso da participação na Liga dos Campeões. Também o salário de Frederico Varandas foi aumentado.
Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo
23 Set 2026 | 09:51 |
Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.
Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.
A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”
“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.
Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.
Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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28 Ago 2026 | 16:00