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Clube
03 Mar 2022 | 13:35 |
Nuno Sousa alertou, na passada quarta-feira, 2 de março, para o estado, que considera preocupante, das finanças do Sporting. Em comunicado, o candidato da lista C afirma que, nos próximos meses, o “Sporting precisa de muito dinheiro para pagar o que deve”.
“É fundamental que os Sportinguistas percebam o que nos espera ao longo de 2022, ano em que teremos que pagar: 35M a agentes, 24M a clubes e 50M relativos a dois financiamentos que vencem em Junho e em Dezembro”, pode ler-se no comunicado da Lista C, acrescentando que “se a estes números juntarmos o exercer de opção por Pedro Porro e Rúben Vinagre, que, em conjunto, rondará os 18M, e ainda os já comunicados 7.5M referentes a Edwards, constatamos que o Sporting Clube de Portugal precisa de muito dinheiro para pagar o que deve”.
Nuno Sousa chama a atenção ainda para um alegado incumprimento dos leões para com os bancos: “Grave é, também, a constatação que o incumprimento para com os bancos que nos apoiam é de 16M e que o prazo para regularizar esse mesmo incumprimento terminou em 31 de Dezembro de 2021”.
“A sustentabilidade e o futuro do Clube estão ligados à reestruturação do passivo e à (re)compra dos VMOC. Este tema é central para a vida do Sporting e é o principal problema que o nosso Clube enfrenta, sendo de lamentar a forma quase despreocupada com que foi abordada pelo atual presidente do Sporting, no debate de dia 23 de Fevereiro”, lê-se ainda no comunicado.
Confira, na íntegra, o comunicado da lista C:
O OUTRO LADO DO LUCRO | As contas da SAD que Frederico Varandas não sabe explicar.Conscientes de que o próximo Conselho Diretivo, a ser eleito em Março de 2022, irá conduzir o Clube até 2026, ano decisivo para o futuro do Sporting Clube de Portugal, apontámos, desde a primeira hora, a Gestão Financeira como um dos pilares do nosso projecto.
A sustentabilidade e o futuro do Clube estão ligados à reestruturação do passivo e à (re)compra dos VMOC. Este tema é central para a vida do Sporting e é o principal problema que o nosso Clube enfrenta, sendo de lamentar a forma quase despreocupada com que foi abordada pelo atual presidente do Sporting, no debate de dia 23 de Fevereiro.
Nesse mesmo debate, quando confrontado com o duplicar das dívidas a fornecedores, Frederico Varandas escusou-se a responder, refugiando-se num silêncio que tem sido imagem de marca sempre que se lhe pede transparência para com os Sócios.
Ora, o Relatório e Contas agora tornado público, referente ao primeiro semestre do exercício 2021/2022, veio dar a resposta que o atual presidente do Sporting não deu: a dívida a fornecedores que, em 2018, se cifrava nos 40M, caminha, hoje, para os 90M, sem que exista um sinal de estratégia para estancar esta escalada.
Grave é, também, a constatação que o incumprimento para com os bancos que nos apoiam é de 16M e que o prazo para regularizar esse mesmo incumprimento terminou em 31 de Dezembro de 2021.
Partindo do princípio que, tal como ficou no ar ao longo do debate, este incumprimento não preocupa a atual direção, é fundamental que os Sportinguistas percebam o que nos espera ao longo de 2022, ano em que teremos que pagar: 35M a agentes, 24M a clubes e 50M relativos a dois financiamentos que vencem em Junho e em Dezembro. Se a estes números juntarmos o exercer de opção por Pedro Porro e Ruben Vinagre, que, em conjunto, rondará os 18M, e ainda os já comunicados 7’5M referentes a Edwards, constatamos que o Sporting Clube de Portugal precisa de muito dinheiro para pagar o que deve.
Tentando não nos alongarmos em demasia e em jeito de resumo, este R&C mostra que, no Balanço, temos um Ativo Total que subiu de 269’2M para 285’8M (+5,8%), um Passivo Total que subiu de 310’6M para 317’8M (+2,3%), ao contrário do afirmado por Frederico Varandas durante o debate, e prontamente desmentido por Nuno Sousa, e o Capital Próprio que melhorou de -41’4M para -32M, mas que continua a deixar a Sporting SAD em Falência Técnica.
Alguns considerandos importantes relativos ao balanço no geral:
- O Ativo Total melhorou, muito por força do aumento de caixa e seus equivalentes derivado maioritariamente dos prémios da UEFA (+43M), do novo empréstimo obrigacionista (+40M) e da antecipação de receitas de TV (+23M), descontando,naturalmente, os pagamentos com financiamentos anteriores de -51’7M (empréstimo obrigacionista anterior e outros), pagamentos a pessoal (-22’8M), fornecedores (-18M) e Estado (-15M);
- De notar que, à exceção dos valores recebidos da UEFA, os valores em caixa foram obtidos através de financiamentos externos onde essencialmente se pagaram as dívidas de curto prazo gerando dívidas de médio/longo prazo – como aliás se viu na redução do Passivo Corrente e aumento do Passivo não corrente;
- O Capital Próprio melhorou fruto do Resultado Positivo do exercício, mas continua negativo, o que nos mantém no cenário de Falência Técnica pois, na teoria, os bens e direitos da Sporting SAD não são suficientes para fazer cumprir todas as suas obrigações, ou seja, os passivos são superiores aos ativos;
- A autonomia financeira atual é negativa, fruto dos Capitais Próprios negativos;
- O Fundo de Maneio (Working Capital) atual é de -129’5M (!) calculado através do Ativo Corrente (de curto prazo) subtraindo o Passivo Corrente (de curto prazo). No fundo é o mesmo que dizer que mesmo que a Sporting SAD convertesse o seu Ativo Corrente em cash (dinheiro) ainda ficaria a dever perto de 130M€ a liquidar até 31.12.2022;
- O Fundo de Maneio deste exercício melhorou face ao anterior (a 30.06.2021 era de -155M€), muito pelo explicado acima, ou seja, aumento do Ativo feito através dos financiamentos recebidos e da conversão de dívida de curto prazo em dívida de médio/longo prazo – um encapuzar, portanto, da melhoria tão propalada. Obviamente que consideramos positivo o facto da Sporting SAD ter obtido um lucro de 9,52M de euros, no primeiro semestre do exercício 2021/2022, embora saibamos que muitos dos proveitos não se repetirão no 2º semestre, mas jamais poderemos ficar descansados quando o outro lado desse lucro nos coloca perante um cenário tão cinzento chumbo;
Menos descansados ficamos, ainda, quando quem dirige os destinos do Sporting Clube de Portugal se escusa a esclarecer as dúvidas dos Sócios e resume as explicações sobre qual o plano para inverter estes números a um “está a ser tratado”.
Resta saber de que forma, pois “o caminho faz-se caminhando” inscrito no seu programa não é estratégia aceitável a quem se candidata a um cargo tão importante.
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Antes da Assembleia Geral, realizada no Pavilhão João Rocha, Presidente do Clube de Alvalade analisou últimas alterações ao plantel leonino
25 Jul 2026 | 13:56 |
Frederico Varandas falou este sábado sobre o mercado de transferências antes da Assembleia Geral, realizada no Pavilhão João Rocha. O dirigente explicou que as alterações no plantel fazem parte de um plano definido com antecedência e que só o Clube de Alvalade é "insubstituível".
F. Varandas: "Insubstituível só o Sporting"
"Este mercado foi pensado e planeado para construir um grupo para as próximas três épocas. Saíram grandes jogadores, mas o Sporting tem contratado atletas de classe mundial nos últimos anos. Insubstituível só o Sporting", afirmou.
O líder máximo abordou ainda as saídas de Francisco Trincão e Morten Hjulmand, destacando o contributo de ambos durante a passagem pelos leões: "Chegaram, conquistaram títulos e tinham ambição pessoal. Exceto a Premier League, não vejo vendas superiores às nossas. Fica o eterno agradecimento pelo que deram ao Sporting", referiu.
O dirigente máximo admitiu igualmente que o mercado ainda poderá registar novas movimentações: "É muito provável que saiam mais jogadores e entrem outros. Este mercado foi preparado desde o início da época passada. Acreditamos que este grupo vai manter o Sporting na luta pela conquista de troféus", assegurou.
Questionado sobre o elevado investimento realizado e a pressão que poderá existir sobre Rui Borges, desvalorizou as críticas: "Já ouvi dizer que o Rui Borges está fragilizado, mas isso passa-nos completamente ao lado. O Sporting tem um plano e, na próxima época, estaremos novamente onde queremos, que é na luta pelas decisões".
Confira o vídeo da declaração do presidente: