Momento de Parar para Encarreirar
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14 Abr 2020 | 13:12
Se esta Direção vendeu passes de jogadores era porque alguém os tinha formado, contratado, etc. Da listagem de jogadores elencados n’A Bola, nenhum dos mesmos tinha sido contratado por estes senhores.
Infelizmente já muitos dos leitores do Leonino tiveram na sua vida o falecimento de familiares. Faz parte da lei natural da natureza.
Falo do tema a propósito da notícia de há dias no jornal A Bola (LER AQUI), em que se dizia que a atual Direção do Sporting tinha conseguido superar parte da pesada herança que tinha recebido alienando passes de jogadores e negociando com os clubes que tinham contratado os atletas que rescindiram com a SAD. E indicava o valor de 150 milhões de euros como o resultado dessa aparente capacidade gestora. Recuperando o início deste parágrafo, muitos dos leitores já tiveram de abdicar de heranças pois os passivos superavam os ativos. Quando tal acontece, pode-se prescindir da herança, não sendo obrigados a assumir aquilo que não se tem estrutura ou capacidade para se reter.
Este meu texto, para se dizer que a “herança pesada” não só deve ser analisada do lado dos passivos, mas também dos ativos com que a atual Direção do Sporting se viu confrontada. E se, de facto, venderam passes de jogadores era porque alguém os tinha formado, contratado, recrutado, etc. Da listagem de jogadores elencados n’A Bola, nenhum dos mesmos tinha sido contratado por estes senhores e, de facto, eram na sua grande parte, 100% pertencentes à Sporting SAD.
Dá sempre algum gosto, pelo sucesso que tivemos de 2013 a 2018 na componente de alienação de direitos desportivos, que colocaram o Sporting num patamar mais alto relativamente aos valores obtidos. E gostaria de relembrar que, em março de 2013 tínhamos somente as seguintes percentagens de passes de jogadores, após dedução das percentagens de fundos e de direitos atribuídos a agentes e aos próprios jogadores: Adrien (25%), Carrillo (25%), Bruma (40%), Carlos Mané (60%), Cédric (40%), Capel (40%), Elias (30%), Rinaudo (35%), Iuri Medeiros (60%), Jeffren (55%), João Mário (40%), Labyad (5%), Boeck (50%), Matheus Pereira (80%), Miguel Lopes (30%), Esgaio (65%), Rojo (25%), Rui Patrício (45%), Arias (26%), Schaars (22,5%), Sunil Chhetri (20%), Ilori (75%), Tobias Figueiredo (30%), Viola (32%), Wilson Eduardo (30%), William Carvalho (47,5%) e Zézinho (25%), entre outros. Em todos estes jogadores, tínhamos ainda o ónus de ter de devolver verbas aos empresários que emprestaram os montantes, com taxas de juro bastante acima do mercado, a atingir os 10%. Isto sim, era uma herança pesada. Adiante. Aguardo pelas alienações de direitos desportivos de atletas adquiridos por esta Direção.
Quanto a heranças, a de Rafael Leão parece-me ser uma bem longínqua. De um lado uma obrigação por parte de um jovem, enrolado numa situação familiar (lá está, somos o que somos, e quando nascemos herdamos uma família da forma mais aleatória possível) que hoje sabe-se que o prejudicou. Independentemente dos mecanismos de recurso que os advogados do atleta possam identificar e interpor, sei que no final o jogador poderá libertar-se de grande parte deste ónus entrando, por exemplo, num processo de insolvência pessoal. A minha opinião é que o Sporting deveria procurar dar um exemplo de perdão ao seu filho pródigo, entrando em negociações com o AC Milan (e até com o Lille) para que Rafael Leão possa regressar ao Sporting. É um excelente jogador que, enquanto tiver esta espada de Dâmocles em cima de si, duvido que consiga recuperar o melhor do que é. Ganhavam todos. A ver vamos.
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