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MEDALHA DE OURO NA CHOUPANA
O atual primeiro lugar no futebol nunca pode ser desculpa para alguém se eximir de dar explicações aos Sócios sobre o que se passa no Clube.
11 Jan 2021, 09:00

A vitória na passada sexta-feira, na ilha da Madeira, frente ao Nacional, poderá ser um marco importante no campeonato 20/21. Isto, porque na próxima jornada, no dia 15, se disputa um Porto-Benfica que poderá definir o atraso de um, ou mesmo dois rivais, caso o Sporting vença, no mesmo dia, o Rio Ave.

Quanto ao que se passou no relvado, perdão, “batatal” da Choupana, tivemos um Sporting muito adulto para aquelas condições de terreno. Se muito foi dito que o Sporting teve muito coração e garra, eu diria que o maior atributo demonstrado foi mesmo a inteligência. Paradoxal? Não, de todo. Este terá sido dos jogos mais inteligentes que vi um coletivo do Sporting fazer, em condições invernosas. Saber correr somente quando se deve correr, saber ficar na posição quando é duvidoso ganhar um duelo, para não destapar a organização coletiva. Tudo isto foi desempenhado de forma magistral. O leitor lembra-se de alguma situação em que se tenha perdido a bola, ficando a equipa em contrapé? Viu a equipa a entusiasmar-se na ansia de marcar o primeiro e, depois, o segundo, abrindo brechas? Também não. Os meus parabéns a Ruben Amorim e seus comandados pela gestão e operacionalização de um jogo que, pelas peripécias meteorológicas, bem como, pelo afã que o Nacional demonstra, sempre que defronta o Sporting, tinha todos os ingredientes para ser uma “armadilha”. Hoje, também na perola do Atlântico, joga-se a passagem à fase seguinte da Taça de Portugal, com início às 21:15.

Estando a sete meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio, voltámos a ter notícias sobre saídas do Sporting Clube de Portugal. O coordenador do Gabinete Olímpico, Paulo Malico de Sousa, demitiu-se do cargo (1) e, segundo se sabe, por discordâncias com o atual rumo do projeto. Veio a lume também uma separação entre os dois judocas ucranianos, Daria Bilodid e Georgi Zantaria, cujos currículos faziam acalentar esperanças na obtenção de medalhas para o nosso Clube (2). Se há bondade e motivos para tais saídas, os responsáveis diretivos têm de vir a terreiro explicar aos Sócios do Clube quais os fundamentos para as mesmas. Reafirmo o que disse na semana passada: Os pergaminhos olímpicos do Sporting exigem a representação mais forte possível na capital nipónica. O atual primeiro lugar no futebol, nunca pode ser desculpa para alguém se eximir de dar explicações aos Sócios sobre o que se passa no Clube. Para
os que nas redes sociais prontamente vieram desvalorizar estas questões, mencionando uma hipotética desestabilização, duvido que se lembrem que, para os Sócios, no antigo Estádio José Alvalade, eram motivo de orgulho os anéis olímpicos que ornamentavam a tribuna (3). Era o único Clube português com um estádio Olímpico, reflexo inequívoco do caracter eclético e distintivo do Sporting Clube de Portugal, face aos demais rivais. Quiçá por me ter feito Sócio na antiga secretaria, por vontade própria, no ano de 1994, tenha esse sentido de honra, orgulho e visão dum Sporting eclético, com voracidade pelas conquistas desportivas, qualquer que seja a modalidade. Tenho a certeza que o Professor Mario Moniz Pereira estaria de acordo comigo.

Pequena nota, ainda, para a notícia da hipotética transferência de William Carvalho para a agremiação da freguesia de São Domingos de Benfica (4). A mera hipótese serve para lembrar, mesmo aos mais incautos, que o tempo do amor à camisola “já lá vai”. O negócio futebol, no seculo XXI, é como é Sabendo isso, os Sócios devem ter noção que o ídolo de hoje é o vilão de amanhã. Noutros contextos históricos, seriam,provavelmente, chamados de mercenários. Mesmo tendo crescido na Academia Sporting. Como se vê, o tempo é mestre e evidenciaque os interesses da Instituição devem prevalecer sobre todas as questiúnculas e pessoas que, transitoriamente, por lá passam.

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