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Clube
28 Abr 2020 | 17:57 |
Nuno Sousa, do movimento “Sou Sporting”, considera que as questões levantadas pelo movimento no final do mês de março sobre uma alegada violação dos Estatutos do Clube por parte de Frederico Varandas são, hoje, ainda mais evidentes. Em declarações exclusivas ao Leonino, Nuno Sousa abordou a atualidade leonina e defendeu também que a atuação do Presidente da Mesa da Assembleia Geral (PMAG), Rogério Alves, tem deixado muito a desejar.
“As perguntas que levantámos naquele momento pareceram-nos legitimas e, ao dia de hoje, mais legitimas se tornam uma vez que parece cada vez mais evidente que o Presidente do Sporting CP não está em plenas funções devido à sua situação profissional”, disse Nuno Sousa reafirmando a importância da posição defendida pelo “Sou Sporting” no final do mês de março.
Recorde-se que, no dia 21 de março, o movimento publicou um comunicado no qual defendia que, devido ao decretar do estado de emergência e ao facto de Frederico Varandas ter, consequentemente, passado ao ativo, o Presidente do Sporting CP estava a incorrer numa violação dos Estatutos.
Questionado sobre se, em algum momento, obteve alguma resposta por parte de Rogério Alves, Nuno Sousa revela que tal nunca aconteceu e recorda que, na altura, o PMAG referiu que existia uma “questão”. No entanto, o membro do “Sou Sporting” entende que, de acordo com as recentes declarações de Rogério Alves, parece que o mesmo considera não existir nenhum problema. Todavia, Nuno Sousa não tem dúvidas em afirmar que “não me parece que nenhum Sportinguista tenha ficado esclarecido”.
“Democracia não está suspensa”
Relativamente a algumas críticas de que o “Sou Sporting” foi alvo devido ao panorama atual ser de exceção, Nuno Sousa argumenta que existem exemplos de outras empresas que continuam a reunir regularmente de forma alternativa: “Tem ou não havido AGs nas empresas, por exemplo, cotadas no PSI 20? A resposta é sim. Têm sido presenciais? Não. O que aconteceu foi que muitas dessas empresas não ficaram paradas e adaptaram-se aos tempos que vivemos, cumprindo aquilo que está na lei e seguindo as diretrizes da Direção Geral de Saúde”.
Um dos responsáveis do movimento recorda que, tal como António Costa referiu, “a democracia não está suspensa” e, na sua opinião, a solução não pode passar por ignorar os estatutos e “fazer de conta que temos um Presidente em funções”.
“Parece que Rogério Alves assumiu presidência do Conselho Diretivo do Sporting”
Nuno Sousa acredita também que a confirmação da indisponibilidade de Frederico Varandas em liderar o Clube é comprovada pelo recente protagonismo de Rogério Alves: “Tivemos a confirmação disto mesmo quando vemos o Presidente da MAG a assumir a presidência do Clube, falando de temas diretivos que não estão na sua esfera de atuação. É quase como a figura do Presidente do Conselho Diretivo não existisse e, neste momento, esteja a ser ocupado pelo Presidente da MAG. Só desta forma é que se pode entender toda esta situação”.
Quanto à atuação de Rogério Alves, Nuno Sousa mostra-se bastante crítico: “O Dr. Rogério Alves anula os Estatutos nas partes que não lhe interessam e expande os mesmos nas partes que lhe são convenientes. O que vemos é que o PMAG opina sobre tudo e mais alguma coisa, gere pessimamente as AGs e recusa a marcação de uma AG que era legítima”.
“Sporting está ao abandono”
Sobre a atualidade do Clube, um dos responsáveis do “Sou Sporting” começou por deixar uma “palavra de solidariedade para todos os trabalhadores do Clube que estão nesta situação” e estranhou que o “Sporting, que é um Clube estruturalmente atrasado relativamente aos seus rivais, não aproveite uma situação destas e põe em lay-off95% dos seus trabalhadores. É difícil de entender”.
Quanto à polémica relativa a Rúben Amorim, Nuno Sousa defende que o Conselho Diretivo “tem toda a liberdade para, em cada momento, escolher o treinador que entender. No entanto, o que o Sporting não pode fazer é avançar para uma operação desta dimensão, dizer que tem de pagar o contrato no dia seguinte e, depois, falhar esse pagamento. Sabe-se agora, de acordo com as notícias que vieram a público, que tudo se deveu ao falhanço de uma operação de factoring. Isto é de um amadorismo total”.
Por fim, o membro do movimento recordou algumas promessas feitas pela atual direção, mas que ainda não viram a luz do dia: “Relembro que esta direção prometeu que, durante o primeiro trimestre, apresentariam uma proposta aos sócios sobre a implementação do voto eletrónico. Onde é que está? Nada. Foi prometido que a APP do Sporting CP seria lançada durante o primeiro trimestre. Onde é que está? Nada. Foi prometido que iria ser implementado um software de gestão que iria revolucionar o Sporting. Onde é que está? Nada”.
Perante este cenário, Nuno Sousa remata que “o Sporting CP está a ser gerido como uma microempresa ou pior até porque conheço algumas dessas empresas que são geridas com mais profissionalismo. O Sporting CP está ao abandono”.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".
Acusação protagonizada pelo emblema azul e branco tem em causa as declarações feitas pelo líder leonino, depois de partida em dezembro de 2025
13 Fev 2026 | 12:08 |
O Conselho de Disciplina da FPF absolveu Frederico Varandas da prática de uma infração disciplinar, por lesão da honra, na sequência de uma participação feita pelo Porto contra o presidente do Sporting. Em causa, estão as declarações feitas pelo líder leonino depois do jogo com o Vitória SC, a 23 de dezembro de 2025.
Frederico Varandas: "Durante décadas, a arbitragem tinha dono. Porto e Benfica."
“Durante décadas, a arbitragem não era independente, tinha um dono. Porto e Benfica. Décadas. Com nomes. Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira. Eu tenho 46 anos, vocês são da minha geração e crescemos assim (...)", disse Frederico Varandas - que já já formalizou recandidatura -, na sequência da vitória dos leões sobre os vimaranenses (4-1), em dezembro do ano passado.
"Insustentável foram 40 anos de fruta, 40 anos de reuniões de presidentes Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa a discutir quem eram o presidente da Liga e da Federação, a discutirem qual o árbitro para este jogo", sublinhou.
Frederico Varandas: "40 anos de agentes de futebol a comprarem jogadores para perderem jogos"
"40 anos de missas, de padres, de agentes de futebol a comprarem jogadores para perderem jogos. Isso é que era insustentável”, atirou, além de ter referido que os rivais "eram donos da arbitragem" mas que a mesma é, agora, "livre e sem dono".
A consequente participação do Porto levou o Conselho de Disciplina a dirimir o "apuramento da relevância disciplinar" das declarações do Presidente leonino e, em última instância, o órgão disciplinar da FPF decidiu, em comunicado datado desta quinta-feira, "julgar totalmente improcedente a acusação e, em consequência, absolver o Arguido Frederico Nuno Faro Varandas, da prática de 1 (uma) infração disciplinar p. e p. pelo artigo 136.º, n.ºs 1, 3 e 4".