Futebol
Implementação do VAR mudou Liga portuguesa: "Sporting era atropelado pelas arbitragens"
07 Abr 2026 | 10:38
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07 Abr 2026 | 15:23 |
Ricardo Sá Pinto, antigo jogador e treinador do Sporting, acredita que os leões podem surpreender o Arsenal nos quartos de final da Liga dos Campeões e destacou Luis Suárez como peça chave na formação orientada por Rui Borges.
“O facto de o Sporting ter vencido o Arsenal não faz muito tempo em 2023, numa eliminatória da Liga Europa resolvida nos penáltis ajuda os jogadores a acreditar que é possível. Tudo pode acontecer no futebol, mesmo quando as equipas são teoricamente desiguais”, afirmou ao The Guardian, elogiando, de seguida, o avançado colombiano.
Sá Pinto: "Ele tem sido muito importante”
“O Luis mostrou capacidade para marcar golos muito importantes, mesmo depois de as pessoas deixarem de acreditar que é possível. Substituir o Gyokeres nunca é fácil. Historicamente, os jogadores sul-americanos raramente têm um impacto forte no primeiro ano em Portugal. Felizmente, com toda a confiança demonstrada pelo treinador e pelos colegas de equipa, ele tem sido muito importante”.
Viktor Gyokeres, embora tenha saído de forma conturbada para Inglaterra, continua a ser lembrado pelo seu impacto: "Primeiro, em termos futebolísticos, sem dúvida uma contratação de topo, um dos jogadores mais impressionantes que o Sporting já teve. Depois, também do ponto de vista financeiro… Claro que todos gostaríamos que ele tivesse ficado, mas aos 26 ou 27 anos, depois de duas grandes épocas, é natural que um jogador queira mudar para outra liga, um nível diferente, com objetivos diferentes”, disse, explicando que o sueco deve ser recebido com aplausos pelos adeptos.
“Mesmo assim, deve ser recebido com uma enorme ovação e verdadeira gratidão de todos nós. Claro que as saídas são sempre complicadas… o impacto dele no Sporting foi absolutamente brutal. Sem o Gyokeres, o Sporting não teria sido o mesmo. Sonhar e acreditar são essenciais na vida. Acredito verdadeiramente que tudo é possível nesta eliminatória”, destacou.
Por fim, Sá Pinto abordou a evolução do Clube e o equilíbrio recente alcançado: “Nos últimos anos, conseguiu estabilizar-se ao nível da direção, o que foi extremamente importante. Protegeram os jogadores, mantiveram o balneário unido e construíram uma relação equilibrada com os meios de comunicação. Nos últimos 20 ou 30 anos, também se sentia sempre que o Sporting era o patinho feio… Experimentei isso pessoalmente, tanto como jogador do clube como como treinador. A introdução do VAR ajudou a equilibrar as coisas no futebol português”, concluiu.
Luta no campeonato português ganhou novos contornos e Clube de Alvalade saiu reforçado, com 7 jornadas para fim da competição
07 Abr 2026 | 14:17 |
O Sporting foi quem mais beneficiou com a última jornada da Liga e reforçou a posição na tabela. A vitória frente ao Santa Clara permitiu aos leões somarem 68 pontos em 27 jogos. Além disso, a equipa de Rui Borges mantém um encontro em atraso. Esse detalhe pode revelar-se decisivo nas contas finais.
Caso vença o jogo em falta frente ao Tondela - com data a definir - o Sporting poderá aumentar a vantagem para cinco pontos sobre o Benfica e ficar apenas a dois do Porto. Isso significaria um cenário ainda mais confortável na luta pelos lugares cimeiros.
O calendário leonino até ao fim inclui Tondela, Estrela da Amadora, dérbi contra o Benfica, AFS SAD, Vitória de Guimarães, Rio Ave e Gil Vicente. Entre jogos em casa e fora, há desafios exigentes. Ainda assim, o confronto direto em Alvalade e com as águias pode ser determinante.
Já o líder Porto mantém-se com 73 pontos em 28 jogos e terá pela frente Estoril, Tondela, Estrela da Amadora, Alverca, AFS SAD e Santa Clara. Apesar da vantagem pontual, qualquer deslize pode reabrir a luta. A pressão mantém-se no topo da tabela.
O terceiro classificado, o Benfica, por sua vez, soma 66 pontos também com 28 partidas realizadas. O calendário inclui Nacional, Sporting, Moreirense, Famalicão, Braga e Estoril. A deslocação a Alvalade surge como momento-chave. Com estes dados, o Sporting aparece como o grande beneficiado da jornada da Liga e com argumentos para segurar a posição.
Clube de Alvalade e gunners voltam a cruzar caminhos e há um dado que está a dar que falar e que pode fazer a diferença no encontro da Liga dos Campeões
07 Abr 2026 | 14:15 |
Sporting e Arsenal iniciam a discussão de um duelo europeu carregado de história. Os leões entram motivados, mas há um conjunto de números que continua a ser tema de conversa. O passado não tem sido totalmente favorável. Ainda assim, o presente oferece sinais encorajadores.
Nos sete encontros já realizados entre Sporting e Arsenal, os londrinos somam três triunfos e quatro empates. O registo de golos também evidencia essa tendência, com 12 marcados pela equipa inglesa contra apenas quatro dos leões. Mesmo assim, houve uma eliminatória memorável decidida apenas no desempate por grandes penalidades, que permanece viva na memória dos adeptos, a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa 2022/2023.
Há também recordações mais duras para o Sporting. Na temporada passada, em Alvalade, a formação portuguesa, na altura orientada por João Pereira, sofreu uma derrota pesada por 5-1 diante de um Arsenal muito semelhante ao atual. Esse resultado ainda pesa no histórico recente. Contudo, o contexto desta época é diferente.
Os números em casa na presente campanha europeia dão força à ambição leonina. O Sporting soma cinco vitórias em cinco jogos em Alvalade. Kairat Almaty (4-1), Marselha (2-1), Club Brugge (3-0), Paris Saint-Germain (2-1) e Bodo/Glimt (5-0) foram superados num percurso irrepreensível.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo nesta terça-feira, dia 7 de abril, frente ao Arsenal. O encontro, a contar para primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, jogar-se-á no Estádio José Alvalade, pelas 20h00.
Comentador questionou comportamento do treinador azul e branco, lembrando os episódios que têm marcado a comunicação entre clubes e dirigentes
07 Abr 2026 | 13:57 |
O comentador desportivo Rui Santos defendeu o Sporting e criticou duramente André Villas Boas, comentando o clima recente no futebol português. Num tom incisivo, questionou o comportamento do treinador azul e branco, lembrando as queixas do presidente ao acionista da Media Capital, referindo que "a coação é crime".
“André Villas Boas acabou de ver o Porto perder dois pontos no campeonato, que continua numa boa situação para chegar ao título, mas o nervosismo é latente (…) Até é possível que no caso do andebol seja difícil provar, ou talvez não, uma vez que o Ministério Público entrou em jogo, que alegados produtos tóxicos tenham provocado efeitos estranhos na cabine destinada ao Sporting”, começou por referir, no seu espaço de opinião na CNN Portugal.
R. Santos: "Mais grave ainda foi ter denunciado que foi fazer caixinhas ao acionista principal da Media Capital, Mário Ferreira"
Rui Santos não se revê no estilo do dirigente azul e branco: “André Vilas Boas pode tentar defender-se como quiser, até com a graçola de colocar um spa à disposição dos leões na próxima visita do Sporting ao Dragão para a Taça de Portugal. O problema é André Villas-Boas achar que todas essas coisas são coisas de menos e até ridicularizou o presidente do Sporting por ter levado esses episódios para a reunião com a ministra. Mais grave ainda foi ter denunciado que foi fazer caixinhas ao acionista principal da Media Capital, Mário Ferreira, por se sentir perseguido pela comunicação social”.
O comentador não poupou críticas ao comportamento do dirigente dos dragões: “Onde estava André Villas-Boas quando numa dinâmica de reconstrução ouvia palavras de elogio e de tolerância perante o trabalho difícil que estava a realizar sem resultados desportivos? Andava a falar com acionistas de grupos de comunicação social, andava a fazer pressão sobre a liberdade de imprensa, sabe que a coação é crime ou acha que esse tipo de condicionamentos fazem parte do futebol que é uma bolha dentro da democracia formal?”
Para finalizar, Rui Santos lançou perguntas contundentes: “Perdeu a memória em relação às perseguições de que foi alvo? Acha que vai apagar com uma borracha o direito que Pinto da Costa achava ter adquirido de morrer como presidente do Porto? Acha que ficar a meio da ponte é solução? Os direitos de liberdade cívica não são apenas para si. Não percebe que a confissão de ter feito uma chamada telefónica para um grande acionista de um grupo de comunicação de referência foi um tiro de canhão no pé, agudizando a ideia de que André Villas-Boas é tão pouco democrático como o são a maior parte dos presidentes de clubes em Portugal que só querem ouvir aquilo que as suas cartilhas ditam ou como parece não quer saber nada disso, mas ter tudo e todos controlados”.