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Futebol
21 Set 2020 | 13:57 |
Por decisão do Director Regional de Saúde da área que abrange Barcelos, o Gil Vicente, com 15 elementos infetados com o COVID-19, foi impedido de treinar nos dias imediatamente anteriores ao jogo de abertura da Liga 20/21, e depois acabou mesmo proibido de viajar para Lisboa, onde defrontaria o Sporting. A Liga Portugal, que tudo tentou até à passada sexta-feira, para evitar este desfecho, foi derrotada pelas ‘razões de saúde pública’ aduzidas, as quais, compreensivelmente, se sobrepõem a tudo nestes tempos de pandemia. O Sporting também tinha (tem) um lote alargado de elementos infetados, mas em momento algum a entrada na Liga esteve em causa por esse facto. O motivo da decisão centrou-se sempre no Gil Vicente embora o clube e seus jogadores nenhuma culpa tivessem disso.
Repito: a decisão do Diretor Regional de Saúde é/foi compreensível. E desejando que nenhuma outra equipa seja ‘vítima’ deste problema, tal juízo obriga a que fiquemos atentos. Porque para casos idênticos o Sporting só pode esperar decisões semelhantes. Fazendo-se ouvir, se for caso disso. Já chega de silêncios sobre matérias que nos dizem respeito, de forma direta ou indireta. Porque os últimos meses (anos?) mostraram, sem qualquer dúvida, que não falta por aí gente que se mexe em qualquer círculo para sacar vantagens. Pela minha parte, não me passaria pela cabeça que um simples escrivão de um qualquer tribunal pudesse ter valor estratégico ao ponto de ser convencido a fazer uns favores. E no entanto…
O adiamento do Sporting-Gil Vicente não é caso irrelevante. Não neste quadro estrangulado de competições o qual, por exemplo, define os participantes na Taça da Liga pela classificação obtida até final de novembro (8ª jornada). Isso significa que Sporting e Gil têm de realizar o jogo no período das chamadas datas FIFA (quando jogam as seleções A e sub-21). Tendo isto em vista, a Liga decidiu que o desafio agora em atraso será agendado para um dia entre 12 e 16 de outubro. E é este intervalo de dias que não compreendo. Explico: dia 4 de outubro disputam-se os últimos encontros da 3ª jornada da Liga (o Sporting vai a Portimão) e no dia 7, em Alvalade, há o Portugal-Espanha (de carácter particular). Ora, não vejo o que impediria o Sporting-Gil Vicente de disputar-se entre os dias 9 e 16, em Alvalade, ou a partir do dia 8 caso optasse por realizar o jogo num outro campo (pedir à FPF que altere o local dos jogos não me parece inteligente, até pelo cachet envolvido). É que entre os dias 12 e 16 acontece isto: Portugal recebe a Suécia dia 14 em Alvalade, para jogo oficial da Liga das Nações. A FPF aceita que o relvado seja pisado em competição 48 horas antes? Desconfio que o regulamento nem o permite. Por outro lado, o FC Porto estreia-se na Liga dos Campeões a 20 ou 21 de outubro, depois de jogar com o Sporting em Alvalade. Ora, terá de defrontar os leões a 17 ou 18. O Sporting aceita jogar a 15 ou 16, ou seja, a 72 horas do clássico? Não me parece uma boa ideia.
Uma decisão que serviria melhor os interesses de todos passava por não estabelecer desde já as datas para este desafio. Porquê? Porque o Sporting (todos esperamos que não) até pode não se apurar para a Liga Europa e nesse caso ficaria com datas de sobra para receber o Gil Vicente. Bem sei que a UEFA não aceita a realização de jogos dos principais campeonatos dos países que superintende em dias de Liga dos Campeões ou Liga Europa. Mas para momentos de exceção, medidas de exceção. E a federação inglesa já ignorou noutras épocas tal indicação. Não seria inédito. Por outro lado, e entrando o Sporting na Liga Europa como todos desejamos, existe sempre a possibilidade de fazer o jogo em falta a 18 ou 19 de novembro, entre uma data FIFA e primeira eliminatória da Taça de Portugal para as equipas da Liga.
Espero que o Sporting tenha uma palavra a dizer junto da Liga Portugal sobre esta matéria. E que saiba defender os seus interesses em relação à realização deste confronto com o Gil Vicente. Porque, afinal de contas, foram os leões os maiores prejudicados com este adiamento.
Clube de Alvalade foi sancionado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol e, em causa, estão comportamentos no campo e na bancada
22 Mai 2026 | 17:44 |
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol declarou uma multa de 7655 euros ao Sporting. Em causa estão alguns incidentes ocorridos na sequência da receção ao Gil Vicente, no passado sábado, no encontro da 34.ª jornada do campeonato.
De acordo com o mapa de castigos divulgado pela instituição, a formação verde e branca viu ser aplicada uma sanção devido ao comportamento incorreto do público nas bancadas e à entrada indevida de agentes desportivos na zona técnica.
Segundo o relatório, revelado esta quinta-feira, a entrada de engenhos pirotécnicos e de tarjas com dimensões superiores à legalmente permitida, 1m por 1m, exibidas ao minuto 30 do encontro, com a seguinte mensagem:" 28Years” e " 5898" e, ao minuto 70: "Filho, Irmão e Amigo, privados mas nunca esquecidos" e "Liberdade aos nossos leões”, valeu uma fatia de cerca de 3190 euros.
Este valor duplica valor pelo comportamento incorreto do público durante a partida: 5 tochas utilizadas, aos 70 minutos e um petardo, aos 59 minutos da partida utilizado. Como tem sido frequente esta época, o Sporting tem sido fortemente castigado pelo Conselho de Disciplina devido a comportamentos de adeptos.
No que toca ao restante, ainda viram ser aplicada uma multa de 1275 euros pela entrada indevida na zona técnica de Luís Neto, Pedro Cardoso e José Meireles, que estavam apenas autorizados para permanecer lá até ao início do jogo e no intervalo. Para além desta sanção, cada um destes três elementos terá de pagar uma quantia já estabelecida de 3190€, 459€ e 459€, respetivamente.
Depois de uma grande época desportiva, titular indiscutível da formação comandada por Rui Borges, tem estado a dar nas vistas
22 Mai 2026 | 17:41 |
A Liga Portugal revelou, esta quinta-feira, que Maxi Araújo está presente no onze do ano. A ocupar a lateral esquerda, o jogador uruguaio do Sporting ganhou a corrida aos seus restantes concorrentes e foi o primeiro defesa a ser revelado.
Titular indiscutível na equipa de Rui Borges, Maxi Araújo tem-se revelado intenso, veloz e com a garra que um jogador do Sporting deve apresentar. Considerado uma das grandes figuras da formação verde e branca, o internacional uruguaio marcou presença em 29 encontros, tendo apontado cinco tentos e quatro passes certeiros para golo.
Depois de ter chegado à equipa do Sporting no verão de 2024, oriundo do Toluca, clube do campeonato mexicano, a troco de uma verba a rondar os 13,7 milhões de euros, esta foi a temporada de afirmação para o jogador leonino de 26 anos.
As grandes exibições de Maxi Araújo tem dado nas vistas em Portugal, como também no resto da Europa. São vários os “tubarões” do futebol europeu que estão atentos ao jogador, mas, ao que revela o jornal A Bola, o Sporting pretende manter o uruguaio para a próxima temporada.
Como aconteceu com Viktor Gyökeres, a estratégia da estrutura leonina passará pela apresentação de uma proposta. A ideia será facilitar a saída do jogador para um emblema de topo no verão de 2027, caso decida permanecer esta temporada no clube, deixando de exigir a cláusula acordada nos 80 milhões de euros.
Familiar de futebolista dos leões analisa final do Jamor, fala em favoritismo esmagador e deixa alertas sobre risco de surpresa na prova rainha
22 Mai 2026 | 17:33 |
A poucas horas da final da Taça de Portugal, o futebolista Joãozinho, antigo jogador dos leões e pai de Rodrigo Graça - que atua nos iniciados dos leões - deixou uma análise contundente sobre o impacto que o desfecho da prova poderá ter na avaliação da temporada do Sporting, defendendo que o troféu, por si só, não apaga o principal objetivo falhado.
Joãozinho: "Taça de Portugal não salva nada"
"Costumo dizer que quando uma equipa grande não ganha o principal objetivo da época, que é ser campeão nacional, a Taça de Portugal não salva nada. Para os adeptos de uma equipa grande, o objetivo é ganhar o campeonato, e quando não o ganhas e ganhas apenas a Taça de Portugal, com a exigência que há dos adeptos, a Taça de Portugal não é salvação para ninguém", afirmou, em declarações à Agência Lusa.
Ainda assim, o lateral do Oriental sublinhou que a época do Torreense deve ser vista de forma positiva, independentemente do resultado da final no Jamor, destacando o percurso consistente da equipa do Oeste ao longo da temporada. "Do lado do emblema do Oeste, considero que já é uma época muito bem conseguida. Os adeptos ficariam mais desiludidos se a equipa não conseguir a subida de divisão, porque sentem que morrem na praia, do que propriamente perder a final da Taça", explicou.
Joãozinho: "90 para o Sporting e 10 para o Torreense"
Sobre o encontro entre Sporting e Torreense, Joãozinho não escondeu a diferença de argumentos entre as duas equipas, atribuindo grande favoritismo aos leões. "90 para o Sporting e 10 para o Torreense. Tem de ser uma equipa a pensar que está a defrontar uma equipa difícil e não pensar que o jogo, mais cedo ou mais tarde, se resolverá, uma vez que no futebol há surpresas", alertou.
A equipa verde e branca volta a entrar em campo no próximo domingo, dia 24 de maio, diante do Torreense. O encontro, válido para a final da Taça de Portugal diante da turma orientada por Luís Tralhão - que imitou Ruben Amorim - , tem início marcado para as 17h15, no Jamor.