Futebol
Chelsea e Man United querem levar pérola do Sporting e janeiro pode dar molho
22 Out 2026 | 15:54
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Futebol
20 Abr 2021 | 14:01 |
A ameaça andava no ar há mais de duas décadas e esta semana, pela primeira vez, tomou forma: alguns dos clubes mais ricos da Europa anunciaram a intenção de avançar já com uma Super Liga privada, fora do domínio da UEFA, por não encontrarem na atual Liga dos Campeões a resposta às necessidades financeiras e competitivas.
Até agora, este movimento liderado pelos presidentes de Real Madrid e Juventus atuara sempre, e apenas, como fator de pressão junto da UEFA e a verdade é que as sucessivas alterações ao modelo Champions surgiram, uma vez após outra, como resposta a tais ameaças. Criou-se um figurino que garantia na competição pelo menos duas equipas das ligas mais fortes da Europa, depois passou para a possibilidade da entrada a um terceiro clube (playoff de agosto) das seis melhores Ligas, até chegarmos aos dias de hoje em que as quatro principais ligas (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália) colocam diretamente na fase de grupos os quatro primeiros classificados, ficando o 5º e o 6º do ranking com a garantia de duas vagas mais uma (playoff). Os prémios monetários também cresceram de forma significativa, ao ponto de os finalistas da prova conseguirem encaixar verbas acima dos 150 milhões de euros.
Entre o momento em que os clubes de futebol começaram a ser adquiridos por investidores sem qualquer ligação emocional a esses mesmos emblemas ou desporto e o momento atual... era uma questão de tempo. O facto de estarem neste ‘clube privado’ os seis emblemas ingleses mais ricos não é acidental, mas apenas o resultado direto do tipo de investidores que compraram Man. City, Man. United, Chelsea, Tottenham ou Arsenal. Ou, já agora, podemos olhar também aos proprietários de Inter de Milão, AC Milan e Atlético de Madrid, o ‘novo dinheiro’ da China.
As Ligas ‘privadas’, com prémios garantidos na ordem das centenas de milhões, são o ‘sonho molhado’ de qualquer investidor. O desporto profissional nos Estados Unidos baseia-se nesse princípio tão querido à família Glazer, proprietária, por exemplo, dos Tampa Bay Buccaneers (NFL), último vencedor do Super Bowl, mas também do Manchester United. Para os Glazer, ter o Man. United a receber cerca de 300 milhões de euros/ano para participar na Super Liga europeia privada, mas ao mesmo tempo continuar a encaixar os cerca de 150 milhões de libras/ano, por entrar na Premier League inglesa, era o melhor de dois mundos, significava uma receita garantida um pouco abaixo dos 500 milhões de euros/ano. Até podiam começar a gerir o Man. United como Donald Sterling geriu durante muitos anos os LA Clippers (equipa da NBA): orçamentava o total das despesas anuais bem abaixo dos rendimentos garantidos (prémio de participação na NBA, mais bilhetes anuais e patrocínios), arrecadando milhões de dólares em cada um dos 33 anos em que foi proprietário da equipa, até ser banido em 2014 e ter ficado para a história como o pior gestor de desporto nos Estados Unidos (mas provavelmente o mais esperto a enriquecer à custa dos prémios monetários garantidos, porque desprezava os resultados desportivos).
Não sei se este movimento vai mesmo avançar, como ameaça, ou atuar uma vez mais como meio de pressão junto da UEFA. Numa coisa acredito que estou certo: uma liga privada de 15 clubes, na qual entrarão mais 5 a cada ano por convite (está escrito no manifesto de intenções deste grupo) é pouco provável que veja a luz do dia, por uma simples razão: basta a UEFA banir para sempre (ou por um período de 10 anos, por exemplo) das suas provas qualquer equipa que participe uma vez que seja nesta Liga para fazer pensar duas (ou três) vezes qualquer administração. Agora, se este ‘clube do bolinha’ conseguir ter de forma permanente as mesmas 20 equipas é bem provável que possa transformar-se numa realidade e numa Liga de sucesso.
Quando a UEFA diz ter na FIFA um aliado para impedir os jogadores desta futura liga privada de representar as Seleções, pode colocar-se a questão: por acaso os futebolistas da MLS (liga privada e fechada de futebol profissional nos Estados Unidos da América) estão a ter semelhante tratamento? Não. Então, como aceitar dois pesos e duas medidas? Fácil: a MLS é a liga de futebol profissional de uma só nação, dividida em 52 estados, não uma competição que junte equipas de diferentes nações. Ora, esta Super Liga agora anunciada só poderia ser de certa forma comparável à MLS se todos os participantes fossem oriundos de estados da União Europeia, e não são. Logo, a FIFA não poderá ser acusada de ter pesos e medidas diferentes.
Para já, FIFA, UEFA e as federações de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França responderam a este movimento de forma dura e decidida. Mas antes de continuarem a atirar pedras uns aos outros, é bom que tenham o bom senso de parar um pouco e refletir sobre as consequências de uma ‘guerra nuclear’. Por exemplo: que suporte financeiro conseguirá a UEFA garantir para a Liga dos Campeões sem estes 12 clubes? Que suporte financeiro conseguirá a Liga Inglesa para a Premier League se não tiver na prova os seus seis principais clubes? Que suporte financeiro conseguirá a Liga espanhola sem os três emblemas de topo no campeonato? Em limite, que interesse terão, para os patrocinadores e adeptos, os Campeonatos do Mundo e da Europa de seleções sem a participação dos jogadores de elite?
Bem sei que é fácil, nesta questão, estar do lado do ‘normal’ e contestar este movimento de clubes ricos. Pensemos apenas nisto: no século 21, a FIFA só atribuiu Mundiais a países onde fossem construídos vários (ou a totalidade dos 10) estádios; a UEFA quase replicou o modelo de escolha dos países organizadores (exceção feita aos Euros 2016 e 2020). A explicação foi no sentido de criar estruturas desportivas modernas nesses países, e assim surgiram estádios sobredimensionados na Bélgica, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Portugal, Polónia, Ucrânia, Brasil, África do Sul, Rússia e Qatar. Na verdade, o que sucedeu foi uma passagem pornográfica de milhões de euros e dólares para mãos corruptas, por força dos montantes gastos na compra de votos e obras (nestes últimos 20 anos as notícias disso e as condenações em tribunal por corrupção sucederam-se a grande velocidade, pelo menos nos países verdadeiramente preocupados com o fenómeno). FIFA, UEFA e dezenas de federações ganharam mais dinheiro neste século que em toda a sua restante existência. E no entanto fizeram-no sem pagar a mão de obra. Sim, a mão de obra no futebol são os jogadores pagos pelos clubes. Os grandes espetáculos da UEFA e da FIFA são feitos com artistas pagos pelos clubes. De há uns anos a esta parte os clubes passaram a receber umas migalhas pela participação dos jogadores em Mundiais e Europeus. E mesmo essas migalhas tiveram de ser reclamadas por este mesmo movimento de clubes.
Bem pode a UEFA dizer que 90 por cento do dinheiro recebido pela Champions reverte a favor do futebol (não necessariamente a favor dos participantes). Talvez seja chegado o momento de fazer esse montante reverter, sim, e excluindo os custos de organização, para os clubes que ano após ano possibilitam a existência da competição.
Gostava de concluir que no final tudo seguirá como até aqui, apenas com a UEFA a ceder mais uns milhões aos clubes da Champions. Mas desta vez estou mais pessimista. Porque os clubes limitam-se, neste caso, a replicar o mesmo modelo liberal desregulado já presente em quase todas as restantes atividades do nosso dia a dia. Como podemos ‘exigir’ ao futebol um modelo solidário, se não o fazemos a outras atividades bem mais importantes para a vida de todos?
P.S. Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, já repudiou a possibilidade de existência de uma Super Liga europeia. Aposto que a seguir vai explicar como repartirá com os clubes os 7 milhões que o novo patrocinador da Liga pagará por cada um dos próximos cinco anos. Ou se calhar o melhor é esperar sentado por essa comunicação...
Treinador prepara uma surpresa nos trabalhos numa semana decisiva, com o confronto frente ao eterno rival cada vez mais perto
22 Out 2026 | 17:30 |
A preparação do Sporting para o dérbi frente ao Benfica trouxe uma novidade aos trabalhos da equipa feminina de futebol. Micael Sequeira voltou a chamar uma jovem promessa da formação leonina para treinar com o plantel sénior, numa sessão realizada esta quarta-feira, com os olhos postos no próximo desafio das leoas.
A protagonista é Ariana Monteiro, defesa de apenas 17 anos, que voltou a integrar os trabalhos da equipa principal. A jovem futebolista continua, assim, a merecer a confiança do técnico leonino, que lhe proporciona mais uma oportunidade para ganhar experiência junto de jogadoras mais experientes e num contexto competitivo mais exigente.
Esta não é a primeira vez que Ariana Monteiro é chamada aos treinos da equipa sénior do Sporting. A aposta na jovem da formação permite-lhe continuar a evoluir e a contactar de perto com as exigências do futebol de alto nível, numa fase em que a equipa se prepara para um dos encontros mais aguardados da temporada.
A chamada acontece depois da vitória frente ao Torreense, resultado que permitiu às leoas virar rapidamente as atenções para o dérbi. O próximo compromisso será diante do Benfica, num encontro que promete emoções fortes e que será disputado no Estádio da Luz - com bilhetes a 4 euros.
O dérbi entre Benfica e Sporting está marcado para sábado, 24 de outubro, às 15h30, na casa das encarnadas. Com a preparação já em marcha, Micael Sequeira continua a trabalhar com o grupo e a dar oportunidades às jovens da formação leonina, com Ariana Monteiro a voltar a estar em destaque antes do importante duelo.
Depois da derrota dos leões frente ao LASK Linz, por 3-2, em Alvalade, na Liga dos Campeões, consultor de comunicação analisou encontro
22 Out 2026 | 17:27 |
Rui Calafate não poupou Rui Borges depois da derrota do Sporting frente ao LASK Linz, por 3-2, em Alvalade, na Liga dos Campeões. O comentador recuperou as palavras do treinador leonino após o triunfo diante do Lens e considerou que o desaire europeu acabou por dar força às críticas que já se faziam ouvir em torno da equipa.
"Lamento, mas aguentem-se. É para isso que serve um líder e tem de ter couraça forte para suportar as críticas e os desânimos. É da vida, é do futebol", escreveu o consultor de comunicação no jornal 'Record', defendendo que a contestação faz parte da realidade do futebol.
O cronista recordou que a equipa de Rui Borges tem apresentado bons resultados nas competições europeias, mas apontou o desperdício de vantagens como um problema: "Os leões têm tido um percurso fantástico a nível internacional sob o comando de Rui Borges, no entanto, na quarta-feira, desperdiçou a 18.ª vantagem".
R. Calafate: "Rui Borges nunca foi o melhor treinador do mundo, tem imensas lacunas de liderança e continua sob o jugo da eficácia dos resultados"
Rui Calafate foi ainda mais contundente na avaliação ao treinador, considerando que o título conquistado não eliminou as dúvidas em torno do seu trabalho: "Rui Borges nunca foi o melhor treinador do mundo, tem imensas lacunas de liderança e continua sob o jugo da eficácia dos resultados. Apesar de um título conquistado nunca encheu as medidas de Alvalade e os “Bernardos” por ali são muitos. Pode ter momentos de ouro mas os banhos de realidade chegam sempre no seu tempo. É da vida, é do futebol".
O emblema verde e branco volta a entrar em campo no próximo domingo, dia 25 de outubro, frente ao Académico de Viseu. O encontro, a contar para a 9.ª jornada da Liga portuguesa, diante da turma orientada por Bruno Pinheiro, jogar-se-á às 20h30, em Alvalade.
Verdes e brancos foram surpreendidos pelo conjunto austríaco, que aproveitou erros defensivos da equipa de Rui Borges para construir o resultado
22 Out 2026 | 16:28 |
A derrota do Sporting frente ao LASK Linz, por 3-2, em Alvalade, está a dar que falar além-fronteiras. Os leões foram surpreendidos pelo conjunto austríaco, que aproveitou os erros defensivos da equipa de Rui Borges para construir o resultado. Um dos momentos destacados pela imprensa espanhola foi o golo de Kalajdzic, que bateu um "desorientado Kaique Pereira", nas palavras do 'Diario AS'.
O jornal espanhol escolheu um título provocador para abordar o desaire: "Quem é este Sporting?". Na análise ao encontro, destacou o contraste entre o bom arranque europeu e a eficácia demonstrada pelo adversário: "O Sporting estava a ter uma campanha impecável na Liga dos Campeões (vitórias frente ao Galatasaray e ao Lens) e manchou o seu percurso no dia mais inesperado. O LASK esteve em grande no Alvalade".
O 'Diario AS' recordou a incapacidade leonina para transformar o domínio em golos: "Aos 3 minutos de jogo, Ljubicic cometeu uma grande penalidade sobre Irankunda. Luis Suárez converteu-a, imaginando que seria uma noite tranquila para ele. Nada mais longe da realidade. A situação complicou-se apenas dez minutos depois, quando perdeu a bola na sua área e a rápida transição do LASK resultou no empate marcado por Lang. Não iam perdoar nada, estavam a dar o aviso. O Sporting reagiu. Ou melhor, continuou a dominar, porque foi isso que fez durante todo o jogo".
'Diario AS': "Ljubicic conduziu a bola até encontrar Kalajdzic, que bateu o desorientado Kaique Pereira"
Apesar de ter mais iniciativa, o Sporting voltou a ser castigado pelas transições rápidas dos austríacos: "Sem ideias, Altimira perdeu a posse de bola na entrada da área adversária. Mais uma vez, o LASK partiu em contra-ataque a toda a velocidade. Ljubicic conduziu a bola até encontrar Kalajdzic, que bateu o desorientado Kaique Pereira. O mesmo faria Danek, cinco minutos mais tarde, com a equipa, mais uma vez, a aproveitar o facto de o Sporting estar totalmente voltado para o ataque".
O diário desportivo descreveu o final do encontro: "Luis Suárez esteve em grande forma ao aproveitar, aos 89′, um ressalto deixado por Schutzenauer na pequena área, driblando-o e reduzindo a diferença para o 3-2. Haveria tempo para dar a volta ao resultado? Assim parecia, com os sete minutos de compensação. Mas o LASK não o permitiria. Um golpe duro para uns, um momento histórico para outros".
Chelsea e Man United querem levar pérola do Sporting e janeiro pode dar molho
22 Out 2026 | 15:54
Jamie Carragher furioso com atleta que fez 137 jogos no Sporting: "É verdadeiramente uma vergonha"
22 Out 2026 | 15:30
Vítor Pinto goza com Rui Borges após derrocada do Sporting e lembra expressão comprometedora
22 Out 2026 | 13:30