Futebol
Rui Borges revela que titular do Sporting está "amassado" antes de defrontar o Porto
08 Fev 2026 | 13:31
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Futebol
20 Abr 2021 | 13:01 |
A ameaça andava no ar há mais de duas décadas e esta semana, pela primeira vez, tomou forma: alguns dos clubes mais ricos da Europa anunciaram a intenção de avançar já com uma Super Liga privada, fora do domínio da UEFA, por não encontrarem na atual Liga dos Campeões a resposta às necessidades financeiras e competitivas.
Até agora, este movimento liderado pelos presidentes de Real Madrid e Juventus atuara sempre, e apenas, como fator de pressão junto da UEFA e a verdade é que as sucessivas alterações ao modelo Champions surgiram, uma vez após outra, como resposta a tais ameaças. Criou-se um figurino que garantia na competição pelo menos duas equipas das ligas mais fortes da Europa, depois passou para a possibilidade da entrada a um terceiro clube (playoff de agosto) das seis melhores Ligas, até chegarmos aos dias de hoje em que as quatro principais ligas (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália) colocam diretamente na fase de grupos os quatro primeiros classificados, ficando o 5º e o 6º do ranking com a garantia de duas vagas mais uma (playoff). Os prémios monetários também cresceram de forma significativa, ao ponto de os finalistas da prova conseguirem encaixar verbas acima dos 150 milhões de euros.
Entre o momento em que os clubes de futebol começaram a ser adquiridos por investidores sem qualquer ligação emocional a esses mesmos emblemas ou desporto e o momento atual... era uma questão de tempo. O facto de estarem neste ‘clube privado’ os seis emblemas ingleses mais ricos não é acidental, mas apenas o resultado direto do tipo de investidores que compraram Man. City, Man. United, Chelsea, Tottenham ou Arsenal. Ou, já agora, podemos olhar também aos proprietários de Inter de Milão, AC Milan e Atlético de Madrid, o ‘novo dinheiro’ da China.
As Ligas ‘privadas’, com prémios garantidos na ordem das centenas de milhões, são o ‘sonho molhado’ de qualquer investidor. O desporto profissional nos Estados Unidos baseia-se nesse princípio tão querido à família Glazer, proprietária, por exemplo, dos Tampa Bay Buccaneers (NFL), último vencedor do Super Bowl, mas também do Manchester United. Para os Glazer, ter o Man. United a receber cerca de 300 milhões de euros/ano para participar na Super Liga europeia privada, mas ao mesmo tempo continuar a encaixar os cerca de 150 milhões de libras/ano, por entrar na Premier League inglesa, era o melhor de dois mundos, significava uma receita garantida um pouco abaixo dos 500 milhões de euros/ano. Até podiam começar a gerir o Man. United como Donald Sterling geriu durante muitos anos os LA Clippers (equipa da NBA): orçamentava o total das despesas anuais bem abaixo dos rendimentos garantidos (prémio de participação na NBA, mais bilhetes anuais e patrocínios), arrecadando milhões de dólares em cada um dos 33 anos em que foi proprietário da equipa, até ser banido em 2014 e ter ficado para a história como o pior gestor de desporto nos Estados Unidos (mas provavelmente o mais esperto a enriquecer à custa dos prémios monetários garantidos, porque desprezava os resultados desportivos).
Não sei se este movimento vai mesmo avançar, como ameaça, ou atuar uma vez mais como meio de pressão junto da UEFA. Numa coisa acredito que estou certo: uma liga privada de 15 clubes, na qual entrarão mais 5 a cada ano por convite (está escrito no manifesto de intenções deste grupo) é pouco provável que veja a luz do dia, por uma simples razão: basta a UEFA banir para sempre (ou por um período de 10 anos, por exemplo) das suas provas qualquer equipa que participe uma vez que seja nesta Liga para fazer pensar duas (ou três) vezes qualquer administração. Agora, se este ‘clube do bolinha’ conseguir ter de forma permanente as mesmas 20 equipas é bem provável que possa transformar-se numa realidade e numa Liga de sucesso.
Quando a UEFA diz ter na FIFA um aliado para impedir os jogadores desta futura liga privada de representar as Seleções, pode colocar-se a questão: por acaso os futebolistas da MLS (liga privada e fechada de futebol profissional nos Estados Unidos da América) estão a ter semelhante tratamento? Não. Então, como aceitar dois pesos e duas medidas? Fácil: a MLS é a liga de futebol profissional de uma só nação, dividida em 52 estados, não uma competição que junte equipas de diferentes nações. Ora, esta Super Liga agora anunciada só poderia ser de certa forma comparável à MLS se todos os participantes fossem oriundos de estados da União Europeia, e não são. Logo, a FIFA não poderá ser acusada de ter pesos e medidas diferentes.
Para já, FIFA, UEFA e as federações de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França responderam a este movimento de forma dura e decidida. Mas antes de continuarem a atirar pedras uns aos outros, é bom que tenham o bom senso de parar um pouco e refletir sobre as consequências de uma ‘guerra nuclear’. Por exemplo: que suporte financeiro conseguirá a UEFA garantir para a Liga dos Campeões sem estes 12 clubes? Que suporte financeiro conseguirá a Liga Inglesa para a Premier League se não tiver na prova os seus seis principais clubes? Que suporte financeiro conseguirá a Liga espanhola sem os três emblemas de topo no campeonato? Em limite, que interesse terão, para os patrocinadores e adeptos, os Campeonatos do Mundo e da Europa de seleções sem a participação dos jogadores de elite?
Bem sei que é fácil, nesta questão, estar do lado do ‘normal’ e contestar este movimento de clubes ricos. Pensemos apenas nisto: no século 21, a FIFA só atribuiu Mundiais a países onde fossem construídos vários (ou a totalidade dos 10) estádios; a UEFA quase replicou o modelo de escolha dos países organizadores (exceção feita aos Euros 2016 e 2020). A explicação foi no sentido de criar estruturas desportivas modernas nesses países, e assim surgiram estádios sobredimensionados na Bélgica, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Portugal, Polónia, Ucrânia, Brasil, África do Sul, Rússia e Qatar. Na verdade, o que sucedeu foi uma passagem pornográfica de milhões de euros e dólares para mãos corruptas, por força dos montantes gastos na compra de votos e obras (nestes últimos 20 anos as notícias disso e as condenações em tribunal por corrupção sucederam-se a grande velocidade, pelo menos nos países verdadeiramente preocupados com o fenómeno). FIFA, UEFA e dezenas de federações ganharam mais dinheiro neste século que em toda a sua restante existência. E no entanto fizeram-no sem pagar a mão de obra. Sim, a mão de obra no futebol são os jogadores pagos pelos clubes. Os grandes espetáculos da UEFA e da FIFA são feitos com artistas pagos pelos clubes. De há uns anos a esta parte os clubes passaram a receber umas migalhas pela participação dos jogadores em Mundiais e Europeus. E mesmo essas migalhas tiveram de ser reclamadas por este mesmo movimento de clubes.
Bem pode a UEFA dizer que 90 por cento do dinheiro recebido pela Champions reverte a favor do futebol (não necessariamente a favor dos participantes). Talvez seja chegado o momento de fazer esse montante reverter, sim, e excluindo os custos de organização, para os clubes que ano após ano possibilitam a existência da competição.
Gostava de concluir que no final tudo seguirá como até aqui, apenas com a UEFA a ceder mais uns milhões aos clubes da Champions. Mas desta vez estou mais pessimista. Porque os clubes limitam-se, neste caso, a replicar o mesmo modelo liberal desregulado já presente em quase todas as restantes atividades do nosso dia a dia. Como podemos ‘exigir’ ao futebol um modelo solidário, se não o fazemos a outras atividades bem mais importantes para a vida de todos?
P.S. Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, já repudiou a possibilidade de existência de uma Super Liga europeia. Aposto que a seguir vai explicar como repartirá com os clubes os 7 milhões que o novo patrocinador da Liga pagará por cada um dos próximos cinco anos. Ou se calhar o melhor é esperar sentado por essa comunicação...
Treinador dos dragões também realizou a antevisão à partida diante dos verdes e brancos, que se disputa esta segunda-feira, 9 de fevereiro
08 Fev 2026 | 17:00 |
Francesco Farioli realizou, este domingo, 8 de fevereiro, a antevisão ao Porto - Sporting, Clássico que se disputa na próxima segunda-feira, no Estádio Dragão. Entre vários temas, o treinador do emblema nortenho foi questionado sobre as palavras de André Villas-Boas, nas quais o presidente acabou por dar 'favoritismo' aos leões. No entanto, o técnico acha que não foi bem assim.
"Sporting vem de dois campeonatos, com experiência e dinheiro da Liga dos Campeões"
"Acho que as palavras soam de uma maneira se leres, se ouvires acho que o contexto é um bocadinho mais articulado. Nas palavras do presidente, no início ele fala da realidade dos dois clubes, o Sporting vem de dois campeonatos, com experiência e dinheiro da Liga dos Campeões, e nós um clube que se está a reconstruir, a trabalhar duro para levá-lo onde pertence e é onde estamos", começou por dizer Farioli, prosseguindo.
"Estamos todos alinhados"
"Neste caso, mais do que falar do momento, é do período em que estamos. A 15 de julho, quando começamos a temporada, todos pagávamos e assinávamos para estar onde estamos agora, numa boa posição para conquistar a liga, nos oitavos de final da Liga Europa e na corrida pela Taça de Portugal. Estamos onde queríamos, sonhámos e merecemos estar. Os jogos que ganhámos fizemo-lo com o esforço de todos. Expresso o meu agradecimento ao clube pelo trabalho que fizeram nos dois mercados para fazer a equipa sólida, compacta equilibrada em todas as posições. Temos todas as ferramentas para competir nas três competições. Estamos todos alinhados e na mesma página sobre onde e como queremos ir, e especialmente quem queremos ser nos próximos três meses", atirou ainda o técnico do Porto.
Ao cabo de 20 partidas disputadas, os comandados de Rui Borges têm agora 51 pontos e continuam no segundo lugar da tabela classificativa da Liga Portugal Betclic. O Porto soma 55 está no primeiro posto. Já o Benfica é terceiro com 46.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro, também frente ao Porto. O encontro, a contar para a 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, diante da turma liderada por Francesco Farioli, jogar-se-á no Estádio do Dragão, às 20h45.
Internacional português encontra-se ao serviço do Manchester City, por quem já conquistou vários títulos, mas guarda os leões num lugar especial
08 Fev 2026 | 15:41 |
A cumprir a terceira época ao serviço do Manchester City e a quarta na Premier League, Matheus Nunes foi convidado a identificar o momento mais marcante da carreira até ao momento, aos 27 anos, e apontou sem hesitações para a passagem pelo Sporting.
O internacional português destacou a conquista do Campeonato Nacional pelos leões, na temporada 2020/21, como o ponto mais alto do seu percurso, acima de outros troféus conquistados em Portugal e também em Inglaterra, onde soma três títulos pelos citizens, incluindo a Premier League em 2023/24 e a Taça Intercontinental em 2024, além da estreia pela Seleção Nacional.
"Acho que diria quando fui campeão pelo Sporting"
"Podia escolher vários momentos, mas eu acho que diria quando fui campeão pelo Sporting", afirmou Matheus Nunes, em entrevista à DAZN, explicando o impacto emocional desse episódio, vivido num contexto ainda marcado pela pandemia. "Quando acabou o jogo, quando o árbitro apitou, eu lembro-me que aquilo ainda estava meio com Covid. Os adeptos ainda não estavam no estádio e eles deixaram dois ou três familiares para poderem estar nos camarotes. Tinham de estar em camarotes individuais, porque não havia contacto com as outras familiares".
O médio recordou ainda a reação após o apito final e o significado familiar desse momento: "E quando acabou o jogo, eu ainda, imagina fui ao chão, não me apercebi muito bem que nós tínhamos sido campeões, e depois olhei para cima, para o camarote. A minha mãe estava lá em cima e aí depois veio tudo abaixo", descreveu.
"Se não foi o momento mais bonito, um dos mais bonitos"
Matheus Nunes explicou que esse instante despertou memórias do seu percurso pessoal e dos sacrifícios feitos ao longo dos anos: "Começaram a vir todos os pensamentos da minha infância. As coisas todas que nós passámos, que ela abdicou para podermos estar a viver aquele momento. Por isso, acho que foi um momento que eu gostei de viver, porque foi, se não o mais bonito, um dos mais bonitos".
Confira o excerto da entrevista:
Emblema verde e branco vai defrontar o primeiro classificado da Liga Portugal Betclic na próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro
08 Fev 2026 | 13:50 |
Antes do encontro válido para a 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, entre Sporting e Porto, Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa ao Clássico. Entre vários temas, abordou o cansaço acumulado, a ambição da equipa para o jogo e o momento de Luis Suárez. Confira tudo o que disse o técnico.
Diferenças para o primeiro clássico com o Porto
"São momentos diferentes. No primeiro jogo foi muito competitivo, podia ter dado para ambos os lados. Agora, são duas equipas já mais adaptadas às ideias do treinador. Acima de tudo, espero um jogo intenso, competitivo e parecido como o da 1.ª volta. Penso que é um jogo importante indiferentemente dos pontos. É só um jogo. Não acho que seja um jogo que vá fazer diferença e não é decisivo"
Resposta a Villas-Boas, que considerou o Sporting em melhor momento
"Vou ser coerente: quem está melhor é quem está na frente. Dada a nossa classificação, estas são as duas melhores equipas, com um melhor momento do Porto. Mas acreditamos nas nossas capacidades de vencer este que acredito que será um bom encontro"
Lesão de Antoine Baroan e a forma como afetou Luis Suárez
"Para todos nós foi um momento difícil. Mexe com toda a gente. Além de um adversário é um colega de profissão. O Luis não tem de se sentir culpado, faz parte. Mas sinto-o motivado, apesar de um pouco amassado. Sobre o jogo, não é decisivo. É importante em termos mentais para o desfecho, mas não decisivo"
Cansaço do prolongamento com o AFS pode pesar?
"A parte física ou mental do cansaço não pode servir de desculpa. Eles vão estar preparados para aquilo que vai ser o jogo. É um jogo grande, que em termos mentais nos torna mais focados - espero eu - e tudo o que ele significa tem de nos motivar. Por isso, os 120 minutos com o AVS não podem ser uma desculpa"
Importância de marcar primeiro e as bolas paradas
"Sobre as bolas paradas, treinámos como contra qualquer outra equipa. Mais do que a parte técnica e de esquemas, o mais forte deles é a parte atlética, com jogadores muito altos. De resto, trabalhámos normalmente, sendo que é um momento em temos estado bem. Sobre a outra parte, o Porto é uma equipa fortíssima a defender, das menos batidas da Europa. É uma equipa muito comprometida, muito intensa, sabe jogar bem em bloco baixo e com grande reação à perda. Em termos ofensivos, também cria oportunidades e é muita agressiva na procura da baliza. Nós também temos as nossas valências a nível ofensivo, aliás somos os melhores a nível nacional. Será um jogo bastante intenso"
"Não vou falar da estratégia do jogo, mas posso dizer que haverá momentos em que estaremos mais altos e noutros mais baixos, também pela qualidade do adversário. O importante é que a equipa vá percebendo o momento do jogo e se vá adaptando"
'Preferido' de Mourinho no Clássico
"Estou focado no Sporting, o que o Mourinho disse tem que ver com a equipa dele. O meu foco é ganhar o nosso jogo"
Mensagem final
"O meu pensamento é ganhar, não penso em mais nada. Somos bicampeões, somos uma grande equipa. Vamos defrontar outra grande equipa, mas aqui só se pensa em ganhar"