Futebol
Jogador que esteve ligado ao Sporting foi a Alvalade ver empate com Arouca e reagiu
21 Set 2026 | 12:34
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Futebol
20 Abr 2021 | 14:01 |
A ameaça andava no ar há mais de duas décadas e esta semana, pela primeira vez, tomou forma: alguns dos clubes mais ricos da Europa anunciaram a intenção de avançar já com uma Super Liga privada, fora do domínio da UEFA, por não encontrarem na atual Liga dos Campeões a resposta às necessidades financeiras e competitivas.
Até agora, este movimento liderado pelos presidentes de Real Madrid e Juventus atuara sempre, e apenas, como fator de pressão junto da UEFA e a verdade é que as sucessivas alterações ao modelo Champions surgiram, uma vez após outra, como resposta a tais ameaças. Criou-se um figurino que garantia na competição pelo menos duas equipas das ligas mais fortes da Europa, depois passou para a possibilidade da entrada a um terceiro clube (playoff de agosto) das seis melhores Ligas, até chegarmos aos dias de hoje em que as quatro principais ligas (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália) colocam diretamente na fase de grupos os quatro primeiros classificados, ficando o 5º e o 6º do ranking com a garantia de duas vagas mais uma (playoff). Os prémios monetários também cresceram de forma significativa, ao ponto de os finalistas da prova conseguirem encaixar verbas acima dos 150 milhões de euros.
Entre o momento em que os clubes de futebol começaram a ser adquiridos por investidores sem qualquer ligação emocional a esses mesmos emblemas ou desporto e o momento atual... era uma questão de tempo. O facto de estarem neste ‘clube privado’ os seis emblemas ingleses mais ricos não é acidental, mas apenas o resultado direto do tipo de investidores que compraram Man. City, Man. United, Chelsea, Tottenham ou Arsenal. Ou, já agora, podemos olhar também aos proprietários de Inter de Milão, AC Milan e Atlético de Madrid, o ‘novo dinheiro’ da China.
As Ligas ‘privadas’, com prémios garantidos na ordem das centenas de milhões, são o ‘sonho molhado’ de qualquer investidor. O desporto profissional nos Estados Unidos baseia-se nesse princípio tão querido à família Glazer, proprietária, por exemplo, dos Tampa Bay Buccaneers (NFL), último vencedor do Super Bowl, mas também do Manchester United. Para os Glazer, ter o Man. United a receber cerca de 300 milhões de euros/ano para participar na Super Liga europeia privada, mas ao mesmo tempo continuar a encaixar os cerca de 150 milhões de libras/ano, por entrar na Premier League inglesa, era o melhor de dois mundos, significava uma receita garantida um pouco abaixo dos 500 milhões de euros/ano. Até podiam começar a gerir o Man. United como Donald Sterling geriu durante muitos anos os LA Clippers (equipa da NBA): orçamentava o total das despesas anuais bem abaixo dos rendimentos garantidos (prémio de participação na NBA, mais bilhetes anuais e patrocínios), arrecadando milhões de dólares em cada um dos 33 anos em que foi proprietário da equipa, até ser banido em 2014 e ter ficado para a história como o pior gestor de desporto nos Estados Unidos (mas provavelmente o mais esperto a enriquecer à custa dos prémios monetários garantidos, porque desprezava os resultados desportivos).
Não sei se este movimento vai mesmo avançar, como ameaça, ou atuar uma vez mais como meio de pressão junto da UEFA. Numa coisa acredito que estou certo: uma liga privada de 15 clubes, na qual entrarão mais 5 a cada ano por convite (está escrito no manifesto de intenções deste grupo) é pouco provável que veja a luz do dia, por uma simples razão: basta a UEFA banir para sempre (ou por um período de 10 anos, por exemplo) das suas provas qualquer equipa que participe uma vez que seja nesta Liga para fazer pensar duas (ou três) vezes qualquer administração. Agora, se este ‘clube do bolinha’ conseguir ter de forma permanente as mesmas 20 equipas é bem provável que possa transformar-se numa realidade e numa Liga de sucesso.
Quando a UEFA diz ter na FIFA um aliado para impedir os jogadores desta futura liga privada de representar as Seleções, pode colocar-se a questão: por acaso os futebolistas da MLS (liga privada e fechada de futebol profissional nos Estados Unidos da América) estão a ter semelhante tratamento? Não. Então, como aceitar dois pesos e duas medidas? Fácil: a MLS é a liga de futebol profissional de uma só nação, dividida em 52 estados, não uma competição que junte equipas de diferentes nações. Ora, esta Super Liga agora anunciada só poderia ser de certa forma comparável à MLS se todos os participantes fossem oriundos de estados da União Europeia, e não são. Logo, a FIFA não poderá ser acusada de ter pesos e medidas diferentes.
Para já, FIFA, UEFA e as federações de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França responderam a este movimento de forma dura e decidida. Mas antes de continuarem a atirar pedras uns aos outros, é bom que tenham o bom senso de parar um pouco e refletir sobre as consequências de uma ‘guerra nuclear’. Por exemplo: que suporte financeiro conseguirá a UEFA garantir para a Liga dos Campeões sem estes 12 clubes? Que suporte financeiro conseguirá a Liga Inglesa para a Premier League se não tiver na prova os seus seis principais clubes? Que suporte financeiro conseguirá a Liga espanhola sem os três emblemas de topo no campeonato? Em limite, que interesse terão, para os patrocinadores e adeptos, os Campeonatos do Mundo e da Europa de seleções sem a participação dos jogadores de elite?
Bem sei que é fácil, nesta questão, estar do lado do ‘normal’ e contestar este movimento de clubes ricos. Pensemos apenas nisto: no século 21, a FIFA só atribuiu Mundiais a países onde fossem construídos vários (ou a totalidade dos 10) estádios; a UEFA quase replicou o modelo de escolha dos países organizadores (exceção feita aos Euros 2016 e 2020). A explicação foi no sentido de criar estruturas desportivas modernas nesses países, e assim surgiram estádios sobredimensionados na Bélgica, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Portugal, Polónia, Ucrânia, Brasil, África do Sul, Rússia e Qatar. Na verdade, o que sucedeu foi uma passagem pornográfica de milhões de euros e dólares para mãos corruptas, por força dos montantes gastos na compra de votos e obras (nestes últimos 20 anos as notícias disso e as condenações em tribunal por corrupção sucederam-se a grande velocidade, pelo menos nos países verdadeiramente preocupados com o fenómeno). FIFA, UEFA e dezenas de federações ganharam mais dinheiro neste século que em toda a sua restante existência. E no entanto fizeram-no sem pagar a mão de obra. Sim, a mão de obra no futebol são os jogadores pagos pelos clubes. Os grandes espetáculos da UEFA e da FIFA são feitos com artistas pagos pelos clubes. De há uns anos a esta parte os clubes passaram a receber umas migalhas pela participação dos jogadores em Mundiais e Europeus. E mesmo essas migalhas tiveram de ser reclamadas por este mesmo movimento de clubes.
Bem pode a UEFA dizer que 90 por cento do dinheiro recebido pela Champions reverte a favor do futebol (não necessariamente a favor dos participantes). Talvez seja chegado o momento de fazer esse montante reverter, sim, e excluindo os custos de organização, para os clubes que ano após ano possibilitam a existência da competição.
Gostava de concluir que no final tudo seguirá como até aqui, apenas com a UEFA a ceder mais uns milhões aos clubes da Champions. Mas desta vez estou mais pessimista. Porque os clubes limitam-se, neste caso, a replicar o mesmo modelo liberal desregulado já presente em quase todas as restantes atividades do nosso dia a dia. Como podemos ‘exigir’ ao futebol um modelo solidário, se não o fazemos a outras atividades bem mais importantes para a vida de todos?
P.S. Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, já repudiou a possibilidade de existência de uma Super Liga europeia. Aposto que a seguir vai explicar como repartirá com os clubes os 7 milhões que o novo patrocinador da Liga pagará por cada um dos próximos cinco anos. Ou se calhar o melhor é esperar sentado por essa comunicação...
Rui Borges tem sido contestado no Clube de Alvalade fruto dos resultados recentes e nome do antigo treinador do Porto acabou por surgir na imprensa
22 Set 2026 | 03:00 |
A possibilidade de Sérgio Conceição assumir o comando técnico do Sporting é de 0%, sabe o Leonino. Apesar de o nome do treinador português ter voltado a surgir associado aos leões na sequência da pressão em torno de Rui Borges, o antigo técnico do Porto não é uma opção para Frederico Varandas.
A informação ganha relevância depois de Nicolò Schira ter colocado Sérgio Conceição entre os possíveis candidatos a suceder ao atual treinador leonino. Contudo, ao que o nosso Jornal apurou, esse cenário não tem qualquer correspondência junto da estrutura do Sporting e não mudaria sequer perante uma eventual saída de Rui Borges.
Para já, de resto, Frederico Varandas decidiu manter a confiança em Rui Borges depois do empate frente ao Arouca (2-2). A SAD analisou o momento da equipa após novo deslize no campeonato, mas entende que a profunda remodelação do plantel obriga a conceder tempo ao técnico para consolidar novas rotinas e inverter os resultados recentes.
Rui Borges continua, por isso, no comando e está preparado para liderar a equipa no regresso da competição, diante do Braga. O treinador sente igualmente que mantém o grupo do seu lado e não equaciona qualquer saída por iniciativa própria, apesar da crescente contestação entre alguns adeptos do Sporting.
Mesmo que o cenário se altere no futuro e a SAD acabe por optar por uma mudança no banco, Sérgio Conceição, livre depois de deixar o Al Ittihad, continuará fora da equação. As divergências acumuladas ao longo dos anos entre o treinador e Frederico Varandas são conhecidas, mas, acima disso, a informação recolhida pelo Leonino é clara: não existe intenção da administração em avançar pelo técnico.
Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino
21 Set 2026 | 17:32 |
Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.
Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"
“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".
Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"
"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".
“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".
Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.
Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico
21 Set 2026 | 17:00 |
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.
Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"
Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.
“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.
Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"
Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".
A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.
Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.