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Neto admite que reza a todos os santinhos para que Abel rume ao Sporting: "Eu pago a viagem"
24 Set 2026 | 15:51
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Futebol
28 Abr 2021 | 11:13 |
Portugal é, em muitos aspetos, um país de ‘virgens ofendidas’ ou ‘beatas de sacristia’, se preferirem. Gente que passa a vida a cometer ou a beneficiar de erros ou ilegalidades, mas nunca deixa de apontar o dedo aos outros; que faz julgamentos sumários sem ouvir as partes, mas acha-se injustiçado mesmo se apanhado em flagrante com o produto do roubo.
No futebol, por toda a exposição pública de que goza, tudo isto se torna ainda mais evidente. E os erros dos árbitros surgem como a grande força motriz que possibilita o movimento desta máquina extremamente pesada. A permanente ‘guerra de propaganda’ que se instalou no futebol português de forma mais evidente desde 2015 vive sobretudo disso e até foi (tem sido) muito fácil tirar proveito dessas emoções negativas dos adeptos porque, uns mais outros menos, todos fomos formatados a aceitar como verdade absoluta que os árbitros erram de propósito para prejudicar as nossas equipas (falando aqui principalmente nos três grandes, como é evidente). Quem pensa e diz que este clima é prejudicial ao negócio futebol, certamente desconhece que é precisamente o extremar de posições que eleva as emoções dos adeptos ao ponto de se disponibilizarem mais no apoio às suas cores. Basta analisar os números de bilhética e merchandising conseguidos pelos três grandes entre 15/16 e 18/19 para perceberem que assim é.
Como devem calcular, estes métodos são perversos e acabam por fazer vítimas. As primeiras são os árbitros, óbvio, mas volta não volta acabam por acontecer alguns danos colaterais. Ao longo dos anos (décadas, até), as pessoas ligadas à Comunicação Social foram quem mais se tornou no ‘dano colateral’. Fosse à mão de agentes diretos do futebol, fosse à mão de adeptos. A frustração do resultado de um jogo e a culpabilização do árbitro passam para o lado de fora dos estádios. E quem está ali mais à mão é... o jornalista ou o operador de câmara. Esta semana sucedeu em Moreira de Cónegos e só teve honras de abertura de noticiários porque houve imagem e som a testemunhar. E porque envolveu, ainda que de forma indireta, um clube grande, claro. Noutras ocasiões acontece sem esse testemunho direto e em clubes de menor expressão, logo o impacto fica perto do zero. Uma nota de repúdio por parte do Sindicato de Jornalistas, à qual quase ninguém presta atenção, e está feito. Nem a PGR abre inquéritos.
Antes de mais é bom que deixemos de ser hipócritas ao atirar pedras aos outros, quando todos os intervenientes neste ‘jogo’ têm telhados de vidro, instalados há várias décadas. Só que nos últimos anos passou tudo a ser mais ‘público’, logo com maior impacto.
Na génese desta questão está o clima de ódio aos árbitros, algo transversal aos adeptos de futebol (e os dirigentes antes de o serem já seguiam o jogo como adeptos), independentemente do emblema que defendam, independentemente do nível de escolaridade que possuam ou do êxito profissional e social de que gozem. Só que uns estão mais expostos na linha da frente, nas bancadas, enquanto outros estão resguardados nos camarotes (onde por vezes fazem figuras muito tristes) ou no aconchego do sofá onde as críticas ao árbitro acontecem em privado.
Aos que defendem uma regeneração no quadro de dirigentes do futebol, como forma de alterar este estado de permanente tensão, um conhecido benfiquista, Vasco Mendonça (ou Azar do Kralj, alcunha pela qual muitos o identificam) já respondeu de forma certeira, pelo que vou citá-lo: “Claro que há lugar para esta gente. Lugar cativo. Vitalício. O futebol português é, em grande medida, esta gente. Sem essa gente não sei sequer se haveria futebol português.” Não leio o “esta gente”, como algo negativo. Claro que o futebol português existiria, mas o FC Porto teria atingido tamanho êxito sem Pinto da Costa?, o Benfica teria conseguido reerguer-se desta forma sem Luís Filipe Vieira?, o Sp. Braga teria ganho tal dimensão sem António Salvador? E falo apenas destes nomes por serem aqueles a quem, de uma forma geral, os adeptos atribuem mais ações polémicas ao longo dos anos.
Não me agrada que nas redes sociais os adeptos do meu Clube, o Sporting, estejam de forma constante, e antes dos jogos, a considerar que a equipa vai ser ‘roubada’ pelo árbitro que foi nomeado (seja ele qual for). Mas, apesar de na época corrente o Sporting não ter nem mais nem menos queixas que os principais adversários, compreendo tal ‘estado de alma’, porque o mesmo foi forjado ao longo de décadas em que o normal era, realmente, ver o Sporting ser travado pelos árbitros. Essa mancha levará muitos anos a lavar, se é que alguma vez irá mesmo deixar de se ver no tecido associativo leonino.
Claro que também compreendo a frustração dos adeptos portistas. Afinal, foram tantos anos de ajuda extra que agora torna-se ‘estranho’ ver a regra do erro, à qual estavam imunes, aplicar-se-lhes de forma igual. Nisto do erro, gosto de ver a democracia em pleno: é igual para todos. Não gostava era quando essa ‘lei’ só se aplicava no caso das camisolas serem listadas a verde e branco.
Há poucos anos, acreditei, de forma ingénua é verdade, que o VAR contribuísse decisivamente para atenuar este clima de desconfiança permanente. Para mim era evidente: o árbitro não viu, ou não quis ver, mas o VAR corrigirá o erro através da visualização do lance a partir de vários ângulos. Hoje sinto-me frustrado e iludido. Afinal, parece que para desempenhar o papel de VAR são nomeados alguns dos mais incompetentes. Em vez de melhorar, tudo piorou. Porque se alguns adeptos ainda aceitavam o erro, por ser humano, agora fica muito difícil aceitar que o VAR não veja o mesmo que eu (neste caso, qualquer adepto). Olhemos ao Sp. Braga-Sporting: aceito que Artur Soares Dias não tenha percebido a gravidade da entrada de sola por parte de Fransérgio sobre a perna de Palhinha, por isso só deu amarelo. Já não aceito que o VAR não o alertasse para ver as imagens, porque era falta mais grave que isso. Agora vejamos o Moreirense-FC Porto: acredito que Hugo Miguel, do local onde se encontrava, não tivesse julgado como falta a ação de Abdu Conté sobre Francisco Conceição na área dos da casa, mas não aceito a incompetência do VAR ao não ver o óbvio, a falta para grande penalidade.
Este tipo de lances quando implicam com o resultado final geram frustração. E por vezes, infelizmente, a frustração gera agressão. Quase sempre verbal, menos mal, mas por vezes também física. Mesmo que a vítima nada tenha a ver com a história. É o lado irracional do futebol, que existe e existirá sempre, não se iludam.
Nós, sportinguistas, também já vimos este ano um momento dessa frustração. Foi em Famalicão e deu origem ao ‘onde vai um, vão todos’. Lá está, jogadores, treinadores e dirigentes entenderam que um erro do árbitro tinha custado a vitória e reagiram mal na zona dos balneários.
Durante algum tempo a Sport TV teve como política, a pedido da Liga, não mostrar cenas em que os jogadores ou treinadores estivessem pegados uns com os outros. Era para não dar uma imagem negativa do futebol português. Ou a forma hipócrita como os portugueses muito gostam de ‘esconder o sol com a peneira’. Ora, essa mesma Sport TV instituiu um programa logo após os jogos em que um personagem com curso de árbitro faz de VAR. Portanto, o canal que mais devia defender o futebol da Liga, é o mesmo que ajuda ao ‘desporto nacional’: julgar o árbitro. Compreendo a decisão. Afinal, o espaço televisivo para o futebol já é mais ocupado com questões de arbitragem do que qualquer outro assunto. Logo, a Sport TV limitou-se a fazer o jogo da concorrência, tentando ser, de alguma forma, mais educadora que acusadora. Mas a questão de fundo mantém-se: canais de TV e jornais continuam a amplificar de forma brutal os erros de arbitragem e querem ignorar que isso contribui de forma decisiva para formatar a opinião pública de que ‘a culpa é do árbitro?’. Na terça-feira, um jornal desportivo publicou uma frase de um adepto do FC Porto em que ele só diz isto: “Hugo Miguel é um vendido, foi comprado para roubar o FC Porto!’. Ora, o jornalista pode ouvir os adeptos que quiser, mas também tem de saber filtrar aquilo que é dito. Esta frase na boca de um dirigente seria de uma gravidade tal que teria de ser publicada para que daí pudessem resultar consequências para o autor. Na boca de um adepto é apenas uma idiotice dita num momento de frustração e mesmo que Hugo Miguel o tente processar o juiz vai decidir, como outros já o fizeram, que é ‘linguagem tida como normal no mundo particular do futebol’. Mas a verdade é que frases destas ajudam imenso a formar a opinião de outros adeptos.
Percebam: a ‘culpa’ não está nas televisões e jornais que fazem autênticas ‘autópsias’ ao trabalho dos árbitros. Não está no comportamento dos dirigentes, treinadores ou jogadores que são colocados em causa na sequência desses mesmos julgamentos errados por parte dos árbitros e VAR’s. Não lhes peçam que comam e calem. Tudo começa nos erros inadmissíveis que se sucedem nos jogos ou depois dos mesmos. De TODAS as equipas. Portanto, os presidentes da Liga e FPF em vez de andarem constantemente com discursos da treta a distribuir culpas e responsabilidades, que sejam honestos ao ponto de olhar para dentro das suas instituições, que identifiquem quem são os incompetentes nas áreas da arbitragem e disciplina e os substituam. Se não o conseguirem ou não o quiserem fazer, pelo menos tenham a decência de se calar, porque para conversas hipócritas já todos os adeptos deram.
Quanto aos árbitros: meus caros, percebam de uma vez por todas que se vocês não se ajudarem, ninguém o fará por vós.
Treinador do Clube de Alvalade não contou com 17 jogadores da equipa principal, que se encontram ao serviço dos respetivos países
24 Set 2026 | 17:26 |
O Sporting regressou esta quinta-feira aos trabalhos na Academia Cristiano Ronaldo, numa sessão marcada pelas muitas ausências provocadas pela pausa para os compromissos das seleções. Rui Borges não contou com 17 jogadores da equipa principal, que se encontram ao serviço dos respetivos países.
O treinador leonino teve à disposição os guarda-redes Kaique, Diego Callai e Francisco Silva, o defesa Eduardo Quaresma, os médios Sergi Altimira, João Simões e Pedro Lima e ainda o extremo Luís Guilherme. Perante este cenário, Rui Borges chamou cinco jogadores da equipa B para completar o grupo de trabalho.
Entre os 'reforços' da sessão estiveram os defesas Lucas Taibo e Rodrigo Dias, o médio Samuel Justo e os criativos Paulo Cardoso e Mauro Couto. O avançado de 20 anos foi, assim, uma das novidades, numa altura em que o mesmo acaba contrato no final da época e esteve perto de sair na última janela.
No boletim clínico, não há alterações de relevo. Ibrahima Ba continua a recuperar da recaída de uma lesão no joelho direito, embora já esteja na fase final do processo de recuperação. Moncef Zekri permanece igualmente entregue ao departamento médico, neste caso devido a um problema muscular, enquanto Nuno Santos continua afastado dos relvados, depois de ter ficado de fora desde a temporada passada.
O Sporting volta a treinar na sexta-feira, novamente durante a manhã e na Academia Cristiano Ronaldo. Rui Borges terá mais uma oportunidade para trabalhar com um grupo condicionado pela paragem internacional, enquanto aguarda pelo regresso dos jogadores chamados às respetivas seleções.
Presidente do Porto aproveita o primeiro lugar no campeonato nacional para disparar em todas as direções, incluindo ao Clube de Alvalade
24 Set 2026 | 16:45 |
André Villas-Boas, presidente do Porto, abordou o reconhecimento internacional à qualidade dos jogadores do emblema azul e branco e deixou o que parece ser uma pequena referência provocatória à transferência de Pote, do Sporting para a Fiorentina, tendo em conta os valores dos jogadores muitas vezes falados.
A. V. Boas: "O Porto dispõe hoje do plantel mais valioso da sua história"
"O Porto dispõe hoje do plantel mais valioso da sua história, do jogador mais valioso do campeonato e de uma combinação de juventude, experiência internacional e formação da casa que nos dá motivos para acreditar. Preservar o núcleo competitivo da equipa campeã, reforçá-lo e continuar a valorizar os seus jogadores é parte do trabalho de construção de um clube mais forte e sustentável", começa por dizer, em mais uma edição da Revista Dragões.
De seguida, partiu para o ataque. "Curiosamente, aquilo que merece reconhecimento fora de portas provoca cegueira e coceira entre os especialistas do "Manto Marrom". Passaram o verão a fazer contas às nossas dificuldades financeiras e agora parecem particularmente incomodados por nos verem conservar talento e somar vitórias. Há avaliações que sobem com a camisola certa e desvalorizam o vizinho por obrigação editorial. Entre os potes dos sorteios e os preços que se atribuem ao talento, fica a pergunta: quanto vale um Pote? A resposta não pode depender da cor do cachecol de quem segura a calculadora", disparou.
André Villas-Boas referia-se a uma ideia partilhada publicamente por Frederico Varandas em fevereiro de 2025. "O mercado de janeiro é extremamente difícil, extremamente caro, o Manchester City pagou 60 milhões de euros pelo Nico González, quanto custaria um Pedro Gonçalves?", questionou, na altura.
Um ano e meio depois, o Clube emprestou Pote à Fiorentina, num negócio de 2,5 milhões de euros fixos, podendo receber mais 22,5 milhões caso a equipa italiana se veja obrigada a comprar a totalidade do passe do jogador. Para isso é preciso que o internacional português dispute 50% dos jogos, alinhando mais de 45 minutos.
Técnico continua ligado ao atual clube, mas é visto como uma das possibilidades para o comando técnico dos leões, em caso de saída de Rui Borges
24 Set 2026 | 16:13 |
Leonardo Jardim, apontado como uma das opções para o banco do Sporting, foi sancionado pela CONMEBOL na sequência de um atraso no recomeço do encontro entre Flamengo e Independiente del Valle, disputado a 10 de setembro, em Quito, para a Libertadores. A equipa brasileira venceu a partida (2-0), mas o incidente acabou por trazer consequências para o treinador português.
A decisão determina uma multa de 40 mil dólares, cerca de 35 mil euros, para Leonardo Jardim. O Flamengo também foi castigado pelo mesmo episódio, tendo de pagar 60 mil dólares, aproximadamente 53 mil euros. Os montantes serão descontados das verbas que o clube brasileiro tem a receber através de direitos de transmissão e patrocínios.
A sanção aplicada resulta do regulamento disciplinar da Libertadores, que prevê multas para técnicos e clubes quando existem atrasos no reatamento dos encontros, sobretudo nas fases a eliminar. Nos quartos de final, a regulamentação estabelece uma penalização mínima de 15 mil dólares para o treinador e de 20 mil para o clube por cada minuto de atraso.
Além desta multa, o Flamengo recebeu uma advertência pelo incumprimento dos procedimentos relativos às flash interviews e à zona mista. O clube justificou o sucedido com a distância e as escadas existentes entre os balneários e a zona destinada às entrevistas, que dificultaram a passagem dos jogadores. O protocolo obriga todos os futebolistas a atravessarem a zona mista, mesmo quando não prestam declarações.
O treinador português continua ligado ao Flamengo, mas é apontado como uma das possibilidades para o comando técnico dos leões, caso o clube venha a procurar uma alternativa para Rui Borges. A decisão da CONMEBOL ainda pode ser contestada através de recurso.