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Bomba! Marinakis quer voltar a pescar no Sporting e abre negociações por Luis Suárez
25 Ago 2026 | 11:34
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Futebol
28 Abr 2021 | 11:13 |
Portugal é, em muitos aspetos, um país de ‘virgens ofendidas’ ou ‘beatas de sacristia’, se preferirem. Gente que passa a vida a cometer ou a beneficiar de erros ou ilegalidades, mas nunca deixa de apontar o dedo aos outros; que faz julgamentos sumários sem ouvir as partes, mas acha-se injustiçado mesmo se apanhado em flagrante com o produto do roubo.
No futebol, por toda a exposição pública de que goza, tudo isto se torna ainda mais evidente. E os erros dos árbitros surgem como a grande força motriz que possibilita o movimento desta máquina extremamente pesada. A permanente ‘guerra de propaganda’ que se instalou no futebol português de forma mais evidente desde 2015 vive sobretudo disso e até foi (tem sido) muito fácil tirar proveito dessas emoções negativas dos adeptos porque, uns mais outros menos, todos fomos formatados a aceitar como verdade absoluta que os árbitros erram de propósito para prejudicar as nossas equipas (falando aqui principalmente nos três grandes, como é evidente). Quem pensa e diz que este clima é prejudicial ao negócio futebol, certamente desconhece que é precisamente o extremar de posições que eleva as emoções dos adeptos ao ponto de se disponibilizarem mais no apoio às suas cores. Basta analisar os números de bilhética e merchandising conseguidos pelos três grandes entre 15/16 e 18/19 para perceberem que assim é.
Como devem calcular, estes métodos são perversos e acabam por fazer vítimas. As primeiras são os árbitros, óbvio, mas volta não volta acabam por acontecer alguns danos colaterais. Ao longo dos anos (décadas, até), as pessoas ligadas à Comunicação Social foram quem mais se tornou no ‘dano colateral’. Fosse à mão de agentes diretos do futebol, fosse à mão de adeptos. A frustração do resultado de um jogo e a culpabilização do árbitro passam para o lado de fora dos estádios. E quem está ali mais à mão é... o jornalista ou o operador de câmara. Esta semana sucedeu em Moreira de Cónegos e só teve honras de abertura de noticiários porque houve imagem e som a testemunhar. E porque envolveu, ainda que de forma indireta, um clube grande, claro. Noutras ocasiões acontece sem esse testemunho direto e em clubes de menor expressão, logo o impacto fica perto do zero. Uma nota de repúdio por parte do Sindicato de Jornalistas, à qual quase ninguém presta atenção, e está feito. Nem a PGR abre inquéritos.
Antes de mais é bom que deixemos de ser hipócritas ao atirar pedras aos outros, quando todos os intervenientes neste ‘jogo’ têm telhados de vidro, instalados há várias décadas. Só que nos últimos anos passou tudo a ser mais ‘público’, logo com maior impacto.
Na génese desta questão está o clima de ódio aos árbitros, algo transversal aos adeptos de futebol (e os dirigentes antes de o serem já seguiam o jogo como adeptos), independentemente do emblema que defendam, independentemente do nível de escolaridade que possuam ou do êxito profissional e social de que gozem. Só que uns estão mais expostos na linha da frente, nas bancadas, enquanto outros estão resguardados nos camarotes (onde por vezes fazem figuras muito tristes) ou no aconchego do sofá onde as críticas ao árbitro acontecem em privado.
Aos que defendem uma regeneração no quadro de dirigentes do futebol, como forma de alterar este estado de permanente tensão, um conhecido benfiquista, Vasco Mendonça (ou Azar do Kralj, alcunha pela qual muitos o identificam) já respondeu de forma certeira, pelo que vou citá-lo: “Claro que há lugar para esta gente. Lugar cativo. Vitalício. O futebol português é, em grande medida, esta gente. Sem essa gente não sei sequer se haveria futebol português.” Não leio o “esta gente”, como algo negativo. Claro que o futebol português existiria, mas o FC Porto teria atingido tamanho êxito sem Pinto da Costa?, o Benfica teria conseguido reerguer-se desta forma sem Luís Filipe Vieira?, o Sp. Braga teria ganho tal dimensão sem António Salvador? E falo apenas destes nomes por serem aqueles a quem, de uma forma geral, os adeptos atribuem mais ações polémicas ao longo dos anos.
Não me agrada que nas redes sociais os adeptos do meu Clube, o Sporting, estejam de forma constante, e antes dos jogos, a considerar que a equipa vai ser ‘roubada’ pelo árbitro que foi nomeado (seja ele qual for). Mas, apesar de na época corrente o Sporting não ter nem mais nem menos queixas que os principais adversários, compreendo tal ‘estado de alma’, porque o mesmo foi forjado ao longo de décadas em que o normal era, realmente, ver o Sporting ser travado pelos árbitros. Essa mancha levará muitos anos a lavar, se é que alguma vez irá mesmo deixar de se ver no tecido associativo leonino.
Claro que também compreendo a frustração dos adeptos portistas. Afinal, foram tantos anos de ajuda extra que agora torna-se ‘estranho’ ver a regra do erro, à qual estavam imunes, aplicar-se-lhes de forma igual. Nisto do erro, gosto de ver a democracia em pleno: é igual para todos. Não gostava era quando essa ‘lei’ só se aplicava no caso das camisolas serem listadas a verde e branco.
Há poucos anos, acreditei, de forma ingénua é verdade, que o VAR contribuísse decisivamente para atenuar este clima de desconfiança permanente. Para mim era evidente: o árbitro não viu, ou não quis ver, mas o VAR corrigirá o erro através da visualização do lance a partir de vários ângulos. Hoje sinto-me frustrado e iludido. Afinal, parece que para desempenhar o papel de VAR são nomeados alguns dos mais incompetentes. Em vez de melhorar, tudo piorou. Porque se alguns adeptos ainda aceitavam o erro, por ser humano, agora fica muito difícil aceitar que o VAR não veja o mesmo que eu (neste caso, qualquer adepto). Olhemos ao Sp. Braga-Sporting: aceito que Artur Soares Dias não tenha percebido a gravidade da entrada de sola por parte de Fransérgio sobre a perna de Palhinha, por isso só deu amarelo. Já não aceito que o VAR não o alertasse para ver as imagens, porque era falta mais grave que isso. Agora vejamos o Moreirense-FC Porto: acredito que Hugo Miguel, do local onde se encontrava, não tivesse julgado como falta a ação de Abdu Conté sobre Francisco Conceição na área dos da casa, mas não aceito a incompetência do VAR ao não ver o óbvio, a falta para grande penalidade.
Este tipo de lances quando implicam com o resultado final geram frustração. E por vezes, infelizmente, a frustração gera agressão. Quase sempre verbal, menos mal, mas por vezes também física. Mesmo que a vítima nada tenha a ver com a história. É o lado irracional do futebol, que existe e existirá sempre, não se iludam.
Nós, sportinguistas, também já vimos este ano um momento dessa frustração. Foi em Famalicão e deu origem ao ‘onde vai um, vão todos’. Lá está, jogadores, treinadores e dirigentes entenderam que um erro do árbitro tinha custado a vitória e reagiram mal na zona dos balneários.
Durante algum tempo a Sport TV teve como política, a pedido da Liga, não mostrar cenas em que os jogadores ou treinadores estivessem pegados uns com os outros. Era para não dar uma imagem negativa do futebol português. Ou a forma hipócrita como os portugueses muito gostam de ‘esconder o sol com a peneira’. Ora, essa mesma Sport TV instituiu um programa logo após os jogos em que um personagem com curso de árbitro faz de VAR. Portanto, o canal que mais devia defender o futebol da Liga, é o mesmo que ajuda ao ‘desporto nacional’: julgar o árbitro. Compreendo a decisão. Afinal, o espaço televisivo para o futebol já é mais ocupado com questões de arbitragem do que qualquer outro assunto. Logo, a Sport TV limitou-se a fazer o jogo da concorrência, tentando ser, de alguma forma, mais educadora que acusadora. Mas a questão de fundo mantém-se: canais de TV e jornais continuam a amplificar de forma brutal os erros de arbitragem e querem ignorar que isso contribui de forma decisiva para formatar a opinião pública de que ‘a culpa é do árbitro?’. Na terça-feira, um jornal desportivo publicou uma frase de um adepto do FC Porto em que ele só diz isto: “Hugo Miguel é um vendido, foi comprado para roubar o FC Porto!’. Ora, o jornalista pode ouvir os adeptos que quiser, mas também tem de saber filtrar aquilo que é dito. Esta frase na boca de um dirigente seria de uma gravidade tal que teria de ser publicada para que daí pudessem resultar consequências para o autor. Na boca de um adepto é apenas uma idiotice dita num momento de frustração e mesmo que Hugo Miguel o tente processar o juiz vai decidir, como outros já o fizeram, que é ‘linguagem tida como normal no mundo particular do futebol’. Mas a verdade é que frases destas ajudam imenso a formar a opinião de outros adeptos.
Percebam: a ‘culpa’ não está nas televisões e jornais que fazem autênticas ‘autópsias’ ao trabalho dos árbitros. Não está no comportamento dos dirigentes, treinadores ou jogadores que são colocados em causa na sequência desses mesmos julgamentos errados por parte dos árbitros e VAR’s. Não lhes peçam que comam e calem. Tudo começa nos erros inadmissíveis que se sucedem nos jogos ou depois dos mesmos. De TODAS as equipas. Portanto, os presidentes da Liga e FPF em vez de andarem constantemente com discursos da treta a distribuir culpas e responsabilidades, que sejam honestos ao ponto de olhar para dentro das suas instituições, que identifiquem quem são os incompetentes nas áreas da arbitragem e disciplina e os substituam. Se não o conseguirem ou não o quiserem fazer, pelo menos tenham a decência de se calar, porque para conversas hipócritas já todos os adeptos deram.
Quanto aos árbitros: meus caros, percebam de uma vez por todas que se vocês não se ajudarem, ninguém o fará por vós.
Internacional moçambicano é visto como um dos ativos que podem deixar o Clube de Alvalade neste mercado de transferências e há novidades
25 Ago 2026 | 13:12 |
Geny Catamo continua no topo da lista de alvos do Sunderland para reforçar o ataque, mas as negociações com o Sporting estão longe de ser simples. O extremo moçambicano vê com bons olhos uma mudança para a Premier League, embora os ingleses ainda não estejam dispostos a satisfazer as exigências leoninas.
Segundo Scott Wilson, o Sunderland considera elevados os 40 milhões de euros fixos pedidos pelo Sporting para abrir mão do camisola 10. Os dois clubes continuam em diálogo, mas a equipa negocial dos Black Cats não alterou a posição nos últimos dias.
Do lado do jogador, a vontade de experimentar o futebol inglês já terá sido transmitida ao Sunderland pelos representantes de Geny Catamo em várias ocasiões. Ainda assim, o extremo não pretende forçar uma saída e continua totalmente integrado nas opções de Rui Borges.
O Sporting mantém uma posição firme, sobretudo pela importância que o moçambicano assumiu no arranque da temporada e pela proximidade do fecho do mercado. Qualquer saída obrigaria ainda a estrutura a encontrar rapidamente uma alternativa para o setor ofensivo.
O dossiê poderá, por isso, arrastar-se até muito perto do prazo final da janela de transferências da próxima semana. Sunderland e Sporting continuam em contacto, mas será necessário aproximar posições para que a transferência de Geny Catamo possa avançar.
Guarda-redes titular dos verdes e brancos já estará 'avisado' de que terá de lutar para garantir a sua continuidade na baliza dos leões
25 Ago 2026 | 12:47 |
Kaique Pereira vai ser reforço do Sporting para as próximas cinco temporadas e chega a Alvalade com ambição para ter impacto imediato. O guarda-redes brasileiro não é visto apenas como uma solução de futuro e terá a missão de disputar espaço com Rui Silva já em 2026/27.
A SAD avançou para o mercado depois de perceber que João Virgínia pretendia sair para jogar com maior regularidade. Aos 23 anos, Kaique surge como uma opção capaz de responder no presente, mas também com margem de crescimento suficiente para assumir maior protagonismo nos próximos anos.
Os relatórios recolhidos pelos leões deixaram boas referências. Além dos 1,93 metros, o brasileiro agradou pela presença física e, sobretudo, pela tranquilidade demonstrada entre os postes, características valorizadas pela equipa técnica.
Kaique conhece igualmente a realidade do futebol português, depois das passagens por Farense e Nacional. Apesar de não ser primeira opção de Abel Ferreira no Palmeiras, o internacional sub-20 brasileiro acredita que pode conquistar espaço neste regresso a Portugal.
Rui Silva continua a partir na frente na hierarquia da baliza do Sporting, mas Kaique não chega apenas para lhe fazer sombra. O brasileiro pretende lutar diretamente pela titularidade e, ao mesmo tempo, aproveitar a experiência do internacional português de 32 anos para acelerar a adaptação e evolução em Alvalade.
Tudo indica que o treinador dos verdes e brancos terá mais uma opção às suas ordens nos trabalhos realizado na Academia esta terça-feira
25 Ago 2026 | 12:14 |
Moncef Zekri está pronto para se tornar oficialmente jogador do Sporting. O lateral-esquerdo de 17 anos completou com sucesso os exames médicos e testes físicos realizados na segunda-feira e já poderá juntar-se ao trabalho orientado por Rui Borges esta terça-feira.
Segundo o jornal Record, o internacional sub-17 por Marrocos, que aterrou em Lisboa no passado domingo, será oficializado pelos verdes e brancos ao longo desta terça-feira. Desta forma, o técnico leonino contará com mais uma cara nova no regresso do plantel aos treinos.
O Sporting vai pagar 3 milhões de euros fixos ao Mechelen pela contratação do jovem defesa. O negócio contempla ainda mais um milhão de euros dependente da concretização de determinados objetivos, nesta que será o nono reforço dos leões.
Zekri chega a Alvalade para ser alternativa a Maxi Araújo no lado esquerdo da defesa, embora a aposta dos responsáveis leoninos seja também feita numa perspetiva de médio e longo prazo, tendo em conta a margem de progressão do jogador.
Ultrapassados então os últimos procedimentos médicos e físicos, o marroquino fica agora totalmente disponível para começar a trabalhar às ordens de Rui Borges e iniciar o processo de adaptação ao plantel principal do Sporting.