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Clube
23 Mar 2021 | 12:03 |
Há um ano, no final da jornada 24, o FC Porto liderava a Liga com 60 pontos. Atualmente, o Sporting é o primeiro classificado com 64, ou seja, aumentou em 4 pontos o ‘valor’ do 1º lugar. Este dado responde de forma inequívoca à questão sobre se os Leões estão ou não a beneficiar de uma concorrência mais fraca. É o contrário: foi o Sporting quem enfraqueceu os concorrentes mais próximos. Desde logo porque empatou os confrontos com o FC Porto (há um ano perdeu os dois) e só aí retirou ao ainda campeão nacional 4 pontos, somando dois, e estabelecendo 6 pontos de diferença entre as duas temporadas.
O Sporting soma ao fim destas 24 jornadas mais 22 pontos do que há um ano! O FC Porto perde 6 de um campeonato para o outro e o Benfica está 8 abaixo. E se já vimos que os portistas perdem 4 desses 6 pontos à custa do Sporting, vale a pena referir que os outros 2 os perdeu para o Benfica (empate no Dragão em vez de vitória). Já o Benfica apenas perdeu 3 para o Sporting (derrota em Alvalade em vez de vitória), mas também ainda falta um confronto.
Para se perceber o que significa fazer mais 22 pontos do que na época anterior, basta referir isto: o magnífico Paços de Ferreira subiu exatamente os mesmos 22 pontos, mas depois os maiores ganhos foram conseguidos por Portimonense (+7) e Sp. Braga (+4). Ou seja, aumentar em muito a pontuação de um campeonato para o outro é algo raro. Como também descer de forma exagerada é algo anormal. Neste capítulo, Famalicão (-14) e Rio Ave (-11) estão a ser ‘vítimas’ daquilo que de invulgar conseguiram há um ano. Já as quebras de Benfica (-8) e Boavista (-8) são mais difíceis de explicar porque em 19/20 nem tinham pontuações especialmente altas.
Depois de uma pincelada no ‘geral’ da prova, voltemos a centrar-nos naquilo que interessa: o super Sporting. Super porque lidera com 10 pontos de avanço; super porque é a única equipa da Liga sem derrotas; super porque soma 64 pontos e está em linha com uma pontuação final que pode vir a ser a maior da sua história (86 em 15/16) ou da Liga a 3 pontos por vitória (88 em 15/16 e 17/18). São os 'supernúmeros' do Sporting que fazem a concorrência parecer mais fraca do que o é na realidade. Até porque o FC Porto tem ainda a possibilidade de acumular mais pontos do que há um ano e não ser campeão; como o Benfica ainda pode aumentar em quatro o acumulado de 19/20 e nem ser segundo como foi; o Sp. Braga, então, vai superar à vontade os 60 pontos de há um ano e dificilmente repetirá a 3ª posição. Ou seja: todos podem melhorar em relação a 19/20, mas nenhum se aproximará, sequer, dos ganhos leoninos... simplesmente porque nas 24 jornadas desta Liga já somou 64 pontos contra os 60 que fez nas 34 da época passada! É a prova de que pode passar-se do Inferno ao Céu no espaço de um ano. E vice-versa...
Sobre a Liga, e aproveitando esta paragem, referir um dado preocupante: neste momento, existem seis equipas que estão com uma pontuação abaixo da média de 1 ponto por jogo (há um ano eram três e apenas duas falharam essa média que garante a permanência). Este equilíbrio e emoção pela fuga à despromoção está a ocorrer por aumento de incompetência quando o ideal seria estar a dar-se à conta de uma subida de valor das equipas. Tal falta de qualidade/capacidade é perigosa para a Liga.
P.S. Frente ao V. Guimarães, Rúben Amorim transformou o miúdo Essugo no mais jovem de sempre a vestir a listada verde e branca em provas oficiais. Superou o recorde que pertencia a Santamaria, lançado em 98/99 por Mirko Josic. Este é o tipo de ‘recordes’ que não me dizem nada. Espero e desejo, claro, que Essugo tenha valor para justificar tal entrada na história do Sporting. Porque Santamaria arriscava ficar a vida toda marcado apenas por um dado curioso, já que a carreira dele, após tão mediática e histórica estreia fez-se entre FC Marco, Estrela da Amadora, Olhanense, Ponferradina (Espanha), Pinhalnovense, Paphos (Chipre) Alki Larnaca (Chipre), Lourinhanense e Alta de Lisboa.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52