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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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23 Mar 2021 | 12:03 |
Há um ano, no final da jornada 24, o FC Porto liderava a Liga com 60 pontos. Atualmente, o Sporting é o primeiro classificado com 64, ou seja, aumentou em 4 pontos o ‘valor’ do 1º lugar. Este dado responde de forma inequívoca à questão sobre se os Leões estão ou não a beneficiar de uma concorrência mais fraca. É o contrário: foi o Sporting quem enfraqueceu os concorrentes mais próximos. Desde logo porque empatou os confrontos com o FC Porto (há um ano perdeu os dois) e só aí retirou ao ainda campeão nacional 4 pontos, somando dois, e estabelecendo 6 pontos de diferença entre as duas temporadas.
O Sporting soma ao fim destas 24 jornadas mais 22 pontos do que há um ano! O FC Porto perde 6 de um campeonato para o outro e o Benfica está 8 abaixo. E se já vimos que os portistas perdem 4 desses 6 pontos à custa do Sporting, vale a pena referir que os outros 2 os perdeu para o Benfica (empate no Dragão em vez de vitória). Já o Benfica apenas perdeu 3 para o Sporting (derrota em Alvalade em vez de vitória), mas também ainda falta um confronto.
Para se perceber o que significa fazer mais 22 pontos do que na época anterior, basta referir isto: o magnífico Paços de Ferreira subiu exatamente os mesmos 22 pontos, mas depois os maiores ganhos foram conseguidos por Portimonense (+7) e Sp. Braga (+4). Ou seja, aumentar em muito a pontuação de um campeonato para o outro é algo raro. Como também descer de forma exagerada é algo anormal. Neste capítulo, Famalicão (-14) e Rio Ave (-11) estão a ser ‘vítimas’ daquilo que de invulgar conseguiram há um ano. Já as quebras de Benfica (-8) e Boavista (-8) são mais difíceis de explicar porque em 19/20 nem tinham pontuações especialmente altas.
Depois de uma pincelada no ‘geral’ da prova, voltemos a centrar-nos naquilo que interessa: o super Sporting. Super porque lidera com 10 pontos de avanço; super porque é a única equipa da Liga sem derrotas; super porque soma 64 pontos e está em linha com uma pontuação final que pode vir a ser a maior da sua história (86 em 15/16) ou da Liga a 3 pontos por vitória (88 em 15/16 e 17/18). São os 'supernúmeros' do Sporting que fazem a concorrência parecer mais fraca do que o é na realidade. Até porque o FC Porto tem ainda a possibilidade de acumular mais pontos do que há um ano e não ser campeão; como o Benfica ainda pode aumentar em quatro o acumulado de 19/20 e nem ser segundo como foi; o Sp. Braga, então, vai superar à vontade os 60 pontos de há um ano e dificilmente repetirá a 3ª posição. Ou seja: todos podem melhorar em relação a 19/20, mas nenhum se aproximará, sequer, dos ganhos leoninos... simplesmente porque nas 24 jornadas desta Liga já somou 64 pontos contra os 60 que fez nas 34 da época passada! É a prova de que pode passar-se do Inferno ao Céu no espaço de um ano. E vice-versa...
Sobre a Liga, e aproveitando esta paragem, referir um dado preocupante: neste momento, existem seis equipas que estão com uma pontuação abaixo da média de 1 ponto por jogo (há um ano eram três e apenas duas falharam essa média que garante a permanência). Este equilíbrio e emoção pela fuga à despromoção está a ocorrer por aumento de incompetência quando o ideal seria estar a dar-se à conta de uma subida de valor das equipas. Tal falta de qualidade/capacidade é perigosa para a Liga.
P.S. Frente ao V. Guimarães, Rúben Amorim transformou o miúdo Essugo no mais jovem de sempre a vestir a listada verde e branca em provas oficiais. Superou o recorde que pertencia a Santamaria, lançado em 98/99 por Mirko Josic. Este é o tipo de ‘recordes’ que não me dizem nada. Espero e desejo, claro, que Essugo tenha valor para justificar tal entrada na história do Sporting. Porque Santamaria arriscava ficar a vida toda marcado apenas por um dado curioso, já que a carreira dele, após tão mediática e histórica estreia fez-se entre FC Marco, Estrela da Amadora, Olhanense, Ponferradina (Espanha), Pinhalnovense, Paphos (Chipre) Alki Larnaca (Chipre), Lourinhanense e Alta de Lisboa.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."