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17 Mai 2021 | 12:30 |
No sábado, o único dérbi que me prendia a atenção e me dava alguma ansiedade era o da noite. O Sporting-Benfica de hóquei em patins a contar para a meia-final da Liga Europeia. De tal forma que ‘passei’ pelo dérbi de futebol com uma tranquilidade que nem foi alterada quando o resultado estava em 3-0 ou 4-1. Sim, a possibilidade de terminar a Liga de futebol sem derrotas era aliciante. Mas Rúben Amorim estava mais interessado, e bem, em perceber num jogo de elevado grau de dificuldade como se comportava a dupla Daniel Bragança/Matheus Nunes. Porque na próxima época, sem o descanso europeu a meio da semana e sem a certeza de poder contar com João Mário, talvez esses jogadores sejam chamados mais vezes ao onze... ou não, depende da leitura que o treinador fez ao desempenho deles, não podendo a mesma ser elaborada à margem do facto de o Benfica ter promovido naquele sector do terreno uma luta de 3 para 2, com a colocação de Pizzi sempre perto de Weigl e Taarabt, o que se alterou de certa forma aos 53’ com a troca do marroquino por Gabriel. Mas deixemos o futebol e vamos lá ao que interessa.
Na década de 1970 era fácil ter enorme paixão pelo hóquei em patins. Não sei, para dizer a verdade, se gostava mais que o meu pai me levasse ao hóquei ou ao futebol. Ver o Chana passar por trás da baliza, fazer a picadinha e conseguir o golo com um pequeno toque ‘aéreo’ ao primeiro poste era o momento especial pelo qual sempre esperava. E raro era o jogo em que o craque me dececionava por não o concretizar. Dizia-me o meu pai que o Livramento é que era o verdadeiro génio da ‘coisa’. Mas eu só tinha olhos para os golos do Chana e para as defesas do Ramalhete. E, claro, lá estive aos 9 anos na meia-final de 76/77 contra o Voltregá, como não faltei à primeira mão da final com o Villanueva do fantástico Carlos Trullols (entre ele e o Ramalhete é melhor não discutir qual era melhor, eram os dois autênticos muros à frente da baliza). O Sporting era indiscutivelmente a melhor equipa da Europa. De tal forma que a Seleção de Portugal foi campeã europeia nessa altura com o cinco leonino.
Quando o Sporting deixou de ter equipa sénior de hóquei em patins, a meio da década de 1990 chamei muitos nomes a muita gente. Para mim, era impensável terminar com a segunda modalidade que mais troféus internacionais dera ao Clube, entre eles o de campeão europeu. Mas ser sportinguista também é isto, ter de assistir a episódios vergonhosos e seguir o caminho com a convicção de que os dias de sol serão mais que os de chuva. E a verdade é que o sol voltou a brilhar pelo trabalho insistente de Gilberto Borges, peça-chave para o regresso da modalidade a partir de 2010 (na 3ª divisão), embora, de forma oficial, o hóquei em patins só voltasse à gestão do Clube em 2014. E logo nesse ano foi contratado Ângelo Girão e seria conquistada a Taça CERS. Foi o primeiro passo.
Em 17/18, ao fim de 30 anos de seca, o hóquei voltou a vencer o título português. Um ano depois, em 2019, nova marca cairia, o Sporting vencia a Liga Europeia 42 anos depois do ‘cinco mágico’ (Ramalhete, Sobrinho, Rendeiro, Livramento e Chana) o ter conseguido pela primeira vez.
Depois disto, restava a afirmação definitiva: ser a primeira equipa portuguesa a revalidar o título e ser a única equipa portuguesa com três triunfos na principal competição, ultrapassando os dois de FC Porto e Benfica.
Foi com isto tudo na cabeça que assisti ao emocionante jogo com o Benfica, acreditando sempre na vitória apesar de andarmos de desvantagem em desvantagem... até à vantagem final nos penáltis.
Bom presságio: em 2019 (lá estive, agora no Pavilhão João Rocha, com mais 42 anos do que o miúdo de 9 em 1977) também passámos pelo Benfica na meia-final antes de enfrentarmos o FC Porto no jogo final. Pela televisão e não ao vivo, não foi a mesma coisa. Mas no final a alegria por ver o Sporting bicampeão (mais Gilberto Borges [diretor da secção], João Alves [secretário técnico], Paulo Freitas [treinador] e os jogadores Girão, Platero, Toni Pérez, Zé Diogo, Romero, Pedro Gil e Ferrant-Font, nomes que se repetem nos dois títulos) valeu por tudo.
As últimas semanas foram em tons de verde e branco. No final desta, o futebol feminino pode ser campeão nacional, se vencer o Benfica na última jornada A equipa de basquetebol começará a discutir o título frente ao FC Porto e a de futsal, se tudo correr sem surpresas, também estará na final do playoff. Esta mesma equipa de hóquei em patins segue em vantagem sobre o Óquei de Barcelos para atingir a final. Vamos acreditar. Em breve teremos mais dias de sol para sorrir.
Direção liderada por Frederico Varandas ainda aguarda resposta, mas há sinais positivos no que diz respeito à evolução do processo
22 Abr 2026 | 03:00 |
Alex Merlim pode ficar mais um ano no Sporting, sabe o Leonino. O jogador da equipa de futsal do Clube de Alvalade encontra-se em final de contrato e, apesar de a saída ser uma possibilidade, ainda é possível que se dê a sua continuidade para 2026/27.
A verdade é que, tal como noticiado recentemente, a Direção verde e branca terá feito chegar às mãos do histórico ala uma proposta nesse sentido e, apesar de ainda não existir uma resposta da sua parte, a opção está a ser equacionada de forma positiva, devido à feliz relação entre as partes ao longo dos anos.
Vale lembrar, em todo o caso, que Alex Merlim tem também uma oferta do Semey, do Cazaquistão, e pondera ainda a hipótese de regressar a Itália. O ala está há 11 épocas no Sporting, soma 227 golos e 305 assistências em 450 jogos e conquistou 26 títulos com a Listada verde e branca.
No número total de troféus conquistados por Alex Merlim no Sporting, destacam-se as duas Ligas dos Campeões, erguidas em 2018/19 e 2020/21. O italiano foi peça-chave em várias conquistas, tornando-se uma referência dentro e fora da quadra ao longo de mais de uma década com a Listada verde e branca.
De resto, o Sporting já prepara o futuro. Os leões procuram garantir a contratação do guarda-redes Matheus Assunção, que termina contrato com o Joinville, e já asseguraram o regresso de Erick Mendonça, que deixará o Barcelona no final da temporada para voltar ao Pavilhão João Rocha.
Leões e águias irão disputar a decisão do título de campeão nacional, com a final a iniciar-se já muito em breve, no reduto verde e branco
21 Abr 2026 | 15:21 |
Já se encontram disponíveis as datas para a decisão do título de campeão nacional entre Sporting e Benfica. A final decide-se à melhor de cinco encontros, com os leões a iniciarem a luta pelo bicampeonato no próximo sábado, dia 25 de abril, no Pavilhão João Rocha, com início marcado para as 17h00.
O Sporting, por ter garantido o primeiro lugar na fase regular, apresenta-se com o fator casa a seu favor. No entanto, observando os dados da época passada, esta condição nem sempre foi determinante, já que, na temporada anterior, a equipa leonina perdeu o segundo jogo em casa, isto depois de já ter saído derrotada da Luz no primeiro encontro.
Para reservar um passaporte para a final, o Sporting derrotou, nas meias-finais, a equipa do Vitória SC em apenas três partidas (3-0). Por outro lado, a formação da Luz precisou do quarto jogo para eliminar o Leixões (3-1), na meia-final do campeonato nacional.
Apesar de não terem saído vitoriosos dos primeiros dois confrontos, os comandados de João Coelho acabaram por vencer os três dérbis seguintes, numa reviravolta histórica que destronou a hegemonia e impediu o pentacampeonato para as águias. Desta forma, a equipa de voleibol do Sporting conquistou o sétimo título de campeão nacional para o Clube.
Esta época, leões e encarnados já se defrontaram por três ocasiões: duas para a fase regular do campeonato nacional e uma na Supertaça. Os verdes e brancos surgem com um registo risonho, já que, nas três partidas, conquistaram três vitórias (3-1), (3-0) e (3-1), respetivamente. A primeira vitória coincidiu com a conquista da Supertaça.
Assim, estes são os cinco jogos da final de 2025/26:
1 - Sporting-Benfica – 25.04.2026 (17h00), no Pav. João Rocha.
2 - Benfica-Sporting - 2.05.2026 (17h00), no Pav. N.º 2 do Estádio da Luz
3 - Sporting-Benfica – 6.05.2026 (20h30), no Pav. João Rocha
4 - Benfica-Sporting - 9.05.2026 (17h00), no Pav. N.º 2 do Estádio da Luz*
5 - Sporting-Benfica – 13.05.2026 (20h30), no Pav. João Rocha*
*Se necessário
Turma verde e branca procurava uma importante vitória frente ao eterno rival, mas acabou por arrancar apenas uma igualdade no Campeonato Nacional
20 Abr 2026 | 22:33 |
A equipa de hóquei em patins do Sporting empatou com o Benfica, por 2-2, esta segunda-feira, dia 20 de abril, em jogo a contar para a 24.ª jornada da fase regular. Após derrota com o Barcelos para a Liga dos Campeões, os leões voltaram aos triunfos.
A jogar no Pavilhão João Rocha, a formação verde e branca chegou à vantagem por Rafael Bessa, logo no primeiro minuto de jogo. Os leões foram controlando, mas com o aproximar do final da primeira parte, as águias tornaram-se mais pressionantes chegaram ao empate a menos de 1.27 minutos do intervalo, por Pau Bargalló.
Na etapa complementar, a turma leonina acelerou e voltou a colocar-se na frente, com um bis de Rafael Bessa (29'). No entanto, o Benfica marcou logo de seguida, aos 31 minutos, por Zé Miranda. O dérbi eterno não voltou a sofrer qualquer alteração no marcador.
Com este empate - o sexto em 47 jogos na presente temporada - os comandados de Edo Bosch chegam aos 55 pontos e estão no terceiro lugar da tabela classificativa. O Benfica é líder com 66. Já o Porto é segundo classificado, com 57.
O Clube de Alvalade volta a entrar em campo no próximo sábado, dia 25 de abril, frente ao CD Póvoa. O encontro diante da turma liderada por Vítor Silva, a contar para as meias-finais da Taça de Portugal, jogar-se-á às 19h30, no reduto adversário.