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Atenção, Sporting! Frederico Varandas perto de garantir craque da seleção argentina
26 Ago 2025 | 10:15
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17 Mai 2021 | 11:30 |
No sábado, o único dérbi que me prendia a atenção e me dava alguma ansiedade era o da noite. O Sporting-Benfica de hóquei em patins a contar para a meia-final da Liga Europeia. De tal forma que ‘passei’ pelo dérbi de futebol com uma tranquilidade que nem foi alterada quando o resultado estava em 3-0 ou 4-1. Sim, a possibilidade de terminar a Liga de futebol sem derrotas era aliciante. Mas Rúben Amorim estava mais interessado, e bem, em perceber num jogo de elevado grau de dificuldade como se comportava a dupla Daniel Bragança/Matheus Nunes. Porque na próxima época, sem o descanso europeu a meio da semana e sem a certeza de poder contar com João Mário, talvez esses jogadores sejam chamados mais vezes ao onze... ou não, depende da leitura que o treinador fez ao desempenho deles, não podendo a mesma ser elaborada à margem do facto de o Benfica ter promovido naquele sector do terreno uma luta de 3 para 2, com a colocação de Pizzi sempre perto de Weigl e Taarabt, o que se alterou de certa forma aos 53’ com a troca do marroquino por Gabriel. Mas deixemos o futebol e vamos lá ao que interessa.
Na década de 1970 era fácil ter enorme paixão pelo hóquei em patins. Não sei, para dizer a verdade, se gostava mais que o meu pai me levasse ao hóquei ou ao futebol. Ver o Chana passar por trás da baliza, fazer a picadinha e conseguir o golo com um pequeno toque ‘aéreo’ ao primeiro poste era o momento especial pelo qual sempre esperava. E raro era o jogo em que o craque me dececionava por não o concretizar. Dizia-me o meu pai que o Livramento é que era o verdadeiro génio da ‘coisa’. Mas eu só tinha olhos para os golos do Chana e para as defesas do Ramalhete. E, claro, lá estive aos 9 anos na meia-final de 76/77 contra o Voltregá, como não faltei à primeira mão da final com o Villanueva do fantástico Carlos Trullols (entre ele e o Ramalhete é melhor não discutir qual era melhor, eram os dois autênticos muros à frente da baliza). O Sporting era indiscutivelmente a melhor equipa da Europa. De tal forma que a Seleção de Portugal foi campeã europeia nessa altura com o cinco leonino.
Quando o Sporting deixou de ter equipa sénior de hóquei em patins, a meio da década de 1990 chamei muitos nomes a muita gente. Para mim, era impensável terminar com a segunda modalidade que mais troféus internacionais dera ao Clube, entre eles o de campeão europeu. Mas ser sportinguista também é isto, ter de assistir a episódios vergonhosos e seguir o caminho com a convicção de que os dias de sol serão mais que os de chuva. E a verdade é que o sol voltou a brilhar pelo trabalho insistente de Gilberto Borges, peça-chave para o regresso da modalidade a partir de 2010 (na 3ª divisão), embora, de forma oficial, o hóquei em patins só voltasse à gestão do Clube em 2014. E logo nesse ano foi contratado Ângelo Girão e seria conquistada a Taça CERS. Foi o primeiro passo.
Em 17/18, ao fim de 30 anos de seca, o hóquei voltou a vencer o título português. Um ano depois, em 2019, nova marca cairia, o Sporting vencia a Liga Europeia 42 anos depois do ‘cinco mágico’ (Ramalhete, Sobrinho, Rendeiro, Livramento e Chana) o ter conseguido pela primeira vez.
Depois disto, restava a afirmação definitiva: ser a primeira equipa portuguesa a revalidar o título e ser a única equipa portuguesa com três triunfos na principal competição, ultrapassando os dois de FC Porto e Benfica.
Foi com isto tudo na cabeça que assisti ao emocionante jogo com o Benfica, acreditando sempre na vitória apesar de andarmos de desvantagem em desvantagem... até à vantagem final nos penáltis.
Bom presságio: em 2019 (lá estive, agora no Pavilhão João Rocha, com mais 42 anos do que o miúdo de 9 em 1977) também passámos pelo Benfica na meia-final antes de enfrentarmos o FC Porto no jogo final. Pela televisão e não ao vivo, não foi a mesma coisa. Mas no final a alegria por ver o Sporting bicampeão (mais Gilberto Borges [diretor da secção], João Alves [secretário técnico], Paulo Freitas [treinador] e os jogadores Girão, Platero, Toni Pérez, Zé Diogo, Romero, Pedro Gil e Ferrant-Font, nomes que se repetem nos dois títulos) valeu por tudo.
As últimas semanas foram em tons de verde e branco. No final desta, o futebol feminino pode ser campeão nacional, se vencer o Benfica na última jornada A equipa de basquetebol começará a discutir o título frente ao FC Porto e a de futsal, se tudo correr sem surpresas, também estará na final do playoff. Esta mesma equipa de hóquei em patins segue em vantagem sobre o Óquei de Barcelos para atingir a final. Vamos acreditar. Em breve teremos mais dias de sol para sorrir.
Em comunicado, Clube de Alvalade anunciou a contratação de atleta que promete ser muito importante no ataque à revalidação do título
29 Ago 2025 | 07:05 |
É oficial: Marx Aru é reforço do voleibol masculino do Sporting, isto depois da apresentação de um histórico nome da modalidade. Em comunicado publicado no site na passada quinta-feira, o Clube de Alvalade, liderado por Frederico Varandas, anunciou a contratação do central internacional pela Estónia, que chega oriundo de França, mais precisamente do Tourcoing-Lille Métropole Volley-Ball.
Nas primeiras declarações enquanto reforço do voleibol Sporting, Marx Aru não escondeu a felicidade com esta nova etapa da sua carreira: “É muito bom chegar ao Sporting. Ouvi coisas muito boas sobre o Clube, especialmente que é muito profissional e já comprovei que assim é. Estou muito feliz”.
O central internacional pela Estónia explicou quais os aspetos em que pode ajudar a equipa do Sporting, comandada por João Coelho, e falou sobre os colegas: “Espero trazer bons pontos e uma boa energia para manter a equipa no caminho certo. Já contactei com eles, a equipa é muito simpática e acolhedora”.
“Sei que são muito apaixonados e espero vê-los por aqui. Espero que consigamos ganhar o máximo de títulos possível”, finalizou Marx Aru, deixando uma mensagem aos adeptos do Sporting e prometendo que deixará tudo em campo para ajudar os verdes e brancos a triunfar na época 2025/26.
O primeiro encontro oficial da temporada para o voleibol do Sporting será a Supertaça, diante do Benfica. Os leões venceram o Campeonato Nacional na última temporada, enquanto as águias triunfaram na Taça de Portugal. O dérbi eterno da primeira competição oficial da época ainda não tem data agendada.
Com atletas leoninos, os Linces entraram como pé direito na competição e conquistaram o seu primeiro triunfo na prova em 18 anos
27 Ago 2025 | 17:52 |
Portugal entrou com o pé direito no Eurobasket 2025 ao vencer a Chéquia por 62-50. Apesar de contar com a presença de Diogo Ventura e Francisco Amarante, a maior figura do encontro acabou por ser mesmo Neemias Queta. A impressionante prestação do poste dos Boston Celtics ajudou a confirmar o primeiro triunfo dos linces nesta competição em 18 anos.
Apesar de uma diferença de 12 pontos no resultado final, a partida foi marcada pelo equilíbrio no marcador. Apesar de várias tentativas lusitanas em descolar no marcador, a formação do centro da Europa conseguia sempre acompanhar os pupilos de Mário Gomes, muito por culpa de Vit Krejci. O base dos Atlanta Hawks somou 10 pontos, quatro ressaltos e três assistências.
Indiscutivelmente, Neemias Queta foi o homem do jogo. O poste de 2,11m dos Boston Celtics registou um duplo duplo com 18 pontos e 15 ressaltos. Contou também com a ajuda de Rafael Lisboa com 15 pontos, dois ressaltos e duas assistências e o ex-Sporting Travante Williams com 10 pontos, cinco ressaltos e uma assistência.
Nesta partida, Diogo Ventura foi opção no cinco inicial de Mário Gomes. O capitão do Sporting - que já foi perfilado pelo nosso Jornal - somou 18 minutos de utilização, onde apontou dois pontos, um ressalto e uma assistência. O reforço leonino Francisco Amarante teve uma participação, sem qualquer estatística na partida.
A Seleção Nacional de basquetebol regressa à quadra na próxima sexta-feira, onde terá a difícil missão de enfrentar a equipa da Sérvia, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2024 e liderados pelo três vezes MVP da NBA, Nikola Jokic. O jogo está marcado para as 19h00.
Jogador que marcou uma geração na equipa verde e branca já tinha anunciado o fim da ligação ao Clube de Alvalade. Fica, agora, a conhecer-se o próximo destino
26 Ago 2025 | 16:50 |
Pedro Portela vai reforçar o Águas Santas, rival do Sporting no campeonato nacional de andebol. O jogador, que tem estatuto de lenda no Clube de Alvalade, vai prosseguir a sua carreira a jogar em Portugal, e ruma a um dos emblemas históricos da modalidade em solo luso.
O adeus de Pedro Portela do Sporting já tinha anunciado, tal como o Leonino tinha avançado em Exclusivo. O ponta viu o seu vínculo com a equipa verde e branca terminar no final da última temporada, que também culminou com a conquista da Liga Portuguesa e da Taça de Portugal.
No entanto, a notícia, que está a ser avançada pelo jornal Record, tem um fator surpreendente, isto porque tudo parecia indicar que Pedro Portela iria rumar à Bundesliga, para se juntar ao emblema alemão do Wetzlar. Esta informação parece, assim, desmentida pela imprensa nacional.
Pedro Portela vai continuar, desta forma, uma carreira lendária no campeonato português. O ponta deu os primeiros passos no andebol no Sporting, onde jogou os primeiros oito anos da sua carreira profissional, antes de rumar a França, para reforçar o Tremblay, onde esteve três anos. Mudou-se, depois, para o Nantes - alinhou pela equipa da Bretanha por duas temporadas. Após essa aventura no estrangeiro, voltou a casa, e representou os leões por mais duas épocas.
Ao longo da sua carreira de leão ao peito, disputou 506 jogos, e apontou 1945 golos. Conquistou quatro campeonatos nacionais de andebol, cinco Taças de Portugal e três Supertaças, a caminho de um percurso lendário ao serviço do Sporting.