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Clube
31 Mar 2021 | 10:30 |
A palavra ‘caso’ só deveria ser associada a Nuno Mendes na condição de lhe adicionarmos ‘de estudo’ ou ‘sério’. Ao estilo: Nuno Mendes é um caso de estudo depois de ter-se estreado na Seleção Nacional com apenas 18 anos; Nuno Mendes vai ser um caso sério na reabertura do mercado. E outras frases poderiam e deveriam ser construídas em torno da exceção que de facto já é Nuno Mendes no panorama futebolístico mundial. Uma daquelas exceções que, costumo dizer, pode valer transferência igual ou superior a 50 milhões. Um daqueles casos raros na formação que surge de quando em vez. Aliás, na minha opinião, nos últimos 40 anos o Sporting até teve um número elevado de jogadores desses. Se os pudéssemos colocar todos no mercado atual, com idades entre os 18 e os 21 anos, diria que nesse patamar tivemos Futre, Figo, Simão, Ronaldo, Quaresma, Nani e, agora, Nuno Mendes. Mais ou menos dois por década. Houve outros muito bons, claro, mas de nível bem abaixo desse valor, como Moutinho, Rui Patrício, Adrien, William, João Mário, Gelson ou agora Palhinha.
Mas como o Sporting tem uma inexplicável tendência para fazer nascer as suas próprias polémicas, como se necessitasse de constantes ‘guerras’ internas para ‘respirar’, eis que esta semana o responsável pela comunicação do Clube achou por bem criar o ‘caso’ Nuno Mendes a partir de uma narrativa populista, muito ao jeito do que gostam de fazer os homens da política. Acontece que na política a comunicação populista resulta no ataque a adversários para agregar os da mesma cor; neste caso concreto do Sporting, o objetivo passa pela tentativa deglorificar a visão de um líder longe de reunir consenso, por oposição a um anterior, correndo desde logo o risco de reativar recentes posições que se extremaram ao ponto de o último Relatório e Contas ter sido chumbado por cerca de 70 por cento dos Sócio presentes em AG. Enfim...
As palavras de Miguel Braga foram estas: “Quando este CD chegou ao Sporting, o Nuno Mendes não tinha contrato. Não tinha sequer contrato de formação assinado. É tão grave que o Benfica, por exemplo, podia ter visto o Nuno jogar e ter dito ‘oh Nuno Mendes, vem aqui assinar um contrato”.
À primeira parte desta declaração respondeu Virgílio Lopes, diretor da Academia entre 2013 e final de junho de 2018: “Não é verdade que, em 2018, o Nuno Mendes não tivesse um contrato de formação assinado com o Sporting. Aliás, não só tinha contrato de formação como já havia um princípio de acordo para assinar um contrato profissional, como, de resto, acontecia com todos os jovens com quem assinávamos contratos de formação. (...) Ao contrário do que sucede agora, o Sporting não comunicava a assinatura de contratos de formação porque essa prática traz mais desvantagens do que benefícios”.
Quem fala verdade? Nem me interessa, porque a questão dos contratos de formação é irrelevante no caso de jogadores de nível altíssimo, razão pela qual vou eu respondeu à segunda parte da declaração de Miguel Braga, a populista, porque recorre ao ‘papão’ Benfica para dizer de forma subliminar que a administração liderada por Bruno de Carvalho colocou em risco a continuidade de Nuno Mendes no Sporting. Logo a administração que investiu milhões para recuperar percentagens de passes de jogadores formados na Academia e sobre os quais a SAD já só detinha uma parte; logo a administração que mais se esforçou por reter valor, tendo acabado por comprar ‘guerras’ com jogadores da formação que queriam sair a qualquer custo...
O contrato de formação, é bom que se saiba, pode ser denunciado unilateralmente pelo jogador a qualquer momento. Pode ser assinado quando o jovem aspirante a futebolista completa os 14 anos de idade, com uma duração máxima de três épocas desportivas mais uma (opção) e terá caducidade garantida aos 19 anos, mesmo que só o assine aos 16 ou 17. Nuno Mendes podia ter assinado, aos 14 anos, um contrato de formação válido com o Sporting por três épocas mais uma e rescindi-lo de forma unilateral logo ao fim de uma temporada ou duas. Portanto, o Benfica (ou, já agora, o FC Porto) mesmo com o jogador sob contrato de formação, podia dizer-lhe ‘ohNuno Mendes vem aqui assinar um contrato’. E se ele quisesse podia fazê-lo. Teria o Benfica de pagar algo ao Sporting? Sim, uma verba ridiculamente baixa se ele assinasse novo contrato de formação com o Benfica e durante duas épocas não fizesse contrato profissional. Portanto, Miguel Braga, recorrer ao ‘papão’ Benfica para tentar passar a ideia da capital importância de um contrato de formação é só... parvo.
Os contratos profissionais, que podem ser assinados após o jogador completar 16 anos, sim, são decisivos para amarrar valores seguros. Porque aí já se colocam cláusulas de rescisão aceites em tribunal, embora em vários casos possam ser consideradas abusivas, se não existir uma proporção razoável entre salário e a própria cláusula. Mas esses contratos não são dados a todos os jogadores só porque completam 16 anos. Existe uma triagem. Ou deve existir. É a direção técnica da Academia quem identifica o valor e comunica ao diretor responsável os jogadores com os quais devem ser realizados tais contratos, com validade máxima de 5 épocas. Claro que um clube pode ‘profissionalizar’ todos os seus jogadores a partir dos 16 anos, são opções. E custos. Sabendo-se que, por exemplo, de um plantel de 30 jogadores sub-17, provavelmente chegarão a ter nível de equipa A dois a três por época (na melhor das hipóteses), em termos médios.
Um exemplo prático: Gonçalo Inácio teve o primeirocontrato profissional assinado a 13 de janeiro de 2018, aos 16 anos e 5 meses. Eduardo Quaresma, que completou os 16 anos mês e meio depois, não foi ‘escolhido’ para ser logo profissional. No caso de Nuno Mendes, ou já agora Tiago Tomás, ambos podiam ter passado a profissionais ainda com Bruno de Carvalho, é verdade. Nuno Mendes completou os 16 anos quatro dias antes de o anterior CD ter sido destituído; e Tiago Tomás fez os 16 anos 7 dias antes da AG de 23 de junho. Só que estes processos não se ligam apenas com a data de nascimento de cada jogador. Ou pelo menos não devia ser esse o critério.
Mas atentemos, por fim, noutra frase de Miguel Braga sobre o mesmo assunto: “A aposta na formação é sinalizarmos e vermos quem são os Nuno Mendes em potência, fecharmos contratos com esses jogadores e trabalharmos com eles até atingirem a maioridade para darem o salto para a equipa principal”.
Uma vez mais, aproveitar a onda Nuno Mendes, assumindo que apostar na formação é identificar os outros que poderão ter valia semelhante. Frase mais demagógica dificilmente existirá no que respeita ao sector da formação. Porquê? Porque Nuno Mendes está num grupo de exceção e não num patamar alcançável com relativa frequência (aquele onde se encontra Palhinha, por exemplo, que sucede a Adrien, William, Moutinho ou Miguel Veloso). Por alguma razão Miguel Braga não diz que apostar na formação é identificar jogadores como Alexandre Lami. Quem é Alexandre Lami? É um médio ofensivo/extremo que fez 19 anos no passado mês de janeiro e joga no Tires, clube da 1ª divisão da AF Lisboa. E agora perguntam: o que tem uma coisa a ver com outra? Simplesmente isto: em Março de 2019 a administração que, segundo Miguel Braga, tem como visão e missão identificar os ‘Nunos Mendes’ da formação assinou contrato profissional com 12 jogadores, a saber: Diogo Almeida (17 anos), Alexandre Lami (17 anos), Rodrigo Rego (17 anos), Eduardo Quaresma (17 anos), Nuno Mendes (16 anos), João Daniel (16 anos), Gonçalo Batalha (17 anos), Tiago Ferreira (17 anos), Daniel Rodrigues (17 anos), Joelson Fernandes (16 anos), Tiago Tomás (16 anos) e Skoglund (16 anos). Portanto, o mesmo parecer que validou o contrato profissional de Nuno Mendes, Tiago Tomás, Eduardo Quaresma ou Joelson, também validou o de Alexandre Lami. E acredito sinceramente que quem o fez via ali valor ‘Sporting’. Só que por alguma razão no final dessa mesma época o jogador foi para o Alverca. E um ano depois para o Tires.
Não haverá área mais complexa no futebol do que a da formação. Porque jogadores com 14/15 anos podem parecer craques e aos 19/20 são banais (o Fábio Paim, por exemplo). Outros são banais aos 14/15 anos e dispensados do clube onde estão para surgirem aos 17/18 como fenómenos num emblema diferente (João Félix, por exemplo); outros ainda parecem ser material de equipa A, chegam lá e falham, mas depois de dois ou três anos a ‘rodar’ regressam e mostram que afinal tinham mesmo valor (Adrien ou Palhinha, por exemplo). É por isso que utilizar a formação, seja em que caso for, como arma de arremesso contra alguém ou como medalha é pouco avisado.
A verdade é que Miguel Braga criou um ‘soundbite’político com a questão Nuno Mendes e não duvido que para milhares de adeptos pouco avisados a narrativa foi recebida e validada. Porque é cada vez mais fácil manipular as massas. Então com o Sporting à beira de ser campeão...
Conheça quais as divergências atuais entre os grupos organizados de adeptos e a Direção dos verdes e brancos quanto à nova tentativa de protocolo
26 Jun 2026 | 15:54 |
A reativação da Curva Sul continua sem fumo branco no Sporting. As negociações entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os Grupos Organizados de Adeptos (GOA) prosseguem, mas as claques mantêm reservas em relação às condições apresentadas pelo Clube.
Segundo o jornal A Bola, um dos principais pontos de discórdia prende-se com a exigência do Sporting para que os GOA abandonem de imediato as respetivas sedes, conhecidas como "casinhas", devido às obras de remodelação do Estádio José Alvalade e do centro comercial Alvaláxia. As claques defendem uma saída faseada, que lhes permita encontrar novas instalações sem pressão.
Outro dos temas em discussão é a criação da Gamebox Curva Sul, um passe anual com desconto de 30% e acesso a todos os jogos disputados no Pavilhão João Rocha. No entanto, os GOA rejeitam a possibilidade de o Sporting cancelar estes títulos de época em caso de comportamentos considerados inadequados por parte dos adeptos.
O objetivo da SAD leonina passa por reunir todas as claques na bancada do topo sul, onde pretende implementar uma zona em formato safe standing. Para preparar este projeto, o Sporting já contactou clubes como o Borussia Dortmund e o Leipzig, que utilizam este modelo nos respetivos estádios.
Nesta altura, apenas a Brigada Ultras é reconhecida oficialmente como Grupo Organizado de Adeptos pelo Sporting. Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo Ultras XXI continuam igualmente envolvidos nas conversações, que ainda decorrem sem acordo fechado.
Sócios continuam a beneficiar de condições preferenciais no acesso a estas plataformas e serviços, mantendo um conjunto de vantagens exclusivas
25 Jun 2026 | 13:29 |
O Sporting deu mais um passo no processo de modernização do Clube com o lançamento de uma nova aplicação digital destinada à gestão de visitas ao Estádio José Alvalade e ao Museu Sporting. A plataforma, denominada ‘Sporting Experience’, surge integrada na estratégia de inovação liderada pela Direção de Frederico Varandas.
A nova ferramenta permite que os Sócios e adeptos reservem de forma antecipada o dia e a hora das suas visitas ao recinto leonino e ao espaço museológico, garantindo maior comodidade e flexibilidade na organização das entradas. O objetivo passa por tornar o processo mais simples e eficiente, reduzindo constrangimentos e melhorando o acesso aos serviços do Clube.
O projeto está também ligado à recente requalificação do Museu Sporting, que reabriu há cerca de um ano após uma remodelação profunda. O espaço foi modernizado com um design mais minimalista e passou a incluir novas valências, como um serviço de catering, reforçando a aposta numa experiência mais completa para os visitantes.
Os sócios do Sporting continuam a beneficiar de condições preferenciais no acesso a estas plataformas e serviços, mantendo um conjunto de vantagens exclusivas. A medida enquadra-se no plano estratégico, designado ‘Future is Coming’, que define objetivos de desenvolvimento até 2034 e se articula com a preparação para o Mundial de 2030.
O lançamento desta aplicação surge ainda num momento simbólico do Clube, que se prepara para assinalar o seu 120.º aniversário no próximo dia 1 de julho. O Sporting irá apresentar a sua nova identidade de marca, incluindo um emblema renovado.
Como já foi anunciado pelo Clube de Alvalade, será no próximo dia 1 de julho, no dia do 120.º aniversário dos leões, que será divulgada a novidade
19 Jun 2026 | 17:49 |
O Sporting irá apresentar no próximo dia 1 de julho, o dia do do 120º aniversário dos verdes e brancos - o novo símbolo que será utilizado já a partir da temporada de 2026/27. Em meados deste mês, o vice-presidente do emblema de Alvalade, André Bernardo, prometeu novidades, garantindo, em declarações ao jornal Expresso que a nova imagem manterá “um fundo verde, o leão e um escudo, bem como a sigla SCP”, de modo a respeitar os estatutos do Clube.
Para além disso, o dirigente sportinguista deu conta de que o Sporting está a trabalhar nesta área com a agência inglesa JKR, sendo que a empresa espanhola Rushmore tratará da publicidade. Neste aspeto, falando da JKR, a marca parceira dos leões foi recentemente destacada pela ação de campanha com a KFC, popular cadeia de restaurantes de “fast food” americana.
A “Behind the Brief”, portal especializado na área do marketing e que analisa o perfil e história de diversas marcas, avaliou, esta quinta-feira, a campanha da JKR com a KFC. “Construíram um Mundo e uma experiência da qual se pode fazer parte. Mais relevante, mais expressivo, mais KFC. Tornando o balde lendário (da KFC) numa transformação para a nova geração”, descreveu o portal, nas redes sociais.
Com a expectativa em grande, a verdade é que o anúncio do novo símbolo do Sporting tem sido aguardada com curiosidade - e com muito receio pelo possível design - pelo universo leonino. Nos últimos dias, foi possível ver nas redes sociais a partilha de alguns esboços de possíveis equipamentos e símbolo para 2026/27.
No entanto, esta quinta-feira, o Sporting exibiu no stand que montou no Rock in Rio, o contorno de um possível símbolo, o que muitos Sportinguistas entenderam como uma previsão para o que será anunciado em breve. Até agora, o clube leonino já teve um total de cinco símbolos distintos, sendo que a apresentação do sexto está próxima.