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Varandas fala de Mamede e faz ligação curiosa com jogo do Sporting: "Coincidência? Não creio"
30 Jan 2026 | 11:38
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31 Mar 2021 | 09:30 |
A palavra ‘caso’ só deveria ser associada a Nuno Mendes na condição de lhe adicionarmos ‘de estudo’ ou ‘sério’. Ao estilo: Nuno Mendes é um caso de estudo depois de ter-se estreado na Seleção Nacional com apenas 18 anos; Nuno Mendes vai ser um caso sério na reabertura do mercado. E outras frases poderiam e deveriam ser construídas em torno da exceção que de facto já é Nuno Mendes no panorama futebolístico mundial. Uma daquelas exceções que, costumo dizer, pode valer transferência igual ou superior a 50 milhões. Um daqueles casos raros na formação que surge de quando em vez. Aliás, na minha opinião, nos últimos 40 anos o Sporting até teve um número elevado de jogadores desses. Se os pudéssemos colocar todos no mercado atual, com idades entre os 18 e os 21 anos, diria que nesse patamar tivemos Futre, Figo, Simão, Ronaldo, Quaresma, Nani e, agora, Nuno Mendes. Mais ou menos dois por década. Houve outros muito bons, claro, mas de nível bem abaixo desse valor, como Moutinho, Rui Patrício, Adrien, William, João Mário, Gelson ou agora Palhinha.
Mas como o Sporting tem uma inexplicável tendência para fazer nascer as suas próprias polémicas, como se necessitasse de constantes ‘guerras’ internas para ‘respirar’, eis que esta semana o responsável pela comunicação do Clube achou por bem criar o ‘caso’ Nuno Mendes a partir de uma narrativa populista, muito ao jeito do que gostam de fazer os homens da política. Acontece que na política a comunicação populista resulta no ataque a adversários para agregar os da mesma cor; neste caso concreto do Sporting, o objetivo passa pela tentativa deglorificar a visão de um líder longe de reunir consenso, por oposição a um anterior, correndo desde logo o risco de reativar recentes posições que se extremaram ao ponto de o último Relatório e Contas ter sido chumbado por cerca de 70 por cento dos Sócio presentes em AG. Enfim...
As palavras de Miguel Braga foram estas: “Quando este CD chegou ao Sporting, o Nuno Mendes não tinha contrato. Não tinha sequer contrato de formação assinado. É tão grave que o Benfica, por exemplo, podia ter visto o Nuno jogar e ter dito ‘oh Nuno Mendes, vem aqui assinar um contrato”.
À primeira parte desta declaração respondeu Virgílio Lopes, diretor da Academia entre 2013 e final de junho de 2018: “Não é verdade que, em 2018, o Nuno Mendes não tivesse um contrato de formação assinado com o Sporting. Aliás, não só tinha contrato de formação como já havia um princípio de acordo para assinar um contrato profissional, como, de resto, acontecia com todos os jovens com quem assinávamos contratos de formação. (...) Ao contrário do que sucede agora, o Sporting não comunicava a assinatura de contratos de formação porque essa prática traz mais desvantagens do que benefícios”.
Quem fala verdade? Nem me interessa, porque a questão dos contratos de formação é irrelevante no caso de jogadores de nível altíssimo, razão pela qual vou eu respondeu à segunda parte da declaração de Miguel Braga, a populista, porque recorre ao ‘papão’ Benfica para dizer de forma subliminar que a administração liderada por Bruno de Carvalho colocou em risco a continuidade de Nuno Mendes no Sporting. Logo a administração que investiu milhões para recuperar percentagens de passes de jogadores formados na Academia e sobre os quais a SAD já só detinha uma parte; logo a administração que mais se esforçou por reter valor, tendo acabado por comprar ‘guerras’ com jogadores da formação que queriam sair a qualquer custo...
O contrato de formação, é bom que se saiba, pode ser denunciado unilateralmente pelo jogador a qualquer momento. Pode ser assinado quando o jovem aspirante a futebolista completa os 14 anos de idade, com uma duração máxima de três épocas desportivas mais uma (opção) e terá caducidade garantida aos 19 anos, mesmo que só o assine aos 16 ou 17. Nuno Mendes podia ter assinado, aos 14 anos, um contrato de formação válido com o Sporting por três épocas mais uma e rescindi-lo de forma unilateral logo ao fim de uma temporada ou duas. Portanto, o Benfica (ou, já agora, o FC Porto) mesmo com o jogador sob contrato de formação, podia dizer-lhe ‘ohNuno Mendes vem aqui assinar um contrato’. E se ele quisesse podia fazê-lo. Teria o Benfica de pagar algo ao Sporting? Sim, uma verba ridiculamente baixa se ele assinasse novo contrato de formação com o Benfica e durante duas épocas não fizesse contrato profissional. Portanto, Miguel Braga, recorrer ao ‘papão’ Benfica para tentar passar a ideia da capital importância de um contrato de formação é só... parvo.
Os contratos profissionais, que podem ser assinados após o jogador completar 16 anos, sim, são decisivos para amarrar valores seguros. Porque aí já se colocam cláusulas de rescisão aceites em tribunal, embora em vários casos possam ser consideradas abusivas, se não existir uma proporção razoável entre salário e a própria cláusula. Mas esses contratos não são dados a todos os jogadores só porque completam 16 anos. Existe uma triagem. Ou deve existir. É a direção técnica da Academia quem identifica o valor e comunica ao diretor responsável os jogadores com os quais devem ser realizados tais contratos, com validade máxima de 5 épocas. Claro que um clube pode ‘profissionalizar’ todos os seus jogadores a partir dos 16 anos, são opções. E custos. Sabendo-se que, por exemplo, de um plantel de 30 jogadores sub-17, provavelmente chegarão a ter nível de equipa A dois a três por época (na melhor das hipóteses), em termos médios.
Um exemplo prático: Gonçalo Inácio teve o primeirocontrato profissional assinado a 13 de janeiro de 2018, aos 16 anos e 5 meses. Eduardo Quaresma, que completou os 16 anos mês e meio depois, não foi ‘escolhido’ para ser logo profissional. No caso de Nuno Mendes, ou já agora Tiago Tomás, ambos podiam ter passado a profissionais ainda com Bruno de Carvalho, é verdade. Nuno Mendes completou os 16 anos quatro dias antes de o anterior CD ter sido destituído; e Tiago Tomás fez os 16 anos 7 dias antes da AG de 23 de junho. Só que estes processos não se ligam apenas com a data de nascimento de cada jogador. Ou pelo menos não devia ser esse o critério.
Mas atentemos, por fim, noutra frase de Miguel Braga sobre o mesmo assunto: “A aposta na formação é sinalizarmos e vermos quem são os Nuno Mendes em potência, fecharmos contratos com esses jogadores e trabalharmos com eles até atingirem a maioridade para darem o salto para a equipa principal”.
Uma vez mais, aproveitar a onda Nuno Mendes, assumindo que apostar na formação é identificar os outros que poderão ter valia semelhante. Frase mais demagógica dificilmente existirá no que respeita ao sector da formação. Porquê? Porque Nuno Mendes está num grupo de exceção e não num patamar alcançável com relativa frequência (aquele onde se encontra Palhinha, por exemplo, que sucede a Adrien, William, Moutinho ou Miguel Veloso). Por alguma razão Miguel Braga não diz que apostar na formação é identificar jogadores como Alexandre Lami. Quem é Alexandre Lami? É um médio ofensivo/extremo que fez 19 anos no passado mês de janeiro e joga no Tires, clube da 1ª divisão da AF Lisboa. E agora perguntam: o que tem uma coisa a ver com outra? Simplesmente isto: em Março de 2019 a administração que, segundo Miguel Braga, tem como visão e missão identificar os ‘Nunos Mendes’ da formação assinou contrato profissional com 12 jogadores, a saber: Diogo Almeida (17 anos), Alexandre Lami (17 anos), Rodrigo Rego (17 anos), Eduardo Quaresma (17 anos), Nuno Mendes (16 anos), João Daniel (16 anos), Gonçalo Batalha (17 anos), Tiago Ferreira (17 anos), Daniel Rodrigues (17 anos), Joelson Fernandes (16 anos), Tiago Tomás (16 anos) e Skoglund (16 anos). Portanto, o mesmo parecer que validou o contrato profissional de Nuno Mendes, Tiago Tomás, Eduardo Quaresma ou Joelson, também validou o de Alexandre Lami. E acredito sinceramente que quem o fez via ali valor ‘Sporting’. Só que por alguma razão no final dessa mesma época o jogador foi para o Alverca. E um ano depois para o Tires.
Não haverá área mais complexa no futebol do que a da formação. Porque jogadores com 14/15 anos podem parecer craques e aos 19/20 são banais (o Fábio Paim, por exemplo). Outros são banais aos 14/15 anos e dispensados do clube onde estão para surgirem aos 17/18 como fenómenos num emblema diferente (João Félix, por exemplo); outros ainda parecem ser material de equipa A, chegam lá e falham, mas depois de dois ou três anos a ‘rodar’ regressam e mostram que afinal tinham mesmo valor (Adrien ou Palhinha, por exemplo). É por isso que utilizar a formação, seja em que caso for, como arma de arremesso contra alguém ou como medalha é pouco avisado.
A verdade é que Miguel Braga criou um ‘soundbite’político com a questão Nuno Mendes e não duvido que para milhares de adeptos pouco avisados a narrativa foi recebida e validada. Porque é cada vez mais fácil manipular as massas. Então com o Sporting à beira de ser campeão...
Empresário assumiu que irá avançar, optando por adiar explicações mais detalhadas sobre os motivos que sustentam essa escolha
04 Fev 2026 | 09:25 |
Bruno Sá, proprietário do restaurante 'Cantinho do Sá', localizado nas proximidades do Estádio José Alvalade, vai apresentar-se como candidato à presidência do Sporting. Desta forma, Frederico Varandas não será assim o único candidato ao próximo ato eleitoral.
A hipótese de existir um opositor foi agora confirmada pelo próprio ao jornal 'A Bola'. O empresário assumiu que irá avançar, optando por adiar explicações mais detalhadas sobre os motivos que sustentam essa escolha e prepara-se para reunir as assinaturas necessárias à formalização da candidatura.
A decisão surge após vários incentivos de figuras ligadas ao Clube que não se identificam com a liderança de Frederico Varandas. Apesar de estar consciente das dificuldades do desafio, o empresário pretende usar a campanha para trazer a debate temas relevantes para muitos adeptos.
Nos próximos dias deverão ficar mais claros os apoios reunidos, estando já praticamente definidas as listas para os diferentes órgãos sociais. O ato eleitoral terá lugar no Pavilhão João Rocha no sábado, dia 14 de março, entre as 09h00 e as 20h00. As candidaturas devem ser apresentadas até às 18h00 do próximo dia 12 de fevereiro.
Até ao momento, o único candidato oficialmente conhecido é Frederico Varandas, que se prepara para se recandidatar a um terceiro mandato. O dirigente, de 46 anos, lidera o Clube de Alvalade desde setembro de 2018, sendo o 43.º Presidente na história dos leões.
Atual dirigente máximo anunciou que vai recandidatar-se nas eleições marcadas para 14 de março e surgem agora alterações na composição para os órgãos sociais
31 Jan 2026 | 10:17 |
Frederico Varandas anunciou que vai recandidatar-se à presidência do Sporting nas eleições marcadas para 14 de março e surgem agora alterações na composição da sua lista para os órgãos sociais do Clube. A maior novidade prende-se com a Mesa da Assembleia Geral.
Pedro Almeida Cabral, que até agora exercia o cargo de vice-presidente deste órgão, vai substituir João Palma na liderança da MAG. A mudança representa uma das poucas alterações, já que a restante estrutura para o Conselho Diretivo deverá manter-se bastante semelhante à atual.
O advogado e atual 'vice' da MAG quem encabeçará a proposta a sufrágio: presente no referido órgão social desde 2018, onde tinha as funções de secretário, um dos sócios fundadores da 'ec legal' (em 2021) acumula mais de 20 anos de experiência no seu ramo.
Concentra a sua atividade em processos de contencioso civil e comercial, mas também em arbitragens. Foi consultor no Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça, gestor de projetos SIMPLEX na Secretaria de Estado da Justiça e consultor na Presidência do Conselho de Ministros.
O prazo para a entrega oficial das listas encerra no próximo dia 12 de fevereiro, pelo que ainda podem surgir pequenos ajustes de última hora, mas, até ao momento, esta é a alteração mais significativa conhecida na equipa de Frederico Varandas rumo ao ato eleitoral.
José Pedro Aguiar-Branco lembrou ex-atleta pela sua "carreira desportiva longa e frutuosa" com a camisola de Portugal e do Clube de Alvalade
30 Jan 2026 | 17:25 |
A Assembleia da República aprovou por unanimidade, esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, um voto de pesar pela morte de Fernando Mamede. O mesmo apresentado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, lembrando o ex-atleta pela sua "carreira desportiva longa e frutuosa" com a camisola portuguesa e do Sporting.
“Figura incontornável do atletismo nacional, Mamede foi ídolo de gerações e símbolo de esforço, dedicação, devoção e glória. Ao serviço do seu Clube, conquistou inúmeros títulos nacionais e europeus, contribuindo decisivamente para o prestígio do desporto português. Por esta razão, foi agraciado, em 1989, com o grau de Comendador da Ordem de Mérito”, lembra o parlamento.
Aguiar-Branco recordou a figura histórica dos leões como especialista em provas de fundo, pela participação em três edições dos Jogos Olímpicos, pela medalha de bronze no campeonato do mundo de corta-mato e destaca o recorde mundial de 10 mil metros conseguido em 1984 no ‘meeting’ de Estocolmo.
“Manteve esta marca durante cinco anos, tendo-se consagrado como o último fundista europeu a deter o recorde mundial desta distância”, frisa a nota, prestando “tributo ao seu excecional percurso” e endereçando condolências à família, amigos, ao Sporting e à Federação Portuguesa de Atletismo.
Frederico Varandas, Presidente do Sporting, deslocou-se ao Edifício da Saudade, em Carnide, para marcar presença no velório de Fernando Mamede, afirmando sentir-se um privilegiado por ter privado com uma das maiores figuras do atletismo nacional (Saiba mais AQUI).
Varandas fala de Mamede e faz ligação curiosa com jogo do Sporting: "Coincidência? Não creio"
30 Jan 2026 | 11:38
Tribunal inocenta Varandas e absolve Presidente do Sporting de palavras sobre Pinto da Costa
28 Jan 2026 | 17:52
Presidente da República recorda Fernando Mamede: "Figura incontornável do atletismo"
28 Jan 2026 | 12:28