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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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31 Mai 2020 | 09:00 |
Sonhar todos sonhamos, uns mais outros menos, mas nem todos têm a coragem de colocar um sonho em prática, trazê-lo a ver a luz do dia, pois tal exige coragem. É assim impossível olhar para a história da nossa instituição, para fundação do nosso Sporting e não reconhecer ousadia a quem sonhou criar um Clube eclético e idiossincrático, para que se tornasse "tão grande quanto os maiores da Europa". As décadas que se seguiram acabaram por provar que, não só o sonho comanda a vida, mas também que qualquer sonho, até mesmo o mais impossível por ser irreverente, pode efetivamente tornar-se realidade. Algures na linha do tempo, esse sonho que fez nascer um Clube e criar para si próprio uma ideologia vencedora desvaneceu. E, desta forma, para milhares, o sonho virou pesadelo. Eu diria até que mais parece um filme de terror com direito a infindáveis sequelas! O amor à camisola foi substituído pelo amor ao dinheiro, a paixão que nos deveria unir a todos foi substituída pela ganância de alguns. A ambição clubística de sermos indubitavelmente os melhores deu lugar a frases frequentes, tais como "o importante é participar", "passar valores e princípios "e "para o ano é que é"! Todas estas frases feitas podem ser muito bonitas, mas, no que toca a futebol, não nos torna campeões anos a fio e ainda nos damos ao luxo de esquecermos as modalidades, quando nos anos de seca de vitórias futebolísticas foram essas mesmas modalidades que nos safaram de vergonha maior. O que é que foi feito da ideologia da nossa fundação? Onde está a fome de títulos? Para onde foi o querer sermos os melhores em tudo? O que aconteceu à ambição de "onde houver uma listada verde-e-branca é para ganhar"? Sinceramente, ainda não consegui descortinar quando se deu esta chocante mudança de mentalidade clubística - muito provavelmente ter-se-á dado antes da minha chegada a este mundo -, mas o que é facto inegável é que com esta falta de exigência veio o amansar do reino leonino. O mundo do futebol virou savana de interesses de muitas hienas e o Leão desgastado e visivelmente abatido parece ter deixado de lutar pelo território que deveria ser seu por direito! E o que mais dói é perceber que a restante família leonina compadece-se do Leão agora amorfo e apático, mas nada faz para o ajudar a reerguer à sua grandeza e esplendor, a Glória que efetivamente merece... ama o Leão, mas em vez de ser unida e o defender, culpa a restante natureza e os seres que compõem o habitat envolvente. E quem o tenta efetivamente fazer é olhado de lado, contestado e afastado, questionado no seu amor ao Sporting! Cresci a ouvir as mais estapafúrdias desculpas para o insucesso: "somos sempre prejudicados pela arbitragem", "os nossos rivais não jogam limpo", "o sistema está montado". Até nos programas desportivos ouvi, anos a fio, que "o Sporting parte atrás dos seus rivais", "não tem poderio financeiro suficiente" ou "não tem condições para lutar pelo título". Com a agravante que a maioria das vezes em que estas frases foram proferidas, época após época, saíram pelos lábios de quem se diz Sportinguista! Pergunto: como é que alguém consegue estar em pleno programa televisivo a falar mal do seu próprio Clube quando deveria estar lá para o defender com unhas e dentes? Pior: como aceitar que não estamos suficientemente à altura de competir com rivais diretos, se víamos que grande parte das vezes até tínhamos melhores jogadores? Como podemos dizer-nos tão diferentes ao ponto de não percebermos que o problema é do foro interno? Como podemos pensar em futuro, quando nem nos preocupámos em analisar o passado ou em melhorar no presente? Como pugnar só pelo futebol quando o nosso ADN assenta nas modalidades desde o início? Com esta diferenciação no ser e sentir Sporting, ainda se admiram de sermos um Clube eternamente dividido e em constante guerra internamente? Era tudo tão mais simples se todos exigissem ser "tão grande quanto os maiores da Europa"! Na realidade, seria a correta e única forma de defender e blindar a instituição, tanto de inimigos externos como de mau dirigismo. Se analisarem a atualidade leonina, verão que facilmente chegam à mesma conclusão: está tudo do avesso! Fazem-se alianças, quando somos uma instituição enorme e que não precisa da caridade de ninguém! Defendem-se jogadores que estão de passagem 2 ou 3 anos, em vez de se defender os adeptos que estão sempre lá nem que vivam 100 anos! Aceita-se que jogadores batam o pé quando querem sair, quando são meros assalariados do Sporting e, como tal, têm contrato e funções a cumprir, como acontece com o comum dos mortais no mundo laboral. Engolimos más exibições como desculpa para o insucesso, mesmo reconhecendo qualidade no plantel para muito mais. Analisamos Relatórios de Contas escandalosos em prejuízo e aumento de passivo em 11%, quando alguém se lembra de dispensar jogadores a custo zero. Olha-se para a aquisição dos ditos ativos como um custo e não como um investimento, assim torna-se extremamente difícil de ter o retorno lucrativo, o que deveria ser uma consequência natural de qualquer gestão minimamente decente. Neste campo, tenho de dar razão ao Dr. Varandas: "É um Clube de malucos"! Isto e muito mais poderia escrever, daria até um livro ou mais, mas hoje o foco recai sobre a crise de identidade existente entre os pilares da ideologia da nossa fundação e da atual mentalidade. Fala-se em putativos candidatos com mandatos que vão a meio e ainda em vigor. Discute-se candidaturas, mas projetos viáveis nem vê-los! Vota-se em candidatos pela imagem e elegância, mas com muito pouca competência. Fazem-se infindáveis reuniões para debater o plano de subida à cadeirinha presidencial, mas ainda não ouvi ninguém falar com amor, com Devoção ao Clube que amo nem do Esforço ou Dedicação que estão dispostos a fazer em prol da Glória que a maioria almeja! Talvez esteja finalmente explicado o porquê de andarmos sempre a trocar de presidências... Não consigo observar ninguém a debater uma estratégia de longo prazo e, a meu ver, essa só poderia passar pela nossa exigência enquanto adeptos, não só a nível de títulos, mas também de dirigismo capaz. É da responsabilidade de todo e qualquer Associado pugnar pelo que considera melhor para a instituição e não é com aproximação presidentes de clubes rivais que lá vamos. Passamos a vida a escorraçar o que temos dentro de portas, seja a ideologia dos nossos sócios-fundadores, expulsão de Sócios ou claques, e isto são só os exemplos mais recentes. E onde está a grandeza disso? Não só não está, como os rivais ainda despendem horas de regozijo a fazerem de nós alvo de chacota. Continuem que eles agradecem. É que, enquanto nos debatemos internamente, eles vão ganhando terreno, poderio financeiro e títulos! A maioria dos Sportinguistas está exausto de todo este entorno, cansado de sonhar e não realizar aquilo que verdadeiramente nos poderia unir e fazer ser felizes: "um Clube tão grande quanto os maiores da Europa", forte e independente, voltado para os seus adeptos e interesses institucionais e não dos demais! O Sporting é uma centenária instituição que assenta nos princípios básicos do associativismo e tem de forçosamente olhar para os seus Sócios e adeptos como os seus maiores ativos. São todos os Sócios e Adeptos Leoninos que estão sempre lá, a apoiar e a defender as nossas cores, que compram bilhetes, gameboxes, merchandising, etc., e, por isso, devem ser considerados não só como uma das maiores fontes de rendimento, mas também quem comanda os destinos do Sporting deverá finalmente ter a compreensão que somos nós que somos a alma mater. Qual seria o propósito da instituição sem a força dos seus Sócios? Para que servirá um Clube sem os seus adeptos? Fomos considerados os "melhores adeptos o Mundo", precisamente por termos amor ao Clube e a tudo o que faz parte do Universo Leonino. Justamente pelo que aqui descrevi não podem nunca ser descurados, desprezados e muito menos silenciados. Houve um sonho que se tornou realidade em 1906 e que persiste até aos dias de hoje, graças à resiliência da onda de apoio verde-e-branca. Não a vejam como mera carteira ambulante nem a acarinhem só quando convém, porque ela daria a última nota que traz no bolso só para poder chorar de alegria por ver realizado o que deveria ser o eterno sonho vivido. Para isso, o Sporting terá de ser de todos e para todos, sem exceção, sem mágoas, sem rancores, sem reservas, onde todos contam para devolver a excelência para qual o Sporting foi fundado. Para isso, é necessária esta mudança de mentalidade e, quanto mais depressa ela ocorrer, mais rapidamente haverá união, pois nesse dia todos estaremos a defender o que realmente importa: a instituição. E não digam que isto é mera utopia, pois foi esta mentalidade e esta ideologia que os nossos fundadores vaticinaram para o nosso grande amor. E, até que tudo isto se concretize, nada mais teremos que pesadelos de angústia e infelicidade recorrentes. Nascemos para ser Grandes, mas podíamos ser Enormes! Os nossos fundadores já o sabiam há mais de um século. Quanto mais tempo demoraremos todos nós a perceber algo tão simples? Enquanto o Sporting não for dos Sócios e para os Sócios, não sairemos da mesmice que tanto detestamos. Defenda-se o Clube e todos os nossos sonhos se tornarão realidade. Saudações Leoninas,
Artigo de opinião assinado por Soraia Gale, Sócia 22735-0 e Presidente da Associação Leais ao Visconde
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."