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09 Dez 2025 | 10:16 |
O Manchester United de Ruben Amorim arrecadou, na última segunda-feira, dia 8 de dezembro, uma importante vitória no terreno do Wolverhampton, por 4-1. No entanto, no final da partida da 15.ª jornada da Premier League, o antigo treinador do Sporting não se mostrou totalmente satisfeito.
Ruben Amorim: "Não consigo estabelecer essa ligação com mais eficácia"
"Marcámos quatro golos, mas tivemos muitas oportunidades, por isso não consigo estabelecer essa ligação com mais eficácia. Acho que melhorámos muito se compararmos a época passada com esta, estamos a criar muito mais oportunidades, a marcar mais golos e a ter mais situações de perigo reais, por isso estou muito satisfeito com isso", começou por dizer.
De seguida, Ruben Amorim abordou o trio de ataque: "Eles têm qualidade para isso. Podem mudar de posição, especialmente se jogarmos com um jogador como o Matheus Cunha, que se move mais do que um nove típico, por isso aproveitámos isso".
Ruben Amorim: "Gostei muito da forma como jogámos na segunda parte"
Sobre o golo no início da segunda metade do encontro, o treinador da turma de Old Trafford mudou virou atenções: "Senti desde o primeiro minuto que, se não fosse mais cedo, iríamos ganhar o jogo e gostei muito da forma como jogámos na segunda parte. Precisamos de ganhar o próximo jogo, este já faz parte do passado. Vamos lá", atirou, antes de abordar a conversa ao intervalo.
"Não foi tático. Era tão claro que estávamos a dominar os jogos, mas não estávamos a finalizar as jogadas como devíamos. Precisamos de ser melhores nos detalhes. Tentei explicar aos jogadores que tínhamos 45 minutos para conquistar os três pontos que são cruciais para a nossa vida", vincou Ruben Amorim.
Ruben Amorim: "Devíamos ter mais pontos"
Sobre o facto de ter subido ao sexto lugar da Premier League, o antigo técnico do Sporting relativizou: "Não significa nada. É sempre a mesma sensação de que devíamos ter mais pontos. Mas isso é passado, vamos concentrar-nos no futuro".
Treinador português analisou ainda a vaga de lesões no Clube de Alvalade, destacando os principais problemas com que o técnico dos leões se depara de momento
08 Jan 2026 | 18:02 |
O crescente número de lesões no Sporting continua a marcar a atualidade leonina e foi alvo de análise por Paulo Robles, em comentário no canal d’A Bola. O treinador começou por destacar a postura de Rui Borges na conferência de imprensa após a derrota no encontro com o Vitória de Guimarães (2-1).
“Quem assistiu à conferência de imprensa depois do Vitória SC, viu que o semblante do Rui Borges era realmente diferente dos últimos jogos. E quase que, não digo que deu pena, mas compreende-se o novo posicionamento do treinador em relação a esta situação. Realmente leva a que existam muitas dificuldades do ponto de vista de apresentar uma equipa condizente e consistente, porque a consistência também depende da regularidade dos jogadores que jogam”, frisou Robles.
O mesmo fez ainda questão de diferenciar os tipos de problemas físicos que têm afetado o plantel: “Há lesões traumáticas, mas também há lesões musculares e essas lesões musculares, nesse ponto de vista, embora Rui Borges tenha dito que é um caso estudo, é também um caso estudo interno no sentido de perceber o que é que está a acontecer para que estas lesões tenham voltado”.
No plano desportivo, o eixo central defensivo é apontado como o setor que mais preocupa Rui Borges e Paulo Robles não escondeu a realidade, também apontando o nome do jovem brasileiro, Rômulo Júnior: “Acho que o eixo central defensivo é, sem dúvida, neste momento, o setor onde o Rui Borges tem mais preocupações. O Rômulo, que tem feito um bom desempenho na equipa B, não esteve ao nível da exigência, o que é normal. De repente dizemos que o jogador não tem essa qualidade. Há jogadores que são integrados e que demonstram, óbvio e claramente, que têm essa condição e a partir daí ganham um pulso”.
“O Sporting terá tempo para poder-se preparar para o próximo jogo para o campeonato, penso que será também determinante para serenar um pouco os ânimos, para voltar à terra e para não fazer cair as expectativas dos adeptos do Sporting”, Robles concluiu apelando claramente à serenidade no universo leonino.
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Apesar de ter direito a 13,8 milhões de euros pela rescisão com os red devils, o técnico português verá o valor final encolher drasticamente
08 Jan 2026 | 16:20 |
A saída de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United, confirmada na última segunda-feira, ficou marcada não apenas pelo impacto desportivo, mas também por um desfecho financeiro bastante menos favorável do que os números iniciais indicavam. Embora o treinador português ainda tivesse a receber cerca de 13,8 milhões de euros relativos ao que faltava cumprir do contrato, o montante líquido será substancialmente inferior.
De acordo com cálculos divulgados pelo Manchester Evening News, a elevada tributação aplicada no Reino Unido fará com que o antigo treinador do Sporting consiga reter 'apenas' 6,3 milhões de euros. Entre impostos sobre o rendimento e outros encargos obrigatórios, o fisco britânico absorverá uma fatia significativa da compensação, reduzindo de forma drástica o ganho real do técnico.
O impacto financeiro não se limita, no entanto, ao treinador português. O Manchester United também sai penalizado com esta rescisão, uma vez que terá de pagar cerca de 1,7 milhões de euros adicionais em contribuições obrigatórias enquanto entidade empregadora. Assim, a separação representa um processo dispendioso para ambas as partes, num contexto já sensível para o clube inglês.
Este desfecho encerra um ciclo de pouco mais de um ano de Ruben Amorim em Inglaterra. O técnico chegou a Old Trafford em novembro de 2024, após uma passagem altamente bem-sucedida pelo Sporting, onde conquistou títulos e se afirmou como um dos treinadores mais promissores do futebol europeu.
Ao serviço dos red devils, Amorim orientou a equipa em 63 jogos oficiais, somando 25 vitórias, 15 empates e 23 derrotas. Apesar de alguns momentos positivos, a irregularidade dos resultados e a pressão constante acabaram por ditar o seu despedimento.
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