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Histórias do Leão

Guarda-redes do Sporting arrebata concorrência e ganha lugar para o Mundial

Guardião titular do Clube de Alvalade conquistou o lugar na equipa das quinas e relegou o titular habitual para a condição de suplente

Vítor Damas fez a sua estreia pela seleção nacional em abril de 1969 e ganhou lugar na baliza para o Mundial desse mesmo ano
Vítor Damas fez a sua estreia pela seleção nacional em abril de 1969 e ganhou lugar na baliza para o Mundial desse mesmo ano

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A 6 de abril de 1969, Vítor Damas fez a sua estreia pela seleção nacional, num jogo frente ao México, no Estádio Nacional do Jamor. O encontro, de cariz amigável, terminou empatado sem golos, com o guardião luso que pertencia ao Sporting a manter intactas as redes da baliza.


Titularidade custou a ganhar


Damas, para jogar de início, relegou para o banco de suplentes Américo, titular do Porto, e mais tarde foi alternando com José Henrique, atleta do Benfica. Foi, no entanto, a escolha do selecionador José Maria Antunes para a participação de Portugal para o Mundial, disputado nesse mesmo ano.


Nessa prova, a equipa das quinas fez apenas os seis jogos da fase de grupos, não tendo ido além de uma vitória (3-0 contra a Roménia), três derrotas (4-2 com a Grécia, 2-0 com a Suíça e 1-0 com a Roménia) e dois empates (2-2 com a Grécia e 1-1 com a Suíça).

Experiência na seleção foi curta


Depois da participação no Mundial, Vítor Damas - que jogou pela primeira vez no Sporting em fevereiro de 1967 - só voltou a defender Portugal num único encontro, diante da Inglaterra, com vitória desta última equipa por 1-0, tendo o único golo do encontro sido apontado por Jack Charlton, ao minuto 24.

Pelo Sporting, Vítor Damas jogou, primeiro, durante 15 épocas seguidas, tendo regressado a Alvalade em 1984, para mais cinco épocas de leão ao peito. Ao todo, defendeu as redes do leão por 444 ocasiões, sendo recordado como um dos maiores guarda-redes que passou pelo Clube.


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Orlando Duarte: Levou o futsal do Sporting à glória e abriu a porta a Nuno Dias

Treinador experiente orientou a equipa verde e branca durante vários anos e experienciou, por inúmeras ocasiões, o sabor da vitória e de títulos

Orlando Duarte, técnico que orientou a equipa de futsal do Sporting, continua a ser considerado uma figura impactante na modalidade em Portugal
Orlando Duarte, técnico que orientou a equipa de futsal do Sporting, continua a ser considerado uma figura impactante na modalidade em Portugal

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Orlando Duarte, nascido a 5 de Abril de 1957, é um dos nomes mais respeitados do futsal em Portugal, com uma carreira de treinador marcada por várias conquistas, nomeadamente ao serviço do Sporting. Iniciou a sua trajetória como técnico no Atlético CP, na temporada 1987/88, onde permaneceu durante cinco épocas. Aos leões chegou em 1993 e assim se deu início a uma bonita história.


Só sentiu o sabor do sucesso no Sporting


Ao longo das nove temporadas à frente da equipa verde e branca, Orlando Duarte conquistou o campeonato nacional da 1.ª divisão, por seis vezes (1993, 1994, 1995, 1999, 2001 e 2011), foi vice-campeão noutras três ocasiões e ainda conquistou uma Taça de Portugal e uma Supertaça (2011). Demonstrou sempre uma atenção especial à formação e orientou os juniores A na conquista do campeonato distrital em três épocas. A sua influência no Clube foi reconhecida em 1999, com a atribuição do Prémio Stromp, na categoria Técnico.


Próxima paragem: equipa das quinas

Em 2000/01, após conquistar o título nacional, decidiu sair do Sporting para concretizar um sonho antigo: tornar-se selecionador nacional. Embora já integrasse os quadros da Federação Portuguesa de Futebol desde 1994, foi a partir dessa altura que assumiu em pleno o comando técnico da seleção. Sob a sua liderança, Portugal alcançou resultados históricos, como o terceiro lugar no Mundial de 2000, na Guatemala, e o segundo lugar no Europeu de 2010, realizado na Hungria.


Para além de ter projetado a seleção nacional no panorama internacional, criou uma mentalidade competitiva e ambiciosa que se manteve como o seu legado. Já depois de abandonar a equipa das quinas, foi distinguido com o prémio "Fernando Vaz", atribuído pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol, como reconhecimento pelo trabalho exemplar desenvolvido.

Regresso ao Sporting para continuar a vencer

Orlando Duarte regressou ao Sporting em 2010/11, com metas bem definidas: conquistar todas as competições da época, entre elas a Supertaça, Taça de Portugal, Campeonato Nacional e a UEFA Futsal Cup. Iniciou a época precisamente com a conquista da Supertaça e terminou com um triplete: vitória no campeonato, na Taça de Portugal (ambas frente ao Benfica) e garantindo a presença na final da UEFA Futsal Cup, perdida diante do AS Montesilvano, por 5-2. No ano seguinte, voltou a ser galardoado com o Prémio Stromp, novamente na categoria Técnico.

No final da época 2011/12, a ligação entre Orlando Duarte e o Sporting chegou ao fim, tendo o técnico deixado o clube sem renovar contrato. Foi então substituído por Nuno Dias, que daria continuidade à trajetória de sucesso do futsal leonino e que é, ainda hoje, o timoneiro desta equipa, tendo vencido recentemente a Taça de Portugal, diante do Benfica (4-3).

Figura incontornável da modalidade

Depois de deixar o Sporting, Orlando Duarte passou sete anos no Nikars, da Letónia, e seguiram-se experiências no Orchies Pévèle, em França, e no Piast Gliwice, da Polónia. Pelo meio, passou pela seleção da Letónia e continua neste país, agora para orientar o RFS Futsal. Continua a ser considerado uma figura incontornável do futsal nacional, tanto pelo legado no Sporting, como pelo impacto na seleção nacional.


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José Peseiro: Da final da Taça UEFA ao regresso em tempos de crise ao Sporting

Treinador português conta com duas décadas de experiência no futebol ao mais alto nível e duas passagens marcantes pelo Clube de Alvalade

José Peseiro orientou o Sporting pela primeira vez em 2004 e regressou a Alvalade mais tarde, em 2018, numa altura de grande crise
José Peseiro orientou o Sporting pela primeira vez em 2004 e regressou a Alvalade mais tarde, em 2018, numa altura de grande crise

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José Peseiro é um treinador português com uma carreira extensa e marcada por passagens por vários clubes e seleções, tanto em Portugal como no estrangeiro. No Sporting, Clube que orientou por duas ocasiões, sofreu altos e baixos e ficará para sempre lembrado pela final perdida da Taça UEFA, em 2004/05. Mas já lá vamos.


O percurso de Coruche até ao Sporting


Natural de Coruche, Peseiro começou por treinar o Orientar, o União de Santarém, o Grupo União Sport e, uma vez mais, o Oriental, antes de chegar ao Nacional da Madeira, onde conseguiu fixar-se durante quatro épocas e com bons resultados, de tal forma que foi convidado para ser adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid. Essa breve passagem por um dos maiores clubes do mundo serviu de rampa de lançamento para um percurso sinuoso e algo alucinante.


A chegada ao Sporting aconteceu em 2004, logo depois de ter abandonado o Bernabéu. Deu-se numa fase de renovação do Clube, tendo sido a escolha para substituir Fernando Santos, e rapidamente imprimiu uma identidade ofensiva à equipa, montando um conjunto com talento e ambição. Logo na primeira época em Alvalade, e apesar de um desapontante 3.º lugar no campeonato e de uma chegada aos oitavos de final da Taça de Portugal, orientou os leões numa caminhada histórica na Taça UEFA.

Final amarga que nunca será esquecida


Depois de eliminar Feynoord, Middlesbrough, Newcastle e AZ Alkmaar - com Miguel Garcia como herói -, o Sporting chegou à grande final e encontrou os russos do CSKA Moscovo, precisamente em casa, no Estádio José Alvalade. O percurso memorável até este derradeiro jogo não se traduziu num título, até porque os leões não foram além de um 3-1. Os maus resultados internos não foram, assim sendo, anulados pela campanha europeia e Peseiro seguiu para a segunda temporada num clima de desconfiança por parte dos adeptos.

Em 2005/06, o Sporting foi cedo eliminado da Liga dos Campeões e, mais tarde, da Liga Europa, não tendo passado, sequer, da primeira ronda. Em 11 jogos, Peseiro contava apenas com cinco triunfos e foi incapaz de evitar assim o despedimento, logo no mês de outubro. O homem escolhido para suceder no cargo foi Paulo Bento, valendo a pena recordar que este se manteve em Alvalade por quatro épocas e meia.

Após sair do Sporting, Peseiro continuou a sua carreira no Al Hilal e, mais tarde, no Panathinaikos. Acabou escolhido para orientar a seleção da Arábia Saudita, onde se manteve por três épocas, e em 2012 voltou a Portugal pelas mãos do Sporting de Braga. No emblema minhoto, fez uma primeira passagem discreta e voltou para o estrangeiro, para comandar o Al Wahda e o Al Ahly.

Regresso ao Sporting longe do desejado

Em terras lusas, ainda passou pelo Porto e pelo Braga, uma vez mais, e depois de um ano pelo Vitória SC regressou ao Sporting. Sousa Cintra, que havia sido anunciado Presidente da SAD em julho de 2018, escolheu Peseiro para ultrapassar a grave crise de resultados de 2018, isto numa altura em que muitos treinadores recusaram o desafio. Frederico Varandas, que acabou eleito em novembro do mesmo ano, despediu o técnico após a derrota diante do Estoril, para a Taça da Liga.

Novamente longe de Portugal, José Peseiro voltou a assumir uma seleção, desta vez a venezuelana, mas sem grande sucesso. Mudou-se para a congénere nigeriana em 2022 e na última época treinou o Zamalek, também sem deslumbrar. Atualmente, encontra-se sem trabalho, mas reconhecido pelo extenso e diferenciado currículo que conta já com duas décadas a atuar ao mais alto nível.


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Hedi de Sá: Estrela do Sporting que precisou de pouco tempo para brilhar

Atleta que encantou ao serviço do atletismo verde e branco marcou para sempre a modalidade, quer em contexto interno, como a nível nacional

Hedi de Sá, uma figura notável da história do atletismo do Sporting, ao serviço do qual conquistou várias medalhas
Hedi de Sá, uma figura notável da história do atletismo do Sporting, ao serviço do qual conquistou várias medalhas

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Hedi de Sá nasceu na Alemanha, sendo filha de pai português e mãe natural deste país, e passou grande parte da sua infância e adolescência em Bruxelas, a capital da Bélgica. Por lá, começou a dar os seu primeiros passos no atletismo, antes de rumar e se estabelecer em Portugal, decorria o ano de 1943, em plena Segunda Guerra Mundial.


Como surgiu o Sporting


Após se ter instalado em terras lusas, Hedi de Sá, regressou à prática da sua modalidade preferida, o atletismo, com especial foco na disciplina de salto em altura. Indicaram-lhe que o Sporting podia ser uma boa opção para si, e tratou logo de se deslocar às instalações verdes e brancas, Clube que passou, desde logo, a representar.


Com ela trazia a escola de um país muito mais desenvolvido do que Portugal em termos desportivos e o atletismo não era exceção. Depressa fez notar a sua elevada qualidade, tornando-se na primeira atleta portuguesa a utilizar o "rolamento californiano" no salto em altura e a dar apenas três passos entre as barreiras, nas corridas desta especialidade.

Na época seguinte, a atleta nascida na Alemanha renovou o titulo nacional do salto em altura, mas triunfou também nos 80 metros barreiras e no salto em comprimento, em ambos os casos estabelecendo novos recordes nacionais, com as marcas de 13,9s e 4,69m respetivamente, sendo que nas barreiras já tinha melhorado a melhor marca nacional durante os Campeonatos de Lisboa, ao percorrer a distância em 14,2s. Uma prova de que veio para Portugal para deixar a sua marca não só no Sporting como também em Portugal.


Após três anos de glória, abandonou a modalidade

Ao ter conquistado todos estes títulos, recordes nacionais e depois de ter marcado para sempre o atletismo verde e branco e nacional, abandonou a carreira, ao fim de somente três anos de leão ao peito. Para trás ficaram não só os feitos, como também uma mentalidade que mudou para sempre a forma de olhar para a modalidade em Portugal.

Hedi de Sá, com toda a sua experiência trazida da escola alemã e belga, países cujo o domínio no desporto, à época, era muito superior a Portugal, conquistou o título de melhor atleta portuguesa na modalidade e permaneceu várias décadas com esta distinção, até grandes figuras superarem o seu enorme legado. 

Depois de Hedi, só Carlos Lopes 

Após a presença de Hedi de Sá na história do Atletismo verde e branco, só Carlos Lopes, o eterno primeiro campeão olímpico por Portugal nos jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, conseguiu igualar todos os feito que a luso alemã realizou, Liderados pelo professor Mário Muniz Pereira, a formação do Sporting dominou a modalidade durante largas década e fez saltar para a ribalta figuras como o já citado Carlo Lopes, Dionísio Castro ou Fernando Mamede.


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