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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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15 Mai 2020 | 11:30 |
A venda da maioria do capital social da SAD voltou à atualidade verde e branco após Tomás Froes, num artigo de opinião publicado no jornal Record, ter defendido que esse era o único caminho possível para que o Sporting CP fosse novamente campeão. Contudo, Carlos Vieira, Miguel Poiares Maduro e Samuel Almeida, em declarações exclusivas ao Leonino, opõem-se a esta ideia.
Samuel Almeida justifica a sua posição alegando que, de forma a que o Clube consiga controlar o seu futuro, “é impensável colocar-se nas mãos de um qualquer investidor” até porque, segundo o advogado, “é impossível conciliar os interesses financeiros de um investidor e os interesses desportivos do Clube”.
Carlos Vieira também não vê “absolutamente razão nenhuma para a venda da maioria do capital social da SAD” até porque, de acordo com o antigo vice-presidente do Sporting CP, “o fair play financeiro como hoje existe e que não existia quando os investidores entraram nos clubes ingleses, não aconselha esse tipo de solução. Do ponto de vista prático, o Clube tem que ter custos iguais às receitas”.
Miguel Poiares Maduro começou por dizer ao Leonino que considera importante que este tipo de temas seja debatido pelos Sportinguistas, mas não está de acordo com a perda do controlo da SAD devido às atuais regras do fair play financeiro, também porque, na sua opinião, “os Sócios até poderiam controlar o comprador, mas perderiam o controlo dos destinos da SAD a partir desse momento. E, neste contexto atual, este risco seria ainda maior, pois com os desafios à sustentabilidade dos clubes é cada vez maior o risco de capitais de origem duvidosa entrarem nos clubes de futebol”.
Perda de relação entre Clube e Sócios
Um outro ponto em que as personalidades contactadas pelo Leonino concordam é de que, caso o clube perdesse o controlo da SAD, isso levaria a um afastamento dos Sócios.
Na opinião de Carlos Vieira, “há uma aceção de que a excessiva democratização do Sporting prejudica a prestação desportivo do Clube. No meu entender, não é isso que se passa. O Sporting tem a dimensão que tem pelo seu modelo democrático, que, bem ou mal, tem permitido ao Clube manter essa mesma dimensão”. O antigo responsável pelas finanças leoninas afirma mesmo que “a perda de uma democratização do Clube ia fazer com que o Sporting diminuísse as suas receitas, nomeadamente em bilhética, merchandising, etc.”.
Miguel Poiares entende que “a identificação dos Sócios com o Clube passa pela sua natureza associativa, ou seja, poderem ter voz no seu governo. E, se avançássemos para uma solução deste género, isto desapareceria”.
Para lá deste aspeto anteriormente mencionado, Samuel Almeida alerta que, no contexto atual, os investidores procuram “negócios oportunistas e que sejam negócios baratos pela fragilidade do Clube. Acho que vender em baixa nunca é uma boa altura para vender”.
Crescimento da indústria e alteração de modelo de governo
Carlos Vieira é afirma que “a solução passa por um crescimento do futebol português enquanto indústria que gere um crescimento das receitas em termos de direitos televisivos, aumento da bilhética, entre outras coisas”. Por sua vez, Miguel Poiares Maduro defende que a solução passa por “promover a gestão profissional através da alteração do modelo de governo do Clube, com separação clara da SAD, mas sem os Sócios perderem o controlo do processo”.
O Leonino contactou Tomás Froes, mas até ao fecho deste artigo não foi possível obter as suas declarações.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".