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Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
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15 Mai 2020 | 12:30 |
A venda da maioria do capital social da SAD voltou à atualidade verde e branco após Tomás Froes, num artigo de opinião publicado no jornal Record, ter defendido que esse era o único caminho possível para que o Sporting CP fosse novamente campeão. Contudo, Carlos Vieira, Miguel Poiares Maduro e Samuel Almeida, em declarações exclusivas ao Leonino, opõem-se a esta ideia.
Samuel Almeida justifica a sua posição alegando que, de forma a que o Clube consiga controlar o seu futuro, “é impensável colocar-se nas mãos de um qualquer investidor” até porque, segundo o advogado, “é impossível conciliar os interesses financeiros de um investidor e os interesses desportivos do Clube”.
Carlos Vieira também não vê “absolutamente razão nenhuma para a venda da maioria do capital social da SAD” até porque, de acordo com o antigo vice-presidente do Sporting CP, “o fair play financeiro como hoje existe e que não existia quando os investidores entraram nos clubes ingleses, não aconselha esse tipo de solução. Do ponto de vista prático, o Clube tem que ter custos iguais às receitas”.
Miguel Poiares Maduro começou por dizer ao Leonino que considera importante que este tipo de temas seja debatido pelos Sportinguistas, mas não está de acordo com a perda do controlo da SAD devido às atuais regras do fair play financeiro, também porque, na sua opinião, “os Sócios até poderiam controlar o comprador, mas perderiam o controlo dos destinos da SAD a partir desse momento. E, neste contexto atual, este risco seria ainda maior, pois com os desafios à sustentabilidade dos clubes é cada vez maior o risco de capitais de origem duvidosa entrarem nos clubes de futebol”.
Perda de relação entre Clube e Sócios
Um outro ponto em que as personalidades contactadas pelo Leonino concordam é de que, caso o clube perdesse o controlo da SAD, isso levaria a um afastamento dos Sócios.
Na opinião de Carlos Vieira, “há uma aceção de que a excessiva democratização do Sporting prejudica a prestação desportivo do Clube. No meu entender, não é isso que se passa. O Sporting tem a dimensão que tem pelo seu modelo democrático, que, bem ou mal, tem permitido ao Clube manter essa mesma dimensão”. O antigo responsável pelas finanças leoninas afirma mesmo que “a perda de uma democratização do Clube ia fazer com que o Sporting diminuísse as suas receitas, nomeadamente em bilhética, merchandising, etc.”.
Miguel Poiares entende que “a identificação dos Sócios com o Clube passa pela sua natureza associativa, ou seja, poderem ter voz no seu governo. E, se avançássemos para uma solução deste género, isto desapareceria”.
Para lá deste aspeto anteriormente mencionado, Samuel Almeida alerta que, no contexto atual, os investidores procuram “negócios oportunistas e que sejam negócios baratos pela fragilidade do Clube. Acho que vender em baixa nunca é uma boa altura para vender”.
Crescimento da indústria e alteração de modelo de governo
Carlos Vieira é afirma que “a solução passa por um crescimento do futebol português enquanto indústria que gere um crescimento das receitas em termos de direitos televisivos, aumento da bilhética, entre outras coisas”. Por sua vez, Miguel Poiares Maduro defende que a solução passa por “promover a gestão profissional através da alteração do modelo de governo do Clube, com separação clara da SAD, mas sem os Sócios perderem o controlo do processo”.
O Leonino contactou Tomás Froes, mas até ao fecho deste artigo não foi possível obter as suas declarações.
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.