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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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15 Mai 2020 | 12:30 |
A venda da maioria do capital social da SAD voltou à atualidade verde e branco após Tomás Froes, num artigo de opinião publicado no jornal Record, ter defendido que esse era o único caminho possível para que o Sporting CP fosse novamente campeão. Contudo, Carlos Vieira, Miguel Poiares Maduro e Samuel Almeida, em declarações exclusivas ao Leonino, opõem-se a esta ideia.
Samuel Almeida justifica a sua posição alegando que, de forma a que o Clube consiga controlar o seu futuro, “é impensável colocar-se nas mãos de um qualquer investidor” até porque, segundo o advogado, “é impossível conciliar os interesses financeiros de um investidor e os interesses desportivos do Clube”.
Carlos Vieira também não vê “absolutamente razão nenhuma para a venda da maioria do capital social da SAD” até porque, de acordo com o antigo vice-presidente do Sporting CP, “o fair play financeiro como hoje existe e que não existia quando os investidores entraram nos clubes ingleses, não aconselha esse tipo de solução. Do ponto de vista prático, o Clube tem que ter custos iguais às receitas”.
Miguel Poiares Maduro começou por dizer ao Leonino que considera importante que este tipo de temas seja debatido pelos Sportinguistas, mas não está de acordo com a perda do controlo da SAD devido às atuais regras do fair play financeiro, também porque, na sua opinião, “os Sócios até poderiam controlar o comprador, mas perderiam o controlo dos destinos da SAD a partir desse momento. E, neste contexto atual, este risco seria ainda maior, pois com os desafios à sustentabilidade dos clubes é cada vez maior o risco de capitais de origem duvidosa entrarem nos clubes de futebol”.
Perda de relação entre Clube e Sócios
Um outro ponto em que as personalidades contactadas pelo Leonino concordam é de que, caso o clube perdesse o controlo da SAD, isso levaria a um afastamento dos Sócios.
Na opinião de Carlos Vieira, “há uma aceção de que a excessiva democratização do Sporting prejudica a prestação desportivo do Clube. No meu entender, não é isso que se passa. O Sporting tem a dimensão que tem pelo seu modelo democrático, que, bem ou mal, tem permitido ao Clube manter essa mesma dimensão”. O antigo responsável pelas finanças leoninas afirma mesmo que “a perda de uma democratização do Clube ia fazer com que o Sporting diminuísse as suas receitas, nomeadamente em bilhética, merchandising, etc.”.
Miguel Poiares entende que “a identificação dos Sócios com o Clube passa pela sua natureza associativa, ou seja, poderem ter voz no seu governo. E, se avançássemos para uma solução deste género, isto desapareceria”.
Para lá deste aspeto anteriormente mencionado, Samuel Almeida alerta que, no contexto atual, os investidores procuram “negócios oportunistas e que sejam negócios baratos pela fragilidade do Clube. Acho que vender em baixa nunca é uma boa altura para vender”.
Crescimento da indústria e alteração de modelo de governo
Carlos Vieira é afirma que “a solução passa por um crescimento do futebol português enquanto indústria que gere um crescimento das receitas em termos de direitos televisivos, aumento da bilhética, entre outras coisas”. Por sua vez, Miguel Poiares Maduro defende que a solução passa por “promover a gestão profissional através da alteração do modelo de governo do Clube, com separação clara da SAD, mas sem os Sócios perderem o controlo do processo”.
O Leonino contactou Tomás Froes, mas até ao fecho deste artigo não foi possível obter as suas declarações.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31
Luís Montenegro faz figura deprimente no Parlamento e goza com o Sporting (vídeo)
09 Out 2026 | 13:04