Clube
Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
15 Out 2020 | 16:08 |
“Os elementos deste Conselho Diretivo, desde o Presidente ao último vogal, só merecem o meu desprezo a partir do momento em que elaboraram um plano mesquinho para impedir o ex-vice-Presidente Carlos Vieira de se candidatar. Como? Após terminar o período de suspensão que lhe foi imposto pelo CFeD, Carlos Vieira procurou regularizar o pagamento das quotas, uma vez que na condição de suspenso não lho foi permito fazer (ao contrário do que se verificou noutros casos de um passado recente). Mas, entretanto, outros Sócios igualmente suspensos (José Quintela e Rui Caeiro) puderam fazê-lo”. quem o escreveu foi José Ribeiro, na sua rubrica Bancada Nova, no Leonino (LER AQUI).
Desde o momento da publicação deste artigo, nesta segunda-feira (12 de outubro), muitas foram as questões colocadas pelos Sportinguistas sobre esta situação e até mesmo as formalidades que Carlos Vieira tomou devido ao sucedido. Em declarações exclusivas ao Leonino, o antigo vice-Presidente do Clube de Alvalade defendeu a sua posição.
“O facto é que, quando deixei de estar suspenso – fui suspenso em dois processos disciplinares – em março de 2020, fui tentar pagar as minhas quotas do período em que estive suspenso. Os meus colegas que tinham estado também suspensos, Rui Caeiro, José Quintela e Luís Gestas, conseguiram pagar as quotas em atraso porque o solicitaram ou porque pagam automaticamente na medida em que tinham débitos diretos ativos. Quando quis pagar disseram-me que não o poderia fazer e que os meus colegas tinham pago indevidamente por um erro do sistema e que, portanto, veriam os pagamentos que tinham feito transferidos para datas futuras, o que sucedeu”, começou por explicar.
Cartas de ‘desamor’
“Contestei isso e enviei cartas a pedir que me deixassem pagar. Basicamente, foi rejeitado. Na minha opinião, porque para poder ser candidato a órgãos sociais tenho de ter os últimos cinco anos imediatamente anteriores de quotas pagas, o que não sucede se só comecei a pagar em março de 2020”, lembrou ainda, antes de realçar que o mesmo foi tratado de forma diferente com outros Associados do Clube. “Ao que parece, alguns Sócios que foram suspensos quando eu era membro do CD puderam sempre pagar as quotas e ficaram só impedidos de votar e participar em AG’s. Dizem-me que relativamente a esses processos também estão a retirar os pagamentos por eles feitos e a creditarem meses vincendos”, disse.
Devido à resposta dada pelos serviços do Clube, depois de muita insistência, ficou escrito num dos e-mails que “cumulativamente, o período em questão não conta para antiguidade” e que “finda a suspensão, reinicia-se o normal processo de pagamento de quotas”. Assim, Carlos Vieira optou por enviar várias cartas ao Conselho Diretivo (CD), endereçadas a Frederico Varandas, com o assunto “Direito à informação”.
“Dirigi já diversos pedidos de informação, quer aos serviços, quer a órgãos estatutários do Clube, com a finalidade de saber por que razão não é aceite o pagamento, que insistentemente tenho procurado fazer, de quotas minhas em atraso, referentes ao período de julho de 2018 a março de 2020”, pode ler-se na carta de Carlos Vieira, enviada a 25 de maio de 2020.
Muitas das cartas ficaram sem resposta, tendo levado o anterior vice-Presidente a fazer o pedido de “que de uma vez por todas ponha (Frederico Varandas) fim a esta barreira de silêncio e me informe, de modo claro e fundamentado, sobre as razões que levam a não permitirem o cumprimento do meu dever de pagar as quotas que se encontram em dívida”, além de ter informado que daria conhecimento deste pedido “ao Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting Clube de Portugal”.
Veredito dado em Alvalade
Por parte do Clube, e depois de insistência, a resposta surgiu a 10 de agosto de 2020, na qual é confirmada a informação anteriormente transmitida pelos serviços, depois de a questão ter, também, sido submetida ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting CP.
“A sanção de suspensão de Sócio faz suspender toda a panóplia de direitos/deveres primários dos Sócios relacionados com a atividade social e sua execução (vg. participação na vida social do Clube, direito de votação, direito de eleição, poder/dever de pagamento de quotas, antiguidade)” e que “o direito à antiguidade cessa a sua contagem aquando da aplicação da pena de suspensão, pelo que a antiguidade cessa a sua contagem aquando do início do cumprimento da sanção e só retoma com a sua cessação, criando-se um hiato enquanto for cumprida a pena”, terminado assim a carta do Conselho Diretivo, que remete para uma consulta ao Conselho Fiscal e Disciplinar. Acontece que, para Carlos Vieira, não compete ao CFeD emitir qualquer opinião sobre o assunto, porque os estatutos não o preveem, sendo matéria da competência única do Conselho Diretivo.
De acordo com informações que chegaram ao Leonino, dentro do CFeD a questão não é pacífica, estando Baltazar Pinto a decidir sem o apoio colegial dos seus colegas de órgão social.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".