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Clube
30 Jul 2020 | 12:24 |
Carlos Vieira e Fernando Tavares Pereira não têm dúvidas de que Frederico Varandas é o grande responsável pelo mau desempenho da equipa de futebol dos leões na temporada que agora terminou. Em declarações exclusivas ao Leonino, os antigos candidatos à presidência do Clube não colocam de parte um cenário de eleições antecipadas e apelam a uma reflexão por parte dos atuais Órgãos Sociais.
“Foi uma época horrível. Não há razões que expliquem esta situação que não sejam a falta de competência no processo de escolha das pessoas e da responsabilização de toda a estrutura. Foi, de facto, um ano terrível”, afirmou Carlos Vieira. O Vice-Presidente com o pelouro das finanças entre 2013 e 2018 não tem dúvidas sobre a quem devem ser acartadas as culpas: “Do ponto de vista prático, a responsabilidade é de quem assumiu a pasta do futebol, ou seja, o Presidente do Sporting CP e dos colegas de escola que levou consigo. Lembre-se que Frederico Varandas chegou a afirmar que, para ele, o futebol seria fácil, fácil”.
Fernando Tavares Pereira considerou que, no que diz respeito a resultados e até à credibilidade do próprio Clube, os leões estão “praticamente como nunca estiveram”, destacando que o Sporting CP “nunca pode ter quatro ou cinco treinadores numa só temporada” e que “este tipo de decisões demonstram o devaneio e a falta de responsabilidade das pessoas em causa”. Tavares Pereira destacou ainda a falta de humildade dos atuais responsáveis verdes e brancos: “O que falta, e acredito que continuará a ser assim, é a falta de humildade. Quando não dominamos uma determinada área, temos de procurar quem o saiba fazer”.
Varandas deve refletir
Quanto a um possível cenário de eleições antecipadas, Carlos Vieira afirmou que “essa leitura tem de ser feita por parte dos dirigentes, que poderão, ou não, colocar o seu lugar à disposição”, mas deixou uma sugestão ao atual Conselho Diretivo: “Esta Direção deveria, pelo menos, fazer uma auscultação aos Sócios. No limite, poderia apresentar uma moção de confiança, como acontece no nosso sistema democrático. A partir daí, poderia tomar uma decisão com base nos resultados dessa moção”.
Por sua vez, Fernando Tavares Pereira defende que, “por norma, os mandatos são para chegar ao fim”, mas, no contexto atual, disse acreditar que “não estão reunidas condições para que tal aconteça”. Neste sentido, o quinto classificado, com 0,9% dos votos, nas eleições de 2018, afirmou que “deveria ser a própria direção a assumir que não tem condições para continuar no Clube”.
Vieira e Tavares Pereira contra o I-voting
Por fim, relativamente à implementação do I-Voting no Sporting CP, Carlos Vieira e Fernando Tavares Pereira acreditam que, para já, existem alternativas mais vantajosas para o Clube, nomeadamente com a inclusão dos Núcleos em todo o processo.
“Sou completamente a favor do I-Voting assim que for aceite na República Portuguesa. Quando for entendido que há um mecanismo seguro que possa ser utilizado nas eleições em Portugal, acho perfeitamente normal que esse processo seja transmissível para as outras entidades”, referiu Carlos Vieira, que, em 2018, não levou a sua candidatura até ao fim dado ter-lhe sido aplicado uma período de suspensão de Sócio pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Por sua vez, Fernando Tavares Pereira afirmou que “nesta fase, o I-voting não é bom para o Sporting CP. Acredito que se deviam valorizar as forças vivas que o Clube tem, como por exemplo os Núcleos”.
Nota aos Leitores:
Ao longo do dia de ontem, quarta-feira, o Leonino contactou João Benedito e José Maria Ricciardi para obter uma reação dos mesmos ao atual estado do Clube.
No caso do segundo candidato mais votado (36,84%) nas últimas eleições do Sporting CP, Benedito optou, para já, por ficar em silêncio.
Quanto a José Maria Ricciardi, que ficou em terceiro lugar, com 14,55%, no último ato eleitoral do Clube, não foi possível, até ao momento, obter qualquer resposta.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52