Momento de Parar para Encarreirar
Que se pare, que se identifiquem os erros – que se aprenda rapidamente – e que se prepare, desde já, essa final como se fosse o único jogo que resta
02 Jul 2024 | 09:29
Ganhar o cetro de forma perentória não chega para levar titulares decisivos ao Euro. Querem a seleção do nosso descontentamento? Ei-la
O selecionador nacional Roberto Martínez demonstrou que
coerência e justiça são conceitos abstratos nas suas escolhas. Ao anunciar a
convocatória para o Euro 2024, a ausência dos nossos Pedro Gonçalves e
Francisco Trincão, jogadores-chave no recente sucesso do Sporting, causou um
alvoroço justificado entre adeptos e analistas.
Pote foi um dos motores do título leonino. Com números que
falam por si, Pote marcou 18 golos e fez 16 assistências na última época. E não
foi só agora, é temporada após temporada, numa consistência difícil de igualar
por quase todos os outros jogadores. A sua capacidade de aparecer nos momentos
decisivos, a inteligência tática e a versatilidade em campo fazem dele um dos
jogadores mais completos e influentes do futebol português atual. Comparar Pote
com Pedro Neto, que apesar de promissor não teve o mesmo impacto na sua equipa,
passando grande parte do tempo lesionado, é um exercício de pura injustiça. Nem
precisaria de ser no lugar do jogador do Wolves, mas esta substituição direta é
gritante.
Francisco Trincão, por seu lado, mostrou-se, desde janeiro,
superior a jogadores como João Félix e Francisco Conceição. A sua habilidade de
desequilibrar, a visão de jogo e a capacidade de jogar tanto por dentro como
por fora daria jeito em jogos fechados como o de ontem contra a Eslovénia.
Félix registou mais uma época irregular (em quantas vamos?) no Barcelona, sendo
muitas vezes suplente. Já Francisco Conceição explodiu este ano, mas não está
preparado para estes palcos, como se tem visto em campo.
Além das escolhas discutíveis no ataque, a convocatória de
Martínez levanta outras questões no setor defensivo. Convocar três laterais
direitos – João Cancelo, Diogo Dalot e Nélson Semedo – parece um exagero
desnecessário. Ter cinco centrais também não é usual, especialmente quando há
lacunas evidentes noutras posições. A insistência em jogadores como Rúben
Neves, que nunca conseguiu justificar o estatuto de indiscutível na seleção, só
agrava a sensação de que as escolhas são feitas mais pelo nome do que pelo
desempenho em campo.
E não podemos ignorar o estado de graça das nossas estrelas.
Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo estão longe do seu pico de
forma. Épocas desgastantes, preenchidas por um calendário sem pausas… não há
milagres. O ritmo competitivo ressente-se.
O esquecimento do Sporting por parte de Martínez é uma
afronta ao mérito e ao desempenho desportivo. Frederico Varandas tem todo
direito para relembrar que o Sporting é campeão e que os seus jogadores merecem
reconhecimento e justiça. Não é esta a hora, mas nós, Sportinguistas, por via
da voz do Presidente, queremos palavras fortes quando houver um balanço para se
apresentar. Seja para congratular, seja para criticar. Palavras de
circunstância, não!
Esperemos que em competições futuras, o critério seja o
desempenho e não o nome ou o clube de origem ou, pior ainda, outros critérios
menos transparentes. A seleção do nosso descontentamento está aí: quatro jogos,
um bom, três sofríveis. Os resultados no Euro serão o verdadeiro teste às
escolhas de Martínez. Força Portugal!
João Duarte, Publisher do Leonino
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