Futebol
Jogador que esteve ligado ao Sporting foi a Alvalade ver empate com Arouca e reagiu
21 Set 2026 | 12:34
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Futebol
21 Set 2020 | 18:25 |
O Sporting CP irá apresentar, no próximo sábado, 26 de setembro, o Orçamento do Clube para a temporada 2020/21. No documento disponibilizado online (LER AQUI), os leões preveem uma queda abrupta nas receitas, superior a dois milhões de euros (2.361.574 euros), justificada pelo impacto da COVID-19 no mundo do desporto.
De forma a equilibrar as contas leoninas, a direção liderada por Frederico Varandas propõe um corte no orçamento de 2,3 milhões de euros, ou seja, 10% menos do que havia sido investido na época 2019/20. Assim sendo, o orçamento proposto para a próxima temporada apresenta um resultado líquido positivo, de 36,7 mil euros, tal como obrigam os Estatutos do Clube.
COVID-19 com impacto significativo
Na vertente das receitas, o Sporting CP prevê uma quebra de 9,91% face ao exercício anterior.
Para este cenário, as rubricas mais significativas foram as “quotizações” (menos 10% - 900 mil euros), “Publicidade e Patrocínios” (redução de 35% - 972,4 mil euros), “Inscrições nas Modalidades” (queda de 31,64% - 532,4 mil euros), “Bilheteira” (tombo de 62,26% - 330 mil euros) e ainda “Rendas, Licenciamentos e Comissões” (pequena descida de 3,11% - 179 mil euros). Nas restantes rubricas, como por exemplo nas receitas provenientes da venda de Gameboxs para o Pavilhão João Rocha (menos 44% - 40 mil euros), há uma diminuição, mas pouco significativa em termos absolutos.
Porém, do lado da receita, na rubrica “Outros Rendimentos e Ganhos”, existe um crescimento de quase 650 mil euros. Percentualmente, comparativamente com o período homólogo, trata-se um aumento de 80%. Corte nos gastos em linha com diminuição de receitas
Quanto aos gastos previstos no Orçamento do Clube para 2020/21, o Sporting CP prevê um corte em linha com a diminuição de receitas, ou seja, superior a dois milhões de euros (2.309.264 euros). Relativamente ao período homólogo, em que se gastaram quase 24 milhões de euros, trata-se de uma diminuição de 9,73%.
A rubrica em que o apertar do cinto é mais significativo são os “Honorários”, com os leões a preverem gastar quase menos cerca de um milhão de euros. Em 2019/20, foram gastos pouco mais de oito milhões. Para a próxima temporada, a previsão ronda os sete milhões. Percentualmente, é uma redução de 11,7%. Nesta rubrica, juntamente com os “Gastos com Pessoal”, está contabilizado a grande maioria do investimento feito nas modalidades.
Neste aspeto, destaque ainda para os cortes nas seguintes rubricas: Outros fornecimentos” (menos 24,25% - 365,7 mil euros), “Recuperações ao Grupo” (queda de 29,79% - 263,1 mil euros), “Publicidade e Promoção” (redução de 39,70% - 251,4 mil euros), “Energia e Fluídos” (recua 15,03% - 215,6 mil euros), “Rendas e Alugueres” (desce 8,86% - 150,1 mil euros), “Outros Gastos e Perdas” (diminui 12,92% - 149,9 mil euros) e “Empresas especializadas” (ligeira correção de 8,05% - 90,1 mil euros).
No que toca a aumento dos gastos por parte dos leões, nota para as rubricas: “Gastos com Pessoal” (sobe 9,78% - 125,8 mil euros), “Outros Gastos e Perdas” (cresce 15,53% - 65,1 mil euros), “Deslocações e Estadas” (ligeiro salto de 4,26% - 61,4 mil euros), “Organização de Jogos” (aumenta 12,08% - 59,4 mil euros), “Manutenção Preventiva e Corretiva” (dispara 11,68% - 53,6 mil euros) e “Comissões suportadas” (ascende 7,09% - 18,2 mil euros). No documento, o Sporting CP justifica o aumento destas rubricas com despesas relacionadas com a COVID-19 e os cuidados subsequentes.
Rui Borges tem sido contestado no Clube de Alvalade fruto dos resultados recentes e nome do antigo treinador do Porto acabou por surgir na imprensa
22 Set 2026 | 03:00 |
A possibilidade de Sérgio Conceição assumir o comando técnico do Sporting é de 0%, sabe o Leonino. Apesar de o nome do treinador português ter voltado a surgir associado aos leões na sequência da pressão em torno de Rui Borges, o antigo técnico do Porto não é uma opção para Frederico Varandas.
A informação ganha relevância depois de Nicolò Schira ter colocado Sérgio Conceição entre os possíveis candidatos a suceder ao atual treinador leonino. Contudo, ao que o nosso Jornal apurou, esse cenário não tem qualquer correspondência junto da estrutura do Sporting e não mudaria sequer perante uma eventual saída de Rui Borges.
Para já, de resto, Frederico Varandas decidiu manter a confiança em Rui Borges depois do empate frente ao Arouca (2-2). A SAD analisou o momento da equipa após novo deslize no campeonato, mas entende que a profunda remodelação do plantel obriga a conceder tempo ao técnico para consolidar novas rotinas e inverter os resultados recentes.
Rui Borges continua, por isso, no comando e está preparado para liderar a equipa no regresso da competição, diante do Braga. O treinador sente igualmente que mantém o grupo do seu lado e não equaciona qualquer saída por iniciativa própria, apesar da crescente contestação entre alguns adeptos do Sporting.
Mesmo que o cenário se altere no futuro e a SAD acabe por optar por uma mudança no banco, Sérgio Conceição, livre depois de deixar o Al Ittihad, continuará fora da equação. As divergências acumuladas ao longo dos anos entre o treinador e Frederico Varandas são conhecidas, mas, acima disso, a informação recolhida pelo Leonino é clara: não existe intenção da administração em avançar pelo técnico.
Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino
21 Set 2026 | 17:32 |
Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.
Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"
“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".
Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"
"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".
“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".
Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.
Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico
21 Set 2026 | 17:00 |
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.
Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"
Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.
“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.
Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"
Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".
A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.
Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.