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Treinador do Sporting reage ao sorteio da Liga dos Campeões: "Bastante difícil"
17 Mar 2026 | 16:55
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04 Fev 2020 | 19:00 |
Fernando Fernandes chegou ao Sporting Clube de Portugal em 1992 e desde aí que se dedica ao Clube, primeiro como atleta e treinador e agora como treinador, dirigente e massagista. Antigo campeão nacional, europeu, mundial e intercontinental de kickboxing e também com títulos nacionais de boxe, Fernando Fernandes falou em exclusivo ao Leonino. Um campeão no ringue e na vida.
Leonino: Publicou um livro em setembro de 2016. Era um objetivo contar a sua história?
Fernando Fernandes: Já tentava publicar o livro há mais de 20 anos. Na altura, ainda não existia internet e quando ia ao estrangeiro competir ou fazer estágios via que o nível no nosso país era muito inferior. Como tal, quis fazer um livro em que pudesse, não só contar a minha história, mas também mostrar as bases da minha modalidade através do nome do Sporting CP. Quis dar esta dinâmica das artes marciais e dos desportos de combate não só aos adeptos destas áreas, mas também a todos os Sócios e adeptos do mundo Sporting CP. Foi uma forma de dinamizar o meu trabalho, porque passam milhares de pessoas aqui pelo Sporting CP, de várias modalidades, e as pessoas não sabem e não conhecem. Foi uma forma de não deixar em vão o meu trabalho pelo Clube.
No livro refere que viver entre Lisboa e o campo o ajudou a tornar-se um campeão. O que lhe trouxe esta experiência?
Quando era miúdo, entre os seis e os 13 anos, tinha quatro meses de férias de verão. Para não andar sozinho na rua, ia para a terra da minha mãe, ao pé da Serra da Estrela, Oliveira do Hospital. Lá, os meus avós tinham animais, eram agricultores e o meu avô era lenhador. Todo este mundo da natureza foi importante na minha educação, até porque este afastamento dos meus pais me obrigou a crescer desde novo. Ajudou-me na minha valorização e a que me desenvolvesse a nível atlético.
“O respeito pelo mestre está muito diferente de quando iniciei”
Começou nas artes marciais depois de ver filmes. Sente que falta algo que atraia os jovens hoje em dia para estas modalidades?
Sim, acho que o mundo das artes marciais, quando as pessoas são bem formadas, porque agora estão algo deturpadas em relação a quando comecei… o respeito pelo mestre está muito diferente de quando iniciei, assim como o respeito pelo próximo, mas é um meio de educação e de fazer crescer a vários níveis, principalmente os jovens, em áreas como o auto-controlo, o auto-domínio ou em focar num objetivo, no respeito e ética pelo próximo. Era importante arranjar formas de atrair mais jovens e existir uma nova dinâmica nesta área.
Começou quase ao mesmo tempo como treinador. O que lhe dava mais prazer?
As duas coisas completam-se. Gosto de ensinar e de transmitir os meus conhecimentos a todos os que os procuram. Aproveito para convidar as pessoas a virem experimentar a modalidade. Subir ao ringue é uma forma de me divertir, de me motivar para o treino, porque tendo objetivos avançamos e a competição é um estímulo para treinarmos mais.
“Treino duro, combate fácil” é um lema de vida? É fácil passar aos atletas?
Nós temos de saber os nossos limites. É através dos treinos duros, que nos fazem ir além da nossa capacidade, que ficamos a conhecer o nosso corpo e a nossa mente. O mais importante de tudo é saber os nossos limites e saber quando devemos parar, quando podemos treinar mais ou menos e temos que saber ouvir o nosso corpo. Este é um lema que é importante para sabermos conhecer o nosso corpo. Tem que existir empatia entre todos. Quando os atletas estão recetivos, o treinador deve passar a mensagem, quando não estão temos de esperar que o estejam. É uma questão de sensibilidade.
“Dignificar o nome do Sporting”
Sente que os jovens de hoje não se dedicam tanto ao treino?
O que acontece agora é que há uma maior oferta. Há mais desportos, mais jogos, internet. Os jovens têm muita oferta e isto faz com que se dispersem um pouco. Mas quem quer evoluir, crescer e ir mais além foca-se no treino e nos seus objetivos. O que acho de diferente é a oferta que existe.
Praticou karaté, kickboxing e boxe. Eram complementos ou por vontade própria?
Quando comecei aos 13 anos nas artes marciais, o kickboxing ainda não estava muito desenvolvido e comecei pelo karaté, no Judo Clube de Portugal, com o mestre Raúl Cerveira. Ao fim de três ou quatro anos vi que não era aquilo que queria. Precisava de uma dinâmica diferente. Foi aí que encontrei o full contact, que depois passou a kickboxing e que agora é kickboxing-muay thai. Quando a encontrei percebi que era esta a modalidade que ia ao encontro do meu gosto pessoal. O boxe era um complemento para ganhar ritmo competitivo e de dignificar o nome do Sporting CP, porque conquistámos vários títulos. Mas era um complemento para o kickboxing.
O que originou o regresso sete anos depois com o boxe?
Foi entre os 30 e os 37 anos. Quando tinha 30 anos, o meu filho nasceu e a modalidade não era rentável e passei a dedicar-me mais à recuperação, porque também sou massagista. Comecei por me recuperar a mim próprio e depois passei a prevenir os outros atletas. Decidi tirar o curso de massagista e, numa fase mais difícil economicamente, decidi focar-me mais nesta área. Atualmente, por referência, procuram-me para os ajudar na sua recuperação. Mas não me sentia realizado nestes setes anos e voltei a competir entre os 37 e os 45 anos, sempre de leão ao peito, porque o Sporting CP é que é importante.
Sente-se realizado com a sua carreira?
A nível pessoal estou totalmente realizado e sinto que atingi todos os meus objetivos de vida. Mas, agora, tenho outros projetos e ideias que também vão ser realizados, porque na vida cada um recebe o que merece.
“Tenho muitos dias especiais”
26 de março de 1994. O dia mais feliz da sua vida?
É um dia muito especial para mim, mas tenho muitos dias especiais. O dia que conheci a minha mulher, que infelizmente já não está entre nós. O dia em que cheguei ao Sporting CP. O nascimento dos meus filhos. Também tive dias muito felizes com os meus pais, nos meus treinos ou com os meus verdadeiros amigos. Mas esse dia foi muito especial, porque foi o culminar de muitos anos de trabalho, dedicação, de esforço e de um empenho total para uma causa, que é ser campeão.
Como chegou ao Sporting CP?
A modalidade, no Sporting CP, iniciou-se através do taekwondo, que foi uma modalidade que o Presidente João Rocha trouxe para o Clube e para Portugal após uma visita à Coreia do Sul. O Sporting CP sempre acarinhou muito os desportos de combate. Se virem, há muitas modalidades de combate no Sporting CP. Desde que o kickboxing veio para Portugal que o Clube quis ter a modalidade. Em 1990 fui campeão europeu e foi aí que começaram os contactos para me trazer para o Sporting CP. Porquê? Porque o Sporting CP é um símbolo de campeão, é um Clube de campeões e identifico-me como um campeão. Desde essa altura que existiu uma empatia grande com o Clube. O meu projeto e objetivo é a cada dia que passa valorizar o Sporting CP.
Está no Sporting CP desde 1992. Como é trabalhar no Clube do coração?
Tem sido uma educação constante, tenho aprendido muito, tenho crescido muito e evoluído muito. O Sporting CP tem sido muito importante para mim e creio que uma forma de reconhecer e valorizar o que o Clube tem feito por mim é de uma forma diária contribuir para engrandecer esta instituição.
O que é que o Fernando e o Sporting CP têm feito para atrair mais atletas jovens para o Clube?
Desde abril de 1992 que tenho feito o meu melhor pelo Clube. O meu pai era do Sporting CP, lembro-me de em miúdo vir a Alvalade ver a bola com ele, e em 1992 fui convidado para vir para o Clube do meu coração. Foi uma grande alegria. Tenho andado pelos núcleos, entre os adeptos, que valorizam muito o meu trabalho e tento valorizar o Clube e a minha modalidade de coração. Mas estou atento a todas as modalidades e gosto de partilhar as minhas experiências e conhecimentos com todos os que os querem ouvir.
“Tento que o meu trabalho seja válido perante todos os Sportinguistas”
Foi o primeiro de quatro campeões mundiais do Sporting CP na modalidade. Sente que é reconhecido por tudo o que deste ao Clube, quer como atleta quer como treinador?
Creio que sim, pela continuidade do trabalho diário, meu e da minha equipa de trabalho, composta pelo Edson Santos, Miguel Franco e o António Crisóstomo, e seguimos o lema do ‘um por todos e todos por um’. Depois tenho ainda os próprios atletas que se ajudam uns aos outros. Nós somos uma equipa. Tento que o meu trabalho seja válido perante todos os Sportinguistas e creio que os Sportinguistas reconhecem este trabalho. Tudo o que fazemos é de forma transparente. Mas sou muito abordado por adeptos, antigos dirigentes e antigos atletas, que prova que sou uma pessoa de bem.
O futuro próximo está assegurado?
Queremos ter cada vez mais atletas, queremos trazer mais títulos para o Clube e que as pessoas reconheçam o nosso trabalho. Todos temos de ter uma oportunidade. O que quero é ter cada vez mais atletas, trabalharmos mais e com mais empenho para que possamos trazer mais alegrias aos Sportinguistas.
Como vê o atual estado da modalidade no Sporting CP, em Portugal e no Mundo?
A modalidade tem estado a crescer muito. Cada vez há mais praticantes e reconhecimento e vai ser uma modalidade olímpica em breve, o que demonstra a sua grandiosidade.
Decisão apanhou muitos de surpresa e acontece numa altura crucial da temporada; Clube de Alvalade já reagiu oficialmente
19 Mar 2026 | 17:47 |
O Sporting confirmou uma saída inesperada na sua equipa feminina de voleibol, numa altura particularmente sensível da temporada. A decisão foi justificada com motivos pessoais, deixando o grupo em fase de reajuste competitivo. Fala-se de Rui Pedro Silva.
Em comunicado oficial do Clube, é revelado que a saída do técnico de 55 anos estava inicialmente prevista apenas para o final da época. A mudança surge de forma repentina e obriga a uma reorganização imediata, mas que já está definida. Vale lembrar que no setor masculino, Gonçalo Sousa renovou contrato.
Para garantir estabilidade até ao final da temporada, o comando técnico passa agora para João Macedo, que até aqui desempenhava funções de treinador-adjunto e conhece bem a estrutura e o grupo de trabalho da equipa que terminou a fase regular no terceiro lugar.
Os leões não deixaram de agradecer o trabalho desenvolvido pelo técnico ao longo do seu percurso, destacando o profissionalismo, dedicação e empenho demonstrados durante o tempo em que Rui Pedro Silva liderou a equipa feminina.
Esta alteração acontece numa fase decisiva, com a equipa a preparar o arranque dos quartos de final do playoff do Campeonato Nacional, frente ao Colégio Efanor, o que aumenta a pressão sobre a nova liderança técnica numa etapa crucial da época.
Jogador do Clube de Alvalade estendeu o seu vínculo com os leões e mostrou-se feliz em continuar a fazer parte do projeto leonino
19 Mar 2026 | 12:04 |
Gonçalo Sousa estendeu a ligação ao Sporting. O líbero expressou contentamento por continuar a fazer parte do projeto de voleibol do Clube de Alvalade. Em declarações aos órgãos de comunicação dos leões, o atleta mostrou gratidão e admitiu que a renovação foi muito positivo para si.
Gonçalo Sousa: "Agradeço este voto"
"Antes de mais, agradecer pela confiança depositada em mim para mais esta renovação e dizer que estou muito feliz. Agradeço este voto do Sporting , de toda a gente que contribuiu para que isto acontecesse, porque me sinto bem cá, gosto muito do Clube, gosto muito do que tem sido feito, principalmente no voleibol, nestes anos em que aqui estou. É bom esta renovação, foi natural. Prometo trabalho", disse, aos meios de comunicação do Clube.
As ambições do líbero de 24 anos são claras. "O objetivo é manter e, se calhar, ganhar um bocadinho mais de estabilidade ainda, podermo-nos afirmar como o maior clube português de voleibol, continuar a participar nas competições em que participámos este ano, sempre com o objetivo de ganhar e para além disso acreditar no trabalho que tem sido feito dia-a-dia, todas as semanas, com este grupo de trabalho, com as pessoas que nos acompanham, porque tem sido um trabalho bem feito e os resultados estão à vista", pode ler-se.
Gonçalo Sousa: "Continuarem a acreditar em nós"
Para concluir, Gonçalo Sousa deixou uma mensagem aos Sportinguistas. "Primeiro, prometer trabalho e a mesma forma de estar que entreguei nestes últimos anos e também pedir para continuarem a acreditar em nós e a comparecer nos pavilhões pelo país fora para nos apoiarem, porque esse apoio é sempre sentido e muito bem vendo", expressou.
Na presente temporada, ao serviço do Sporting, Gonçalo Sousa leva 32 encontros disputados: 21 no Campeonato Nacional, seis na CEV Champions League, quatro na Taça de Portugal e um na Supertaça. Recentemente, Gonçalo Sousa venceu a Taça de Portugal contra o Benfica.
Técnico destaca que equipa já demonstrou, tanto nesta temporada como na anterior, que consegue competir com equipas de grande qualidade europeia
18 Mar 2026 | 03:00 |
Ricardo Costa, treinador da equipa de andebol do Sporting, acredita que a equipa tem todas as condições para se apurar para os quartos de final da Liga dos Campeões, sabe o Leonino, mesmo perante o poderio dos polacos do Wisła Plock.
O técnico destaca que a equipa já demonstrou, tanto nesta temporada como na anterior, que consegue competir com equipas de grande qualidade europeia. O historial recente prova que o Clube de Alvalade tem capacidade de responder a jogos de elevado nível competitivo.
Ao que o nosso Jornal apurou, também os responsáveis do emblema verde e branco confiam que a turma leonina consiga repetir a façanha alcançada na época 2024/25, edição onde os comandados de Ricardo Costa conseguiram chegar aos quartos da prova internacional.
Apesar de ser um plano ambicioso, as exibições permitem acreditar de forma concreta que os leões consigam estar novamente entre as oito melhores equipas da Europa, depois de terem terminado a fase de grupos no sétimo lugar com 14 pontos (Recorde AQUI).
Antes, o andebol do Sporting vira atenções para as competições nacionais e vai enfrentar o Porto. O encontro, diante da turma de Magnus Andersson, está marcado para as 18h00 de sábado, dia 28 de março, na Dragão Arena, em jogo da primeira jornada da segunda fase do Campeonato Nacional