Modalidades
Oficial! Ala que recusou renovar com o Sporting por corte 'desrespeitoso' já tem novo clube
20 Out 2026 | 10:35
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Modalidades
04 Fev 2020 | 19:00 | Por Redação
Fernando Fernandes chegou ao Sporting Clube de Portugal em 1992 e desde aí que se dedica ao Clube, primeiro como atleta e treinador e agora como treinador, dirigente e massagista. Antigo campeão nacional, europeu, mundial e intercontinental de kickboxing e também com títulos nacionais de boxe, Fernando Fernandes falou em exclusivo ao Leonino. Um campeão no ringue e na vida.
Leonino: Publicou um livro em setembro de 2016. Era um objetivo contar a sua história?
Fernando Fernandes: Já tentava publicar o livro há mais de 20 anos. Na altura, ainda não existia internet e quando ia ao estrangeiro competir ou fazer estágios via que o nível no nosso país era muito inferior. Como tal, quis fazer um livro em que pudesse, não só contar a minha história, mas também mostrar as bases da minha modalidade através do nome do Sporting CP. Quis dar esta dinâmica das artes marciais e dos desportos de combate não só aos adeptos destas áreas, mas também a todos os Sócios e adeptos do mundo Sporting CP. Foi uma forma de dinamizar o meu trabalho, porque passam milhares de pessoas aqui pelo Sporting CP, de várias modalidades, e as pessoas não sabem e não conhecem. Foi uma forma de não deixar em vão o meu trabalho pelo Clube.
No livro refere que viver entre Lisboa e o campo o ajudou a tornar-se um campeão. O que lhe trouxe esta experiência?
Quando era miúdo, entre os seis e os 13 anos, tinha quatro meses de férias de verão. Para não andar sozinho na rua, ia para a terra da minha mãe, ao pé da Serra da Estrela, Oliveira do Hospital. Lá, os meus avós tinham animais, eram agricultores e o meu avô era lenhador. Todo este mundo da natureza foi importante na minha educação, até porque este afastamento dos meus pais me obrigou a crescer desde novo. Ajudou-me na minha valorização e a que me desenvolvesse a nível atlético.
“O respeito pelo mestre está muito diferente de quando iniciei”
Começou nas artes marciais depois de ver filmes. Sente que falta algo que atraia os jovens hoje em dia para estas modalidades?
Sim, acho que o mundo das artes marciais, quando as pessoas são bem formadas, porque agora estão algo deturpadas em relação a quando comecei… o respeito pelo mestre está muito diferente de quando iniciei, assim como o respeito pelo próximo, mas é um meio de educação e de fazer crescer a vários níveis, principalmente os jovens, em áreas como o auto-controlo, o auto-domínio ou em focar num objetivo, no respeito e ética pelo próximo. Era importante arranjar formas de atrair mais jovens e existir uma nova dinâmica nesta área.
Começou quase ao mesmo tempo como treinador. O que lhe dava mais prazer?
As duas coisas completam-se. Gosto de ensinar e de transmitir os meus conhecimentos a todos os que os procuram. Aproveito para convidar as pessoas a virem experimentar a modalidade. Subir ao ringue é uma forma de me divertir, de me motivar para o treino, porque tendo objetivos avançamos e a competição é um estímulo para treinarmos mais.
“Treino duro, combate fácil” é um lema de vida? É fácil passar aos atletas?
Nós temos de saber os nossos limites. É através dos treinos duros, que nos fazem ir além da nossa capacidade, que ficamos a conhecer o nosso corpo e a nossa mente. O mais importante de tudo é saber os nossos limites e saber quando devemos parar, quando podemos treinar mais ou menos e temos que saber ouvir o nosso corpo. Este é um lema que é importante para sabermos conhecer o nosso corpo. Tem que existir empatia entre todos. Quando os atletas estão recetivos, o treinador deve passar a mensagem, quando não estão temos de esperar que o estejam. É uma questão de sensibilidade.
“Dignificar o nome do Sporting”
Sente que os jovens de hoje não se dedicam tanto ao treino?
O que acontece agora é que há uma maior oferta. Há mais desportos, mais jogos, internet. Os jovens têm muita oferta e isto faz com que se dispersem um pouco. Mas quem quer evoluir, crescer e ir mais além foca-se no treino e nos seus objetivos. O que acho de diferente é a oferta que existe.
Praticou karaté, kickboxing e boxe. Eram complementos ou por vontade própria?
Quando comecei aos 13 anos nas artes marciais, o kickboxing ainda não estava muito desenvolvido e comecei pelo karaté, no Judo Clube de Portugal, com o mestre Raúl Cerveira. Ao fim de três ou quatro anos vi que não era aquilo que queria. Precisava de uma dinâmica diferente. Foi aí que encontrei o full contact, que depois passou a kickboxing e que agora é kickboxing-muay thai. Quando a encontrei percebi que era esta a modalidade que ia ao encontro do meu gosto pessoal. O boxe era um complemento para ganhar ritmo competitivo e de dignificar o nome do Sporting CP, porque conquistámos vários títulos. Mas era um complemento para o kickboxing.
O que originou o regresso sete anos depois com o boxe?
Foi entre os 30 e os 37 anos. Quando tinha 30 anos, o meu filho nasceu e a modalidade não era rentável e passei a dedicar-me mais à recuperação, porque também sou massagista. Comecei por me recuperar a mim próprio e depois passei a prevenir os outros atletas. Decidi tirar o curso de massagista e, numa fase mais difícil economicamente, decidi focar-me mais nesta área. Atualmente, por referência, procuram-me para os ajudar na sua recuperação. Mas não me sentia realizado nestes setes anos e voltei a competir entre os 37 e os 45 anos, sempre de leão ao peito, porque o Sporting CP é que é importante.
Sente-se realizado com a sua carreira?
A nível pessoal estou totalmente realizado e sinto que atingi todos os meus objetivos de vida. Mas, agora, tenho outros projetos e ideias que também vão ser realizados, porque na vida cada um recebe o que merece.
“Tenho muitos dias especiais”
26 de março de 1994. O dia mais feliz da sua vida?
É um dia muito especial para mim, mas tenho muitos dias especiais. O dia que conheci a minha mulher, que infelizmente já não está entre nós. O dia em que cheguei ao Sporting CP. O nascimento dos meus filhos. Também tive dias muito felizes com os meus pais, nos meus treinos ou com os meus verdadeiros amigos. Mas esse dia foi muito especial, porque foi o culminar de muitos anos de trabalho, dedicação, de esforço e de um empenho total para uma causa, que é ser campeão.
Como chegou ao Sporting CP?
A modalidade, no Sporting CP, iniciou-se através do taekwondo, que foi uma modalidade que o Presidente João Rocha trouxe para o Clube e para Portugal após uma visita à Coreia do Sul. O Sporting CP sempre acarinhou muito os desportos de combate. Se virem, há muitas modalidades de combate no Sporting CP. Desde que o kickboxing veio para Portugal que o Clube quis ter a modalidade. Em 1990 fui campeão europeu e foi aí que começaram os contactos para me trazer para o Sporting CP. Porquê? Porque o Sporting CP é um símbolo de campeão, é um Clube de campeões e identifico-me como um campeão. Desde essa altura que existiu uma empatia grande com o Clube. O meu projeto e objetivo é a cada dia que passa valorizar o Sporting CP.
Está no Sporting CP desde 1992. Como é trabalhar no Clube do coração?
Tem sido uma educação constante, tenho aprendido muito, tenho crescido muito e evoluído muito. O Sporting CP tem sido muito importante para mim e creio que uma forma de reconhecer e valorizar o que o Clube tem feito por mim é de uma forma diária contribuir para engrandecer esta instituição.
O que é que o Fernando e o Sporting CP têm feito para atrair mais atletas jovens para o Clube?
Desde abril de 1992 que tenho feito o meu melhor pelo Clube. O meu pai era do Sporting CP, lembro-me de em miúdo vir a Alvalade ver a bola com ele, e em 1992 fui convidado para vir para o Clube do meu coração. Foi uma grande alegria. Tenho andado pelos núcleos, entre os adeptos, que valorizam muito o meu trabalho e tento valorizar o Clube e a minha modalidade de coração. Mas estou atento a todas as modalidades e gosto de partilhar as minhas experiências e conhecimentos com todos os que os querem ouvir.
“Tento que o meu trabalho seja válido perante todos os Sportinguistas”
Foi o primeiro de quatro campeões mundiais do Sporting CP na modalidade. Sente que é reconhecido por tudo o que deste ao Clube, quer como atleta quer como treinador?
Creio que sim, pela continuidade do trabalho diário, meu e da minha equipa de trabalho, composta pelo Edson Santos, Miguel Franco e o António Crisóstomo, e seguimos o lema do ‘um por todos e todos por um’. Depois tenho ainda os próprios atletas que se ajudam uns aos outros. Nós somos uma equipa. Tento que o meu trabalho seja válido perante todos os Sportinguistas e creio que os Sportinguistas reconhecem este trabalho. Tudo o que fazemos é de forma transparente. Mas sou muito abordado por adeptos, antigos dirigentes e antigos atletas, que prova que sou uma pessoa de bem.
O futuro próximo está assegurado?
Queremos ter cada vez mais atletas, queremos trazer mais títulos para o Clube e que as pessoas reconheçam o nosso trabalho. Todos temos de ter uma oportunidade. O que quero é ter cada vez mais atletas, trabalharmos mais e com mais empenho para que possamos trazer mais alegrias aos Sportinguistas.
Como vê o atual estado da modalidade no Sporting CP, em Portugal e no Mundo?
A modalidade tem estado a crescer muito. Cada vez há mais praticantes e reconhecimento e vai ser uma modalidade olímpica em breve, o que demonstra a sua grandiosidade.
Leões tiveram de sofrer até ao fim, mas garantiram vitória nos instantes, graças a um lance de excelência do jogador de 24 anos de idade
22 Out 2026 | 10:23 | Por Redação
O Sporting voltou às vitórias e venceu o Kolossos Rhodes por 71-69 na terceira jornada do Grupo C da FIBA Europe Cup. Os leões tiveram de sofrer até ao fim, mas garantiram o triunfo no prolongamento, graças a um cesto do extremo André Cruz no último segundo, que decidiu uma partida marcada pelo equilíbrio.
A formação de Bernardo Pires sentiu dificuldades nos primeiros minutos, perante um adversário eficaz nos lançamentos exteriores. Os gregos chegaram ao intervalo em vantagem, por 41-37, e voltaram a criar problemas aos leões no terceiro período.
O quarto período trouxe novas alternâncias no marcador e manteve tudo em aberto até ao final. Francisco Amarante colocou o Sporting novamente na frente a cerca de minuto e meio da buzina, mas o Kolossos voltou a responder e André Cruz teve de converter um lance livre para restabelecer a igualdade a 66 pontos, levando a decisão para prolongamento.
Nos cinco minutos adicionais, a tensão manteve-se até aos derradeiros instantes. Diogo Ventura recuperou uma bola preciosa na fase final e encontrou André Cruz, que arrancou em direção ao cesto e concluiu com uma bandeja decisiva. O lançamento, convertido a apenas um segundos do fim, selou o triunfo.
Além do momento decisivo, André Cruz terminou a partida com 11 pontos, 13 ressaltos, duas assistências e um desarme de lançamento. Javian Davis foi o melhor marcador leonino, com 21 pontos, enquanto Francisco Amarante também registou um duplo-duplo, com 11 pontos e 14 ressaltos. Com este resultado, o Sporting continua sem derrotas na prova e divide a liderança do Grupo C com os turcos do Esenler Erokspor (seis pontos). Os leões voltam a jogar no sábado, dia 24 de outubro, às 15h00, na receção à Ovarense.
Na antevisão à partida, jogador de 27 anos deixou claro que objetivo dos verdes e brancos passa por conquistar todos os pontos ainda em disputa
21 Out 2026 | 14:07 | Por Redação
O Sporting prepara-se para receber o Kristianstad, esta quinta-feira, às 19h45, no Pavilhão João Rocha, em encontro da quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões de andebol. Apesar de já ter garantido a presença na Main Round, a equipa leonina quer somar mais dois pontos e continuar a campanha vitoriosa na competição.
O. Thorkelsson: “O nosso objetivo é simplesmente ganhar"
Na antevisão à partida, Orri Thorkelsson - que vai sair dos leões no final da época - deixou claro que o objetivo dos verdes e brancos passa por conquistar os seis pontos ainda em disputa nesta fase: “O nosso objetivo é simplesmente ganhar. Nós quando entramos em campo fazemos sempre tudo o que podemos para vencer. Portanto, esse é o nosso objetivo para os dois jogos que faltam na fase de grupos, até porque também é importante fechar esta fase com pontos extra que levamos connosco”, afirmou o ponta islandês.
O Sporting venceu os suecos por 37-29 na primeira volta, mas o jogador não espera facilidades: “Provavelmente virão com o objetivo de fazer melhor do que fizeram nesse jogo. Lá, eles jogaram bastante bem e criaram-nos alguns problemas, mas, no geral, acho que conseguimos fazer mais paragens defensivas e estar mais equilibrados ao longo do jogo e com isso conseguimos vencê-los. Foi um bom jogo e acredito que agora também volte a ser e espero que os consigamos vencer outra vez”.
Questionado sobre o menor tempo de descanso do adversário, que jogou na segunda-feira e saiu derrotado, Orri desvalorizou qualquer possível vantagem: “É uma competição completamente diferente, por vezes há outra mentalidade e também tem muito a ver como a equipa está no momento. É melhor ter mais tempo de descanso e jogar sobre uma vitória, mas não penso muito nessas diferenças. Por isso, o certo é que temos de pensar mais em nós próprios e temos de estar muito bem preparados se quisermos vencer mais este jogo”.
Por fim, o internacional islandês deixou um apelo aos adeptos do Sporting: “Venham ao jogo. É sempre importante contar com o apoio dos nossos adeptos quando jogamos. Por isso, espero que esteja lá o maior número de pessoas possível para podermos criar juntos mais uma noite especial”, concluiu.
Encarnados haviam deixado um duro comunicado nas suas plataformas sobre o juízes responsáveis pelo encontro diante dos leões, que mereceu queixa
20 Out 2026 | 14:04 | Por Redação
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol absolveu o Benfica no processo disciplinar instaurado após as críticas à arbitragem da derrota por 3-2 diante do Sporting, na Supertaça de futsal, disputada em Vila do Conde a 5 de setembro. Em causa estavam alegadas ofensas à honra, consideração ou dignidade da equipa de arbitragem formada por Rúben Santos e Filipe Duarte.
Após o encontro, os encarnados emitiram um comunicado no site oficial onde escreveram que uma “arbitragem inadmissível retira mais um troféu ao Benfica” e que “o futsal português não pode continuar a aceitar arbitragens que adulteram resultados e decidem troféus”. As expressões levaram a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol a apresentar uma participação disciplinar.
O Conselho de Disciplina considerou, porém, que as declarações, apesar da dureza do discurso, se enquadravam numa crítica concreta às decisões tomadas durante o duelo com o Sporting. Segundo o acórdão, “não pratica a infração disciplinar o clube que publica comunicado com formulações, apesar da sua gravidade retórica, surgem inseridas em publicação com conteúdo descritivo das incidências do encontro e funcionalmente orientadas para a crítica de concretas decisões de arbitragem e dos seus efeitos ou resultados práticos”.
O órgão disciplinar acrescentou que não foi possível concluir, com o grau de certeza necessário para uma sanção, que as palavras do Benfica sugerissem uma atuação deliberadamente parcial por parte dos árbitros. “Face de tudo o exposto, e em aplicação do princípio in dubio pro reo, consideram-se não demonstrados os factos integrantes do elemento subjetivo”, pode ler-se no acórdão.
Perante esse entendimento, o Conselho de Disciplina julgou improcedente a acusação e absolveu o Benfica da infração disciplinar. O processo fica assim encerrado sem qualquer castigo para os encarnados, depois da polémica que se seguiu à Supertaça conquistada pelo Sporting.
Oficial! Ala que recusou renovar com o Sporting por corte 'desrespeitoso' já tem novo clube
20 Out 2026 | 10:35
Treinador que esteve vários anos no Sporting sagra-se campeão do Mundo e atira: "Sonho de uma vida"
19 Out 2026 | 15:52
Oficial! Bomba em Alvalade: PSG anuncia contratação de jogador do Sporting
19 Out 2026 | 13:13