Modalidades
Oficial! Roque é reforço do Sporting; Varandas garante contratação de relíquia
19 Set 2026 | 13:18
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04 Fev 2020 | 19:00 |
Fernando Fernandes chegou ao Sporting Clube de Portugal em 1992 e desde aí que se dedica ao Clube, primeiro como atleta e treinador e agora como treinador, dirigente e massagista. Antigo campeão nacional, europeu, mundial e intercontinental de kickboxing e também com títulos nacionais de boxe, Fernando Fernandes falou em exclusivo ao Leonino. Um campeão no ringue e na vida.
Leonino: Publicou um livro em setembro de 2016. Era um objetivo contar a sua história?
Fernando Fernandes: Já tentava publicar o livro há mais de 20 anos. Na altura, ainda não existia internet e quando ia ao estrangeiro competir ou fazer estágios via que o nível no nosso país era muito inferior. Como tal, quis fazer um livro em que pudesse, não só contar a minha história, mas também mostrar as bases da minha modalidade através do nome do Sporting CP. Quis dar esta dinâmica das artes marciais e dos desportos de combate não só aos adeptos destas áreas, mas também a todos os Sócios e adeptos do mundo Sporting CP. Foi uma forma de dinamizar o meu trabalho, porque passam milhares de pessoas aqui pelo Sporting CP, de várias modalidades, e as pessoas não sabem e não conhecem. Foi uma forma de não deixar em vão o meu trabalho pelo Clube.
No livro refere que viver entre Lisboa e o campo o ajudou a tornar-se um campeão. O que lhe trouxe esta experiência?
Quando era miúdo, entre os seis e os 13 anos, tinha quatro meses de férias de verão. Para não andar sozinho na rua, ia para a terra da minha mãe, ao pé da Serra da Estrela, Oliveira do Hospital. Lá, os meus avós tinham animais, eram agricultores e o meu avô era lenhador. Todo este mundo da natureza foi importante na minha educação, até porque este afastamento dos meus pais me obrigou a crescer desde novo. Ajudou-me na minha valorização e a que me desenvolvesse a nível atlético.
“O respeito pelo mestre está muito diferente de quando iniciei”
Começou nas artes marciais depois de ver filmes. Sente que falta algo que atraia os jovens hoje em dia para estas modalidades?
Sim, acho que o mundo das artes marciais, quando as pessoas são bem formadas, porque agora estão algo deturpadas em relação a quando comecei… o respeito pelo mestre está muito diferente de quando iniciei, assim como o respeito pelo próximo, mas é um meio de educação e de fazer crescer a vários níveis, principalmente os jovens, em áreas como o auto-controlo, o auto-domínio ou em focar num objetivo, no respeito e ética pelo próximo. Era importante arranjar formas de atrair mais jovens e existir uma nova dinâmica nesta área.
Começou quase ao mesmo tempo como treinador. O que lhe dava mais prazer?
As duas coisas completam-se. Gosto de ensinar e de transmitir os meus conhecimentos a todos os que os procuram. Aproveito para convidar as pessoas a virem experimentar a modalidade. Subir ao ringue é uma forma de me divertir, de me motivar para o treino, porque tendo objetivos avançamos e a competição é um estímulo para treinarmos mais.
“Treino duro, combate fácil” é um lema de vida? É fácil passar aos atletas?
Nós temos de saber os nossos limites. É através dos treinos duros, que nos fazem ir além da nossa capacidade, que ficamos a conhecer o nosso corpo e a nossa mente. O mais importante de tudo é saber os nossos limites e saber quando devemos parar, quando podemos treinar mais ou menos e temos que saber ouvir o nosso corpo. Este é um lema que é importante para sabermos conhecer o nosso corpo. Tem que existir empatia entre todos. Quando os atletas estão recetivos, o treinador deve passar a mensagem, quando não estão temos de esperar que o estejam. É uma questão de sensibilidade.
“Dignificar o nome do Sporting”
Sente que os jovens de hoje não se dedicam tanto ao treino?
O que acontece agora é que há uma maior oferta. Há mais desportos, mais jogos, internet. Os jovens têm muita oferta e isto faz com que se dispersem um pouco. Mas quem quer evoluir, crescer e ir mais além foca-se no treino e nos seus objetivos. O que acho de diferente é a oferta que existe.
Praticou karaté, kickboxing e boxe. Eram complementos ou por vontade própria?
Quando comecei aos 13 anos nas artes marciais, o kickboxing ainda não estava muito desenvolvido e comecei pelo karaté, no Judo Clube de Portugal, com o mestre Raúl Cerveira. Ao fim de três ou quatro anos vi que não era aquilo que queria. Precisava de uma dinâmica diferente. Foi aí que encontrei o full contact, que depois passou a kickboxing e que agora é kickboxing-muay thai. Quando a encontrei percebi que era esta a modalidade que ia ao encontro do meu gosto pessoal. O boxe era um complemento para ganhar ritmo competitivo e de dignificar o nome do Sporting CP, porque conquistámos vários títulos. Mas era um complemento para o kickboxing.
O que originou o regresso sete anos depois com o boxe?
Foi entre os 30 e os 37 anos. Quando tinha 30 anos, o meu filho nasceu e a modalidade não era rentável e passei a dedicar-me mais à recuperação, porque também sou massagista. Comecei por me recuperar a mim próprio e depois passei a prevenir os outros atletas. Decidi tirar o curso de massagista e, numa fase mais difícil economicamente, decidi focar-me mais nesta área. Atualmente, por referência, procuram-me para os ajudar na sua recuperação. Mas não me sentia realizado nestes setes anos e voltei a competir entre os 37 e os 45 anos, sempre de leão ao peito, porque o Sporting CP é que é importante.
Sente-se realizado com a sua carreira?
A nível pessoal estou totalmente realizado e sinto que atingi todos os meus objetivos de vida. Mas, agora, tenho outros projetos e ideias que também vão ser realizados, porque na vida cada um recebe o que merece.
“Tenho muitos dias especiais”
26 de março de 1994. O dia mais feliz da sua vida?
É um dia muito especial para mim, mas tenho muitos dias especiais. O dia que conheci a minha mulher, que infelizmente já não está entre nós. O dia em que cheguei ao Sporting CP. O nascimento dos meus filhos. Também tive dias muito felizes com os meus pais, nos meus treinos ou com os meus verdadeiros amigos. Mas esse dia foi muito especial, porque foi o culminar de muitos anos de trabalho, dedicação, de esforço e de um empenho total para uma causa, que é ser campeão.
Como chegou ao Sporting CP?
A modalidade, no Sporting CP, iniciou-se através do taekwondo, que foi uma modalidade que o Presidente João Rocha trouxe para o Clube e para Portugal após uma visita à Coreia do Sul. O Sporting CP sempre acarinhou muito os desportos de combate. Se virem, há muitas modalidades de combate no Sporting CP. Desde que o kickboxing veio para Portugal que o Clube quis ter a modalidade. Em 1990 fui campeão europeu e foi aí que começaram os contactos para me trazer para o Sporting CP. Porquê? Porque o Sporting CP é um símbolo de campeão, é um Clube de campeões e identifico-me como um campeão. Desde essa altura que existiu uma empatia grande com o Clube. O meu projeto e objetivo é a cada dia que passa valorizar o Sporting CP.
Está no Sporting CP desde 1992. Como é trabalhar no Clube do coração?
Tem sido uma educação constante, tenho aprendido muito, tenho crescido muito e evoluído muito. O Sporting CP tem sido muito importante para mim e creio que uma forma de reconhecer e valorizar o que o Clube tem feito por mim é de uma forma diária contribuir para engrandecer esta instituição.
O que é que o Fernando e o Sporting CP têm feito para atrair mais atletas jovens para o Clube?
Desde abril de 1992 que tenho feito o meu melhor pelo Clube. O meu pai era do Sporting CP, lembro-me de em miúdo vir a Alvalade ver a bola com ele, e em 1992 fui convidado para vir para o Clube do meu coração. Foi uma grande alegria. Tenho andado pelos núcleos, entre os adeptos, que valorizam muito o meu trabalho e tento valorizar o Clube e a minha modalidade de coração. Mas estou atento a todas as modalidades e gosto de partilhar as minhas experiências e conhecimentos com todos os que os querem ouvir.
“Tento que o meu trabalho seja válido perante todos os Sportinguistas”
Foi o primeiro de quatro campeões mundiais do Sporting CP na modalidade. Sente que é reconhecido por tudo o que deste ao Clube, quer como atleta quer como treinador?
Creio que sim, pela continuidade do trabalho diário, meu e da minha equipa de trabalho, composta pelo Edson Santos, Miguel Franco e o António Crisóstomo, e seguimos o lema do ‘um por todos e todos por um’. Depois tenho ainda os próprios atletas que se ajudam uns aos outros. Nós somos uma equipa. Tento que o meu trabalho seja válido perante todos os Sportinguistas e creio que os Sportinguistas reconhecem este trabalho. Tudo o que fazemos é de forma transparente. Mas sou muito abordado por adeptos, antigos dirigentes e antigos atletas, que prova que sou uma pessoa de bem.
O futuro próximo está assegurado?
Queremos ter cada vez mais atletas, queremos trazer mais títulos para o Clube e que as pessoas reconheçam o nosso trabalho. Todos temos de ter uma oportunidade. O que quero é ter cada vez mais atletas, trabalharmos mais e com mais empenho para que possamos trazer mais alegrias aos Sportinguistas.
Como vê o atual estado da modalidade no Sporting CP, em Portugal e no Mundo?
A modalidade tem estado a crescer muito. Cada vez há mais praticantes e reconhecimento e vai ser uma modalidade olímpica em breve, o que demonstra a sua grandiosidade.
Equipa verde e branca até começou a perder, mas deu a volta ao resultado e acabou por vencer por números bastante expressivos
21 Set 2026 | 11:17 |
A equipa de futsal do Sporting venceu o Famalicão, por 8-2, no último domingo, em partida válida para a segunda jornada da Liga Placard. Desta forma, a turma orientada por Nuno Dias aproveitou da melhor forma a escorregadela do Benfica, que empatou com o Portimonense nesta ronda (2-2) e isolou-se na liderança da prova.
Os verdes e brancos entraram fortes na partida disputada no reduto do adversário, mas acabou mesmo por ser o Famalicão a inaugurar o marcador, aos 12', por Daniel Silva. No entanto, a resposta dos leões foi não só rápida, como completamente demolidora. Felipe Rufino estabeleceu a igualdade (16') e Wesley bisou logo de seguida (16' e 18'), mas a primeira parte apenas fecharia com os golos de Felipe Valério e Rocha (19') a deixarem o resultado em 5-1.
No regresso dos balneários, o Sporting não parou. Tiaguinho marcou o 6-1 aos 32 minutos, com Felipe Valério a repetir a dose logo a seguir. O Famalicão ainda reduziu aos 35', por Diogo Mesquita, mas nos segundos finais o brasileiro dos leões completou o hat-trick e colocou um ponto final no resultado.
Com esta vitória - a quarta em quatro jogos nesta temporada - o Sporting isolou-se na liderança da Liga Placard, com 9 pontos. Após o empate em Portimão, o Benfica soma apenas quatro pontos nesta fase, mas tem menos uma partida disputada.
Os verdes e brancos voltam a entrar em campo no próximo domingo, dia 27 de setembro, frente ao Benfica. A partida, válida para a 3.ª jornada do campeonato nacional, frente à equipa orientada por Cassiano Klein, tem início marcado para as 16h45, no Pavilhão João Rocha.
Craque chega ao emblema verde e branco com um currículo já assinalável e não esconde ambição de triunfar no novo desafio na carreira
20 Set 2026 | 15:47 |
É oficial. O Sporting reforçou o projeto de atletismo para a nova temporada com a contratação de Nikita Miroshnyk, jovem especialista no lançamento do martelo, proveniente da Juventude Vidigalense. Aos 17 anos, o atleta chega a Alvalade com um currículo já assinalável nos escalões de formação, depois de se ter sagrado Campeão Nacional de sub-18 e sub-20.
"É o início de uma nova etapa para mim e estou muito orgulhoso, porque mostra que o meu trabalho está a dar resultado", afirmou, antes de destacar a responsabilidade acrescida de passar a representar um Clube com a dimensão dos leões, liderados por Frederico Varandas.
O jovem praticou várias disciplinas antes de descobrir o lançamento do martelo. Desde então, os resultados começaram a surgir, com títulos nacionais em diferentes escalões e a chamada à Seleção Nacional. A estreia por Portugal aconteceu recentemente no Meeting de Juniores de Mannheim, na Alemanha: "Fiquei claramente muito feliz pela minha primeira internacionalização, apesar de não ser um Europeu ou um Mundial. Ainda assim, os atletas que vão a esse meeting são os mesmos que vão a Europeus e Mundiais e, por isso, só estar lá já me encheu de orgulho e dá-me ainda mais motivação".
N. Miroshnyk: "Prometo fazer o meu melhor em cada prova"
Já de leão ao peito, Miroshnyk não esconde a ambição para a temporada que agora começa: "Além de revalidar o meu título de Campeão Nacional, quero fazer uma boa prestação no Nacional de sub-23 e chegar aos mínimos para o Europeu de sub-20. Prometo fazer o meu melhor em cada prova".
Paulo Reis, coordenador do atletismo leonino, acredita que o reforço pode atingir um patamar elevado: "É um jovem que conheço há muito tempo, muito focado e trabalhador. Tem sido o melhor jovem português na disciplina, tanto como sub-18 como sub-20 e em 2026/2027 será ainda sub-20. Com o trabalho que está a desenvolver e com o talento que tem, acreditamos que pode chegar aos 70 metros com o martelo de 6kgs e, depois, passar os 60, 62, 64 e 65 metros com o martelo de 7kgs". Recentemente, Roque também foi anunciada como reforço.
Leões confirmaram excelente arranque de temporada e somaram mais um triunfo diante do eterno rival, depois da vitória na Supertaça
19 Set 2026 | 16:47 |
O Sporting voltou a levar a melhor sobre o Benfica e venceu o dérbi de andebol por 32-27, no Pavilhão João Rocha, em jogo da quarta jornada do campeonato nacional. Os leões confirmaram o excelente arranque de temporada e somaram mais um triunfo diante do eterno rival, que soma três desaires em cinco jogos esta época.
O encontro começou equilibrado, apesar de o Sporting ter assumido desde cedo a iniciativa no marcador. Francisco Costa apontou o primeiro golo dos verdes e brancos, que chegaram a estar na frente durante boa parte do primeiro tempo.
Ao intervalo, a vantagem leonina era mínima, com o marcador em 16-15, deixando tudo em aberto para os 30 minutos finais. Foi aí que o conjunto orientado por Ricardo Costa acelerou e começou a construir a diferença, com Thorkelsson e Francisco Costa a marcarem logo nos primeiros momentos da segunda parte e a colocarem o Sporting com três golos de vantagem.
A partir daí, os encarnados ainda tentaram reagir, mas não conseguiram acompanhar o ritmo dos tricampeões nacionais. Mohamed Aly também assumiu protagonismo na baliza leonina, com três defesas em apenas cinco minutos, contribuindo para que o Sporting consolidasse a vantagem e chegasse a ter cinco golos de diferença.
O triunfo permite aos comandados de Ricardo Costa isolarem-se provisoriamente na liderança do campeonato, enquanto o Benfica sofre a segunda derrota consecutiva, depois do desaire frente ao Porto na jornada anterior. Os leões voltam, assim, a levar a melhor sobre o rival num arranque de época em que já tinham vencido o dérbi na Supertaça.
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19 Set 2026 | 13:18
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19 Set 2026 | 09:25
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18 Set 2026 | 16:28