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SPORTING INDEFERE PEDIDO DE ACABAR COM VOTO ELETRÓNICO E JOÃO PALMA ATIRA: "ERA CRIAR BALBÚRDIA"

Presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões não se poupou em palavras para explicar a sua decisão

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

19 Jun 2024 | 09:14 | Por Redação

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Um grupo de Sócios enviou um requerimento ao Sporting no qual pedia que, na ordem de trabalhos da próxima Assembleia Geral dos leões, fosse incluído na ordem de trabalhos um ponto relativo à alteração do regulamento, de modo a eliminar o voto eletrónico e promover o regresso ao papel. João Palma, Presidente da MAG verde e branca, explicou os motivos que o levam a indeferir o pedido.


"Desde logo porque o requerimento não tem cabimento ao abrigo da disposição estatutária que os requerentes invocaram para o apresentar, os números 2 a 4 do artigo 47.º dos estatutos. Estas são as razões formais. Depois porque a matéria que eles pretendem ver discutida, a questão da alteração ao regulamento da Assembleia Geral, é reservada pelos estatutos à própria Mesa da AG. Só a AG tem competência para proceder a alterações ao regulamento da AG e tem de ser a Mesa a elaborar, apresentar e submeter esse documento à aprovação dos sócios", começou por dizer, em declarações ao jornal Record.


"Sinto-me legitimado para pronunciar-me sobre o mérito das propostas, digamos assim, porque são matérias que dizem respeito ao funcionamento da Mesa. Uma delas é acabar com o voto eletrónico presencial, que tem dado provas de bom funcionamento e já existe desde antes de 2018; não há nenhuma razão para o alterar. Além disso, há o sentimento dos próprios sócios. Na AG de outubro, a proposta do Conselho Diretivo relativa ao iVoting foi votada por 3.771 sócios: 69,80% dos votantes, correspondentes a 71,65% dos votos, foram a favor do iVoting, ou seja, do alargamento do voto eletrónico, presencial e remoto, com o qual este grupo de sócios pretende agora terminar. Apesar de a proposta não ter sido aprovada, porque exigia uma maioria qualificada (75%) de votos e votantes, não faz nenhum sentido que se tente aqui voltar atrás, quando os sócios foram maioritariamente noutro sentido, da modernização do clube, que é aquilo que os órgãos sociais, e nomeadamente a Mesa da AG, pretendem fazer. No fundo, era andar para trás", acrescentou, atirando, de seguida, para a questão dos Núcleos.


"Um dos problemas que se coloca é exatamente esse. Nós queremos unir o Sporting, que tem um passado com imensas vicissitudes, sobretudo com muitos conflitos internos. Neste momento, fruto do trabalho de consolidação financeira do Conselho Diretivo e de vitórias, queremos contribuir para que os Sportinguistas se sintam cada vez mais unidos e envolvidos neste projeto. Se esta proposta fosse aceite, levaria a escolher alguns núcleos, necessariamente preterindo outros e, portanto, ajudaria a criar clivagens dentro do universo Sportinguista e dos próprios núcleos, que é tudo aquilo que nós queremos evitar, por bom-senso. Depois, há a questão prática. É impossível fazer umas eleições com mesas de voto nos núcleos. A AG tem um presidente, um vice-presidente e três secretários, somos cinco membros efetivos. Como é que os membros da Mesa, que têm de estar presentes no ato eleitoral, poderiam desdobrar-se por tantos locais? Era impossível. Se o que se quer é dar mais segurança ao voto, temos reparado, até em clubes congéneres, em situações verdadeiramente caricatas, de transporte de urnas fora de horas e sabe-se lá por quem… Era criar balbúrdia onde a balbúrdia não existe", defendeu.

A terminar, João Palma ainda respondeu se, durante o atual mandato, o Sporting pensa em colocação em prática o voto eletrónico remoto: "A minha opinião, como sócio do Sporting e presidente da Mesa, é que o voto eletrónico presencial e remoto, à distância, a partir de qualquer local onde se encontre um Sportinguista, seria um salto muito importante na democratização do clube, porque permitiria que todos os sócios pudessem participar ativamente na vida do clube, sobretudo nas assembleias gerais eleitorais, e isso seria uma conquista muito importante. Agora, o voto eletrónico, que eu efetivamente defendo e gostaria de ver implementado, não é uma iniciativa da Mesa da AG nem do seu presidente. Foi, já em outubro, uma iniciativa do Conselho Diretivo, e o próprio dr. Frederico Varandas, logo no momento dessa AG, anunciou que voltaria ao tema, até em função da maioria expressiva que votou a favor. Portanto, é uma iniciativa do CD, não só quanto à sua apresentação como quanto à oportunidade".




Clube

Conhecidos resultados oficiais da AG do Sporting: Adepto castigado 20 meses

Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade

Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária
Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária

11 Out 2026 | 22:35 | Por Redação

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Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.


Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.


O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.


O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.

Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou. 



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Varandas esteve com Obama e conta que achou que podia ficar apenas 6 meses no Sporting

Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão

Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama
Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama

11 Out 2026 | 10:43 | Por Redação

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Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.


F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"


"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.


O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.

Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.


Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".


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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto

Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato

Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto

10 Out 2026 | 09:47 | Por Redação

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Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.


Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.


Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.


F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"

O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.


Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.


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