Clube
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
26 Mai 2020 | 18:30 |
Tenho acompanhado com natural interesse as notícias que têm vindo a público sobre as movimentações de bastidores na Liga de Clubes que apontam à saída do seu Presidente Pedro Proença. É um tema que me diz bastante pelo facto de ter participado activamente em 2015 no processo que culminou na eleição do mesmo para esse organismo.
Recordo-me bem de uma reunião de clubes, em Julho desse ano, no Europarque de Santa Maria da Feira em que fui o único dirigente de Clube na reunião a opor-me a uma moção de confiança e apoio apresentada pelo Gil Vicente (e subscrita pelos demais clubes que votavam alinhados com o SL Benfica) e depois declarei à Imprensa que o Sporting Clube de Portugal não apoiava a recondução de Luís Duque como Presidente da Liga.
Nas inúmeras conversas que tive com Pedro Proença antes, durante e depois da sua eleição, e ainda recentemente (2019) debatemos algo que é decisivo para o futebol português: a sua internacionalização. A luta do Sporting CP, expressa em várias Assembleias Gerais da Liga de Clubes, começava desde logo por fixar os calendários com antecipação. Enquanto responsável pelos Núcleos do Sporting CP sentia as dores deles e sabia que era impossível organizarem excursões se os jogos fossem marcados de segunda ou terça-feira para o sábado seguinte.
Estas dificuldades alertaram-nos para algo que se tornava óbvio. Nem os nossos Sócios e adeptos de fora de Lisboa conseguiam vir em massa a Alvalade, nem conseguíamos vender aos operadores turísticos um package de fim de semana que incluísse uma experiência no estádio.
Noutra escala muito mais abrangente, sem uma previsibilidade dos calendários, sem se saber com alguns meses de antecedência os dias e as horas dos jogos é impossível chegar aos grandes distribuidores e operadores de canais internacionais. O negócio do futebol só cresce se formos capazes de potenciar receitas de publicidade e patrocínios. O futebol português só conseguirá vender-se para o exterior se as operadoras, a Liga e os Clubes conseguirem de uma vez por todas unir-se para fazer crescer este negócio.
Desde o primeiro momento que, revelando o seu mau perder e egoísmo, o SL Benfica minou toda e qualquer possibilidade de sucesso de Pedro Proença. Na senda de se tornar hegemónico e representante único do futebol português a nível internacional o SL Benfica foi negociar directamente com a NOS, rebentando com qualquer possibilidade de a Liga fazer a centralização dos direitos televisivos na expectativa de “secar” financeiramente o mercado.
A faculdade de transmitir os seus jogos na BTV dá-lhes uma vantagem competitiva enorme. Porque fixam com enorme antecedência os seus jogos e permite-lhes mais gente no estádio com o consequente aumento de receitas de bilhética, merchandising, corporate e consumos nos bares.
Apesar do insucesso da centralização dos direitos televisivos provocada pela mesquinha visão de curto prazo do SL Benfica, a Liga e Pedro Proença tentaram profissionalizar a sua estrutura e procedimentos. Alavancado no eixo Sporting CP – FC Porto, Pedro Proença foi resistindo e tentando modernizar o futebol profissional português o que, sejamos justos, tem vindo a conseguir.
É por isso que a anunciada mudança de paradigma, com o Sporting CP a mudar de parceiro e alinhar com o SL Benfica para fazer cair Proença é contranatura. O comportamento errático dos manos Varandas fará com que o SL Benfica passe definitivamente a dominar algo que até hoje não tinha: o controle da Liga de Clubes. No domínio da percepção, Varandas é totalmente obediente a Luis Filipe Vieira. Tornar o Sporting CP num aliado submisso daquele que tem sido o líder nos últimos anos e de quem nos estávamos a aproximar e a tentar ultrapassar vai atirar o nosso Clube para uma subalternidade vergonhosa. Pese embora Pedro Proença tenha pelo SL Benfica uma postura de “quanto mais bates, mais gosto de ti”, não deixa de ser um homem sério e bem-intencionado. Deixá-lo cair é mau para o Sporting CP e para o futebol português.
Aqui também Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tem as suas responsabilidades. Ao longo destes últimos anos nunca foi o aliado que Pedro Proença esperava. Foram vários os episódios de alguma desconsideração que Proença foi relevando, mas que ainda recentemente tiveram novo capítulo.
A Federação Portuguesa de Futebol e o seu Presidente decidiram à revelia da Liga de Clubes promover o Vizela e o Arouca, através de um critério subjectivo que entre outros prejudicou as pretensões legítimas de Praiense e Olhanense. Aliás, esta decisão da direcção da FPF motivou a revolta, a indignação e um abaixo assinado subscrito por 12 associações distritais e regionais a contestá-la, o que gerou um enorme incómodo, num momento em que se aproxima um novo acto eleitoral.
Mais uma vez Pedro Proença não foi consultado, mas foi alvo da solidariedade das Associações que lhe deram conhecimento da missiva e esperam que ele possa acomodar e eventualmente subscrever as suas pretensões.
Começa a ficar cada vez mais claro que o objectivo de fazer cair Proença é que a FPF absorva a Liga de Clubes, o seu negócio e as suas receitas.
O Sporting Clube de Portugal se estiver no estrito âmbito dos seus pares, leia-se Liga de Clubes, pode exercer a sua influência e fazer valer por vezes a sua visão quanto ao negócio futebol.
Caso a Liga desapareça e seja integrada na Federação, temo que essa capacidade de ser parte activa nas decisões seja mitigada, sabendo de antemão – e basta consultar os órgãos sociais da Federação e de quem se perspectiva venha a fazer parte dos mesmos no futuro próximo – para se perceber que Varandas comete mais um erro histórico, lesa Sporting CP.
Queria era ver Varandas a ajudar Pedro Proença, mandatado pelas operadoras e Sport TV, a promover a Liga Portuguesa pelo Mundo, para que o futebol português possa aumentar a sua participação no bolo dos patrocínios e publicidade que os grandes mercados televisivos propiciam. Pretende-se com isso, que tanto os três grandes como os restantes clubes e não apenas o SL Benfica como este pretende, possam vir a receber quantias cada vez maiores e, por conseguinte, crescerem todos.
Como Varandas não entende nem quer entender esta correlação de forças, e age como se estivesse refém do SL Benfica, prepara-se para assumir um casamento em que seguramente o Sporting CP será vítima de violência doméstica.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31
Luís Montenegro faz figura deprimente no Parlamento e goza com o Sporting (vídeo)
09 Out 2026 | 13:04