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Clube
26 Mai 2020 | 18:30 |
Tenho acompanhado com natural interesse as notícias que têm vindo a público sobre as movimentações de bastidores na Liga de Clubes que apontam à saída do seu Presidente Pedro Proença. É um tema que me diz bastante pelo facto de ter participado activamente em 2015 no processo que culminou na eleição do mesmo para esse organismo.
Recordo-me bem de uma reunião de clubes, em Julho desse ano, no Europarque de Santa Maria da Feira em que fui o único dirigente de Clube na reunião a opor-me a uma moção de confiança e apoio apresentada pelo Gil Vicente (e subscrita pelos demais clubes que votavam alinhados com o SL Benfica) e depois declarei à Imprensa que o Sporting Clube de Portugal não apoiava a recondução de Luís Duque como Presidente da Liga.
Nas inúmeras conversas que tive com Pedro Proença antes, durante e depois da sua eleição, e ainda recentemente (2019) debatemos algo que é decisivo para o futebol português: a sua internacionalização. A luta do Sporting CP, expressa em várias Assembleias Gerais da Liga de Clubes, começava desde logo por fixar os calendários com antecipação. Enquanto responsável pelos Núcleos do Sporting CP sentia as dores deles e sabia que era impossível organizarem excursões se os jogos fossem marcados de segunda ou terça-feira para o sábado seguinte.
Estas dificuldades alertaram-nos para algo que se tornava óbvio. Nem os nossos Sócios e adeptos de fora de Lisboa conseguiam vir em massa a Alvalade, nem conseguíamos vender aos operadores turísticos um package de fim de semana que incluísse uma experiência no estádio.
Noutra escala muito mais abrangente, sem uma previsibilidade dos calendários, sem se saber com alguns meses de antecedência os dias e as horas dos jogos é impossível chegar aos grandes distribuidores e operadores de canais internacionais. O negócio do futebol só cresce se formos capazes de potenciar receitas de publicidade e patrocínios. O futebol português só conseguirá vender-se para o exterior se as operadoras, a Liga e os Clubes conseguirem de uma vez por todas unir-se para fazer crescer este negócio.
Desde o primeiro momento que, revelando o seu mau perder e egoísmo, o SL Benfica minou toda e qualquer possibilidade de sucesso de Pedro Proença. Na senda de se tornar hegemónico e representante único do futebol português a nível internacional o SL Benfica foi negociar directamente com a NOS, rebentando com qualquer possibilidade de a Liga fazer a centralização dos direitos televisivos na expectativa de “secar” financeiramente o mercado.
A faculdade de transmitir os seus jogos na BTV dá-lhes uma vantagem competitiva enorme. Porque fixam com enorme antecedência os seus jogos e permite-lhes mais gente no estádio com o consequente aumento de receitas de bilhética, merchandising, corporate e consumos nos bares.
Apesar do insucesso da centralização dos direitos televisivos provocada pela mesquinha visão de curto prazo do SL Benfica, a Liga e Pedro Proença tentaram profissionalizar a sua estrutura e procedimentos. Alavancado no eixo Sporting CP – FC Porto, Pedro Proença foi resistindo e tentando modernizar o futebol profissional português o que, sejamos justos, tem vindo a conseguir.
É por isso que a anunciada mudança de paradigma, com o Sporting CP a mudar de parceiro e alinhar com o SL Benfica para fazer cair Proença é contranatura. O comportamento errático dos manos Varandas fará com que o SL Benfica passe definitivamente a dominar algo que até hoje não tinha: o controle da Liga de Clubes. No domínio da percepção, Varandas é totalmente obediente a Luis Filipe Vieira. Tornar o Sporting CP num aliado submisso daquele que tem sido o líder nos últimos anos e de quem nos estávamos a aproximar e a tentar ultrapassar vai atirar o nosso Clube para uma subalternidade vergonhosa. Pese embora Pedro Proença tenha pelo SL Benfica uma postura de “quanto mais bates, mais gosto de ti”, não deixa de ser um homem sério e bem-intencionado. Deixá-lo cair é mau para o Sporting CP e para o futebol português.
Aqui também Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tem as suas responsabilidades. Ao longo destes últimos anos nunca foi o aliado que Pedro Proença esperava. Foram vários os episódios de alguma desconsideração que Proença foi relevando, mas que ainda recentemente tiveram novo capítulo.
A Federação Portuguesa de Futebol e o seu Presidente decidiram à revelia da Liga de Clubes promover o Vizela e o Arouca, através de um critério subjectivo que entre outros prejudicou as pretensões legítimas de Praiense e Olhanense. Aliás, esta decisão da direcção da FPF motivou a revolta, a indignação e um abaixo assinado subscrito por 12 associações distritais e regionais a contestá-la, o que gerou um enorme incómodo, num momento em que se aproxima um novo acto eleitoral.
Mais uma vez Pedro Proença não foi consultado, mas foi alvo da solidariedade das Associações que lhe deram conhecimento da missiva e esperam que ele possa acomodar e eventualmente subscrever as suas pretensões.
Começa a ficar cada vez mais claro que o objectivo de fazer cair Proença é que a FPF absorva a Liga de Clubes, o seu negócio e as suas receitas.
O Sporting Clube de Portugal se estiver no estrito âmbito dos seus pares, leia-se Liga de Clubes, pode exercer a sua influência e fazer valer por vezes a sua visão quanto ao negócio futebol.
Caso a Liga desapareça e seja integrada na Federação, temo que essa capacidade de ser parte activa nas decisões seja mitigada, sabendo de antemão – e basta consultar os órgãos sociais da Federação e de quem se perspectiva venha a fazer parte dos mesmos no futuro próximo – para se perceber que Varandas comete mais um erro histórico, lesa Sporting CP.
Queria era ver Varandas a ajudar Pedro Proença, mandatado pelas operadoras e Sport TV, a promover a Liga Portuguesa pelo Mundo, para que o futebol português possa aumentar a sua participação no bolo dos patrocínios e publicidade que os grandes mercados televisivos propiciam. Pretende-se com isso, que tanto os três grandes como os restantes clubes e não apenas o SL Benfica como este pretende, possam vir a receber quantias cada vez maiores e, por conseguinte, crescerem todos.
Como Varandas não entende nem quer entender esta correlação de forças, e age como se estivesse refém do SL Benfica, prepara-se para assumir um casamento em que seguramente o Sporting CP será vítima de violência doméstica.
Como já foi anunciado pelo Clube de Alvalade, será no próximo dia 1 de julho, no dia do 120.º aniversário dos leões, que será divulgada a novidade
19 Jun 2026 | 17:49 |
O Sporting irá apresentar no próximo dia 1 de julho, o dia do do 120º aniversário dos verdes e brancos - o novo símbolo que será utilizado já a partir da temporada de 2026/27. Em meados deste mês, o vice-presidente do emblema de Alvalade, André Bernardo, prometeu novidades, garantindo, em declarações ao jornal Expresso que a nova imagem manterá “um fundo verde, o leão e um escudo, bem como a sigla SCP”, de modo a respeitar os estatutos do Clube.
Para além disso, o dirigente sportinguista deu conta de que o Sporting está a trabalhar nesta área com a agência inglesa JKR, sendo que a empresa espanhola Rushmore tratará da publicidade. Neste aspeto, falando da JKR, a marca parceira dos leões foi recentemente destacada pela ação de campanha com a KFC, popular cadeia de restaurantes de “fast food” americana.
A “Behind the Brief”, portal especializado na área do marketing e que analisa o perfil e história de diversas marcas, avaliou, esta quinta-feira, a campanha da JKR com a KFC. “Construíram um Mundo e uma experiência da qual se pode fazer parte. Mais relevante, mais expressivo, mais KFC. Tornando o balde lendário (da KFC) numa transformação para a nova geração”, descreveu o portal, nas redes sociais.
Com a expectativa em grande, a verdade é que o anúncio do novo símbolo do Sporting tem sido aguardada com curiosidade - e com muito receio pelo possível design - pelo universo leonino. Nos últimos dias, foi possível ver nas redes sociais a partilha de alguns esboços de possíveis equipamentos e símbolo para 2026/27.
No entanto, esta quinta-feira, o Sporting exibiu no stand que montou no Rock in Rio, o contorno de um possível símbolo, o que muitos Sportinguistas entenderam como uma previsão para o que será anunciado em breve. Até agora, o clube leonino já teve um total de cinco símbolos distintos, sendo que a apresentação do sexto está próxima.
Sócios do Clube de Alvalade terão um mês de julho particularmente importante pela frente, com apresentação de nova identidade e realização de AG
15 Jun 2026 | 12:22 |
Os Sócios do Sporting terão um mês de julho particularmente importante pela frente. Além da apresentação oficial do novo símbolo do Clube, será também realizada uma Assembleia Geral na qual serão discutidos e votados vários temas relevantes para o futuro dos leões, incluindo o orçamento para a próxima temporada.
De acordo com os estatutos do Sporting, a Direção liderada por Frederico Varandas tem até esta segunda-feira, 15 de junho, para entregar à Mesa da Assembleia Geral o orçamento dos rendimentos, gastos e investimentos previstos para o exercício económico seguinte, acompanhado do plano de atividades e do respetivo parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.
Entre os documentos que serão apresentados aos associados estará também o relatório referente ao exercício económico compreendido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. O tema será um dos pontos centrais da ordem de trabalhos da reunião magna dos verdes e brancos.
A Assembleia Geral terá ainda um significado especial por ser a primeira conduzida por Pedro Almeida Cabral enquanto presidente da Mesa da Assembleia Geral, depois de ter sido eleito para o cargo nas últimas eleições do Clube.
Outro dos momentos mais aguardados pelos Sócios será a apresentação nova identidade visual do Sporting. O novo símbolo que se tornará oficial a 1 de julho, data em que o Clube celebra o seu 120.º aniversário, e posteriormente submetido à apreciação dos associados.
A renovação da imagem institucional tem gerado grande expectativa entre os adeptos, sobretudo depois de ter sido revelado que o novo emblema manterá os elementos fundamentais da identidade leonina, mas recuperará traços inspirados em versões históricas do símbolo do Sporting.
Passaram mais de 12 meses desde o incidente que envolveu um sportinguista , atingido no olho por uma bala durante os festejos de bicampeão
14 Jun 2026 | 12:17 |
Mais de um ano depois de Bernardo Topa ter sido baleado num olho durante os festejos do bicampeonato, ainda não há responsáveis. Bernardo era um dos milhares de adeptos em Lisboa na noite de 17 de maio de 2025, quando o Sporting se sagrou bicampeão nacional.
O adepto perdeu o olho esquerdo, uma lesão disfarçada pelo uso de uma prótese com estética semelhante à original. Contudo, decorrido mais de um ano sobre o incidente, o comissário de bordo enfrenta múltiplas dificuldades no quotidiano e permaneceu vários meses em situação de baixa médica.
Com operações, consultas e medicação, reergueu-se, no entanto, já gastou mais de 20 mil euros do próprio bolso e ninguém foi responsabilizado. O Casos de Polícia, ligado à SIC, contactou o Ministério Público para perceber se há avanços, mas a Procuradoria-Geral da República disse apenas que o processo está em segredo de justiça.
O mesmo órgão tentou também saber junto da PSP se existe algum resultado do inquérito interno sobre a ação dos agentes, mas a resposta foi a de que a investigação da Inspeção-Geral da Administração Interna ainda está em fase de instrução.
Vale lembrar que durante o seu internamento, Bernardo Topa recebeu a visita de Frederico Varandas. O Presidente do Clube de Alvalade esteve sempre em contacto com o adepto, oferecendo-lhe algumas palavras de apoio, mas também um cachecol e uma camisola.