Futebol
Paulo Fonseca no Sporting? Especialista garante: "Probabilidade é de 80%"
01 Nov 2026 | 15:26
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Futebol
04 Mai 2020 | 12:33 | Por Redação
A Liga será retomada no final do mês para, se tudo correr bem, concluir as 10 jornadas em falta. Será, por todas as razões e mais alguma, uma ‘competição’ à parte daquela que conhecemos até ao primeiro fim-de-semana de março. Desde logo porque o fator casa perderá grande parte do seu impacto, dado os jogos decorrem à porta fechada, e no caso das equipas obrigadas a atuar em terreno neutro será de efeito nulo. Por outro lado, os jogadores voltam a competir após uma paragem idêntica à passagem de uma temporada para a outra (11 semanas), mas sem o período de férias normal, nem com a possibilidade de acelerar os níveis de competitividade, de reacção, de velocidade e de resposta anaeróbica nos habituais sete a nove jogos que se disputam numa pré-temporada. Pior: nem conseguem realizar trabalho em conjunto durante o período mínimo de pré-época, que são as cinco semanas. Portanto, tudo o que se seguirá é algo sem precedentes na Europa (mas muito usual no Brasil, por exemplo), razão pela qual poderemos muito bem assistir às 10 jornadas mais incaracterísticas da história recente do nosso futebol. Este período competitivo terá a duração máxima de sete semanas e não deverá ser levado muito a sério por adeptos, mas principalmente por dirigentes, em termos de projecção para a época 20/21. Alguns treinadores poderão parecer geniais, outros poderão ficar com rótulo de perdedores, perante resultados que ocorrerão numa situação excecional. Em relação aos jogadores só os mais distraídos se deixarão enganar, afinal já os vimos a todos durante um grande número de jogos. Quem melhor entender aquilo que se vai passar em junho e julho partirá com vantagem em setembro.
1 – MOLDES DA COMPETICÃO. Faltam cerca de 25 dias para a Liga ser retomada e ainda pouco ou nada se sabe sobre os moldes em que a mesma vai decorrer. As equipas estarão todas a trabalhar já esta semana, sem conhecer as novas ‘regras’. Gostava de acreditar que os dirigentes do nosso futebol sabem pensar, refletir e decidir com bom senso; que até final da semana terão todo o plano traçado, aprovado pelos clubes e divulgado, por forma a dar às respectivas organizações duas semanas para colocarem em marcha adaptações logísticas; que antes de reatar a competição todos saberão, e aceitarão, como se fará caso a mesma tenha de ser novamente interrompida ou dada por terminada prematuramente; que se decidirá nos próximos dias, de forma clara e objetiva, o que fazer a uma equipa que tenha durante a prova um ou mais jogadores a testarem positivo para o COVID-19, e quais as implicações de tal realidade para essa mesma equipa e jogadores infetados; que se decidirá desde já quem pagará todas as despesas extra das equipas obrigadas a jogar fora dos seus estádios, na condição de visitadas (para Marítimo e Santa Clara, por exemplo, estamos a falar de verbas consideráveis). O que ouvi e li até agora leva-me a acreditar que o reatamento da Liga estará mais perto de ser um grande problema, do que uma ótima solução. Diz muito só o facto de o Primeiro Ministro ter estado a cerca de três horas de ‘esquecer-se’ de convocar o presidente da Liga para uma reunião que iria debater o possível regresso da competição. Mas convidou desde o primeiro momento o presidente da FPF, entidade que apenas tem de organizar um jogo (final da Taça de Portugal), e que decidiu de forma inenarrável a atribuição da subida de duas equipas à Segunda Liga.
2 – LIGA NA TV. Há uma espécie de ‘movimento’ que pretende ver alguns jogos das últimas jornadas da Liga em sinal aberto, uma vez que os mesmos decorrerão à porta fechada. Já li que o Governo está a equacionar meter-se ao ‘barulho’, utilizando para isso a RTP (notícia não desmentida). Como bem sabemos, só existe futebol profissional com este nível em Portugal devido a uma empresa tantas vezes contestada pelos adeptos: a Sport TV (detida maioritariamente pelos principais operadores de TV cabo no nosso país, Altice, NOS e Vodafone). São os cerca de 150 milhões de euros/ano que a Sport TV injeta, de forma direta ou indireta, nas SAD’s e SDUQ’s que garantem os orçamentos da Liga (na esmagadora maioria dos casos esse montante significa 80 a 90 por cento, ou até mais, das verbas totais recebidas). Portanto, é fácil perceber que só poderiam existir transmissões em sinal aberto se a RTP (ou um operador privado) comprasse direitos à Sport TV ou à NOS (entidade que explora a Benfica TV). Caso o negócio fosse realizado através da RTP seria sempre o dinheiro dos contribuintes a pagar mais uma despesa. Pela minha parte, dispenso e contesto. Parece-me brincadeira de mau gosto, e medida populista, que o Estado esteja disposto a ‘queimar’ uns milhões para ter futebol em sinal aberto, quando deve preocupar-se é em manter abertas empresas que estão a dias de encerrar portas e empurrar umas centenas de milhares de trabalhadores para o desemprego. Se um operador privado tiver interesse e capacidade financeira para avançar, e se a Sport TV aceitar, tudo bem. Pretender, por exemplo, que a Sport TV ceda de forma gratuita ou mesmo a preço simbólico, alguns jogos, não faz qualquer sentido. Afinal, a Liga regressa para os que clubes possam receber os dois meses que faltam liquidar dos contratos televisivos. Não se pode pedir a uma empresa que pague e de seguida ofereça o produto. Evocar que caso as transmissões continuem somente em canais codificados isso concorrerá para o aumento de ajuntamentos em bares, cafés e restaurantes, para lá do que a lei permite, não colhe. As regras para a reabertura destes espaços comerciais estão definidas e se os seus proprietários as ignorarem, arriscam penalizações. Importa, sim, que a mão da lei seja bem pesada para com os prevaricadores. E que haja maior controlo.
3 – OS LUGARES ANUAIS. A temporada desportiva das modalidades de pavilhão encerrou, quando faltavam ainda disputar as fases finais dos campeonatos de futsal, andebol, voleibol e basquetebol, bem como sete jornadas do hóquei em patins. No caso do Sporting (desconheço se outros clubes têm a mesma oferta), existem algumas centenas de sócios que adquiriram lugares anuais no Pavilhão João Rocha e que ainda não sabem se vão e como vão ser ressarcidos devido à perda que tiveram, relativamente às expetativas criadas quando da aquisição do produto. São as fases finais e/ou de playoff que geram maior interesse, é aí que se concentram os jogos de ‘mais-valia’ numa época. E são precisamente esses que não ocorrerão. Se em relação às Gamebox do futebol a SAD do Sporting já avisou que no final da época transmitirá aos seus detentores a forma de os compensar, em relação ao mesmo produto nas modalidades, cuja temporada desportiva terminou, ainda não se ouviu uma palavra do Conselho Diretivo do Clube. O ‘abalo’ no orçamento do Clube não será significativo, dado o escasso número de bilhetes-época vendido e o valor global envolvido, e é até facilmente absorvido pelo corte de 30 por cento na massa salarial dos atletas das várias modalidades. Já no futebol o caso será bem diferente. Porque em causa estará uma verba próxima ao milhão e meio de euros a ser retirada do próximo orçamento (sem contabilizar os acordos relativos a camarotes e lugares corporate), seja pela restituição do dinheiro (solução que tem de ser equacionada se as medidas restritivas de acesso aos estádios vigorarem no início da Liga 20/21), seja pelo desconto a fazer na compra da Gamebox 20/21. Atribuir ‘vouchers’ para aquisição de outros bens pode ser solução, mas unicamente para os Sócios que o aceitem e nunca por decisão/imposição unilateral. Isto, claro, no caso de quem toma as decisões pretender evitar nova frente de ‘guerra’ com os associados.
Treinador conquistou um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, deixando dois títulos no seu percurso pelo Clube de Alvalade
01 Nov 2026 | 20:42 | Por Redação
É oficial. Rui Borges já não é treinador do Sporting. O Clube de Alvalade anunciou, este domingo, que iniciou conversações com o treinador para colocar termo ao vínculo laboral. Tiago Fernandes assume funções de forma interina, confirmando uma notícia dada em Exclusivo pelo nosso Jornal no passado dia 28 de outubro.
Em comunicado, os leões revelaram que a reunião com o técnico decorreu durante a tarde: "O Sporting Clube de Portugal informa que reuniu esta tarde com Rui Borges, treinador da equipa principal de futebol, tendo sido iniciadas conversações com vista à cessação do seu vínculo laboral", pode ler-se na nota oficial.
Tiago Fernandes, atual treinador da equipa B, volta assim a assumir o papel de interino e será o responsável por orientar a equipa no encontro com o Shakhtar Donetsk, na terça-feira, em Londres, para a Liga dos Campeões. A estreia de Paulo Fonseca está prevista para sábado, na receção ao Moreirense, em partida da Liga.
Rui Borges chegou a Alvalade em dezembro de 2024, depois da saída de João Pereira, que tinha sucedido a Ruben Amorim. Na primeira temporada ao serviço dos leões, o treinador conquistou um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, deixando dois títulos no seu percurso pelo Clube.
A saída abre, assim, caminho à entrada de Paulo Fonseca, que vai assumir o comando técnico do Sporting nos próximos dias. Até lá, Tiago Fernandes terá a responsabilidade de orientar a equipa numa fase de transição, começando já pelo compromisso europeu.
Técnico prestes a assumir comando técnico do Clube de Alvalade, depois de os leões terem chegado a acordo com o Lyon para garantir contratação
01 Nov 2026 | 19:24 | Por Redação
É negócio fechado. Paulo Fonseca vai assumir o comando técnico do Sporting, depois de os leões terem chegado a acordo com o Lyon para garantir a contratação do português. O técnico, de 53 anos, mostrou-se desde cedo disponível para regressar a Portugal e orientar o emblema de Alvalade.
Segundo o jornal 'Record', a concretização da mudança dependia de um entendimento com o clube francês, uma vez que o treinador tinha contrato válido até junho de 2027. Apesar do acordo entre os clubes, o técnico não deverá assumir já o banco leonino no encontro frente ao Shakhtar Donetsk, agendado para terça-feira, em Londres, para a Liga dos Campeões.
A data da estreia do substituto de Rui Borges nos leões continua por definir: poderá acontecer no duelo com o Moreirense, no próximo sábado, ou apenas depois da pausa para as seleções, frente ao União da Serra, na Taça de Portugal.
Este domingo, dia 1 de novembro, o treinador ainda orientou o Lyon na vitória diante do Angers (2-0). No festejo do segundo golo, recebeu um abraço coletivo dos jogadores que se encontravam em campo, num momento emotivo que antecipou a despedida.
No final da partida, Paulo Fonseca também não conseguiu conter as lágrimas ao deixar o relvado do Groupama Stadium. Neste momento, ficam ainda por acertar questões relacionadas com o momento da oficialização e o pagamento de comissões.
Alguns elementos da equipa técnica do treinador português de 53 anos já terão mesmo começado a esvaziar respetivos cacifos
01 Nov 2026 | 15:44 | Por Redação
A possível saída de Paulo Fonseca do Lyon ganha novos contornos e a mudança para o Sporting continua a ser um cenário em cima da mesa. Alguns elementos da equipa técnica do treinador português já estarão a preparar a saída do clube gaulês.
De acordo com o jornalista Romain Molina, os adjuntos do técnico de 53 anos começaram a esvaziar os respetivos cacifos há dois dias. O processo estará a decorrer de forma gradual, sem grandes alterações de um momento para o outro.
R. Molina: "Não é uma forma muito profissional de lidar com uma saída"
O mesmo deixou críticas à forma como esta saída estará a ser conduzida, tendo em conta o compromisso ainda agendado para este domingo. "Não é uma forma muito profissional de lidar com uma saída e com o jogo contra o Angers, depois de tudo o que o Olympique Lyon fez pelo treinador", afirmou.
As notícias surgem depois de ter sido associado ao Lyon o nome de Thiago Motta como possível sucessor de Paulo Fonseca. O técnico português está na rota do Sporting, numa altura em que o futuro de Rui Borges em Alvalade continua a ser tema de debate.
Paulo Fonseca estará este domingo, 1 de novembro, no banco do Lyon para receber o Angers, em partida da nona jornada da Ligue 1. O encontro poderá, assim, decorrer num contexto de incerteza em torno da continuidade do treinador e da sua equipa técnica.