Futebol
Relatório de Luís Godinho no Porto - Sporting diz que dragões ofereceram camisolas aos árbitros
17 Fev 2026 | 13:32
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Futebol
04 Mai 2020 | 11:33 |
A Liga será retomada no final do mês para, se tudo correr bem, concluir as 10 jornadas em falta. Será, por todas as razões e mais alguma, uma ‘competição’ à parte daquela que conhecemos até ao primeiro fim-de-semana de março. Desde logo porque o fator casa perderá grande parte do seu impacto, dado os jogos decorrem à porta fechada, e no caso das equipas obrigadas a atuar em terreno neutro será de efeito nulo. Por outro lado, os jogadores voltam a competir após uma paragem idêntica à passagem de uma temporada para a outra (11 semanas), mas sem o período de férias normal, nem com a possibilidade de acelerar os níveis de competitividade, de reacção, de velocidade e de resposta anaeróbica nos habituais sete a nove jogos que se disputam numa pré-temporada. Pior: nem conseguem realizar trabalho em conjunto durante o período mínimo de pré-época, que são as cinco semanas. Portanto, tudo o que se seguirá é algo sem precedentes na Europa (mas muito usual no Brasil, por exemplo), razão pela qual poderemos muito bem assistir às 10 jornadas mais incaracterísticas da história recente do nosso futebol. Este período competitivo terá a duração máxima de sete semanas e não deverá ser levado muito a sério por adeptos, mas principalmente por dirigentes, em termos de projecção para a época 20/21. Alguns treinadores poderão parecer geniais, outros poderão ficar com rótulo de perdedores, perante resultados que ocorrerão numa situação excecional. Em relação aos jogadores só os mais distraídos se deixarão enganar, afinal já os vimos a todos durante um grande número de jogos. Quem melhor entender aquilo que se vai passar em junho e julho partirá com vantagem em setembro.
1 – MOLDES DA COMPETICÃO. Faltam cerca de 25 dias para a Liga ser retomada e ainda pouco ou nada se sabe sobre os moldes em que a mesma vai decorrer. As equipas estarão todas a trabalhar já esta semana, sem conhecer as novas ‘regras’. Gostava de acreditar que os dirigentes do nosso futebol sabem pensar, refletir e decidir com bom senso; que até final da semana terão todo o plano traçado, aprovado pelos clubes e divulgado, por forma a dar às respectivas organizações duas semanas para colocarem em marcha adaptações logísticas; que antes de reatar a competição todos saberão, e aceitarão, como se fará caso a mesma tenha de ser novamente interrompida ou dada por terminada prematuramente; que se decidirá nos próximos dias, de forma clara e objetiva, o que fazer a uma equipa que tenha durante a prova um ou mais jogadores a testarem positivo para o COVID-19, e quais as implicações de tal realidade para essa mesma equipa e jogadores infetados; que se decidirá desde já quem pagará todas as despesas extra das equipas obrigadas a jogar fora dos seus estádios, na condição de visitadas (para Marítimo e Santa Clara, por exemplo, estamos a falar de verbas consideráveis). O que ouvi e li até agora leva-me a acreditar que o reatamento da Liga estará mais perto de ser um grande problema, do que uma ótima solução. Diz muito só o facto de o Primeiro Ministro ter estado a cerca de três horas de ‘esquecer-se’ de convocar o presidente da Liga para uma reunião que iria debater o possível regresso da competição. Mas convidou desde o primeiro momento o presidente da FPF, entidade que apenas tem de organizar um jogo (final da Taça de Portugal), e que decidiu de forma inenarrável a atribuição da subida de duas equipas à Segunda Liga.
2 – LIGA NA TV. Há uma espécie de ‘movimento’ que pretende ver alguns jogos das últimas jornadas da Liga em sinal aberto, uma vez que os mesmos decorrerão à porta fechada. Já li que o Governo está a equacionar meter-se ao ‘barulho’, utilizando para isso a RTP (notícia não desmentida). Como bem sabemos, só existe futebol profissional com este nível em Portugal devido a uma empresa tantas vezes contestada pelos adeptos: a Sport TV (detida maioritariamente pelos principais operadores de TV cabo no nosso país, Altice, NOS e Vodafone). São os cerca de 150 milhões de euros/ano que a Sport TV injeta, de forma direta ou indireta, nas SAD’s e SDUQ’s que garantem os orçamentos da Liga (na esmagadora maioria dos casos esse montante significa 80 a 90 por cento, ou até mais, das verbas totais recebidas). Portanto, é fácil perceber que só poderiam existir transmissões em sinal aberto se a RTP (ou um operador privado) comprasse direitos à Sport TV ou à NOS (entidade que explora a Benfica TV). Caso o negócio fosse realizado através da RTP seria sempre o dinheiro dos contribuintes a pagar mais uma despesa. Pela minha parte, dispenso e contesto. Parece-me brincadeira de mau gosto, e medida populista, que o Estado esteja disposto a ‘queimar’ uns milhões para ter futebol em sinal aberto, quando deve preocupar-se é em manter abertas empresas que estão a dias de encerrar portas e empurrar umas centenas de milhares de trabalhadores para o desemprego. Se um operador privado tiver interesse e capacidade financeira para avançar, e se a Sport TV aceitar, tudo bem. Pretender, por exemplo, que a Sport TV ceda de forma gratuita ou mesmo a preço simbólico, alguns jogos, não faz qualquer sentido. Afinal, a Liga regressa para os que clubes possam receber os dois meses que faltam liquidar dos contratos televisivos. Não se pode pedir a uma empresa que pague e de seguida ofereça o produto. Evocar que caso as transmissões continuem somente em canais codificados isso concorrerá para o aumento de ajuntamentos em bares, cafés e restaurantes, para lá do que a lei permite, não colhe. As regras para a reabertura destes espaços comerciais estão definidas e se os seus proprietários as ignorarem, arriscam penalizações. Importa, sim, que a mão da lei seja bem pesada para com os prevaricadores. E que haja maior controlo.
3 – OS LUGARES ANUAIS. A temporada desportiva das modalidades de pavilhão encerrou, quando faltavam ainda disputar as fases finais dos campeonatos de futsal, andebol, voleibol e basquetebol, bem como sete jornadas do hóquei em patins. No caso do Sporting (desconheço se outros clubes têm a mesma oferta), existem algumas centenas de sócios que adquiriram lugares anuais no Pavilhão João Rocha e que ainda não sabem se vão e como vão ser ressarcidos devido à perda que tiveram, relativamente às expetativas criadas quando da aquisição do produto. São as fases finais e/ou de playoff que geram maior interesse, é aí que se concentram os jogos de ‘mais-valia’ numa época. E são precisamente esses que não ocorrerão. Se em relação às Gamebox do futebol a SAD do Sporting já avisou que no final da época transmitirá aos seus detentores a forma de os compensar, em relação ao mesmo produto nas modalidades, cuja temporada desportiva terminou, ainda não se ouviu uma palavra do Conselho Diretivo do Clube. O ‘abalo’ no orçamento do Clube não será significativo, dado o escasso número de bilhetes-época vendido e o valor global envolvido, e é até facilmente absorvido pelo corte de 30 por cento na massa salarial dos atletas das várias modalidades. Já no futebol o caso será bem diferente. Porque em causa estará uma verba próxima ao milhão e meio de euros a ser retirada do próximo orçamento (sem contabilizar os acordos relativos a camarotes e lugares corporate), seja pela restituição do dinheiro (solução que tem de ser equacionada se as medidas restritivas de acesso aos estádios vigorarem no início da Liga 20/21), seja pelo desconto a fazer na compra da Gamebox 20/21. Atribuir ‘vouchers’ para aquisição de outros bens pode ser solução, mas unicamente para os Sócios que o aceitem e nunca por decisão/imposição unilateral. Isto, claro, no caso de quem toma as decisões pretender evitar nova frente de ‘guerra’ com os associados.
Clube de Alvalade ainda chegou a estar a vencer por 2-1, mas permitiu reviravolta ao rival eterno e está no último lugar da tabela
17 Fev 2026 | 18:02 |
A equipa sub-23 do Sporting perdeu frente ao Benfica por 4-2, esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, em partida da sexta jornada da fase de Apuramento de Campeão da Liga Revelação. Os leões somaram o sexto encontro consecutivo sem vencer, após o empate frente ao Leixões na ronda anterior.
No Caixa Futebol Campus, no Seixal, os verdes e brancos entraram da pior forma no encontro e viram as águias colocarem-se na frente do marcador graças ao remate certeiro de Duarte Soares (3'). Aos 7', Os leões reagiram de imediato, com Rayhan Momade a avançar em velocidade no corredor esquerdo, a entrar na área e a rematar para o fundo da baliza. Aos 9', o mesmo Rayhan Momade voltou a arrancar em velocidade, enganou o defesa adversário e fez o bis. Ainda antes do intervalo, Francisco Neto (43') rematou de fora de área e empatou as contas.
No regresso dos balneários, o dérbi manteve-se equilibrado até aos 67 minutos, altura em que a formação da casa fez o 3-2. Francisco Neto, que recebeu um passe de Duarte Soares com a parte exterior do pé direito, adiantou a bola sobre um defesa leonino e não deu hipóteses a Tiago Leitão. Aos 85', André Gomes fez o 4-2.
Com esta derrota - a 11.ª em 25 jogos esta temporada - os comandados de Filipe Neto têm dois pontos e continuam na oitava e última posição. Os sub-23 do Sporting voltam a entrar em campo no sábado, dia 21 de fevereiro, frente ao Santa Clara, pelas 11h00, em Alcochete.
A equipa inicial apresentada pelo emblema verde e branco foi composta por: Tiago Leitão (Guarda-redes), Daniel Costa, Miguel Alves (C), Lucas Taibo, Rafael Mota, Zaid Bafdili, Micael Sanhá, Rafael Camacho, Délcio Aurélio, Manuel Kissanga e Rayhan Momade.
Na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, líder máximo dos leões respondeu ao comunicado do rival e às acusações feitas
17 Fev 2026 | 16:05 |
Frederico Varandas respondeu esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, em Alcochete, em declarações aos jornalistas, aos ataques do Porto e às considerações feitas através da newsletter Dragões Diário, nomeadamente o de os leões controlarem a arbitragem. O Presidente do Sporting diz que o rival mentiu e critica duramente André Villas Boas.
Palavras do Porto
"Em relação ao que diz o comunicado em relação ao Sporting, vou focar-me em dois pontos. Um é muito direto, fala em mais um lance no jogo do Sporting Famalicão. Curiosamente, esse lance, coisa rara no futebol português, em todos os comentadores na análise desportivo, teve decisão unânime. Todos consideram que a decisão foi a correta. O segundo ponto, insinuam que o Sporting tem peões numa Comissão Não-Permanente de Arbitragem. Já esclareci esse assunto, mas interessa insistir na mentira. E vou voltar a explicar: estes órgãos sociais da Federação foram eleitos com o apoio do Porto. Em maio, antes da época começar, foram criadas 19 comissões. Que são o quê? Grupos de reflexão. Não reportam ao CA, não reportam ao CD, não têm poder deliberativo. A Federação convidou os 84 delegados, onde estão os clubes profissionais, as comissões de trabalho. O Sporting inscreveu-se. Mas não é que o Porto também se inscreveu? Havia comissões de arbitragem, competições, futebol jovem, jogadores, treinadores... Quem escreve este comunicado sabe que está a mentir. O intuito deste comunicado não é informar. É simplesmente desviar atenções".
E por que razão o Sporting é novamente visado?
"Porque não lhes interessa falar do que tem de ser falado. Mais uma vez, esperei uns dias para ver se havia alguma resposta, algo que explicasse o sucedido no Porto - Sporting. E vou dar de barato o facto da comitiva entrar, passar junto a adeptos que, bastava ter sido recolhido a manga, e não estavam a ofender, insultar e ameaçar os jogadores, o presidente, o staff e o treinador. Não estou a falar do ar condicionado, da decoração do balneário. Isso para mim é pouco relevante".
Mas os beijos que enviou aos adeptos não foram um ato provocatório?
"Não, não foi provocatório. Repare: ensinaram-me desde pequenino a responder que a melhor resposta ao ódio é o amor. Só isto. Em relação a esses três episódios, dou de barato. Até motiva as equipas adversárias, demonstra pequenez e caráter pouco nobre. O Sporting quando recebe, seja o 1.º, que neste caso é o Porto, seja outro, é com toda a dignidade possível. É assim que gosto de competir, que o Sporting gosta de competir. Os comunicados, que são chorrilhos de mentiras, e têm sido desde o jogo do Porto, têm um só objetivo: não falar-se do que interessa. E o que aconteceu às toalhas do Rui Silva? Foram precisas três toalhas. Nunca vi isto. Roubaram duas vezes as toalhas do guarda-redes durante o jogo. E a partir do golo do Porto, todos os apanha-bolas retiram os cones e as bolas. E isto, meus senhores, já não se vê na Europa periférica. Vê-se em África só".
"Acho que vocês devem saber que o presidente do Porto pertence ao Comité de Competições de Clubes da UEFA. Atenção. Gostaria que perguntassem ao presidente do Porto se sugere, na elite do futebol, roubar as bolas quando se está a ganhar 1-0. Depois, retirar a toalha ao guarda-redes. É isto que ele propõe? No Comité da UEFA? Fazia uma sugestão ao presidente do Porto. Que faça isto agora nos oitavos-de-final da Liga Europa. Sabem que aqui brincam com o Conselho de Disciplina. O caso Fábio Veríssimo parece que já acabou. O Porto foi multado em mais de 12 mil euros pelo sucedido. Vocês tiveram acesso à justificação do FC Porto. Foi um mero lapso. Lapso porquê? Porque o Porto analisa, durante a 1.ª parte, os lances polémicos de arbitragem e manda para os treinadores. E não é que também avaliam lances dos jogos dos infantis? De um jogo Braga - Porto... Também analisam jogos dos infantis. Esta é a justificação do CD. Reparem. Mentem. Mentem. Julguei que houvesse a justificação de 'o presidente não sabia'. Mas não. Há mentira".
Confira as declarações:
Após goleada sofrida frente ao Atlético Madrid, para a Taça de Espanha, (4-0), atual campeão espanhol voltou a sofrer novo desaire
17 Fev 2026 | 14:34 |
Após a goleada sofrida frente ao Atlético Madrid, para a Taça de Espanha, (4-0), o Barcelona voltou a perder, desta feita para a Liga. Na visita ao Girona, os culés perderam (2-1) e falharam, assim, o assalto à liderança do campeonato. Raphinha, antigo jogador do Sporting, foi substituído aos 63 minutos quando o marcador estava empatado a uma bola.
Na primeira parte não houve golos, mas houve emoção já na compensação. Lamine Yamal falhou uma grande penalidade (45+1') e desperdiçou, assim, a oportunidade de adiantar os visitantes no marcador. A equipa de Hansi Flick marcou primeiro, mas foi preciso esperar pela segunda parte.
Pau Cubarsi inaugurou o marcador ao minuto 59. Porém, a liderança demorou pouco tempo. Três minutos depois, Thomas Lemar voltou a colocar tudo igual (62'). Já nos instantes finais surgiu o golo do triunfo para o Girona. Fran Beltrán operou a reviravolta aos 87 minutos.
O Girona ficou, ainda, reduzido a dez unidades, depois de Joel Roca ver o vermelho direto em tempo de compensação (90+9'). Com esta derrota, o Barcelona falha o assalto à liderança e está em segundo com 58 pontos, a dois do líder Real Madrid. O Girona, por sua vez, está em 12.º com 29 pontos. Hansi Flick não escondeu o seu desagrado com o novo desaire.
Nesta temporada, com a camisola dos culés, Raphinha – avaliado em 80 milhões de euros – realizou 23 jogos: 15 na La Liga, cinco na Liga dos Campeões, dois na Supertaça Espanhola e um na Taça do Rei. Nos 1.471 minutos em que esteve em campo, o esquerdino marcou 13 golos e fez cinco assistências.
Relatório de Luís Godinho no Porto - Sporting diz que dragões ofereceram camisolas aos árbitros
17 Fev 2026 | 13:32
Tiago Fernandes analisa forma de médio do Sporting: "Tem mais fome do que os outros”
17 Fev 2026 | 12:10
Craque que vai estar no plantel do Sporting em 2026/27 faz assistência no Rio Ave - Moreirense
17 Fev 2026 | 11:17