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Andebol
30 Mar 2026 | 16:47 |
O clássico de andebol entre Porto e Sporting ficou marcado por polémica, devido a um alegado cheiro intenso no balneário destinado à equipa leonina, na Dragão Arena. A situação obrigou à assistência médica ao treinador Ricardo Costa e ao jogador Christian Moga, além de ter provocado um atraso de 15 minutos no início do encontro, que acabou com vitória do Sporting por 30-33.
Em reação ao sucedido, José Vicente Moura mostrou-se crítico quanto ao contraste entre o crescimento da modalidade nacional e episódios desta natureza: “O andebol é uma modalidade interessantíssima, na qual Portugal tem ascendido a posições de topo na Europa e no mundo. Não se compreende que a nível de clubes ainda aconteçam coisas que, na verdade, são de terceiro mundo”, disse, em declarações à Renascença.
Vicente Moura: "Situações como estas não são admissíveis e devem ser punidas disciplinarmente"
O antigo presidente do Comité Olímpico português foi mais longe e defendeu uma intervenção mais firme por parte das entidades governamentais e desportivas: “É imperioso que o Governo e as entidades imprimam ao desporto as características que são essenciais: competitividade, fair-play e respeito pelo adversário. Situações como estas não são admissíveis e devem ser punidas disciplinarmente. A federação tem de ser pressionada pelo Governo”, afirmou.
Para o ex vice-presidente do Sporting, casos como este exigem uma resposta clara e firme por parte das autoridades, não só para apurar responsabilidades, mas também para preservar os valores do desporto. Vicente Moura deixou ainda críticas diretas à falta de ação dos organismos responsáveis pela ética no desporto.
“Há um departamento estatal que tem a ver com a ética desportiva e que funciona há 15 anos. Onde é que ele se encontra? Onde anda? Quais são as declarações que ele faz? Praticamente é desconhecido”, apontou o ex vice-presidente do Sporting.
Comentador afeto aos dragões mostrando-se irritado em relação à versão apresentada pelo emblema verde e branco sobre escândalo na Dragão Arena
30 Mar 2026 | 15:50 |
Rodolfo Reis comentou a recente polémica em torno de um alegado cheiro tóxico no balneário visitante da Dragão Arena, antes do clássico de andebol entre Porto e Sporting, mostrando-se crítico em relação à versão apresentada pelo Clube de Alvalade.
Durante a sua intervenção na CMTV, o adepto dos dragões começou por apontar inconsistências no relato dos acontecimentos: "Uma senhora vai lá porque já tem alergias e não sei o que mais, e esta senhora, passado 15 minutos, foi lá e já não sentiu cheiro nenhum. Como é que é possível isto?", questionou.
R. Reis: "Claro que desconfio. Sem sombra absolutamente nenhuma, desconfio do Sporting"
Confrontado diretamente sobre se suspeitava do Sporting, Rodolfo Reis foi claro na sua posição: "Claro que desconfio. Sem sombra absolutamente nenhuma, desconfio do Sporting. Não quero dizer, nem ponho a mão no fogo, a dizer que o Sporting fez isto. Era o que faltava. Nunca. Nem duvido que tivesse acontecido. Ponho dúvidas em tudo".
O comentador aproveitou ainda para deixar uma crítica indireta à liderança do Clube leonino: "Nunca respeitou os presidentes do Porto, especialmente o presidente maior, sem sombra de dúvidas, da Europa. Respeito e de que maneira o clube Sporting. Respeito e de que maneira os adeptos e associados do Sporting. Grande clube".
A terminar, Rodolfo Reis adotou um tom mais emotivo e assumidamente portista: "Maldito Porto, que vais à frente. Maldito Porto, que não perdes na Luz. Maldito Porto, vais ganhar a Braga. Contra tudo e contra todos, contra um árbitro, meu Deus".
Verdes e brancos mediram forças com os dragões este sábado, dia 28 de março, mas estado no reduto adversário obrigou a cuidados médicos
30 Mar 2026 | 12:35 |
José Manuel Freitas admite um cenário propositado por parte do Porto antes do jogo de andebol com o Sporting, em que jogadores e treinador dos leões precisaram de assistência médica devido a um odor intenso no balneário do Dragão Arena. Adicionalmente, o comentador lembrou o sucedido em 1991, quando o Benfica foi até às antigas Antas para defrontar os azuis brancos.
José Manuel Freitas: "O que aconteceu foi um cenário propositado"
"O que aconteceu foi um cenário propositado e minha questão é esta: Que surpresa é que estará reservada para o jogo da segunda mão da Taça de Portugal? Tendo em conta o que tem vindo acontecer tanto na parte do futebol como agora no andebol, eu admito que possa haver uma surpresa desagradável", começou por dizer, em comentário no canal NOW.
Em comparação ao que aconteceu, José Manuel Freitas recordou algo parecido: "Esta prática do amoníaco misturado com lixívia, trazem ao de cima histórias do passado, e eu por acaso estive nesse dia no estádio das Antas, do célebre Porto - Benfica. Portanto, é uma prática antiga que foi reeditada e eu digo isto porque a tal delegada confirmou que estava lá este cheiro incomodativo e que criou este problema."
José Manuel Freitas: "Parece haver um fantasminha verde no ombro de André Villas-Boas"
Ao reforçar o seu ponto de vista, o comentador deixou críticas a líder dos dragões: "Parece haver um fantasminha verde que está sempre no ombro do Presidente do Porto. André Villas-Boas deve sonhar com o Sporting, com o Leão, com o Verde. Tudo isto não contribui para que possa haver uma relação institucional, e já não falo no plano pessoal, porque no plano pessoal é impossível haver uma relação.
Ao concluir, José Manuel Freitas deu continuação à sua referência da "hipocrisia" do líder azul e branco: "André Villas-Boas vem com uma série de insinuações, acusa sistematicamente os clubes de Lisboa, quer dizer, quando o Porto, infelizmente, para a sua grande massa associativa, está ligado ao maior escândalo da história do desporto português, que é o apito dourado, é com uma desfaçatez que fala destas questões."
Recente episódio ocorrido no andebol, relacionado com alegadas más condições no balneário visitante, veio agravar ainda mais ambiente entre clubes
30 Mar 2026 | 12:29 |
Sérgio Krithinas considera que o clima de tensão entre Porto e Sporting tem vindo a degradar-se, sem que seja possível identificar com clareza a origem do conflito. Na sua opinião, trata-se de um ciclo de provocações mútuas, onde "há culpas e excessos dos dois lados", admitindo todas as possibilidades, nomeadamente a de os leões terem inventado tudo.
O recente episódio ocorrido no andebol, relacionado com alegadas más condições no balneário visitante, veio agravar ainda mais esse ambiente. O diretor executivo do jornal 'Record' sublinha que a situação contribuiu para tornar "irrespirável o clima" entre os dois clubes.
Perante os factos, Sérgio Krithinas defende que deve haver consequências claras, dependendo do que vier a ser apurado. Caso se confirme que houve intenção por parte do clube da casa, não tem dúvidas: "se houve premeditação ou algum tipo de patifaria [...], então tem de haver castigo pesado ao clube portista".
S. Krithinas: "Se ficar demonstrado que não houve dolo, então as acusações feitas pelo Sporting também terão de ser punidas"
Por outro lado, deixa também um aviso em sentido inverso, caso não se prove qualquer intenção: "se ficar demonstrado que não houve dolo, então as acusações feitas pelo Sporting também terão de ser punidas", pode ler-se no diário desportivo.
Independentemente do desfecho, o analista acredita que o dano já está feito, concluindo que "aconteça o que acontecer, ninguém ficará a ganhar", numa crítica ao impacto negativo deste tipo de polémicas no desporto em Portugal.