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Futebol

BOLONI: "TÊM DE ACONTECER COISAS MUITO ESTRANHAS PARA O SPORTING NÃO SER CAMPEÃO"

Em entrevista ao jornal ‘Record’, antigo treinador dos leões falou sobre o título que conquistou em Alvalade, aposta nos jovens e dificuldades sentidas nos leões

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

07 Mar 2021 | 13:49 |

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László Bölöni não tem dúvidas de que o Sporting está muito perto de conquistar o título. Em entrevista ao jornal ‘Record’, o antigo treinador dos leões falou sobre o título que conquistou em Alvalade, aposta nos jovens e dificuldades sentidas nos leões.


Confira a entrevista completa:


Como se sente por ser o último treinador campeão pelo Sporting?


  • Triste, mas ao mesmo tempo orgulhoso. O Sporting é uma família, merece melhores resultados. Mas sinto-me orgulhoso, porque consegui fazer o que outros, antes e depois de mim, não conseguiram. Ou seja, oferecer aos sportinguistas algo de muito valor e que me enche de satisfação. Mas não quero ficar com todos os louros. Fiz muito bem o meu trabalho, mas atrás de mim tive uma equipa que aceitou as minhas ideias.

Quando saiu, o Sporting tinha acabado de inaugurar a Academia e de lançar jogadores como Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo. Com essas condições, como se explica este jejum?

  • Só com jovens não é possível ganhar o campeonato. Os jovens têm de ser bem enquadrados. Depois, é preciso haver boa dinâmica, força, boa direção...

Visto ao longe, acha que houve desvios, impaciência?

  • Sim. Mas, muitas vezes, a impaciência começa na direção. Uma grande vantagem de Benfica e Porto é a estabilidade. O clube tem condições para ter estabilidade a nível diretivo, agora? Não sei. A única coisa que sei é que Hugo Viana está no Sporting.

O Sporting tem uma vantagem confortável, mas Rúben Amorim é muito cauteloso...

  • Conheço muito bem esse sentimento e as palavras de Rúben Amorim, mostrando calma e tranquilidade. Eu faria a mesma coisa. Gritar já vitória é dar mais responsabilidade aos jogadores e a ele próprio. O Sporting está a fazer uma época muito, muito boa. É uma surpresa positiva. A dinâmica é muito boa e tudo indica que o momento do Sporting chegou. Não sei que catástrofe tem de acontecer para o Sporting não ser campeão.

Acha mesmo que o título pode fugir?

  • O Benfica fez grande investimento e dizem que tem o melhor plantel. Também é conhecido o caráter do Porto. Se fosse uma destas equipas, diria que o campeonato estava resolvido. Sendo o Sporting, ainda há reservas. De qualquer forma, têm de acontecer coisas muito estranhas para o Sporting não ser campeão.

Que coisas?

  • Não sei o que está a pensar. Em situação normal, esta vantagem tem de decidir o campeonato. Mas o que o Jardel disse é muito importante. No futebol, tudo é possível.

Há 19 anos, por esta altura, estava a caminho de ser campeão português. Era uma situação diferente da que vive atualmente?

  • Era uma situação diferente, sim. Sei exatamente o que aconteceu, está bem presente na minha memória e nunca vou esquecer. Foram muitas coisas fantásticas. Tive momentos tristes e outros felizes. Mas, feito o balanço, as minhas recordações serão sempre positivas.

Como era o Sporting naquela altura?

  • O clube enfrentava grandes dificuldades financeiras. Esses problemas começaram com a construção do estádio. Na segunda época, tivemos de jogar num estádio parcialmente demolido e de mudar o local de treino. Mas o mais duro foi ouvir da direção, depois de termos sido campeões, que o investimento para a época seguinte seria de zero euros. Mesmo que tenhamos vendido Hugo Viana, que André Cruz e Phil Babb tenham saído, que João Pinto tenha sido suspenso seis meses, que Jardel tenha perdido a cabeça e que Niculae não tenha voltado bem da sua lesão

Como foi trabalhar com essas adversidades?

  • Quando disseram que o investimento seria zero, tinha noção de que a segunda época podia correr mal. De qualquer forma, foram duas épocas muito ricas. No primeiro ano, tínhamos conquistado tudo o que era possível conquistar em Portugal. Na segunda, Quaresma e Ronaldo chegaram ao plantel. Conseguimos vender Hugo Viana. A equipa técnica e os jogadores deram um apoio financeiro muito importante para o futuro do clube. Mas não posso de deixar de sublinhar o mais importante: conseguimos fazer o que fizemos naquele período porque tínhamos uma direção fantástica. Estou a pensar em Dias da Cunha e em Miguel Ribeiro Telles. Fizeram o que um bom presidente e um bom diretor de futebol tinham de fazer. Foram duas pessoas fantásticas, de se lhes tirar o chapéu. A pressão do Boavista, sempre atrás de nós, foi enorme e o trabalho destas duas pessoas foi muito importante. Nunca vou esquecer Ribeiro Telles. Será sempre o melhor dirigente na minha carreira. Tive outro no Rennes. Foram duas pessoas de grande, grande qualidade. Também devo destacar o diretor desportivo, Carlos Freitas. Com a sua calma, estando mais na retaguarda, navegou entre equipa técnica e jogadores, dando grande apoio. E a loucura do treinador também foi importante!

Quem viu aquela equipa jogar não imaginava esses problemas. Parecia uma orquestra afinada. Como foi possível?

  • Muitas vezes, não recebemos o ordenado. Tivemos salários em atraso. Recebi o meu dinheiro quando saí, o Sporting respeitou isso. Mas não fui para Lisboa impreterivelmente para ganhar dinheiro. Fui para dar um passo em frente na minha carreira. Deixei de selecionador da Roménia, para regressar ao Ocidente e ingressar num clube com grande nome. Fiz uma boa escolha.

Com essas adversidades, como foi possível motivar os jogadores?

  • O dinheiro é muito importante, mas aqueles jogadores tinham fome de vitória. Trabalharam e deram tudo para ganhar. Quando temos jogadores com esta mentalidade é tudo mais fácil. Jardel, embora fosse um miúdo, era um fantástico goleador. Atrás do dele, havia João Pinto. Foi o meu Napoleão, porque era ele quem dirigia os ataques. Depois, havia a garra dos Bentos, Paulo, Rui – não sei onde arranjaram um coração enorme! –, a combatividade de Phil Babb, Beto e a inteligência de Rui Jorge. André Cruz foi fantástico e não posso esquecer o meu capitão, Pedro Barbosa. Sofreu comigo, porque não foi sempre titular. No entanto, com a sua inteligência, mostrou o caminho que a equipa tinha de seguir. Agradeço-lhe, porque não seríamos campeões sem Pedro Barbosa. Tudo isto deu mais valor aos jogadores.

Alguma vez lhe exigiram o título?

  • Equipas como Sporting, Benfica e FC Porto têm sempre o objetivo de ser campeãs. Mas só uma pode ser. Nunca aceitei objetivos. Ninguém me pode impô-los! O meu objetivo era dizer que dei o máximo cada vez que entrava em casa. Nunca fui de ir para a frente dos sócios, dirigentes e jogadores dizer “quero ser campeão”. Isso é normal. O que dizia era que ia fazer tudo.

Quando é que percebeu que podia ser campeão?

  • Na parte final da primeira volta, quando ganhámos [1-0] ao Vitória de Setúbal em casa, num jogo em que infelizmente Niculae se lesionou. Estávamos em primeiro lugar e senti que podíamos conseguir algo positivo. Pouco depois, empatámos [2-2] no Porto. Mesmo com três expulsões, continuámos fortes. Isso mostrou que podíamos ganhar o campeonato. Não sou de falar sobre os meus projetos, de abrir todas as portas, mas o sentimento foi que podíamos ser campeões. Ainda me lembro de uma conversa com Ribeiro Telles, no autocarro, na parte final do campeonato, estávamos logo atrás de Viegas, o nosso motorista, e o presidente disse: “Como será a tristeza se, depois de tantos bons jogos e tantas vitórias, os sócios não receberem uma recordação da nossa parte?” Isto aumentou a minha responsabilidade.

O que se passou com Jardel na segunda época?

  • O problema foi muito simples: o Jardel pensou que ia sair, depois da época que fez. O seu empresário, José Veiga, que mais tarde foi para o Benfica, fez algumas coisas para acabar com Jardel. Prometeu-lhe o Real Madrid, depois era o helicóptero que estava pronto para ir para Itália. É verdade que Jardel ficou para sempre um grande miúdo e não foi suficientemente forte para resolver os problemas da sua vida, mas Veiga não o apoiou. Depois, foram os problemas com o álcool e outras coisas... O selecionador brasileiro, Luiz Felipe Scolari, não o convocou [para o Mundial]. Tudo isso mexeu com ele.

O álcool e a droga foram os principais adversários dele?

  • Não conheço a sua vida, mas penso que sim. Estive duas semaas com ele na Academia. Dormimos em quartos próximos. Ele foi um miúdo fantástico! Trabalhámos bem 10 dias, mas depois a sua cara mudou e não o consegui parar. Foi uma frustração. Fiz o que o treinador não tem de fazer.

Foi um pai para Jardel?

  • Não, fui para o clube! Não era um problema meu tentar mudar a vida de um jogador.

No Sporting, lançou Quaresma e Ronaldo. Ao primeiro chamou Mustang, porquê?

  • Fui informado pelo Carlos Freitas de que tínhamos de fazer um treino de conjunto de apresentação. Quaresma foi chamado para completar o grupo. O lateral-esquerdo da outra equipa era Dimas. O que Quaresma fez a Dimas... Meu Deus! Disse ao Carlos Freitas que ele ia comigo para Rio Maior, onde fizemos a pré-época. Chamei-o Mustang porque chegava aos últimos cinco metros, saltava o guarda-redes, voltava e aproximava-se do banco. Era um Mustang que precisava de ser disciplinado. Mas sempre foi correto comigo. Aceitava que fizessem trivelas e outras coisas se fossem eficientes. Mas não aceitava que brincassem com o treinador, os companheiros ou os adversários.

E a Ronaldo, que nome lhe daria? A máquina?

  • A máquina não porque ele tem coração. Fico zangado quando dizem que é orgulhoso. Não é verdade! Eventualmente, reconhece o seu valor. Mas é uma pessoa com grande qualidade humana. João Pinto era o Napoleão, Rui Jorge o diretor, mas para o Ronaldo... é difícil.

Adivinhava que pudesse ter atingido este nível?

  • É difícil dizer algo de um jogador quando tem 17/18 anos. Apostei com o meu advogado, Fernando Seara, em como seria melhor do que Figo e Eusébio. Ele disse-me que era louco. Vi as qualidades e meu o ‘feeling’ era que, se não houvesse lesão ou doenças, só a sorte o poderia parar. Quando comecei a analisá-lo, em minha casa... Era pé direito, pé esquerdo, cabeça, resistência, boa coordenação... Saía do balneário aos saltinhos, mas no campo demonstrava uma enorme maturidade, treinava como André Cruz!

Tirou alguma vantagem por ter sido campeão nacional no Sporting?

  • A melhor vantagem é o meu sentimento. Muitos bons treinadores não conseguiram saborear essa satisfação. Graças a Deus – e agradeço-lhe por isso... Consegui. Na minha cabeça, no meu coração e no meu escritório há uma parte que se chama Sporting. E depois há outras que se chamam Cristiano Ronaldo, Standard Liège, seleção da Roménia e 100 jogos pela seleção.

O campeonato que conquistou no Sporting deu-lhe projeção?

  • A minha carreira não é má. Sou feliz. Mas cometi um erro, que foi continuar no Sporting. Quando não temos as mesmas condições para obter resultados, temos de parar. De qualquer forma, não acuso ninguém, nem a vida, nem a sorte. A única pessoa que podia ter dado um pouco mais fui eu.

Falou da loucura do treinador. Porquê?

  • Trabalhei muito. Os primeiro três/quatro jogos foram muito difíceis. Inclusive, vi lenços brancos. Mas o mais difícil foi a adaptação. Foi um período complicado. A minha vida resumia-se ao meu apartamento (vivia a 500 metros de Alvalade), estádio, Academia e Colombo, onde ia comprar alimentos. Era concentração, trabalho, trabalho.

Não desfrutou de Lisboa?

  • Depois de conquistarmos o campeonato, fiquei uma semana para conhecer Lisboa. Assisti a um espetáculo sobre Amália e saí uma vez para ver a cidade. Entrei na Basílica da Estrela (estava de calções) e havia um velório. Pedi desculpas, disse que não queria perturbar e saí. Atrás de mim, veio um senhor a correr. Pedi desculpas, mas ele disse: “Foi o meu pai que morreu, mas eu queria pedir-lhe um autógrafo!” Num pequeno passeio, pode acontecer tudo!


Futebol

Última hora! Depois de João Simões, há mais um jogador que falha o resto da época do Sporting

Rui Borges tem agora mais uma dor de cabeça e menos uma opção no plantel dos verdes e brancos até ao final da temporada desportiva

Bomba! Iván Fresneda está fora das contas do Sporting até ao final da temporada, juntando-se a João Simões
Bomba! Iván Fresneda está fora das contas do Sporting até ao final da temporada, juntando-se a João Simões

21 Abr 2026 | 13:52 |

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Bomba! Iván Fresneda está fora das contas do Sporting até ao final da temporada. O lateral-direito, de 21 anos, continua a debater-se com problemas físicos e só deverá regressar já em 2026/27, é notícia de última hora desta terça-feira, 21 de abril.


O espanhol saiu ao intervalo no encontro frente ao Estrela da Amadora, a 11 de abril, com queixas físicas, e desde então não voltou a competir, falhando as deslocações ao terreno do Arsenal e o dérbi com o Benfica. Apesar de Rui Borges ter admitido que o jogador estava em dúvida para o clássico com o Porto, a realidade é que não só ficará de fora desse encontro como do restante da época, informa o jornal Record.


A ausência de Iván Fresneda representa uma baixa de peso para os leões, tendo em conta a importância que assumiu ao longo da temporada. O defesa é o sétimo jogador mais utilizado do plantel em 2025/26, somando 2.954 minutos.


Perante este cenário, Eduardo Quaresma surge como principal solução para a posição. O internacional sub-21 português, central de origem, já foi adaptado à lateral direita nos jogos frente ao Arsenal e Benfica, devendo manter a titularidade no Dragão. Georgios Vagiannidis continua a ser alternativa para o lado direito da defesa.

Iván Fresneda - avaliado em 12 milhões de euros - já cumpriu 39 jogos com a camisola do Sporting nesta temporada: 23 na Liga Portugal, 10 na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal, um na Taça da Liga e outro na Supertaça. Nos 2.954 minutos de participação, já soma um golo e duas assistências.



Futebol

Farioli responde a Varandas antes do Porto - Sporting: "Não precisamos de mais gasolina"

Treinador dos dragões realizou a conferência de imprensa de antevisão ao Clássico das meias-finais da Taça de Portugal, dirigindo ao líder leonino

Francesco Farioli reagiu às declarações de Frederico Varandas, Presidente do Sporting, antes do Clássico com o Porto
Francesco Farioli reagiu às declarações de Frederico Varandas, Presidente do Sporting, antes do Clássico com o Porto

21 Abr 2026 | 13:42 |

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Em antevisão ao Clássico de quarta-feira, 22 de abril, Francesco Farioli reagiu às declarações de Frederico Varandas, Presidente do Sporting, garantindo que o Porto está focado apenas no jogo da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal.


Farioli: "Não estamos na posição de ter de ouvir barulho ou caos"


"Não acredito que precisamos de mais gasolina. Não estamos na posição de ter de ouvir barulho ou caos. Sabemos das nossas qualidades, sabemos onde precisamos de melhorar, e estamos a trabalhar arduamente para podermos evoluir. O resto da poluição que aparece em certos comentários não entra na nossa mente. Quero ver uma equipa que se porta da maneira correta dentro de campo, com a agressividade certa, que entregue uma exibição do mais alto nível. Mas sem desejos de vingança. A corrida é connosco e estamos aqui para apresentar o nosso melhor e fazer tudo o que está ao nosso alcance nestas meias-finais. No final das contas, veremos onde estamos. Mas estamos desligados em relação ao que tem sido dito nos últimos meses", começou por dizer.


O técnico italiano abordou ainda a arbitragem, deixando confiança no desempenho da equipa de arbitragem. "Honestamente, dirigiu o clássico e também esteve nos nossos jogos imensas vezes como quarto árbitro. Espero uma grande exibição porque será uma grande parte do jogo. E só as pessoas que merecem estar no relvado amanhã, estarão lá. Tem a oportunidade de mostrar que merece lá estar", referiu.

Vale lembrar que o Sporting está em vantagem na eliminatória. Na partida da primeira mão, a turma orientada por Rui Borges venceu no Estádio José Alvalade, por 1-0, com o único golo da jogo a ser marcado por Luis Suárez, de grande penalidade, aos 61 minutos.


O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, dia 22 de abril, frente ao Porto. O encontro, a contar para segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, diante da turma orientada por Francesco Farioli, jogar-se-á no Estádio do Dragão, pelas 20h45.


Futebol

Taça, maus resultados e confiança em Suárez: Tudo o que disse Rui Borges antes do Porto - Sporting

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo das meias-finais, técnico abordou vários temas relacionados com o Clássico e a sua importância

Rui Borges realizou a antevisão ao Porto - Sporting e foi questionado sobre os recentes maus resultados e os objetivos da equipa na Taça de Portugal
Rui Borges realizou a antevisão ao Porto - Sporting e foi questionado sobre os recentes maus resultados e os objetivos da equipa na Taça de Portugal

21 Abr 2026 | 13:00 |

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O Sporting volta a entrar em campo esta quarta-feira, dia 22 de abril, às 20h45, para enfrentar o Porto na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Na véspera do encontro, Rui Borges fez a antevisão em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo e abordou vários temas, inclusive, os recentes resultados e as ambições até ao final da temporada. Confira tudo o que disse.


O que esperar de ambas as equipas


"Um jogo muito competitivo, um Porto à sua imagem. Uma equipa bastante intensa no primeiro momento de pressão, principalmente em sua casa. Uma eliminatória a duas mãos, estão a perder, e é natural que intensifique ainda mais. É uma equipa que pressiona muito bem, organiza-se em bloco quando percebe que não consegue. Muito organizados, competitivos. Não vai fugir muito à imagem deles. Em termos físicos é uma equipa muito forte nos encurtamentos do espaço, na pressão, nos duelos pelo chão e pelo ar. E isso torna o jogo muito competitivo. Um Porto à sua imagem e um Sporting também. Acima de tudo, duas equipas que vão querer muito ganhar e estar na final".


Renovação em causa

"Medo? Medo tenho da morte. Gosto muito de viver, é o único medo que tenho. Estou focado no jogo. Já falei na renovação muitas vezes. Estou feliz, tenho contrato até 2027. A confiança é diária e estou super tranquilo em relação ao meu futuro".


Na luta até ao fim

"Não vou em 'ses'. Estamos a competir. Ainda não há campeão no campeonato, na Taça estamos a lutar por uma passagem à final. E estamos focados nisso. Não sou de 'ses', sou de trabalho. Sabemos o que tem sido o nosso trabalho. Todos. Não só a equipa técnica ou os jogadores. A estrutura sabe. Estamos na disputa dos troféus, de todos eles. E isso, acima de tudo, é o primeiro objetivo de dignificar um grande clube, estar até final na luta pelos troféus. E isso temos feito muito bem".

Confiança em Suárez e penáltis

"Estão bem definidos os marcadores e não mudam. Jogo com o Benfica é passado, é focar no Porto. Foram três grandes equipas em campo. Se deveria ter sido repetido? Não vou entrar por aí".

Semana grande

"É semana de equipa grande. Ainda bem que perdemos a Champions, é sinal que olham para nós com grandeza. E isso valoriza o nosso trabalho e o clube. É muito bom sentir a pergunta feita dessa forma. Que perdemos a Liga dos Campeões, é sinal que a poderíamos ter ganho... Em relação ao resto, já respondi. Estamos na disputa de tudo, é esse o primeiro objetivo de um grande clube. Os jogadores têm feito uma época fabulosa. Campeonato, é certo que ficámos mais longe. Mas ainda não há campeão, é acreditar sempre. E há um primeiro classificado que tem feito uma grande época, melhor do que a nossa infelizmente. É olhar para o futuro, para a semana, para o próximo jogo. Pode definir a presença na final da Taça e, mais para a frente, da Supertaça. É a possível presença em dois troféus e a equipa está super motivada e tranquila nesse sentido. Sabe o que tem de fazer, o que significa. Em relação a sermos recebidos ou não, tem de perguntar ao adversário. O Porto tem sido muito bem recebido em Alvalade e esperamos ser assim recebidos também".

Boletim clínico

"O João Simões já partilhou ontem, está fora até final da época. O Iván continua em dúvida, é muito do dia-a-dia. Poderá estar fora do jogo. É possível que não esteja ainda disponível. Profundidade? Não vou comparar com os outros, foco-me no nosso. Claro que gostaria de ter todos disponíveis. O Quenda a 100%, o Luis Guilherme, o Fotis [Ioannidis]. Permitia gerir algumas cargas nestes meses que foram surreais em jogos e sobrecarga. Não conseguimos gerir tão bem como queríamos, mas faz parte. Temos de nos agarrar ao que estamos inseridos. E com menos ou maior dificuldade, temos de dar o nosso melhor. E é isso que os jogadores têm feito. Amanhã haverá mais uma oportunidade. Com cansaço ou sem cansaço, temos de dar tudo em campo. São as circunstâncias do jogo e não gosto de me lamentar. Claro que gostaria de ter todos, era um plantel totalmente diferente. Mas dentro disso... Eles foram dando resposta e mostraram que são um grupo fantástico. Nuno Santos está fora também".

Perder jogos nos descontos

"É lógico que sim [é importante]. Mais do que o cansaço físico, é também o mental. É lógico que no momento sente-se bastante. Claro que os adeptos sentem. Não mais do que nós, nós sentimos muito. Mas temos de ser equilibrados. Há dois ou três meses perguntavam-me por quatro jogos a ganhar aos 90'. Agora perdi dois aos 90'+4. Temos de ser equilibrados e lidar com isso. Perceber como aconteceu. A equipa deu tudo, seja frente ao Arsenal, seja agora com o Benfica. São as emoções do futebol. Eu sou muito frio nesse sentido e é tentar passar isso para os jogadores, fazê-los entender a importância do próximo jogo. É um jogo que nos pode colocar em duas finais e temos de estar muito focados nisso. Um clube grande quer estar na disputa final até ao fim e o jogo de amanhã dá-nos essa possibilidade de estarmos não em uma mas em duas finais. Queremos muito e sinto os jogadores tranquilos e focados".

Baixas e Suárez

"Em relação aos lesionados [João Simões, Nuno Santos...] já disse que estavam até final da época, sim. Em relação ao Luis, não me preocupa. É fazer uma análise fria das coisas, perceber a exigência dos jogos que tivemos. E isso leva muitas vezes a não ter grandes oportunidades. É um trabalho difícil, um jogador que tem dado tudo pela equipa. É dos que está em sobrecarga e tem sido surreal toda a sua entrega, o que tenta fazer. Vai perdendo algumas coisas e sentimos isso, é evidente. Mas não deixa de ser importante. Vai ter menos oportunidades em alguns jogos, mas tem de se focar. Tem de as aproveitar. Ele está tranquilo, sabe a confiança que tem de todos nós e tudo o que tem dado e vai continuar a dar. Não é por ter dois ou três remates em dois ou três jogos. Tem a ver muito com o coletivo. E perante o adversário que estamos a defrontar... Tem dado muito, tem trabalhado imenso, tem-se sacrificado. Ganhou esse reconhecimento por meritocracia".

Gestão da equipa

"Repare uma coisa: um treinador tem de fazer muitos cenários. Mas há muitos. Por isso é que é difícil tomar decisões e por isso é que o treinador 'chupa o gelado', como se costuma dizer. É o que digo aos adjuntos. Temos de pensar em muitos cenários, mas vai sempre surgir outro, outro e outro. É perceber como os jogadores se sentem e haver muita comunicação, sempre com muita honestidade, perceber quem está melhor para dar o contributo. Não pensar no prolongamento. Queremos muito passar nos 90 minutos e é esse o nosso objetivo. Não gosto de criar muitos cenários, porque quanto mais pensamos, mais cenário acrescentamos. E nesta fase, por aquilo que tem sido o nosso caminho, é muito mais diálogo e perceber como estamos. E com muita honestidade, sentir quais os melhores para começar e para acabar o jogo. É um jogo decisivo porque pode colocar-nos em duas finais. Queremos muito disputar a final".

Taça de Portugal pode salvar época?

"Não olho para as coisas dessa forma. O Sporting tem de disputar os troféus até à final. E nós temo-lo feito. E amanhã queremos muito disputar a Taça. Chegamos ao fim e fazemos a análise, perceber se o caminho foi bem feito, no que falhámos... É muito por aí. Mas não se trata de salvar nada. Trata-se de querer disputar um troféu, queremos voltar a ter essa oportunidade de o defender. É muito esse foco. O campeonato está difícil e agora estamos focados na Taça. Depende de nós e é a isso que nos vamos agarrar".


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