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Varandas deixa mensagem de Natal aos adeptos do Sporting num ano de sonho para os leões
24 Dez 2025 | 11:01
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07 Dez 2020 | 11:12 |
Creio que uma larga maioria de sportinguistas concordará comigo quando defendo que a grande virtude desta equipa do Sporting passa pela abordagem muito racional como consegue disputar cada jogo. Não é um conjunto precipitado, sabe bem como e onde pode fazer a diferença, como conhece de tal forma as debilidades próprias, ao ponto de as disfarçar quase sempre com muita competência. Passar de 0-1 para 3-1 frente ao Gil Vicente, quando faltavam apenas 7 minutos para os 90 demonstra isso bem, tal como o empate conseguido frente ao FC Porto, a 3 minutos do fim, depois de ter visto revertida a decisão de um penálti a seu favor; nos Açores, a vitória demorou a chegar (81’), mas a equipa não deixou que o relógio condicionasse o seu jogo e o mesmo sucedeu frente ao Moreirense, embora a ‘remontada’ tivesse até surgido mais cedo.
Uma equipa está sempre mais perto de ter sucesso quando é racional e não emocional. Mas na sequência do que sucedeu em Famalicão, temo que a emoção comece a ganhar espaço. Muito objetivamente: o Sporting, ao intervalo, podia estar confortável em cima de um resultado de 3-0. Se Nuno Santos não tivesse falhado o penálti, mas acontece a todos; se Adán não tivesse imaginado de forma errada a trajetória da bola no lance que deu o golo ao Famalicão, mas isso também ocorre com alguma frequência. Estes dois erros são corrigíveis com mais um pouco de trabalho e paciência, por isso importa é trabalhar no sentido de melhorar aquilo que depende de nós. Culpar o árbitro Luís Godinho pelo empate? Ok, dá para descarregar a frustração, mas o que se ganha com isso para os jogos seguintes? Nada. Podemos, devemos, apontar os erros aos árbitros (já agora, também quando eles nos são favoráveis), mas daí a fazer deles os grandes culpados pelos resultados que não nos interessam é dar um passo muito perigoso em dois sentidos: o da desresponsabilização dos jogadores e o de os colocar sob uma carga emocional muito forte (raiva). Se os jogadores do Sporting começam agora a entrar em campo desconfiados em relação ao trabalho do árbitro, isso pode gerar um descontrolo emocional muito grande (lembram-se da quantidade de cartões amarelos vistos por Bruno Fernandes ou Acuña por protestarem decisões dos árbitros? A equipa ganhou algo com isso?). O querer ganhar ‘contra tudo e contra todos’ é muito bonito e cai sempre bem junto dos adeptos, mas nas mais das vezes coloca alguns jogadores a correr mais em vez de correr bem, o que leva a um desgaste inútil e repentino, e isso pode condicionar o jogo da equipa. Cabe a Rúben Amorim impedir que tal suceda, que consiga manter os jogadores focados naquilo que têm feito bem: jogar de forma racional e competente.
Há cerca de um ano, Frederico Varandas, em entrevista à RTP, falou precisamente sobre esta matéria. E concordei com ele. Resumidamente, defendia que o Sporting não podia desculpar possíveis maus resultados só com erros dos árbitros, porque se o fizesse iria estar a deixar passar em claro possíveis erros próprios, dos jogadores. Ora, é precisamente isso que pode suceder doravante, quando o mesmo presidente leonino vem no final deste jogo atribuir toda a responsabilidade da perda de 2 pontos ao árbitro Luís Godinho. Mas será que não existe um assunto sobre o qual Varandas não diga tudo e o seu contrário?
Cabeça fria. É isso que se pede quando o Sporting segue na liderança da Liga. Porque ninguém é campeão só com vitórias. Se cada um fizer o seu papel, as coisas podem correr mesmo muito bem: os jogadores, de forma racional, a resolver os desafios nos relvados; nós, os adeptos, de forma totalmente emocional e nada racional, cá continuaremos a culpar os árbitros, caso eles errem ou não. Combinado?
Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco
09 Jan 2026 | 11:39 |
Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.
"Eleições de 2011 foram falseadas"
Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.
“Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.
Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"
Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.
Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.
Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino
09 Jan 2026 | 11:17 |
Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.
Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.
O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro.
Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.
Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.
Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas
09 Jan 2026 | 11:15 |
Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.
Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"
O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.
Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.
Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"
Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.
Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.
Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.
Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"
Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.