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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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07 Dez 2020 | 11:12 |
Creio que uma larga maioria de sportinguistas concordará comigo quando defendo que a grande virtude desta equipa do Sporting passa pela abordagem muito racional como consegue disputar cada jogo. Não é um conjunto precipitado, sabe bem como e onde pode fazer a diferença, como conhece de tal forma as debilidades próprias, ao ponto de as disfarçar quase sempre com muita competência. Passar de 0-1 para 3-1 frente ao Gil Vicente, quando faltavam apenas 7 minutos para os 90 demonstra isso bem, tal como o empate conseguido frente ao FC Porto, a 3 minutos do fim, depois de ter visto revertida a decisão de um penálti a seu favor; nos Açores, a vitória demorou a chegar (81’), mas a equipa não deixou que o relógio condicionasse o seu jogo e o mesmo sucedeu frente ao Moreirense, embora a ‘remontada’ tivesse até surgido mais cedo.
Uma equipa está sempre mais perto de ter sucesso quando é racional e não emocional. Mas na sequência do que sucedeu em Famalicão, temo que a emoção comece a ganhar espaço. Muito objetivamente: o Sporting, ao intervalo, podia estar confortável em cima de um resultado de 3-0. Se Nuno Santos não tivesse falhado o penálti, mas acontece a todos; se Adán não tivesse imaginado de forma errada a trajetória da bola no lance que deu o golo ao Famalicão, mas isso também ocorre com alguma frequência. Estes dois erros são corrigíveis com mais um pouco de trabalho e paciência, por isso importa é trabalhar no sentido de melhorar aquilo que depende de nós. Culpar o árbitro Luís Godinho pelo empate? Ok, dá para descarregar a frustração, mas o que se ganha com isso para os jogos seguintes? Nada. Podemos, devemos, apontar os erros aos árbitros (já agora, também quando eles nos são favoráveis), mas daí a fazer deles os grandes culpados pelos resultados que não nos interessam é dar um passo muito perigoso em dois sentidos: o da desresponsabilização dos jogadores e o de os colocar sob uma carga emocional muito forte (raiva). Se os jogadores do Sporting começam agora a entrar em campo desconfiados em relação ao trabalho do árbitro, isso pode gerar um descontrolo emocional muito grande (lembram-se da quantidade de cartões amarelos vistos por Bruno Fernandes ou Acuña por protestarem decisões dos árbitros? A equipa ganhou algo com isso?). O querer ganhar ‘contra tudo e contra todos’ é muito bonito e cai sempre bem junto dos adeptos, mas nas mais das vezes coloca alguns jogadores a correr mais em vez de correr bem, o que leva a um desgaste inútil e repentino, e isso pode condicionar o jogo da equipa. Cabe a Rúben Amorim impedir que tal suceda, que consiga manter os jogadores focados naquilo que têm feito bem: jogar de forma racional e competente.
Há cerca de um ano, Frederico Varandas, em entrevista à RTP, falou precisamente sobre esta matéria. E concordei com ele. Resumidamente, defendia que o Sporting não podia desculpar possíveis maus resultados só com erros dos árbitros, porque se o fizesse iria estar a deixar passar em claro possíveis erros próprios, dos jogadores. Ora, é precisamente isso que pode suceder doravante, quando o mesmo presidente leonino vem no final deste jogo atribuir toda a responsabilidade da perda de 2 pontos ao árbitro Luís Godinho. Mas será que não existe um assunto sobre o qual Varandas não diga tudo e o seu contrário?
Cabeça fria. É isso que se pede quando o Sporting segue na liderança da Liga. Porque ninguém é campeão só com vitórias. Se cada um fizer o seu papel, as coisas podem correr mesmo muito bem: os jogadores, de forma racional, a resolver os desafios nos relvados; nós, os adeptos, de forma totalmente emocional e nada racional, cá continuaremos a culpar os árbitros, caso eles errem ou não. Combinado?
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".