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Histórias do Leão
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O Sporting tem mais de uma centena de núcleos de associados do emblema verde e brancos que se organizam por localidades de forma a assim poderem dar o seu contributo. Todos os anos, reúnem-se para a realização anual do Encontro Nacional de Núcleos.
O Encontro Nacional é uma iniciativa que reúne os Núcleos do Sporting para discutir assuntos relativos ao Clube e aos respetivos núcleos, distinguir iniciativas e personalidades que se tenham destacado pelo seu trabalho em prol do Sporting e fomentar a convivência entre Sportinguistas. A organização cabe de modo geral a um dos Núcleos em particular.
A primeira edição ocorreu no Estádio José Alvalade, a 1 de setembro de 1990, sendo que o 2.º Encontro Nacional de Núcleos ocorreu a 11 de Maio de 1991, no Conjunto Turístico Quinta dos Três Pinheiros, um evento organizado pelo Núcleo da Mealhada. O terceiro ocorreu a 4 de abril de 1992, em Alcanena. Já o quarto foi em Ílhavo, distrito de Aveiro.
Após estas primeiras edições que decorreram nas várias localidades, o encontro regressou a Lisboa, onde estiveram presentes 117 núcleos, numa edição que foi realizada no Hotel Alfa. Nos anos seguintes, o encontro foi em Mira e Cartaxo, respetivamente.
Já as últimas edições foram realizadas no Cineteatro Mouzinho da Silveira, em Castelo de Vide, enquanto que em Viana do Alentejo realizou-se a 10.ª edição. As últimas duas tiveram o cunho da Figueira da Foz e a última ocorreu na capital da Beira Baixa, Castelo Branco.
Embora os encontros nacional tenham terminado, o trabalho dos diversos grupos tem continuado na defesa dos interesses do emblema verde e branco, nomeadamente na participação cívica em Assembleias Gerais e outros eventos da vida do Clube de Alvalade. Os Núcleos têm sempre direito a um jogo anual na casa do leão, o Estádio José de Alvalade, que lhes é totalmente dedicado.
Conheça toda a história de vida de um dos grandes impulsionadores da fundação do Clube de Alvalade, sendo familiar do primeiro Presidente dos verdes e brancos
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Alfredo Augusto das Neves Holtreman nasceu a 6 de abril de 1837, em Santarém. Em 1859, casou com D. Julieta Natalina Luiza Guerin, de quem teve apenas uma filha. No ano de 1859, casou com D. Julieta Natalina Luiza Guerin, de quem teve apenas uma filha, Josefina, a mãe de José Alfredo Holtreman Roquette, que morreu muito precocemente.
Alfredo Holtreman formou-se na Faculdade de Direito, em Coimbra, tornando-se num dos mais prestigiados advogados do país ao serviço da Casa Real, de tal forma que a 22 de Julho de 1898 foi agraciado pelo Rei D. Carlos I com o título de 1.º Visconde de Alvalade. Esta agraciação é prova de que o seu trabalho na área da advocacia merecia o respeito da alta sociedade.
Em 1859, casou-se com D. Julieta Natalina Luiza Guerin, de quem teve apenas uma filha, Josefina, a mãe de José Alfredo Holtreman Roquette (mais conhecido por José Alvalade) e que dá nome ao estádio do Sporting. O seu neto viria a ser o grande impulsionador da fundação do Sporting. Foi graças ao dinheiro que pediu emprestado a este avó que o Visconde de Alvalade consegiu formar a estrutura do emblema verde e branco.
Alfredo Holtreman não hesitou e adiantou 200 mil reis ao neto e ainda disponibilizou terrenos da sua quinta para a construção das instalações desportivas e sociais do Clube verde e branco, que ficaram para sempre conhecidas como o Sítio das Mouras.
Devido a este gesto nobre, ficou imediatamente declarado como sendo Sócio protetor e foi eleito o 1.º Presidente do Sporting, funções que viria a cessar a 4 de Janeiro de 1910, passando então a presidir à Assembleia Geral até ao dia de 28 de Julho de 1917.
Em 1907, entrou ainda mais para a história do emblema verde e branco, ao redigir os primeiros Estatutos do Sporting, tendo sido por isso declarado Sócio Benemérito do Clube, em 1910, e Sócio de Honra, em 1912. Todas estas menções devem-se ao papel fulcral que teve na fundação do emblema verde e branco.
Em 2017, durante a Presidência de Bruno de Carvalho, foi distinguido com o Prémio Honorius Sporting, com a categoria de Classe de honra, como manifesto de gratidão de toda a família Sportinguista, pelo serviço mostrado aquando da fundação do emblema verde e branco.
Alfredo Augusto das Neves Holtreman morreu no dia 7 de junho de 1920, quase 14 anos depois da fundação do Sporting, a 1 de julho de 1906, e pode assistir ainda em vida aos primeiros passos do Clube, podendo comprovar que os 200 mil reis que emprestou ao neto estão a ter um ótimo retorno.
Guardião titular do Clube de Alvalade conquistou o lugar na equipa das quinas e relegou o titular habitual para a condição de suplente
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A 6 de abril de 1969, Vítor Damas fez a sua estreia pela seleção nacional, num jogo frente ao México, no Estádio Nacional do Jamor. O encontro, de cariz amigável, terminou empatado sem golos, com o guardião luso que pertencia ao Sporting a manter intactas as redes da baliza.
Damas, para jogar de início, relegou para o banco de suplentes Américo, titular do Porto, e mais tarde foi alternando com José Henrique, atleta do Benfica. Foi, no entanto, a escolha do selecionador José Maria Antunes para a participação de Portugal para o Mundial, disputado nesse mesmo ano.
Nessa prova, a equipa das quinas fez apenas os seis jogos da fase de grupos, não tendo ido além de uma vitória (3-0 contra a Roménia), três derrotas (4-2 com a Grécia, 2-0 com a Suíça e 1-0 com a Roménia) e dois empates (2-2 com a Grécia e 1-1 com a Suíça).
Depois da participação no Mundial, Vítor Damas - que jogou pela primeira vez no Sporting em fevereiro de 1967 - só voltou a defender Portugal num único encontro, diante da Inglaterra, com vitória desta última equipa por 1-0, tendo o único golo do encontro sido apontado por Jack Charlton, ao minuto 24.
Pelo Sporting, Vítor Damas jogou, primeiro, durante 15 épocas seguidas, tendo regressado a Alvalade em 1984, para mais cinco épocas de leão ao peito. Ao todo, defendeu as redes do leão por 444 ocasiões, sendo recordado como um dos maiores guarda-redes que passou pelo Clube.
Antigo jogador e treinador do emblema verde e branco vestiu a camisola verde e branca pela primeira vez há meio século, frente à Académica de Coimbra
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No onze leonino alinharam: Vítor Damas, Tomé, Vitorino Bastos, Carlos Alhinho, Carlos Pereira, Fraguito, Vagner, Nelson Fernandes, Marinho, Yazalde, e Dinis, com Augusto Inácio a entrar ao minuto 87. Yazalde viria a ser a figura da partida.
Já do lado da Académica alinharam Hélder Catalão, Alexandre Alhinho, Armando Araújo, Brasfemes, José Freixo, Mário Campos, Vasco Gervásio, Gregório Freixo, Vítor Manuel, Fernando Freitas, Manuel António. A equipa da Briosa foi incapaz de deter o poderio leonino, que seguiu em frente na prova rainha.
O Sporting ganhou por 4-1, mas só na temporada seguinte é que Augusto Inácio conquistou um lugar na equipa como lateral-direito, função que desempenhou durante duas épocas. Já tinha atuado na temporada anterior, frente ao Benfica, em partida da Taça de Honra de Lisboa, embora os verdes e brancos tenham utilizado a sua equipa de reservas.
Na temporada de 1977/78, após a chegada de Artur, Inácio fixou-se no lado esquerdo da defesa, roubando o lugar ao brasileiro Da Costa, numa altura em que os Sportinguistas ainda não tinham esquecido Hilário, o jogador com mais encontros realizados pela Listada verde e branca. Augusto Inácio tinha finalmente conseguido a sua afirmação.
Após a conquista da "dobradinha" da temporada de 1981/82 e num momento de tensão entre o Sporting e o Porto, transferiu-se para os azuis e brancos, juntamente com Eurico, e foi ao serviço dos dragões que viveu um bom período como jogador, fazendo parte duma equipa que ganhou vários títulos nacionais, para além da Taça dos Campeões Europeus e da Taça Intercontinental de 1987 e da Supertaça Europeia de 1988.
Augusto Inácio deixou ainda maior impacto no Sporting como treinador, tendo recolocado os verdes e brancos na rota dos títulos, decorria o ano 2000. Os leões já não faziam a festa precisamente desde o ano que o antigo jogador do Porto abandonou Alvalade rumo ao Norte do país.