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Clube
06 Ago 2020 | 14:49 |
Quanto ao sistema de i-voting, as opiniões dividem-se, mas sempre
com ressalvas. O projeto começou com um grupo de trabalho
constituído por nove elementos, liderado por Rogério Alves,
presidente da Mesa da Assembleia Geral, que entregou um relatório
ao Conselho Diretivo, entretanto já em apreciação. A decisão
final está agora nas mãos dos Sócios e será um tema a abordar na
próxima Assembleia Geral, juntamente com o Orçamento 2020/2021.
Em comunicado, o Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal,
considera que é um passo inovador e de grande mobilização da
massa associativa leonina: “O Conselho Directivo congratula-se com
o teor das conclusões a que o Grupo de Trabalho chegou por
considerar que este sistema de votação torna o voto acessível a
todos, ampliará seguramente a legitimidade e a força das
deliberações tomadas, será um fator de grande mobilização da
massa associativa do Sporting Clube de Portugal e representará um
passo totalmente inovador e pioneiro como é timbre do Sporting
Clube de Portugal”.
No mesmo comunicado, dirigindo-se diretamente aos Sócios, o
Conselho Directivo deixa algumas certezas: “Que do estudo e
análise realizados pelo Grupo de Trabalho não se identificam
normas legais que impeçam a introdução do I-Voting nas
assembleias gerais do Sporting Clube de Portugal; Que a introdução
do I-Voting permite manter inalterado, no essencial, o modelo de
assembleias gerais que tem vindo a ser seguido no Sporting Clube de
Portugal, isto é, o tradicional modelo que prevê períodos para
debate e votação e, bem assim, o direito dos Sócios de formularem
propostas sobre temas incluídos na ordem de trabalhos; Que a
introdução do I-Voting deverá garantir em qualquer caso o
segredo do voto e a autenticidade do meio utilizado e dos
resultados, à semelhança do “voto eletrónico” já utilizado
pelo Sporting Clube de Portugal nas assembleias gerais eleitorais
desde 2013”.
Sob a forma de tentar obter reações a este novo sistema de
votação, o Leonino questionou alguns dos antigos Presidentes da
Mesa de Assembleia Geral.
Eduardo Barroso estranha que “Rogério Alves, que liderou esse
grupo de trabalho, não ter contatado antigos presidentes da Mesa da
Assembleia Geral, para darem a sua opinião”. Contudo, acha
“louvável” a iniciativa desde que “se garanta a seriedade do
processo, a segurança informática, que não possam existir
intromissões, que o voto seja secreto, que não se possa votar uns
pelos outros e que estejam reunidas todas as formas para funcionar
como segurança.
“Acho que nos temos que adaptar às novas tecnologias; agora acho
que, como Sócio há muitos anos (Sócio n.º 231), deveria ter-me
chegado mais informação sobre esse projeto liderado por Rogério
Alves. Sinto que houve pouca publicidade”, sublinhou o conhecido
cirurgião.
Eduardo Barroso concluiu dizendo que não entende qual foi o
critério para que esse grupo de trabalho se tenha formado e a sua
legitimidade. “Tenho sempre algumas dúvidas em algo que seja
liderado por Rogério Alves, pois considero que o mesmo não tem o
consenso e a legitimidade toda que pensa que tem. Era necessário
que esse grupo de trabalho representasse as várias sensibilidades
do Sporting CP, pois temos visto nos últimos tempos os grupos de
trabalho que têm sido criados e que estiveram na origem dos grandes
problemas do Sporting CP”, terminou.
Por sua vez, Dias Ferreira, outro antigo Presidente da Mesa da
Assembleia Geral, considera que “o tema do i-voting é uma
diversão para não discutir outros temas e tenho muitas dúvidas
que seja aprovado na Assembleia Geral”, por considerar que “a
maioria das pessoas estão contra”.
“Não se acha essencial uma segunda volta, mas acha-se essencial
esta matéria do voto eletrónico, é estar a brincar”, vincou
Dias Ferreira, que foi presidente da Mesa da Assembleia Geral entre
2009 e 2011.
Quando questionado se aprovaria esta questão, Dias Ferreira foi
bastante claro: “Enquanto Sócio não aprovaria, pois não
considero uma questão essencial neste momento”, concluindo e
frisando de novo que “é uma modernice para não se discutirem
outros temas mais importantes”.
Também contactado pelo Leonino, Jaime Marta Soares, Presidente da
Mesa da Assembleia Geral entre 2013 e 2018, preferiu, por agora,
não comentar.
O i-voting irá ser votado na próxima Assembleia Geral,
garantindo o Clube que “o I-Voting permitirá uma muito mais
ampla e regular participação dos Sócios na vida do Clube, uma vez
que possibilitará o voto ‘quando quiser e onde estiver'”,
garantindo que “caberá aos Sócios deliberarem e terem a palavra
final sobre o que vier a ser proposto”.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52