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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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06 Ago 2020 | 13:49 |
Quanto ao sistema de i-voting, as opiniões dividem-se, mas sempre
com ressalvas. O projeto começou com um grupo de trabalho
constituído por nove elementos, liderado por Rogério Alves,
presidente da Mesa da Assembleia Geral, que entregou um relatório
ao Conselho Diretivo, entretanto já em apreciação. A decisão
final está agora nas mãos dos Sócios e será um tema a abordar na
próxima Assembleia Geral, juntamente com o Orçamento 2020/2021.
Em comunicado, o Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal,
considera que é um passo inovador e de grande mobilização da
massa associativa leonina: “O Conselho Directivo congratula-se com
o teor das conclusões a que o Grupo de Trabalho chegou por
considerar que este sistema de votação torna o voto acessível a
todos, ampliará seguramente a legitimidade e a força das
deliberações tomadas, será um fator de grande mobilização da
massa associativa do Sporting Clube de Portugal e representará um
passo totalmente inovador e pioneiro como é timbre do Sporting
Clube de Portugal”.
No mesmo comunicado, dirigindo-se diretamente aos Sócios, o
Conselho Directivo deixa algumas certezas: “Que do estudo e
análise realizados pelo Grupo de Trabalho não se identificam
normas legais que impeçam a introdução do I-Voting nas
assembleias gerais do Sporting Clube de Portugal; Que a introdução
do I-Voting permite manter inalterado, no essencial, o modelo de
assembleias gerais que tem vindo a ser seguido no Sporting Clube de
Portugal, isto é, o tradicional modelo que prevê períodos para
debate e votação e, bem assim, o direito dos Sócios de formularem
propostas sobre temas incluídos na ordem de trabalhos; Que a
introdução do I-Voting deverá garantir em qualquer caso o
segredo do voto e a autenticidade do meio utilizado e dos
resultados, à semelhança do “voto eletrónico” já utilizado
pelo Sporting Clube de Portugal nas assembleias gerais eleitorais
desde 2013”.
Sob a forma de tentar obter reações a este novo sistema de
votação, o Leonino questionou alguns dos antigos Presidentes da
Mesa de Assembleia Geral.
Eduardo Barroso estranha que “Rogério Alves, que liderou esse
grupo de trabalho, não ter contatado antigos presidentes da Mesa da
Assembleia Geral, para darem a sua opinião”. Contudo, acha
“louvável” a iniciativa desde que “se garanta a seriedade do
processo, a segurança informática, que não possam existir
intromissões, que o voto seja secreto, que não se possa votar uns
pelos outros e que estejam reunidas todas as formas para funcionar
como segurança.
“Acho que nos temos que adaptar às novas tecnologias; agora acho
que, como Sócio há muitos anos (Sócio n.º 231), deveria ter-me
chegado mais informação sobre esse projeto liderado por Rogério
Alves. Sinto que houve pouca publicidade”, sublinhou o conhecido
cirurgião.
Eduardo Barroso concluiu dizendo que não entende qual foi o
critério para que esse grupo de trabalho se tenha formado e a sua
legitimidade. “Tenho sempre algumas dúvidas em algo que seja
liderado por Rogério Alves, pois considero que o mesmo não tem o
consenso e a legitimidade toda que pensa que tem. Era necessário
que esse grupo de trabalho representasse as várias sensibilidades
do Sporting CP, pois temos visto nos últimos tempos os grupos de
trabalho que têm sido criados e que estiveram na origem dos grandes
problemas do Sporting CP”, terminou.
Por sua vez, Dias Ferreira, outro antigo Presidente da Mesa da
Assembleia Geral, considera que “o tema do i-voting é uma
diversão para não discutir outros temas e tenho muitas dúvidas
que seja aprovado na Assembleia Geral”, por considerar que “a
maioria das pessoas estão contra”.
“Não se acha essencial uma segunda volta, mas acha-se essencial
esta matéria do voto eletrónico, é estar a brincar”, vincou
Dias Ferreira, que foi presidente da Mesa da Assembleia Geral entre
2009 e 2011.
Quando questionado se aprovaria esta questão, Dias Ferreira foi
bastante claro: “Enquanto Sócio não aprovaria, pois não
considero uma questão essencial neste momento”, concluindo e
frisando de novo que “é uma modernice para não se discutirem
outros temas mais importantes”.
Também contactado pelo Leonino, Jaime Marta Soares, Presidente da
Mesa da Assembleia Geral entre 2013 e 2018, preferiu, por agora,
não comentar.
O i-voting irá ser votado na próxima Assembleia Geral,
garantindo o Clube que “o I-Voting permitirá uma muito mais
ampla e regular participação dos Sócios na vida do Clube, uma vez
que possibilitará o voto ‘quando quiser e onde estiver'”,
garantindo que “caberá aos Sócios deliberarem e terem a palavra
final sobre o que vier a ser proposto”.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."