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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
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30 Jan 2020 | 16:06 | Por Redação
As claques do Sporting CP continuam a estar legais, mesmo depois do fim do apoio por parte do Clube. Apesar da cessação dos protocolos, a jurista Soraia Quarenta afirma que “as claques não estão ilegais, o apoio é que foi retirado pelo Clube. No entanto, as duas claques continuam a preencher os requisitos legais para o efeito, como por exemplo estarem constituídas como uma associação. Neste momento, o que aconteceu foi que o Clube deixou de as reconhecer como claques, mas a única parte que eles perderam foi esse reconhecimento e o apoio do Clube”.
No passado dia 20 de outubro de 2019, após o jogo de futsal do Sporting CP diante dos Leões de Porto Salvo, a direção liderada por Frederico Varandas tomou a decisão de rescindir unilateralmente os protocolos celebrados com a Juventude Leonina e Directivo Ultras XXI. Na altura, o Clube justificou a decisão com a “escalada de violência” e também com “o incumprimento sistemático, por aqueles Grupos Organizados de Adeptos (GOA), das diversas obrigações que para si resultam dos referidos protocolos”.
Num comunicado emitido pelos leões, podia ler-se que “a única razão de fundo para a celebração dos protocolos é permitir aos GOA as melhores condições para o apoio aos atletas das equipas do Sporting CP; e, faltando esse apoio, falta, naturalmente, a razão de ser da vigência do protocolo”.
Em declarações ao Leonino, as advogadas Rita Garcia Pereira e Soraia Quarenta consideram que, a confirmar-se a decisão do Sporting CP de colocar as quatro claques na denominada “gaiola”, acaba por ser pouco compreensível.
Rita Garcia Pereira defende que “se se rescindiu o protocolo, o Sporting CP deixa de reconhecer as claques em questão como GOA. No entanto, teoricamente, as claques com quem não rescindiu, são aquelas cujo comportamento, o Sporting CP considera adequado. Portanto, se efetivamente avançar com esta decisão, vai mandar todos aqueles que se portam bem juntamente com os restantes”. A advogada remata dizendo que “ao invés de rescindirem os protocolos, se calhar, devíamos começar por só deixar entrar no estádio efetivamente o material permitido, independentemente de qual fosse a claque”.
Soraia Quarenta é, também, da opinião que a posição do Sporting CP acaba por ser paradoxal: “Temos aqui um problema de direito. Se eles deixaram de reconhecer a Juventude Leonina e o Directivo Ultras XXI como claques, então sob que legitimidade os vão colocar junto dos GOA que reconhecem como tal?”
LEI AGRAVA PENALIZAÇÕES PARA CLUBES MAS NÃO RESOLVE VIOLÊNCIA
A nova lei que rege a violência associada ao desporto pouco ou nada resolve. É esta a opinião de alguns juristas da nossa praça. O decreto Lei 113/2019, que estabelece o novo regime jurídico da segurança e combate ao racismo, xenofobia e intolerância nos espetáculos desportivos, aumenta a responsabilidade sobretudo os promotores do espetáculo, no nosso caso, o Sporting Clube de Portugal.
Relativamente às alterações que este novo regime trouxe, Soraia Quarenta mostra-se bastante crítica da mesma e não tem dúvidas em afirmar que “esta nova lei foi muito penalizadora para os adeptos. Só vai incitar mais à violência e à revolta das pessoas que são visadas pela lei. Vai afastar as pessoas dos estádios. Já estamos a vedar, até às próprias famílias, certos setores do estádio. Quando dizemos que aquele setor é só para claques, já estamos a dizer que não podem ir para aquele local em particular”.
Por sua vez, Rita Garcia Pereira acredita que “a alteração da lei visa essencialmente responsabilizar os promotores do espetáculo, ou seja, e no caso concreto, os Clubes, por infrações que ocorram imediatamente antes, durante e depois dos eventos desportivos, como, infelizmente, tem acontecido com o Sporting CP”. Sobre as limitações da mesma, a advogada demonstra como a mesma pode ser, até certo ponto, algo irrisória: “Em tese, um adepto de um clube pode arranjar uma camisola do clube rival e ir provocar desacatos para a bancada adversária. No limite, o responsável acabará por ser o Sporting CP. Nada impede isto”.
Contudo, para lá das limitações desta nova alteração legislativa, Soraia Quarenta e Rita Garcia Pereira reforçam que os clubes também têm aspetos que podem, certamente, melhorar, nomeadamente no caso das próprias revistas aquando da entrada no recinto desportivo.
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 | Por Redação
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 | Por Redação
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 | Por Redação
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
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10 Out 2026 | 09:47
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31