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Clube
18 Mai 2023 | 17:16 |
O Directivo Ultras XXI deixou, esta quinta-feira, 18 de maio, duras críticas a Frederico Varandas. Em comunicado, a claque afeta ao Sporting considera inaceitáveis os aumentos aos limites máximos dos vencimentos na SAD e acusa a atual Direção de falta de transparência e menosprezo pelos Sócios leoninos.
“Em sede de votação, e considerando a discordância frontal para com esta proposta, para com os seus fundamentos e justificações e para com os moldes em que a mesma foi apresentada aos accionistas, esta Associação votou contra a mesma”, poder ler-se no comunicado do Directivo, que justifica a sua posição: “Esta Associação não o fez por mero capricho, mas sim na defesa dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e dos seus associados, a quem uma vez mais foi retirada a voz e capacidade de decisão”.
“Numa matéria de assinalável importância, em que o voto expresso pelo Sporting Clube de Portugal é só por si suficiente para aprovar a proposta de aumento de remunerações apresentada, mais do que questões de índole jurídica, são questões de índole moral e ética que obrigavam a que, previamente, a Direcção do Sporting Clube de Portugal procurasse junto dos seus associados, em sede de Assembleia Geral do Clube, obter um sentido de voto para a Assembleia Geral da SAD”, escreve o Directivo Ultras XXI.
“Ao invés de tal suceder - como já sucedeu num passado recente – o que se verificou foi mais um exemplo de falta da transparência que tanto se apregoa, de menosprezo pela opinião e pensamento dos associados do Sporting Clube de Portugal e de colocação de interesses pessoais acima dos superiores interesses do nosso Clube”, finaliza a claque leonina.
Confira, na íntegra, o comunicado do Directivo Ultras XXI:
A Associação Directivo Ultras XXI, vem, pelo presente meio, comunicar aos seus Associados e ao público em geral o seguinte:Na véspera do 21.º aniversário desta Associação, e na senda do que vem sendo prática habitual desde a nossa fundação, marcámos presença activa na Assembleia Geral Extraordinária de Accionistas da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD que se realizou pelas 18h00, no Auditório Artur Agostinho;
A referida Assembleia foi convocada tendo por base o seguinte Ponto Único da Ordem de Trabalhos, que passamos a transcrever, para conhecimento: “Apreciar e aprovar as alterações na remuneração fixa a introduzir na Política de Remuneração dos titulares dos órgãos sociais da Sociedade propostas pela Comissão de Acionistas, para vigorarem a partir do exercício de 2023/2024.”;
A proposta de alteração dos limites máximos da remuneração fixa dos titulares dos órgãos sociais da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD foram devidamente apresentadas e fundamentadas junto dos accionistas presentes, tendo o representante da Associação formulado diversas questões sobre os aumentos propostos, nomeadamente, questionando o timing escolhido para esse efeito, os parâmetros comparativos utilizados no estudo de mercado que está na origem desta proposta - que se descobriu ter sido encomendado pelo próprio Conselho de Administração da SAD - assim como a justificação para o facto de os aumentos propostos excederem, consideravelmente, os valores praticados, de forma mediana, pelo mercado;
Em sede de votação, e considerando a discordância frontal para com esta proposta, para com os seus fundamentos e justificações e para com os moldes em que a mesma foi apresentada aos accionistas, esta Associação votou contra a mesma;
Esta Associação não o fez por mero capricho, mas sim na defesa dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e dos seus associados, a quem uma vez mais foi retirada a voz e capacidade de decisão;
Numa matéria de assinalável importância, em que o voto expresso pelo Sporting Clube de Portugal é só por si suficiente para aprovar a proposta de aumento de remunerações apresentada, mais do que questões de índole jurídica, são questões de índole moral e ética que obrigavam a que, previamente, a Direcção do Sporting Clube de Portugal procurasse junto dos seus associados, em sede de Assembleia Geral do Clube, obter um sentido de voto para a Assembleia Geral da SAD;
Ao invés de tal suceder - como já sucedeu num passado recente – o que se verificou foi mais um exemplo de falta da transparência que tanto se apregoa, de menosprezo pela opinião e pensamento dos associados do Sporting Clube de Portugal e de colocação de interesses pessoais acima dos superiores interesses do nosso Clube;
Ainda que o voto contra expresso por esta Associação na referida Assembleia Geral não tenha qualquer efeito prático na aprovação da proposta, uma vez que o accionista maioritário – o Sporting Clube de Portugal – logrou aprovar a mesma apenas com o seu voto, não deixámos de uma vez mais assinalar a nossa posição e a insatisfação que a condução de todo este processo provocou nos nossos associados e nos associados do Sporting Clube de Portugal em geral;
Hoje, como no dia 17 de Maio de 2002, existimos apenas pelo e para o Sporting Clube de Portugal;
Coerência, Honra e Fidelidade, Eis a Nossa Mentalidade!
A Associação Directivo Ultras XXI
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52